segunda-feira, 2 de maio de 2016

Primeiro dia de meditação do mês de Maria

Nossa Senhora4

Maria é Rainha
Tendo sido a Santíssima Virgem elevada a dignidade de Mãe de Deus, com justa razão a Santa  Igreja a honra, e quer que de todos seja honrada com o título glorioso de Rainha. Se o Filho é Rei, diz Pseudo Atanásio, justamente a Mãe deve considerar-se e chamar-se Rainha. Desde o momento em que Maria aceitou ser Mãe do Verbo Eterno, diz S. Bernardinho de Sena, mereceu tornar-se Rainha do mundo e de todas as criaturas. Se a carne de Maria, concluiu Arnoldo, abade, não foi diversa da de Jesus, como pois, da monarquia do Filho pode ser separada a Mãe? Por isso deve julgar-se que a glória do reino não só é comum entre a Mãe e o Filho, mas também é a mesma para ambos.
Se Jesus é Rei do universo, do universo também é Maria Rainha, escreve Roberto, abade. De modo que, na frase de S. Bernardinho de Sena, quantas são as criaturas que servem a Deus, tantas também devem servir a Maria. Por conseguinte estão sujeitos ao domínio de Maria os anjos, os homens e todas as coisas do céu e da terra, porque tudo está também sujeito ao império de Deus. Eis porque Guerrico abade lhe dirige estas palavras: Continuai, pois, a dominar com toda a confiança: disponde a vosso arbítrio dos bens de vosso Filho; pois, sendo Mãe, e Esposa do Rei dos reis, pertence-vos como Rainha o reino e o domínio sobre todas as criaturas.
ORAÇÃO
Ó Mãe de meu Deus e Senhora minha, ó Maria, tal como se apresenta a uma excelsa soberana um pobre chagado e repugnante, me apresento eu a vós, que sois a Rainha do céu e da terra. Rogo-vos que lá do alto trono, em que estais sentada, vos digneis volver os vossos olhos para este pobre pecador. Deus vos fez tão rica, a fim de socorrerdes aos pecadores; elegeu-vos Rainha para que pudésseis aliviar os miseráveis. Olhai, pois, para mim e compadecei-vos de minha miséria. Olhai-me e não me abandoneis enquanto de pecador não me tiverdes mudado em santo. Bem sei que nada mereço. Antes por minha ingratidão mereceria ser privado de todas as graças que do Senhor recebi por vosso intermédio. Mas vós, que sois Rainha de Misericórdia, buscais de preferência misérias e não méritos para socorrer os necessitados. Ora, quem há mais necessitado e miserável do que eu?
Ó Virgem excelsa, sei que sois Rainha do universo e minha Rainha também. Quero, porém, de um modo mais especial consagrar-me ao vosso serviço, para que disponhais de mim segundo vosso beneplácito. Exclamo, pois, com S. Boaventura: Ó minha soberana, à vossa soberania me entrego, para que domineis conforme vosso arbítrio sobre tudo quanto tenho e sou: não me abandoneis. Governai-me, dai-me vossas ordens, de mim disponde à vossa vontade. Castigai-me até, quando for desobediente, porque muito salutares me serão os vossos castigos. Considero maior ventura ser um vosso servo que ser senhor do universo. Sou vosso: salvai-me. Aceitai-me, ó Maria, como vosso servo e cuidai da minha salvação. Já não quero pertencer-me a mim mesmo; a vós me dou. E se mal até agora vos tenho servido, deixando de honrar-vos em tantas ocasiões, quero para o futuro associar-me a vossos mais devotados servos. Sim, ó amabilíssima Rainha, de hoje em diante mais do que ninguém vos hei de amar e honrar. Assim o promete e assim espero executá-lo com o vosso auxílio. Amém.
Obs.: Trecho retirado do livro Glórias de Maria, de Santo Afonso Maria de Ligório

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