sábado, 18 de março de 2017

Como posso me relacionar com Maria no dia a dia?


A presença de Nossa Senhora se revela em nosso cotidiano

Cada paróquia no Brasil tem um título de Nossa Senhora, que ganha destaque na comunidade local. Quando se aproxima a festa relacionada a esse título mariano, a paróquia se mobiliza, faz novena, quermesse e celebra muito a festividade. Mas Nossa Senhora só está presente em nossa vida nesses momentos particulares? Somos fiéis devotos dela, mas só pedimos sua interseção nas Missas celebrativas ou quando estamos com problemas a resolver? Não é esse o desejo de Deus ao nos dar Maria como Mãe nem é o desejo dela ao nos assumir como filhos. Ela quer participar do nosso dia a dia, auxiliando-nos e fortalecendo-nos na caminhada até Deus.

Auxílio dos cristãos

São Bernardo nos ensina que “nos perigos, nas angústias e dúvidas devemos pensar em Maria, invocando-a”. São Boaventura afirma: “Jamais li que algum santo não tivesse sido devoto especial da Santíssima Virgem”. Na oração da Ladainha de Nossa Senhora, nós a chamamos de “auxílio dos cristãos”. Sim, ela o é! Nossa Senhora é Auxiliadora!
No Evangelho de João 19,26-27, vemos que “Jesus, ao ver sua mãe e, ao lado dela, o discípulo que ele amava, disse a ela: ‘Mulher, eis o teu filho!’. Depois, disse ao discípulo: ‘Eis a tua mãe!’. A partir daquela hora, o discípulo a acolheu no que era seu’”. Papa Francisco, ao meditar essa leitura, fala-nos: “Temos uma Mãe que está conosco, que nos protege, acompanha e ajuda também nos tempos difíceis, nos maus momentos”.
Podemos encontrar um vasto conteúdo nos escritos dos Papas e Santos da Igreja, mostrando-nos a real maternidade de Maria. A resposta de João às Palavras do Cristo na cruz nos mostra qual deve ser nossa postura ao acolher a Virgem Santa como Mãe: “A partir daquela hora, o discípulo a acolhe no que era seu”. Esse é o centro do relacionamento materno entre Maria e seus filhos, não somente crer na maternidade, mas trazer Nossa Senhora para perto, colocá-la a par dos acontecimentos e sentimentos que diariamente compõem nossa vida e, para isso, há um caminho eficaz: a oração.
Seja o Rosário, o Ofício, a Ladainha ou uma jaculatória que invoca a proteção da Santíssima Virgem, seja um momento longo ou um breve elevar da alma até o colo sublime da Mãe de Deus, o certo é que devemos seguir o exemplo de João e trazer Maria para tudo o que nos pertence. Apresentar a Maria nossos conflitos e medos, nossas vitórias e projetos e tê-la como Mãe é encontrar nela uma companheira para o dia a dia.
Muitas vezes, durante o meu dia, elevo meu coração a Maria. Além de rezar o Santo Terço, vou me colocando nas mãos dela no decorrer das horas e dos fatos ocorridos. Quando estou realizando algum trabalho, para o qual não tenho muito domínio, vou pedindo a Maria que venha em meu auxílio. Quando vivo uma situação difícil, busco nela um apoio.

Mostra-te, Mãe

Na Carta Encíclica Adiutricem Populi, Papa Leão XIII fala de uma jaculatória simples, mas eficaz: “Mostra-te, Mãe”. Ele convida os cristãos a invocarem Maria nos acontecimentos do dia e pedir sua presença ou seu conselho.
Maria não somente quer nos acolher como filhos, como deseja nos acompanhar por toda nossa peregrinação aqui na terra rumo à morada eterna.
Nos acontecimentos duros da vida, nos momentos de solidão e dor, alegria e realização, clamemos essa simples oração que nos ensina o Santo Padre: “Mostra-te, Mãe”. Confiemos: aquela que acompanhou Jesus até o Calvário também nos acompanhará por todos os caminhos.

terça-feira, 14 de março de 2017

As sete principais tristezas e as sete principais alegrias de são José

(conforme os sete nós do cordão)

1) Ó Esposo puríssimo de Maria Santíssima, glorioso São José, assim, como foi grande a amargura de vosso coração na perplexidade de abandonardes a vossa castíssima Esposa, assim foi indizível a vossa alegria quando pelo Anjo vos foi revelado o soberano mistério da Encarnação. Por esta tristeza e por esta alegria, vos pedimos a graça de consolardes agora e nas extremas dores, a nossa alma, com a alegria de uma vida justa e de uma santa morte, semelhante à vossa, assistidos por Jesus e por Maria.

Pai Nosso, Ave Maria e Glória.

