domingo, 10 de maio de 2015

Hino à Santa Virgem Maria


Salve, raio de sol espiritual; salve, reflexo da luz sem ocaso.
Salve, arco-iris que iluminas as almas; salve, relâmpago que aterrorizas os inimigos.
Salve, tu que fazes aparecer o astro fulgurante; tu que fazes brotar rios de água.
Salve, ó tu que representas a piscina simbólica;
Salve, tu que tiras as manchas do pecado.
Salve, banho que purificas a consciência; salve, taça que derramas alegria.
Salve, perfume da fragrância de Cristo; salve, vida do banquete místico; salve, 
esposa sempre virgem.

(Hino da Litúrgia Oritental)


A NOSSA CRUZ E A DE CRISTO

Cada uma das nossas dores traz uma mensagem de Cristo que pergunta por nós. Do alto da Cruz, Ele olha-nos pessoalmente, chama-nos pelo nosso nome e nos pergunta: “Não queres aprender a sofrer comigo? Não queres transformar a tua dor em amor? Não queres ter um sofrimento santificador?”
Quando nos decidiremos a isso? Quando perceberemos estas interrogações afetuosas, estas sugestões da graça de Deus? “Perante esse pequeno desaforo –Deus nos diz-, por que não respondes com um silêncio paciente e humilde como o meu, sem ódio nem discussões? Se te custa aguentar o caráter daquela pessoa, por que não te esforças por viver melhor a compreensão e a desculpa amável? Quando alguém te ofende, por que -sem deixares de defender serenamente o que é justo- não te esforças por perdoar, como Deus te perdoa?”
E, assim, quando as dores físicas ou morais –os desgostos, as decepções, os fracassos, os fastios, o tédio, a solidão, a depressão…− nos acabrunham, a voz cálida de Cristo crucificado convida-nos a ser generosos e a subir um degrau na escada do amor: a crescer na  mansidão, na bondade e na grandeza de alma; a aumentar a confiança em Deus; a ser mais desprendidos de êxitos, bem-estar e posses materiais; sobretudo, a meter-nos mais decididamente na fogueira de amor que é o coração de Cristo, com desejos inflamados de corresponder, de desagravá-lo, de imitá-lo, de unir-nos ao seu Sacrifício redentor. Todos esses sentimentos fazem grande a alma cristã.
 Queremos fazer este aprendizado cada vez melhor? Meditemos a Paixão de Jesus. É uma prática espiritual que, ao longo dos séculos, alimentou o amor e a generosidade de milhões de cristãos. Peguemos muitas vezes os relatos detalhados da Paixão, que os quatro Evangelhos conservam como um tesouro; e alguns livros que comentem piedosamente a Paixão e Morte de Cristo; e fiquemos contemplando, representando as cenas com a imaginação, “metendo-nos” nelas, e dialogando com o Senhor. Ele nos falará sem palavras.

