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Vigésimo quinto dia de meditação do mês de Maria

dia 25 maio a formação da moça

Maria ajuda eficazmente
E se alguém duvidar de ser socorrido de Maria, ao invocá-la, ouça a repreensão de Inocêncio III: Quem é aquele que pediu socorro a esta doce Soberana e ela o não atendeu? Aqui exclama o Beato Eutiquiano: Ó Virgem Santa, que podeis ajudar todo miserável e salvar os maiores pecadores, quem jamais solicitou vosso poderoso patrocínio e por vós foi desamparado? Tal caso nunca se deu e nunca se há de dar. Concordo, diz S. Bernardo, que nunca mais exalte vossa misericórdia, ó Virgem Maria, aquele que, tendo invocado vosso auxílio em suas necessidades, se recorde de ter sido abandonado por vós.
Mais depressa desaparecerão o céu e a terra, diz o devoto Blósio, do que deixe Maria de valer a quem com boa intenção a implora e nela confia. – Para aumentar a nossa confiança, sirvam as palavras de Eádmero: Quando nos dirigimos a esta divina Mãe, não só devemos ficar certos de seu patrocínio, mas às vezes seremos até mais depressa atendidos e salvos chamando pelo nome de Maria, do que invocando o Santíssimo nome de Jesus, nosso Salvador. E eis a razão que dá o escritor: Cristo, como Juiz, tem o ofício de punir; a Virgem como padroeira tão somente tem o de compadecer-se. Quer com isso dizer que achamos a salvação mais depressa junto à Mãe que junto ao Filho. Não porque Maria tenha mais poder que Jesus Cristo, nosso único Salvador, o qual com seus méritos nos obteve e ainda obtém a salvação. O motivo, ao contrário, é que, em Jesus, vemos também nosso Juiz cujo ofício é castigar os ingratos. Ao recorrermos a ele, facilmente então nos pode faltar a confiança. Mas indo a Maria, cujo ofício outro não é o que o de compadecer-se de nós como Mãe de misericórdia, e de proteger-nos como nossa advogada, parece que a nossa confiança se torna maior e mais segura. Muitas cosias se pedem a Deus, e não se alcançam. Pedem-se a Maria, e conseguem-se. Como pode ser isto? Responde Nicéforo que isto acontece, não porque Maria seja mais poderosa que Deus, mas porque Deus determinou honrar assim sua Mãe.
Muito consoladora é a promessa que Nosso Senhor fez a S. Brígida. Um dia esta Santa ouviu Jesus Cristo falar com sua Mãe e dizer-lhe: Minha Mãe, pedi-me o que quiserdes; nunca vos hei de negar coisa alguma; e ficai sabendo – ajuntou – que prometo despachar favoravelmente a quantos solicitarem de mim graças por vosso amor. Não importa que sejam pecadores, contanto que tenham o firme propósito de emenda. – A mesma coisa foi revelada a S. Gertrudes, quando ouviu Nosso Redentor dizer a Maria que ele, pela sua onipotência, lhe tinha concedido poder usar de misericórdia com os pecadores que a invocam, do modo que ela quisesse.
Digam, pois, todos com grande confiança, invocando esta Mãe de misericórdia, como lhe dizia o Pseudo-Agostinho: Lembrai-vos, ó piedosíssima Senhora, que não se tem ouvido, desde que o mundo é mundo, que alguém fosse de vós desamparado. E por isso perdoai-me se vos digo que não quero ser o primeiro infeliz, que, recorrendo a vós, não consiga o vosso amparo.
EXEMPLO
Bem experimentou S. Francisco de Sales a força desta oração, como se lê nas páginas de sua biografia. Como estudante, com dezessete anos de idade, vivia em Paris todo entregue a seus estudos, ao amor de Deus e aos exercícios de piedade que formavam sua delícia. Para experimentá-lo e mais uni-lo a Deus, permitiu o Senhor que o demônio persuadisse de que sua reprovação estava pronunciada nos decretos divinos. Inútil, portanto lhe seria tudo quanto fizesse. A obscuridade e a aridez em que Deus o deixou ao mesmo tempo, tornavam-no insensível aos mais suaves pensamentos sobre a divina bondade. Tanto o afligiu a tentação, que ao Santo jovem lhe roubou o sono, a saúde e a alegria. A quantos o viam inspirava compaixão.