2) Ó felicíssimo Patriarca, glorioso São José, que fostes escolhido para ser o Pai adotivo do Verbo emanado, a tristeza que sentistes ao ver nascer em tanta pobreza o Deus menino, se vos mudou em júbilo celeste ao ouvirdes a Angélica harmonia e ao contemplardes a glória daquela brilhantíssima noite. Por esta tristeza e por esta alegria, vos suplicamos a graça de nos alcançardes que, depois da jornada desta vida, passemos a ouvir os angélicos louvores e a gozar os resplendores de glória celeste.

Pai Nosso, Ave Maria e Glória.

3) Ó obedientíssimo executor das divinas Leis, glorioso São José, o sangue preciosíssimo que na Circuncisão derramou o Redentor-Menino vos transpassou o coração, mas o nome de Jesus vo-lo reanimou, enchendo-o de contentamento. Por esta tristeza e por esta alegria, alcançai-nos viver sem pecado, a fim de expirar cheios de júbilo com o nome de Jesus no coração e na boca.

Pai Nosso, Ave Maria e Glória.

4) Ó fidelíssimo Santo, que tivestes parte nos mistérios de nossa Redenção, glorioso São José, se a profecia de Simeão a respeito do que Jesus e Maria teriam de padecer, vos causou mortal angústia, também vos encheu de suma alegria pela salvação e gloriosa ressurreição que, igualmente, predisse teria de resultar para inumeráveis almas. Por esta tristeza e por esta alegria, obtende-nos que sejamos do número daqueles que, pelos méritos de Jesus e pela intercessão da SS. Virgem, sua Mãe, têm de ressuscitar gloriosamente.

Pai Nosso, Ave Maria, Glória.

5) Ó vigilantíssimo custódio, íntimo familiar do Filho de Deus encarnado, glorioso São José, quanto sofrestes para alimentar e servir o Filho do Altíssimo, particularmente na fuga com Ele para o Egito. Mas, qual não foi também vossa alegria o por terdes sempre convosco o mesmo Deus e por verdes cair por terra os ídolos egípcios. Por esta tristeza e por esta alegria, alcançai-nos que, afastando para longe de nós o infernal tirano, especialmente, com a fuga das ocasiões perigosas, sejam extirpados do nosso coração todos os idílios de afetos terrenos e que, inteiramente dedicados ao serviço de Jesus e de Maria, para eles somente vivamos e, na alegria do seu amor, expiremos.

Pai Nosso, Ave Maria e Glória.

6) Ó anjo da terra, glorioso São José, que cheio de pasmo vistes o Rei do Céu submisso a vossos mandados, se a vossa consolação, ao reconduzi-lo do Egito, foi turbada pelo temor de Arquelau, contudo, sossegado pelo Anjo, permanecestes alegre em Nazaré com Jesus e Maria. Por esta tristeza e por esta alegria, alcançai-nos a graça de desterrar do nosso coração todo temor nocivo, de gozar a paz da consciência, de viver seguros com Jesus e Maria e também de morrer assistidos por eles.

Pai Nosso, Ave Maria, Glória.

7) Ó exemplar de toda santidade, glorioso São José, que perdeste, sem culpa vossa, o Menino Jesus, e com grande angústia houvestes de procurá-lo por três dias até que, com sumo júbilo, gozastes do queera vossa vida, achando-o no Templo entre os doutores. Por esta tristeza e por esta alegria, vos suplicamos, com o coração nos lábios, que interponhais o vosso valimento para que nunca se suceda perder a Jesus por culpa grave; mas, se por desgraça o perdermos, com tão grande dor o procuremos que o achemos favorável, especialmente em nossa morte, para passarmos a gozá-la no céu e lá cantarmos convosco suas divinas misericórdias.

Pai Nosso, Ave Maria e Glória.

Rogai por nós, Santíssimo José. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.
Oremos:  
Ó Deus, que por Vossa inefável Providência Vos dignastes escolher o bem-aventurado São José para Esposo de Nossa Mãe Santíssima, concedei-nos que aquele mesmo que na terra veneramos como protetor, mereçamos tê-lo no céu por nosso intercessor. Vós que viveis e reinais por todos os séculos dos séculos. Assim seja.
ORAÇÃO A SÃO JOSÉ PELA FAMÍLIA
Grande Santo, a quem Deus confiou o cuidado da mais santa família que jamais houve, sede vós, vo-lo pedimos, o pai e protetor da nossa, e impetrai-nos a graça de vivermos e morremos no amor de Jesus, de Maria e do Vosso. Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo, como era no princípio, agora e sempre. Amém. Pai Nosso e Ave Maria.
ORAÇÃO PELOS AGONIZANTEs
São José, Pai adotivo de Jesus Cristo e verdadeiro esposo da Virgem Maria, rogai por nós e pelos agonizantes deste dia (ou desta noite). V: São José, padroeiro dos agonizantes. R: Rogai por nós.