Do livro A sabedoria da Cruz ,de F. Faus

MARIA E O SANTO ROSÁRIO

Meditar com São Josemaria

O “princípio do caminho”, que tem por fim a completa loucura por Jesus, é um confiado amor a Maria Santíssima. – Queres amar a Virgem? – Pois então conversa com Ela! – Como? – Rezando “bem” o Rosário de Nossa Senhora [Santo Rosário, prólogo].
Mas no Rosário… dizemos sempre o mesmo! – Sempre o mesmo? E não dizem sempre a mesma coisa os que se amam? (Id.)… Eu entendo que cada Ave-Maria, cada saudação à Santíssima Virgem, é um novo palpitar de um coração enamorado [Forja, n. 615].
Bendita monotonia das Ave-marias, que purifica a monotonia dos teus pecados! [Sulco, n. 475].
Não se pronuncia o terço somente com os lábios, mastigando uma após outra as Ave-marias. Assim mussitam as beatas e os beatos. – Para um cristão, a oração vocal há de enraizar-se no coração, de modo que, durante a recitação do terço, a mente possa adentrar-se na contemplação de cada um dos mistérios [Sulco, n. 477].
Vou dar-te um conselho prático… : demora-te por uns segundos – três ou quatro – num silêncio de meditação, considerando o respectivo mistério do Rosário, antes de recitares o Pai-nosso e as Ave-marias de cada dezena [Santo Rosário, nota introdutória].
Se rezas o terço todos os dias, com espírito de fé e de amor, a Senhora se encarregará de levar-te muito longe pelo caminho do seu Filho [Sulco, n. 691].
 O Santo Rosário é arma poderosa. Emprega-a com confiança e te maravilharás do resultado [Caminho, n. 558].
Oração
Minha Mãe Imaculada, Rainha do Santíssimo Rosário! Como me alegra repetir, em cada Ave-Maria, as primeiras palavras que o próprio Deus te dirigiu através do Anjo Gabriel: «Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo!», e acrescentar a elas o louvor que tua prima Isabel, inspirada pelo Espírito Santo, te dirigiu no dia da Visitação: «Bendita és tu entre as mulheres, e bendito é o fruto do teu ventre» (Lc 1,28.42).
Sei que tu, minha Mãe Imaculada, amas o Rosário e sorris quando nós, teus filhos, oramos e conversamos contigo mediante esta bela oração. Assim o mostraste quando vieste visitar-nos em Lourdes, e depois em Fátima. «Rezem o terço todos os dias», dizias aos três pastorzinhos.
Quero honrar-te vivendo essa tua devoção preferida cada dia com mais amor: meditando os mistérios, prestando atenção às palavras, e pondo em tuas mãos, em cada dezena, uma súplica confiante: “Ofereço este mistério por esta ou aquela outra intenção”.  E se algumas vezes me distrair involuntariamente, sei que continuarás a sorrir-me, como a mãe que conversa com a criança que, ao mesmo tempo, a ouve e se distrai: procurarei então retificar e continuar a rezar com mais afinco.
Peço-te que tornes eficazes as minhas palavras quando eu aconselhar outras pessoas a rezarem o Terço, ou as convidar a rezá-lo juntos. Faz com que os católicos não nos esqueçamos de que, desde há séculos, quase todos os Papas têm dedicado um ou vários documentos ao Santo Rosário, exortando os fiéis a praticarem esta devoção,  preferentemente em família.
Agora que a Novena chega ao final, penso que este propósito pode ser a melhor oferenda na tua grande festa: amar muito e difundir com entusiasmo o Santo Rosário.
Termino a Novena, minha Mãe, com a oração que a Igreja te dedica na festa de “Nossa Senhora do Rosário”: “Infundi, Senhor, a vossa graça em nossas almas, para que nós que pela anunciação do Anjo conhecemos a encarnação de Jesus Cristo, vosso Filho, pela sua paixão e morte na Cruz, e com a intercessão da bem-aventurada sempre Virgem Maria, alcancemos a glória da ressurreição. Por Cristo, Nosso Senhor.”

http://www.padrefaus.org/archives/2058?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+padrefaus+%28F%C3%A9%2C+Verdade+e+Caridade%29

segunda-feira, 4 de maio de 2015

O povo da cruz e a cruz de Cristo: atração e repulsão

Por Leonardo Morais, Jr., OFA*


Há cerca de duas semanas o mundo tomou conhecimento da execução de 21 jovens cristãos egípcios pelas mãos do ISISI (Estado Islâmico do Iraque e Síria). O clima de indignação e repúdio espalhou-se rapidamente por todos os continentes logo que a organização terrorista divulgou o vídeo – produzido em alta qualidade – da decapitação de cada um daqueles prisioneiros. Nas legendas do vídeo, podia-se ver, em língua árabe, a “razão” ou o “motivo” de sua execução: “Povo da Cruz”. Isso me fez lembrar das epígrafes que os soldados romanos, por sugestão dos judeus, colocaram sobre a cabeça de Jesus, quando este estava dependurado na cruz: “Jesus Nazareno, o Rei dos Judeus”. A morte do Messias foi, por assim dizer, identificada, ainda que jocosamente, com a sua missão e verdadeira identidade.