Durante esta horrorosa tempestade, dominado pela tristeza e melancolia, dizia o Santo: Assim, pois, serei privado da graça de Deus, que me era tão amável e cheia de suavidade? Ó amor, ó beleza a que consagrei todos os meus afetos, será possível que não goze mais de vossas consolações? Ó Virgem Mãe de Deus, a mais bela das filhas de Jerusalém, será possível que não vos vá contemplar no paraíso? Ah! Senhora minha, se não me é dado ver vosso belo rosto, permiti ao menos que não vos blasfeme e amaldiçoe no inferno. – Eram tais então os ternos sentimentos daquele aflito coração, tão amoroso de Deus e da Santíssima Virgem. Durou um mês inteiro a tentação. Mas dignou-se, finalmente, o Senhor libertá-lo, por meio de Maria, a consoladora do mundo. Havia-lhe Francisco consagrado sua virgindade, nela colocara toda a sua confiança. Voltando uma tarde para casa, entrou numa Igreja e nela viu suspenso um quadrinho. Leu-o e achou escrita a oração de S. Agostinho, acima citada.
Prostrou-se logo perante a Mãe de Deus, recitou devotamente a oração, renovou seu voto de virgindade, com a promessa de recitar todos os dias o rosário, e acrescentou: Ó minha Rainha, sede-me advogada junto a vosso Filho, a quem não tenho coragem de recorrer. Minha Mãe, se devo ter a graça de não poder amar no outro mundo a meu Senhor, cuja amabilidade eu reconheço, obtende-me ao menos a graça de amá-lo neste mundo com todas as minhas forças. É a graça que vos rogo e de vós espero. – Apenas terminou, porém, sua oração, foi logo livre da tentação por sua Mãe dulcíssima. Recuperou imediatamente a paz interior e com ela a saúde. Continuou a viver sempre devotíssimo de Maria, cujos louvores e misericórdias não cessou nunca de publicar por palavras e por escritos durante toda a sua vida.
ORAÇÃO
Ó Mãe de Deus, Rainha dos Anjos, esperança dos homens, escutai a quem vos chama e a vós recorre. Prostrado hoje aos vossos pés, consagro-me para sempre a vós na qualidade de servo, e me obrigo a vos servir e honrar quanto posso durante o resto de minha vida. Pouco honrada sois, bem o sei, pela homenagem de um escravo tão vil e rebelde como eu, que tanto tenho ofendido a Jesus, vosso Filho e meu Redentor. Mas, se, apesar de minha indignidade, me recebeis como servo e me tornais digno pela vossa intercessão, este ato mesmo de misericórdia vos granjeará a honra que um miserável como eu vos não poderia dar.
Aceitai-me, pois, e não rejeiteis, ó minha Mãe. Para buscar as ovelhas perdidas é que o Verbo eterno desceu do céu; para salvá-las é que ele se fez vosso filho. E seríeis capaz de repelir uma ovelhinha que a vós recorre para achar a Jesus? Pago já o preço da minha salvação; meu Salvador já derramou por mim o seu divino sangue, o qual bastaria para salvar milhares de mundos. Só resta aplicar-me os merecimentos dele, e isto de vós depende. Virgem bendita, vós podeis, diz S. Bernardo, dispensar a quem vos apraz os merecimentos deste sangue. Podeis salvar a quem quereis, no-lo afirma S. Boaventura; salvai-me, ó Soberana minha. Entrego-vos, neste instante, toda a minha alma; tratai de salvá-la. Ó salvação dos que vos invocam, direi, terminando, com o mesmo Santo, salvai-me!
Trecho da meditação é retirado do livro “Glórias de Maria”, de Santo Afonso de Ligório.
Parte I, explicação da Salve Rainha – As abundantes e numerosas graças dispensadas pela Mãe de Deus aos que a servem devotamente.
Cap. IV A vós bradamos, os degredados filhos de Eva. I. Da prontidão de Maria em socorrer os que a invocam

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