LEMBRAI-VOS, ó puríssimo Esposo de Maria Virgem, ó meu doce protetor, São José, que jamais se ouviu dizer que alguém tivesse invocado a vossa proteção, implorado vosso socorro e não fosse por vós consolado e atendido. Com esta confiança venho à vossa presença e a vós fervorosamente me recomendo. Não desprezeis a minha súplica ó Pai adotivo do Redentor, mas dignai-vos acolhê-la piedosamente. Assim seja.

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Oração ao Anjo da Guarda (Por São Francisco Xavier)




Ó Anjo de Deus que és minha guarda, pela piedade superna a mim, a ti cometido, salva, defende e governa. Amém, Jesus.

Rogo-te, Anjo bento, a cuja providência eu sou encomendado, que sempre sejas presente, em minha ajuda. Ante Deus Nosso Senhor, apresenta os meus rogos a Suas mui piedosas orelhas, para que, por Sua misericórdia e tuas preces, me dê perdão de meus pecados passados e verdadeiro conhecimento e contrição dos presentes, e aviso para evitar os pecados vindouros, e me dê graça para bem obrar e até ao fim perseverar.

Afasta de mim, pela virtude de Deus todo-poderoso, toda a tentação de Satanás. E, o que não mereço por minhas obras, tu alcança por teus rogos por mim, ante Nosso Senhor, que em mim não haja lugar e mistura de alguma maldade.

E se, algumas vezes, me vires errar o bom caminho e seguir os errores dos pecados, tu procura de me volver a meu Salvador, pelas carreiras da justiça. E quando me vires em alguma tribulação e angústia, faz que me venha adjutório de Deus, por teus doces socorros.

Rogo-te que nunca me desampares, mas sempre me cubras e visites e ajudes e defendas de toda a fadiga e guerra dos demônios, vigiando de dia e de noite, em todas as horas e momentos. Onde quer que andar, guarda-me e acompanha-me.

Isso mesmo te peço, meu guardador, que quando desta vida partir, não deixes que me espantem os demônios, nem me deixes cair em desesperação, nem me desampares, até me levar à bem-aventurada Virgem Maria, Mãe de Deus, e com todos os santos, para sempre folguemos em a glória do paraíso, que nos dará Jesus Cristo Nosso Senhor, o qual, com o Pai e com o Espírito Santo, vive e reina para sempre.
Amém.

(Ordem e regimento - Xavier - doc. 66 - Retirado do livro: Obras Completas - São Francisco Xavier)

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14 de março dia de Santa Matilde (+968)


Santa Matilde viveu de 895 a 968. Rainha, mãe de Otto “o grande” e uma beneditina, filha do Conde de Dietrich de Westphalia e Reinhild da Dinamarca. 
  Algumas vezes chamada de Mathildis ou Mechtildis.
  Ela casou-se com Henrique Fowler, filho do Duque Otto da Saxônia em 909 Em 919, Henrique sucedeu ao rei Conrad I no trono Alemão. Seus filhos foram Otto, o grande e Henrique, e ela os educou quando o seu marido morreu em 936. Ela reinou como regente de Otto até ele ser coroado imperador em 962.
 Aí entrou para um convento beneditino e fundou vários monastérios em Engerm e Wesfalia e a Abadia de Poehlde.
  Matilde é um exemplo de como se pode viver em um mundo de esplendor e alcançar a perfeição religiosa.
 Ela ficava frequentemente reclusa, lendo meditando e no meio da pompa da corte tinha tempo para suas obras de caridade nunca negligenciava seus deveres de cristã, visitando sempre que podia, os pobre e os doentes, e deu suas joias para ajudar as obras de caridade.
  Após a morte de Henrique em 995 ela se dedicou a construir muitas igrejas, casas religiosas como, por exemplo, a de Pohlde em Brunswick, onde ela mantinha 3000 monges , Quedlingurg onde ela enterrou o seu marido e Nordhausen para onde se retirou anos mais tarde. Ela governou o reino no período em que Otto foi para Roma para ser coroado pelo Papa, e que é por muitos considerado como o começo do Sagrado Império Romano.
Diz Santa Matilda com relação a Virgem Maria:

Devemos servir fielmente a essa Rainha. Nas angustias da agonia e nas tentações do desespero que o demônio nos proporcionar, Maria nos fortificará e virá em pessoa, assistir-nos os últimos momentos. E a nossa confiança não nos poderia fazer esperar que Maria nos venha, naquela hora, consolar com a sua presença, se lhe servimos com amor , todo o resto da vida?

  Em uma visão, a Virgem Maria prometeu a Santa Matilde que concederia este precioso favor aos que lhe serviam fielmente neste mundo.
  Ela morreu no Monastério de Quedlingburg em 14 março.
Suas relíquias estão enterradas em Quedlinburg ao lado do seu marido.
  Os beneditinos a veneram com um dos seus. E se ela vivesse hoje diria para nós tirarmos apenas uma hora da nossa televisão para orar e estudar, e ajudar os menos afortunados. Ela dizia que o tempo é a nosso mais precioso dos bens, se usado com sabedoria.
   Ela fundou várias Abadias Beneditinas e era muito venerada pela sua generosidade e, além disso, ela ensinava os ignorantes, confortava os doentes e visitava os prisioneiros.