Entretanto, o que me chama à atenção, entre outras coisas, nesse triste episódio dos 21 mártires egípcios, é o modo como foram apresentados ao mundo pelos terroristas do ISIS: o “Povo da Cruz”! Isso mesmo! É algo fascinante e edificante à fé, mas que pode soar estranho a muitos cristãos ocidentais, principalmente os evangélicos de linhagem pentecostal ou neo-pentecostal, herdeiros da tradição anabatista, a qual desde seu surgimento, tem se insurgido contra os símbolos cristãos tradicionais e adotado uma postura iconoclasta muito firme. Outra razão porque boa parte das igrejas e denominações desse segmento desprezam esses símbolos remonta aos idos do Brasil Império (meados e fim do século 19), quando aos cristãos evangélicos, já em plena atividade e expansão missionária em nosso território, não podiam construir templos ou usar símbolos que caracterizassem o “novo culto” como igreja. Nessa época a Igreja Romana era religião oficial, então nenhuma outra igreja podia se assemelhar a ela externamente. O resultado dessa proibição, somado ao espírito anti-católico dos missionários norte-americanos oriundos do sul dos Estados Unidos, foi o estabelecimento e o cultivo de uma mentalidade preconceituosa e iconoclasta para com tudo que aparentasse ser “católico-romano”. Assim as vestes litúrgicas, os vitrais, os ícones, o uso da cruz e a persignação, entre outras marcas históricas do culto e da piedade cristãs foram suprimidos da prática evangélica que se impôs pelo Brasil afora.


Todavia, enquanto que a crucifobia se instalou no inconsciente coletivo de alguns segmentos do cristianismo evangélico, para os demais ramos do cristianismo histórico, a cruz tem sido por dois milênios o símbolo ou emblemapor excelência de sua fé. Por outro lado, infelizmente, em diversas igrejas e comunidades cristãs modernas insígnia da cruz tem sido desprezada e até substituída por símbolos de fé completamente alheios ao cristianismo. É possível, em muitas dessas igrejas e comunidades serem encontrados menorás (candelabros judaicos), estrelas de David nas paredes e tetos, bandeiras de Israel e da cidade de Jerusalém, líderes e leigos usando vestes e adereços judaicos, tocando shofar e tentando reproduzir cenas e festas típicas do judaísmo. Por vezes, diante desse quadro, ficamos na dúvida se, na realidade estamos ou não em uma igreja cristã genuína.


Ao serem questionados acerca do não-uso da cruz – e de outros símbolos tipicamente cristãos – alguns líderes e leigos dessas comunidades apresentam, quase sempre, dois tipos comuns de respostas: 1) “a cruz é símbolo de maldição” e 2) “não usamos pois é associação com a Igreja Católica Romana. 3) “o uso da cruz é uma prática supersticiosa”.


Bem, em resposta poderíamos fazer as seguintes considerações:


Em primeiro lugar, a cruz, embora tenha sido o instrumento de tortura e morte de Nosso Senhor, ganhou um novo significado à luz da obra redentora de Cristo. Foi na cruz que Cristo cumpriu os desígnios salvíficos de Deus. Ademais, não é possível encontrar, nas Escrituras, qualquer passagem que diga que a cruz (ou o “madeiro”) seja maldita. Na realidade, a bíblia declara o seguinte: “está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado em madeiro”. Ou seja, quem está no madeiro é que é maldito, e não o madeiro em si. São Paulo nos diz que Jesus Cristo a si mesmo se fez maldição em nosso lugar! Sofreu todo o sofrimento que era nosso e recebeu em si toda a condenação que era nossa e desde então simboliza nossa completa absolvição das penas da Lei, é o maior símbolo da redenção dos eleitos de Deus.


Em segundo lugar, o uso do símbolo da cruz é tão antigo quanto a formação das primeiras comunidades cristãs. Alguns Pais da Igreja, como Tertuliano de Cartago e Hipólito de Roma, já nos séculos II e III respectivamente, já faziam menção à persignação (fazer o sinal da cruz sobre si mesmo), como práticas dos cristãos primitivos em forma de auto-identificação com a paixão do Senhor. Também, São Clemente de Alexandria, um representante da igreja oriental, no século III, chamava a letra T (tau), símbolo da cruz, de “figura do sinal do Senhor” (Stromateis, VI 11). Dessa forma, fica bem evidente que o símbolo da cruz era universalmente reconhecido pelos cristãos primitivos.