Viva Cristo Rei e Maria Rainha.
Rezem todos os dia Santo Rosário.  

O coração penitente da Virgem Maria


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Na quarta feira de cinzas a nossa igreja inicia um tempo novo. Tempo de reflexão, de reconstruir a aliança com Deus, que por muitos dos nossos pecados, rompemos com Ele. É um tempo de fazer as pazes com Deus que ansioso aguarda por ouvir os nossos passos da volta, como o Pai do filho pródigo, Ele nos espera no portão do nosso coração, mais precisamente nesta época em que estamos mais propícios a buscar por sua misericórdia e piedade: A Quaresma!

Muitas vezes nos propomos a tantas coisas, fazemos propósito de não comer carne, abrimos mão de algumas coisas que gostamos muito, tentamos mudar comportamentos que durante todo o ano esquecemos de trabalhar e no fim, percebemos, a cada ano que nada mudou! Tanto nos esforçamos abrindo mão das nossas vontades neste tempo quaresmal, mas nos frustramos quando olhamos para dentro de nós mesmos e vemos que tão pouco passos demos diante de tantas coisas que precisam ser mudadas em nós.


Mas não podemos, mesmo diante de tão poucos resultados, desistir de nós mesmos, mesmo diante de nenhuma eficácia dos nossos propósitos do ano passado, é preciso continuar, ir em frente irmãos! Tenho pensado uma maneira de este ano, ser mais eficiente e eficaz nos meus propósitos para ser melhor e não encontrei nenhuma maneira a não ser por intermédio do auxílio da Santíssima Virgem Maria.


Quando olhamos para dentro de nós e não conseguimos ver nada de bom para oferecer a Deus, é necessário voltar o nosso olhar para dentro do Coração Dela, da Virgem Maria. Quando não conseguimos ser mais do que estes pobres vermezinhos que somos (como menciona São Luis no Tratado) é necessário olhar para Ela! Quanta pureza, simplicidade, humildade e amor encontramos neste Coração piedoso e constantemente penitente, e penitente por nós, pelos nossos pecados. Ela não precisa suplicar a Deus por pecados nenhum, visto que Ela é a Imaculada Conceição, mas suplica por nós, roga por nossos pecados, clama por nós. Ela nos ensina de uma maneira tão doce e simples como realmente nos penitenciar diante do Altíssimo.


Diante de nossas misérias, trabalhemos então o que nos ensina o parágrafo 211: “o quinto, enfim, e o maior bem, que a amabilíssima Maria proporciona a seus fieis devotos, é interceder por eles junto de seu Filho, apaziguá-lo por suas preces, uni-los a ele por um forte elo, e para Ele os conservar.” Santo Agostinho chama a Santíssima Virgem de Forma Dei, o molde de Deus, aquele que é lançado no molde divino fica em breve moldado e formado em Jesus Cristo e Jesus Cristo nele (parágrafo 219 do TVDSV).


Contudo amados irmãos, convido a vocês neste tempo tão favorável à renovação e purificação, viver de maneira mais imersa em Maria Santíssima a sua quaresma. Que o Coração Imaculado Dela triunfo em nossos corações nos ajudando a reconciliar-nos com Deus com um verdadeiro propósito de não mais pecar, de viver as virtudes desta Boa Mãe escondendo-nos Neste Coração penitente e cheio de amor por nós!


Deus abençoe vocês!!


Salve Maria, esposa do Espírito Santo!

Fonte: Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem

sábado, 11 de março de 2017

Nossa Senhora Auxiliadora


Ó Santíssima e Imaculada Virgem Maria,
terníssima Mãe nossa e poderoso Auxílio dos Cristãos,
nós nos consagramos inteiramente
ao vosso doce amor e ao vosso santo serviço.
Consagramo-vos a mente com seus pensamentos,
o coração com seus afetos, o corpo com seus sentidos
e com todas as suas forças,
e prometemos querer sempre trabalhar
para a maior glória de Deus e a salvação das almas.
Vós, entretanto, ó Virgem incomparável,
que fostes sempre a Auxiliadora do povo cristão,
continuai, por piedade, a mostrar-vos tal,
especialmente nestes dias.
Humilhai os inimigos de nossa Santa Religião
e frustrai seus perversos intentos.
Iluminai e fortificai os Bispos e os Sacerdotes,
e conservai-os sempre unidos
e obedientes ao Papa, mestre infalível;
preservai da religião e do vício a incauta mocidade;
promovei as santas vocações
e aumentai o número dos ministros sagrados,
a fim de que, por meio deles,
se conserve o reino de Jesus Cristo entre nós
e se estenda até os últimos confins da terra.
Suplicamo-vos também, ó dulcíssima Mãe nossa,
lanceis continuamente vossos olhares piedosos
sobre a incauta mocidade rodeada de tantos perigos,
sobre os pobres pecadores e moribundos;
sede para todos, ó Maria, doce esperança,
Mãe de misericórdia e Porta do Céu.
Mas também por nós vos suplicamos, ó grande Mãe de Deus.
Ensinai-nos a copiar em nós vossas virtudes,
e de um modo especial vossa angélica modéstia,
a fim de que, por quanto for possível, com nossa presença,
com nossas palavras e com nosso exemplo,
representemos ao vivo no meio do mundo
a Jesus, vosso bendito Filho,
vos façamos conhecer e amar,
e possamos por este meio salvar muitas almas.
Fazei mais, ó Maria Auxiliadora,
que estejamos todos unidos
debaixo do vosso maternal manto.
Fazei que nas tentações
vos invoquemos logo com toda a confiança.
Fazei, enfim, que o pensamento
de que sois tão boa, tão amável e tão querida,
a lembrança do amor que tendes aos vossos devotos,
nos conforte de tal modo que, na vida e na morte,
saiamos vitoriosos contra os inimigos de nossa alma,
e possamos depois unir-nos convosco no Paraíso. Amem.