Em terceiro lugar, um símbolo não é a coisa em si mesmo, mas nos “lança” ou remete àquilo que ela simboliza. Ou seja, no caso da cruz, não devemos tê-la como se fosse a realidade significada, ou seja, como se fosse o próprio Senhor morto encerrado num objeto. É bem verdade que há distorções e abusos no uso do símbolo da cruz. Há quem venere e cultue o objeto em si. Há quem lhe atribua poderes e virtudes miraculosas. Práticas semelhantes, como uso supersticioso e banal de óleos ungidos, de amuletos judaicos, de palavras-passes (p.e., “paz do Senhor”), palavras de ordem ou jargões característicos (“tá amarrado”, “eu decreto”, “o sangue de Jesus tem poder”, etc.) também são bastante difundidas em algumas igrejas cristãs, porém igualmente condenáveis, e nada disso está de acordo com a fé cristã biblicamente fundamentada, que nos traz à memória, constantemente, as palavras de Jesus: “Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele darás culto.” (Mt 4:10). 


*Leonardo Morais, Jr., é frade da Ordem Franciscana Anglicana – OFA é responsável pelo Ponto Missionário Anglicano de Sto. Estevão Mártir, situado no Bairro São Miguel, Francisco Beltrão - PR.

http://projetolitourgos.blogspot.com.br/

terça-feira, 28 de abril de 2015

Ação de Graças e Consagração



Pai Nosso;

Dou-vos graças pela vida que me destes,

Pela salvação da minha alma, que me ofereceis, 

Pela oportunidade infinitamente maravilhosa de participar da Sagrada Eucaristia, 

Por Maria Santíssima, 

Tabernáculo da Nova e Eterna Aliança, 

Por meus irmãos, os santos, do Céu e da Terra,

Pelo despertar a cada manhã, 

Pela saúde do meu corpo,

Da minha mente e da minha alma, 

Pelo alimento com que me sustentais

E pelo sustento das coisas deste mundo,

Pelo conhecimento das coisas sagradas, 

Que me concedeis a cada dia. 


Pela Intercessão do Sacratíssimo Coração de Nosso Senhor Jesus Cristo, 

Ele, Deus Conosco, meu único Salvador e Redentor, 

Que, sendo Deus, se fez pequeno, 

E com tantas dores e angústias 

Resgatou da morte a sofredora e humilhada humanidade; 

Eu que sou indigno, 

Em união com a Santíssima Virgem Maria,

Consagro-vos a minha vida, 

E dedico-vos todas as minhas alegrias, obras,

Conquistas, dores e sofrimentos, 

Excluídos os meus pecados; 


Ofereço-os para a vossa Glória, 

Pelas almas que sofrem, neste e no outro mundo, 

Em reparação das minhas faltas, 

E dos muitíssimos pecados do mundo,

E por todas as intenções pelas quais o mesmo Divino Coração está continuamente intercedendo e sacrificando-se em nossos Altares. 

Em Nome do Cristo, Jesus, Amém, Amém."


http://www.ofielcatolico.com.br/p/senhor-eu-vos-adoro-nesse-sublime_15.html

Veneração à Virgem Maria

Católicos realmente adoram Maria como se fosse uma "deusa"? Qual o significado da Teologia Mariana? Tire definitivamente as suas dúvidas...-



SE CREMOS que Deus é Pai; se cremos que Jesus é o Cristo, o Ungido, o Filho de Deus, também precisamos respeitar, honrar e amar a mãe de Jesus, a Virgem Maria.

Se cremos que todos os que amaram verdadeiramente a Deus nesta vida estão no Céu, e que aqueles que seguiram Jesus e morreram acreditando nele estão ao seu lado, seria o cúmulo do absurdo supor que a mãe do Cristo aqui na Terra não estivesse junto a Ele no Céu. Maria, ela que, segundo a Bíblia Sagrada, era cheia do Espírito Santo, declarou de si mesma:
“De hoje em diante, todas as gerações me chamarão bem-aventurada!” (Lc 1, 48)

Nosso Salvador não salvaria sua própria mãe? Nós, cristãos, cremos que recebemos por Graça o direito e o poder de pedir e interceder junto a Deus. Podemos pedir ao Pai em nome de Jesus, ou falar diretamente a Jesus e pedir que nos conceda suas bençãos. O próprio Senhor Jesus Cristo ensinou isso nos Evangelhos, e que Graça maravilhosa é esta! Não devemos deixar jamais de conversar com nosso Senhor, que, sendo Deus, se fez homem e fraco, por nós. Foi Ele somente quem sofreu as piores dores e deu sua própria vida em sacrifício pela nossa salvação. Jesus é nosso único Senhor, Um com o Pai e o Santo Espírito, nosso único Salvador, e exclusivamente por Ele recebemos a vida eterna. Jesus Cristo também é nosso único Mediador, junto ao Pai, no sentido de nos resgatar do pecado e salvar as nossas almas. Enquanto cristãos, precisamos assumir que é Ele, - e apenas Ele, - que está eternamente no centro da nossa fé, das nossas orações e da nossa salvação.