Maria, Auxílio dos Cristãos, rogai por nós.

http://precantur.blogspot.com.br/2013/05/oracoes-nossa-senhora-auxiliadora.html

OFERECIMENTO A NOSSA SENHORA AUXILIADORA

Ensinai-me, oh! Maria Auxiliadora, a ser doce e bom em todos os acontecimentos de minha vida;

Nos desenganos, no descuido de outros, na falta de sinceridade daqueles em quem acreditei, na deslealdade daqueles em quem confiei.

Ajudai-me a esquecer de mim mesmo para pensar na felicidade dos outros; a ocultar meus pequenos sofrimentos de tal modo que seja eu o único que os padeça.

Ensinai-me a tirar proveito deles, a usá-los de tal modo que me suavizem, não me endureçam nem me amarguem;

Que me façam paciente e não irritável; que me façam amplo em minha clemência e não estreito e despótico.

Que ninguém seja menos bom, menos sincero, menos amável, menos nobre, menos santo por ter sido meu companheiro de viagem no caminho até a vida eterna.

Amém.

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sábado, 4 de março de 2017

O dia em que o Menino Jesus desceu para brincar com as crianças


Um belíssimo conto sobre fé e comunhão



Numa antiga abadia da Espanha aconteceu, há alguns anos, este fato.
Alguns meninos realmente bons iam, muitas vezes, brincar no jardim do convento dos religiosos, onde se erguia uma estátua de Nossa Senhora que tinha nos braços uma linda criança.
Os meninos, em certa hora, costumavam tomar o lanche.
Uma vez, tendo ganhado dos padres as primeiras cerejas do ano, tiveram a ideia de reparti-las com o Menino de Nossa Senhora.
Pegam um bom punhado delas e oferecendo-as a Jesus, dizem-lhe:
– Olha Jesus, como são belas! Desce e vem comê-las conosco!
Tanto agradou a Jesus aquele convite singelo, feito de coração, que Ele aceitou logo, e, voando levemente, desceu no meio deles para comer as cerejas e brincar alegremente.
A cena repetiu-se durante muitos dias. Por fim, tendo os padres notado e comentado o fato com maior estupefação, Jesus interrompeu seus voosPorém, não sem prometer aos meninos que os escolheria para comer cerejas no Paraíso.
Vocês invejam aqueles rapazinhos da Espanha?
Pois bem, saibam que a sorte de vocês é mil vezes mais bela!
Naqueles tempos não era hábito receber-se com frequência a Comunhão, e aqueles meninos, coitados! Talvez uma só vez por ano, na Páscoa, pudesse receber a Jesus.
Agora, porém, que Jesus e o Papa falaram e a Igreja aprovou, vocês podem, mesmo diariamente, fazer Jesus descer do próprio meio e tê-lo sempre, mediante a frequente Comunhão.
Menino Jesus
Nada de inveja, portanto, mas boa vontade e um grande amor!

Fonte: “Vamos crianças, vamos a Jesus” – Pe. Luís Chiavarino.


(Via AASCJ)

Imitar as virtudes da Rainha é o melhor caminho para amar a Cristo

Maria sempre foi lotada por virtudes. Virtudes essas que fizeram com que Ela fosse escolhida desde a eternidade para ser a Mãe de Jesus Cristo, Nosso Senhor e Salvador. Dentre essas virtudes, podemos citar: a humildade, o silêncio, a paciência, uma contínua vida de oração, obediência, a pureza, a doçura, uma fé contagiante e encorajadora, entre diversas outras. 
Seguindo e imitando essas virtudes, temos a certeza de que Deus olhará para nós também como seu servo.

No canto do Magnificat, Maria expressa sua humildade entitulando-se "pobre serva". 
Durante toda a história, demonstra também sua humildade guardando-se no silêncio, e nunca se vangloriando das obras e maravilhas que Deus fazia em sua vida. Devemos nós também ser como Maria. Humildes de alma e coração, tratar todos os irmãos com igualdade, respeito e dignidade, e nunca nos vangloriar das maravilhas de Deus.

Uma das virtudes mais marcantes da Virgem Maria é o silêncio, e esse é um dos motivos da Bíblia citar pouco o nome de Maria (Porém, cita tudo que precisamos saber). "Maria conservava todas essas palavras, meditando-as no seu coração" (Lc 2,19). 
Maria meditava todas aquelas coisas em seu imaculado coração, em seu silêncio, sempre se guardando e se recolhendo em sua humildade. 
Devemos, como Maria, aprender a silenciar nos momentos certos, a meditar as coisas de Deus em nossos corações, a nos recolhermos no silêncio.

A obediência de Maria se percebe logo quando, mesmo sem saber os planos de Deus, pela anunciação do Arcanjo Gabriel, entrega-se totalmente à serviço de Deus, aceitando trazer ao mundo o Salvador. 
Devemos, como Maria, obedecer cegamente as vontades de Deus, renunciando a nós mesmos e às nossas vontades e entregando-nos a serviço de Deus, pois "Antes que fosses formado no seio de sua mãe, eu já te conhecia" (Jr 1,15) diz a Palavra.

Outra virtude marcante é a pureza. A sempre Virgem Maria manteve-se pura e casta, e por obra do Espírito Santo concebeu Jesus, e foi assunta aos céus ainda virgem. Maria deve ser para nós símbolo de castidade, de pureza. 
Ela nos ajuda a viver uma vida, um namoro e um casamento santo, casto, não só na afetividade, mas também nos pensamentos, palavras, ações, gestos, etc.

Maria também sempre teve uma vida contínua de oração, uma fé viva e encorajadora. 
Mesmo após a morte de Jesus, com a lança predita pelo profeta transpassando o coração, Maria se manteve em oração, e encorajava os apóstolos a se manterem firmes na fé, esperando o Espírito prometido no cenáculo. 
Assim como Maria devemos manifestar uma fé viva, sendo motivo de encorajamento para que outros irmãos perseverem na oração e na fé.

Concluimos, portanto, que seguir tais virtudes de Maria, podemos nos tornar santos e irmos para o céu. Peçamos portanto, sua intercessão e a misericórdia de Seu Filho, para que, mesmo diante de provações, noites escuras, desertos, tentações, possamos nós estar obedientes, puros, firmes na fé, doces, humildes, e, com bastante devoção, imitando todas as virtudes da Mãe de Deus e Nossa.

Fonte: Telegram: https://t.me/admiravelsenhora

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Quarta-feira de Cinzas e início da Quaresma


NESTE INÍCIO de Quaresma, procuremos, mais ainda do que a mortificação corporal, aceitar o convite que a Liturgia sabiamente nos faz, de combater o amor próprio com todas as nossas forças.
Procurai o mérito, procurai a causa, procurai a justiça; e vede se encontrais outra coisa que não seja a Graça de Deus.
(Santo Agostinho, Sermão 185; PL 38,997-999)

Ao receber, na Quarta-feira que antecede a Quaresma, as cinzas sobre a cabeça, ouviremos mais uma vez um claro convite à conversão que pode expressar-se numa fórmula dupla: "Convertei-vos e crede no Evangelho"; ou: "Recorda-te que és pó e em pó te hás de tornar".

Precisamente devido à riqueza dos símbolos e dos textos bíblicos, a Quarta-Feira de Cinzas é considerada a porta de entrada da Quaresma. De fato, a Liturgia e os gestos que a distinguem formam um conjunto que antecipa resumidamente as características próprias de todo o período quaresmal. Na sua tradição, a Igreja não se limita a oferecer-nos a temática litúrgica e espiritual do itinerário quaresmal, mas indica-nos também os instrumentos ascéticos e práticos para o percorrer frutuosamente.

"Convertei-vos a Mim de todo o vosso coração, com jejuns, com lágrimas, com gemidos!" (Jl 2,12). Os sofrimentos e calamidades que afligiam naquele tempo a terra de Judá estimulam o autor sagrado a encorajar o povo eleito à conversão, isto é, a voltar com confiança filial ao Senhor dilacerando o seu coração e não as vestes. De fato, recorda o profeta, Ele "é clemente e compassivo, paciente e rico em misericórdia e se compadece da desgraça" (2,13). O convite que Joel dirige aos seus ouvintes também é válido para nós.

Não hesitemos em reencontrar a Amizade de Deus perdida com o pecado; encontrando o Senhor, experimentamos a alegria do seu Perdão. E assim, quase respondendo às palavras do Profeta, fazemos nossa a invocação do refrão do Salmo 50: "Perdoai-nos Senhor, porque pecamos!". Proclamando o grande Salmo penitencial, apelamos à Misericórdia Divina; pedimos ao Senhor que o poder do seu Amor nos volte a dar a alegria de sermos salvos.