Esclarecidos esses pontos, nós também cremos que podemos e devemos interceder uns pelos outros, isto é, pedir uns pelos outros junto a Deus, seja na Pessoa do Pai, do Filho ou do Espírito Santo; assim como Maria fez em Caná, pedindo a seu Filho e seu Senhor que ajudasse aqueles noivos. E Ele a atendeu. Cremos que Maria, que é nossa Mãe, nossa irmã e companheira de caminhada, pode pedir também por nós ao seu Filho amado, agora que está com Ele na eternidade, em perfeita Comunhão. Cremos que, no Céu, os santos de Deus estão mais vivos do que nós, aqui na terra, pois alcançaram a vida plena à qual Jesus se referiu (Jo 10, 10), e que podem nos ouvir.

Maria foi a primeira cristã, o perfeito modelo de fé e de confiança em Jesus, testemunha fiel de tudo o que se passou na vida dele, desde antes do nascimento até a Cruz. De Jesus, Maria entende! Não, ela não foi nem é “uma mulher qualquer”, como ouvimos dizer por aí: não foi acidente nem "sorte" a Graça tremenda que aconteceu em sua vida! Não é todo dia que uma virgem recebe o aviso de um anjo, de que será a mãe do Filho de Deus! Não é todo dia que uma mulher fica grávida por obra especialíssima, direta de Deus! Não é "qualquer mulher" que gera e educa alguém como Jesus Cristo, nosso Deus!

É por tudo isso que não é pecado chamar Maria de “Mãe de Deus”. Jesus sendo Deus, e Maria sendo sua mãe, quando a chamamos assim, honramos devotadamente a memória de Maria, mas a Jesus glorificamos, reafirmando todas as vezes que Jesus Cristo é Deus. Quem se nega a dizer que Maria é "Mãe de Deus", renega a divindade de Jesus Cristo. Simples assim.

Assim como está escrito, Maria foi escolhida desde o princípio dos tempos, porque o Sopro de Deus pairou de maneira especial sobre ela. A Vida que nela foi gerada era nada menos que a Vida do próprio Autor da Vida! Como podem alguns se negar a honrar Maria? Como podem se negar a lhe proclamar Bem-Aventurada e Cheia de Graça?

Podemos imaginar os risos, as brincadeiras, as lágrimas, as preocupações que ela teve com seu Filho Divino, o dia-a-dia ao lado do Senhor... Ninguém teve maior escola de espiritualidade que Maria! Nem mesmo os Apóstolos, que tiveram apenas três anos para aprender com Cristo: Maria teve trinta e três anos e nove meses! Se acreditamos na palavra e na santidade dos Apóstolos, que foram os autores da Bíblia, como duvidar de Maria, a mãe do Senhor? Se ela tivesse escrito um Evangelho, seria sem nenhuma dúvida o mais digno de crédito; porque ela esteve lá, junto até o último momento, e continuou com os discípulos depois da crucificação, integrando a Igreja que nascia. Aliás, no momento da crucificação, quando os Apóstolos fugiram, quem continuou ao lado do Senhor? Ela mesma... E os Apóstolos a ouviam. Muita coisa Maria deve ter lhes contado, muitos detalhes sobre a vida do Senhor. Senão, como eles poderiam saber, para escrever os Evangelhos? Maria foi a melhor testemunha do que realmente aconteceu com Jesus. Ninguém, absolutamente ninguém em toda a História, viveu a experiência Jesus Cristo mais do que ela.

Muitos títulos de honra a Igreja deu à Maria, e nos cabe procurar entendê-los corretamente. Infelizmente, aqui entramos nos exageros dos que parecem querer elevar a Mãe de Deus mais alto que o próprio Deus. - Mais alto do que, com certeza, ela mesma deseja ser elevada. Estes estão no  lado oposto daqueles que a desrespeitam.

Uns, na ânsia de anunciar as virtudes da Mãe, por vezes acabam exagerando; outros, no zelo de defender o papel único do Filho de Deus, acabam desprezando o maravilhoso legado da desde sempre amada Mãe da Igreja.

A Igreja sabe o que é o Reino de Deus, quem é Jesus e quem é Maria, e nós precisamos aprender essas coisas. Devemos aprender a amar Maria com uma devoção pura e autêntica; falar muito com Jesus e com o Pai, pedir sempre a luz do Espírito Santo no que dizemos e no que fazemos. Se vier o desejo de falar com nossa Mãe do Céu, devemos fazê-lo sabendo que falar com Jesus é falar com Deus, e que falar com Maria é falar com um ser humano muito especial que está no Céu com Deus.

Nunca a Igreja ensinou que Maria é uma ‘deusa’, como acusam alguns dos nossos irmãos "evangélicos". O Catecismo da Igreja Católica (CIC) deixa muito claro que é sempre o Deus Uno e Trino quem concede as graças. Nossa mãe pede por nós, junto a Deus. Jesus concede porque é nosso Intercessor junto ao Pai, e porque todo o poder lhe foi dado no Céu e na Terra. Maria consegue orando, pedindo. Se tantos padres e pastores conseguem graças e bençãos orando a Jesus, quanto mais ela, a Virgem Maria, que foi e continua sendo muito mais santa, mais unida a Jesus e mais pura e salva do que qualquer um de nós?


Nossa Senhora é uma só: Maria, Mãe de Jesus. Mas ela recebeu diversos títulos e representações ao redor do mundo, como esta, feita na China: cada nação procurou retratá-la à sua maneira.

Nós levamos o Senhor na mente e no coração: Maria, além disso, o carregou no ventre: a Carne de Jesus Cristo, Deus encarnado, era a mesma carne de Maria. O sangue que fluía em Maria era o mesmo Sangue salvador que fluía em Jesus, e que foi derramado pela salvação da humanidade. Já parou para pensar nisso? Maria cuidou e protegeu Nosso Senhor desde quando Ele, por amor a nós, se fez um bebê indefeso. Que grande absurdo é querer "defender" Jesus tentando diminuir Maria!

Equilíbrio: é tudo de que precisamos para honrar e venerar Maria do jeito certo. É verdade que alguns católicos se equivocam neste assunto. Quantas vezes vemos pessoas prostradas diante das imagens de Maria nas igrejas, louvando e pedindo bençãos, mas... Que pena, logo depois passam reto diante do Altar e do Santíssimo Sacramento, onde se encontra Jesus Cristo em Corpo, Alma e Divindade! Muitos gostam de repetir que “se Jesus não estiver atendendo, é só pedir à Mãe que ela atende”. E também ouvimos afirmações como: “Tudo com Jesus, nada sem Maria!” – São frases de uma infelicidade total. Cristo é Deus, Alfa e Ômega, Principio e Fim de todas as coisas. Quem o tem, tem tudo. Para quem está nele, não existem condições. Maria, Mãe bendita, vive nele, para sempre. Assim também, quando desejamos “a Paz de Cristo”, por exemplo, é desnecessário completar com “...e o amor de Maria”. O amor que vem de Jesus e de Maria são o mesmo e um só: expressão máxima e perfeita do Amor Divino no mundo, e que provém dele, o Autor da Vida e Deus de Amor.

E foi a este mesmo Amor que Maria se entregou, de corpo e alma; foi deste Amor que ela se fez serva, para se tornar "Nossa Senhora" para sempre. Se existem exageros ao se falar de Nossa Senhora, e isso leva alguns irmãos de outras comunidades cristãs a nos acusar de idolatria, devemos saber que, dentro da verdadeira Fé, nada nos desvia da verdadeira Comunhão dos santos e nem da companhia e proteção de nossa bem amada e sempre Bem Aventurada Virgem Maria, Mãe de Deus e de todos nós; exemplo incomparável de santidade sempre ao nosso lado no percurso do Caminho.