Com este espírito, iniciamos o tempo favorável da Quaresma, como nos recordou São Paulo: "Aquele que não havia conhecido o pecado, Deus o fez pecado por nós, para que nos tornássemos, n'Ele, justiça de Deus" (2Cor 5, 21), para nos deixarmos reconciliar com Deus em Cristo Jesus. O Apóstolo apresenta-se como embaixador de Cristo e mostra como precisamente através d'Ele é oferecida ao pecador, isto é, a cada um de nós, a possibilidade de uma reconciliação autêntica.

Só Cristo pode transformar qualquer situação de pecado em novidade de Graça. Eis porque assume um forte impacto espiritual a exortação que Paulo dirige aos cristãos de Corinto: "Em nome de Cristo suplicamo-vos: reconciliai-vos com Deus"; e ainda: "Este é o tempo favorável, é este o dia da salvação" (5,20; 6,2).

Enquanto Joel falava do futuro Dia do Senhor como quem fala de um dia de terrível juízo, São Paulo fala de um tempo favorável, do Dia da Salvação. O futuro Dia do Senhor tornou-se o "Hoje". O dia terrível transformou-se na Cruz e na Ressurreição de Cristo, no Dia da Salvação. E este dia é agora, como diz o Canto ao Evangelho: "Hoje não endureçais os vossos corações, mas ouvi a Voz do Senhor". O apelo à conversão, à penitência, ressoa hoje com toda a sua força, para que o seu eco nos acompanhe em cada momento da vida.

A Liturgia da Quarta-Feira de Cinzas indica assim, na conversão do coração a Deus, a dimensão fundamental do tempo quaresmal. Esta é a chamada muito sugestiva que nos vem do tradicional rito da imposição das cinzas. Rito que assume um duplo significado: o primeiro é relativo à mudança interior, à conversão e à penitência; o segundo recorda a precariedade da condição humana, como é fácil compreender das fórmulas que acompanham o gesto.

Amados irmãos, temos quarenta dias para aprofundar essa extraordinária experiência ascética e espiritual. No Evangelho (cf. Mt 6,1-6.16-18), o Cristo indica quais são os instrumentos úteis para realizar a autêntica renovação interior e comunitária: as obras de caridade, a oração e a penitência. São três práticas fundamentais queridas também à tradição hebraica, porque contribuem para purificar o homem aos Olhos de Deus.

Estes gestos exteriores, que devem ser realizados para agradar a Deus e não para obter a aprovação dos homens, são por Ele aceitas se expressarem a determinação do coração em servi-lO com simplicidade e generosidade. Recorda-nos isto também um dos Prefácios quaresmais onde, em relação ao jejum, lemos esta singular expressão: "Ieiunio... mentem elevas", ou "com o jejum elevas o espírito" (Prefácio IV).

O jejum, ao qual a Igreja nos convida neste tempo forte, certamente não nasce de motivações de ordem física ou estética, mas brota da exigência que o homem tem de uma purificação interior que o desintoxique da poluição do pecado e do mal; que o eduque para aquelas renúncias saudáveis que libertam o crente da escravidão do próprio eu; que o torne mais atento e disponível à escuta de Deus e ao serviço dos irmãos. Por esta razão o jejum e as outras práticas quaresmais são consideradas pela tradição cristã como armas espirituais eficientes para combater o mal, as paixões negativas e os vícios.

Como no findar do inverno volta a estação do Verão e o navegante arrasta para o mar o barco, o soldado limpa as armas e treina o cavalo para a luta, o agricultor lima a foice, o viajante revigorado prepara-se para outra longa jornada e o atleta depõe as vestes e prepara-se para as competições; assim também nós, no início deste jejum, quase no regresso de uma Primavera espiritual, forjamos as armas como os soldados, limamos a foice como os agricultores, e como timoneiros reorganizamos a nave do nosso espírito para enfrentar as ondas das paixões. Como viajantes retomamos a jornada rumo ao Céu e como atletas preparamo-nos para a luta, com o despojamento de tudo.
(São João Crisóstomo- Homilias ao povo antioqueno, 3)

A Quaresma é também, assim como não poderia deixar de ser, um tempo de profundo ardor eucarístico. Buscando naquela Fonte inexaurível de Amor que é a Eucaristia, na qual Cristo renova o Sacrifício Redentor da Cruz, cada cristão pode perseverar no itinerário que hoje empreendemos solenemente. As obras de caridade, a oração, o jejum, - juntamente com qualquer outro esforço sincero de conversão, - encontram o seu significado e seu valor mais alto na Eucaristia, centro e ápice da vida da Igreja e da história da salvação. "Este Sacramento que recebemos, ó Pai", - assim rezamos no final da Santa Missa, - "ampare-nos no caminho quaresmal, santifique o nosso jejum e o torne eficaz para a cura do nosso espírito".