http://www.ofielcatolico.com.br/2010/01/veneracao-virgem-maria.html
ofielcatolico.blogspot.com

segunda-feira, 13 de abril de 2015

A vida é um contínuo recomeçar


recomecar


“Para tudo há um tempo, para cada coisa há um momento debaixo dos céus” (Eclesiástico 3.1). O tempo e o momento são únicos e não se repetem. Cada dia possui as suas preocupações, desde o ganhar o pão com o suor do próprio rosto, o organizar o recomeço das aulas, com tudo o que implica preparar os pequenos e os grandes com todas as exigências de cada um.
O estresse não pode tomar conta de quem quer fazer bem cada coisa no seu momento e no seu tempo. É um tempo de recomeço nas escolas, faculdades. Tempo de se preparar, estudar, pensar na formatura.
Nestes dias deparei com uma reflexão do padre Fábio de Melo, que gostaria de partilhar com vocês. Ele diz assim: “Hoje, neste tempo que é seu, o futuro está sendo plantado. As escolhas que você procura, os amigos que você cultiva, as leituras que você faz, os valores que você abraça, os amores que você ama, tudo será determinante para a colheita futura. O que não podemos perder de vista é que a vida não é real fora do cultivo. Sempre é tempo de lançar sementes. Sempre é tempo de recolher frutos. Tudo ao mesmo tempo. Sementes de ontem, frutos de hoje. Sementes de hoje, frutos de amanhã!.
Por isso, não perca de vista o que você anda escolhendo para deixar cair na sua terra. Cuidado com os semeadores que não lhe amam. Eles têm o poder de estragar o resultado de muitas coisas. Cuidado com os semeadores que você não conhece. Há muita maldade escondida em sorrisos sedutores… Cuidado com aqueles que deixam cair qualquer coisa sobre você, afinal, você merece muito mais que qualquer coisa. Cuidado com os amores passageiros… eles costumam deixar marcas dolorosas que não passam… Cuidado com os invasores do seu corpo… eles não costumam voltar para ajudar a consertar a desordem… Cuidado com os olhares de quem não sabe lhe amar… eles costumam lhe fazer esquecer que você vale à pena… Cuidado com as palavras mentirosas que esparramam por aí… elas costumam estragar o nosso referencial da verdade… Cuidado com as vozes que insistem em lhe recordar os seus defeitos… elas costumam prejudicar a sua visão sobre si mesmo.
Não tenha medo de se olhar no espelho. É nessa cara safada que você tem, que Deus resolveu expressar mais uma vez, o amor que Ele tem por você e pelo mundo. Não desanime de você, ainda que a colheita de hoje não seja muito feliz. Não coloque um ponto final nas suas esperanças. Ainda há muito o que fazer, ainda há muito o que plantar, e o que amar nessa vida. Ao invés de ficar parado no que você fez de errado, olhe para frente, e veja o que ainda pode ser feito… A vida ainda não terminou. E já dizia o poeta ‘que os sonhos não envelhecem…’ Vai em frente. Sorriso no rosto e firmeza nas decisões. Deus resolveu reformar o mundo, e escolheu o seu coração para iniciar a reforma. Isso prova que Ele ainda acredita em você. E se Ele ainda acredita, quem sou eu pra duvidar…”.
Esse é o tempo e o momento para recomeçar, sem medo, sem falsas pretensões, com muito realismo e coragem de continuar semeando. O tempo e o momento que temos é o hoje. Por isso devemos viver como únicos, com a graça de poder recomeçar sempre. Deus continua contando comigo e com você. Não duvide, acredite que um mundo melhor é possível. Boa semana e que Deus abençoe você e sua família!
Por Dom Anuar Battisti – Arcebispo de Maringá (PR)

http://santateresinhaseropedica.com/a-vida-e-um-continuo-recomecar.html

sexta-feira, 10 de abril de 2015

O demônio diante da Eucaristia

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Tive uma experiência pouco comum ao celebrar a missa na paróquia de Santa Maria1 (Old St. Mary, em Washington). Era uma missa solene e, excepcionalmente, foi celebrada em latim.

Não era um dia muito diferente da maioria dos domingos, mas algo muito impressionante estava prestes a acontecer.

Como vocês sabem, a antiga missa em latim era celebrada “ad orientem”, ou seja, orientada em direção ao Oriente litúrgico. O sacerdote e os fiéis ficam todos de frente para a mesma direção, o que significa que o celebrante permanecia, na prática, de costas para as pessoas. Na hora da consagração, o padre se inclina com os antebraços sobre o altar, segurando a Hóstia.

Nesse dia, pronunciei as veneráveis palavras da consagração em voz baixa, mas de maneira clara: “Hoc est enim Corpus meum” (“Isto é o meu Corpo”). Quando me ajoelhei, os sinos tocaram.

Logo atrás de mim, houve algum tipo de tumulto, agitação, e eu ouvia sons incongruentes que vinham dos bancos da parte dianteira da igreja, bem atrás de mim, à minha direita. Em seguida, um gemido e um grunhido, como um rosnado.

“O que foi isso?”, pensei. Não pareciam sons humanos, mas ruídos de algum animal grande, como um javali ou um urso, junto a um gemido melancólico que tampouco parecia humano. Elevei a Hóstia e novamente me perguntei: “O que será que foi isso?”. Depois, houve silêncio. Ao celebrar o rito antigo da missa em latim, o padre não pode ficar virando para trás. Mas eu continuei pensando: “O que foi aquilo?”.

Chegou a hora da consagração do vinho. Mais uma vez, inclinei-me, pronunciando claramente as palavras da consagração: “Hic est enim calix sanguinis mei, novi et aeterni testamenti; mysterium fidei; qui pro vobis et pro multis effundetur em remissionem pecatorum. Haec quotiescumque feceritis in mei memoriam facietis” (“Este é o cálice do meu Sangue, o Sangue da nova e eterna Aliança, que será derramado por vós e por muitos para a remissão dos pecados. Fazei isto em memória de mim”).

Então, ouvi novamente um ruído, mas dessa vez um inegável gemido, e logo depois, um grito de alguém que clamava: “Jesus, me deixa em paz! Por que me torturas?”. Houve de repente um ruído que parecia uma briga, e alguém correu para fora da igreja, ao som de um gemido, como se se tratasse de uma pessoa ferida. As portas da igreja se abriram e depois se fecharam. Depois disso, silêncio.

Eu não podia virar para trás porque estava levantando o cálice da consagração. Mas entendi, naquele instante, que alguma pobre alma atormentada pelo demônio havia se visto frente a Cristo na Eucaristia, e não tinha conseguido suportar sua presença real, exposta na frente de todos. Lembrei-me então das palavras da Bíblia: “Também os demônios crêem e tremem” (Tiago 2, 19).4

Assim como São Tiago usou estas palavras para repreender a fraca fé do seu rebanho, eu também tinha motivos para a contrição. Por que um pobre homem atormentado pelo demônio era mais consciente da presença real de Cristo na Eucaristia e ficava mais impactado com ela do que eu??

Ele ficou negativamente impactado e fugiu. Mas por que eu não me impacto positivamente, com a mesma intensidade? E os fiéis que estavam nos bancos e presenciaram tudo aquilo?

Não duvido de que nós acreditemos intelectualmente na presença eucarística. Mas será muito diferente e maravilhoso se nos deixarmos comover por ela nas profundezas da nossa alma.

Naquele dia, há 15 anos, ficou muito claro para mim que, nas minhas mãos, estava o Senhor da glória, o Rei dos céus e da terra, o Juiz Justo e o Rei dos reis. Aliás, o mesmo Jesus que você comunga, que entra em seu corpo e toma conta do seu ser.

Até o demônio acredita na Eucaristia!

E você?

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Encontre Deus e fortaleça-se:

Não importa se você é forte ou fraco, grande ou pequeno, rico ou pobre, negro ou branco. O que importa é que, quando o encontramos, tornamo-nos todos iguais, temos a mesma força, estatura, riqueza, cor. A presença dele dentro de nós nos eleva, põe o mundo girando sob os nossos pés. A força que irradia do seu amor é e sempre será maior que qualquer fortaleza do mundo. É um poder maior, sempiterno, infinito. Venha! Fortaleça-se por dentro, mente, coração, espírito. Deus mantém a força dos fortes e fortalece os fracos que o procuram. Não viva a fraqueza interna! Torne-se forte também, não perca mais tempo. Encontre-o hoje, agora, nesse exato instante! 
Inácio Dantas

Dificuldades

Que bom podermos recorrer ao nosso Senhor e confiar nele. Frequentemente nos sentimos sozinhos perante dificuldades e provações, mas Deus conhece todas as nossas dificuldades antes mesmo de pedirmos. Deus nos ouve e isso nos dá esperança.
Elam de Almeida Pimentel