Pedimos a Maria Santíssima que nos acompanhe para que, no final da Quaresma, possamos contemplar o Senhor ressuscitado, interiormente renovados e reconciliados com Deus e com os irmãos. Amém!


Significado da Cerimônia de Cinzas

A Igreja nos indica, nas orações recitadas por seus ministros, o significado da cerimônia das Cinzas:

"Ó Deus, que não quereis a morte do pecador mas a sua conversão, escutai com bondade as nossas preces e dignai-vos abençoar estas cinzas que vamos colocar sobre as nossas cabeças. E assim reconhecendo que somos pó e que ao pó voltaremos, consigamos, pela observância da Quaresma, obter o perdão dos pecados e viver uma vida nova à semelhança do Cristo ressuscitado."

É, pois, a penitência que a Igreja nos quer ensinar pela cerimônia deste dia. Já no Antigo Testamento os homens se cobriam de cinzas para exprimir sua dor e humilhação, como se pode ler no livro de Jó e em tantas outras passagens da Escritura. Nos primeiros séculos da Igreja, os penitentes públicos apresentavam-se nesse dia ao bispo: pediam perdão revestidos de um saco, e, como sinal de sua contrição, cobriam a cabeça de cinzas. Mas como todos os homens são pecadores, relata Santo Agostinho, essa cerimônia estendeu-se a todos os fiéis, para lhes recordar o preceito da penitência. Não havia exceção alguma: pontífices, bispos, sacerdotes, reis, almas inocentes, todos se submetiam a essa humilde expressão de arrependimento.

Tenhamos os mesmos sentimentos: deploremos nossas faltas ao recebermos das mãos do ministro de Deus as cinzas abençoadas pelas orações da Igreja. Quando o sacerdote nos disser "lembra-te que és pó, e ao pó hás de tornar", ou "convertei-vos e crede no Evangelho", enquanto impõe as cinzas, humilhemos o nosso espírito pelo pensamento da morte que, reduzindo-nos ao pó, nos porá sob os pés de todos. Assim dispostos, longe de lisonjearmos o nosso corpo destinado à dissolução, tomemos a decisão de tratá-lo com dureza, refrear o nosso paladar, os nossos olhos, os nossos ouvidos, a nossa língua e todos os sentidos; a observar, o mais possível, o jejum e a abstinência que a Igreja nos prescreve. Rezemos juntos:

Ó Deus, inspirai-me verdadeiros sentimentos de humildade, pela consideração do meu nada, ignorância e corrupção. Dai-me o mais vivo arrependimento das minhas iniquidades que feriram vossas Perfeições infinitas, contristaram vosso Coração de Pai, crucificaram vosso Filho dileto e me causaram um mal maior do que a perda da vida do corpo, pois que o pecado mortal é a morte da alma e nos expõe a uma morte eterna. Pelo mesmo Cristo, Vosso Filho. Amém!

A Igreja sempre admoestou os fiéis a não nos se contentarem com os sinais externos de penitência, mas a lhe beberem o espírito e os sentimentos. Jejuemos, diz ela, como o Senhor deseja, mas acompanhemos o jejum com lágrimas de arrependimento, prosternando-nos diante de Deus e deplorando a nossa ingratidão na amargura dos nossos corações. Mas essa contrição, para ser proveitosa, deve ser acompanhada de confiança. Por isso a Igreja sempre nos lembra que nosso Deus é cheio de bondade e misericórdia, sempre pronto a perdoar-nos, o que é um forte motivo para esperarmos firmemente a remissão das nossas faltas, se delas nos arrependermos. Deus não despreza jamais um coração contrito e humilhado.

O pensamento da morte convida-nos ainda a viver mais santamente, e quão eficaz é essa recordação! A Liturgia termina exortando-nos a tomarmos generosas resoluções confiando plenamente em Deus. À borda do túmulo e à porta do Tribunal Supremo, quem ousaria enfrentar o seu Juiz, ofendendo-o e recusando o arrependimento ou vivendo na negligência, tibieza e relaxamento?

Coloquemo-nos, em espírito, em nosso leito de morte, e armemo-nos dos sentimentos de arrependimento e contrição que nesse caso teríamos. Depositemos nossa confiança na Misericórdia Divina, nos méritos de Jesus e na intercessão da Mãe da Igreja. Prometamos ainda ao Senhor:

** Cortar dos nossos pensamentos tudo o que desagrada a Deus;

*** Viver, durante esse período, no recolhimento interior que favorece em nosso espírito a oração e nos separa de tudo o que não é Deus.

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Adaptação da Homilia de Quarta-feira de Cinzas (21/2/2007) do Papa Bento XVI, na Basílica de Santa Sabina no Aventino

Ref.: artigo "Liturgia da Quarta-Feira de Cinzas Recorda-nos Nossa Condição de Mortais", disponível em:
 http://arautos.org/especial/13407/Quarta-feira-de-Cinzas.html
Acesso 5/4/014