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O OFÍCIO PARVO DE NOSSA SENHORA


“Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós e por todos quantos a vós não recorrem, de modo especial pelos inimigos da Santa Igreja e por aqueles que a vós estão recomendados”. São Maximiliano Maria Kolbe.

Os ofícios religiosos são orações e súplicas dirigidas a Deus, diretamente ou pela intercessão dos Santos. Foram inúmeras, ao longo da história da salvação humana, as orações feitas pelos cristãos em busca dos favores divinos, tão necessários para o bem das almas e para se manterem livres e seguros dos perigos deste mundo e das ciladas do mal. Nosso Senhor Jesus Cristo e os apóstolos praticaram a vida de oração(Cf. Mc 14,34-38) e a recomendaram para nos mantermos unidos a Deus e aos Seus propósitos sempiternos. “Propôs-lhes Jesus uma parábola para mostrar que é necessário orar sempre sem jamais deixar de fazê-lo” (Lc 18,1). “Intensificai as vossas invocações e súplicas. Orai em toda circunstância, pelo Espírito, no qual perseverai em intensa vigília de súplica por todos os cristãos”(Ef 6,18). “Orai sem cessar” (1Tess 5,17). E entre as práticas mais comuns estão os Ofícios Divinos, que são praticados pelos religiosos consagrados, nos coros, e pelos leigos, nas ordens terceiras e nas associações piedosas ou populares, como os Apostolados da Oração ou as Confrarias e Arquiconfrarias. 


A palavra “ofício” vem de “opus” que em latim significa “obra”. Devemos reservar um momento para parar em meio a toda a agitação da vida e recordar que a Obra é de Deus. Trata-se da oração quotidiana em diversos momentos do dia, através de Salmos e cânticos, da leitura de passagens bíblicas e da elevação de preces a Deus. Com essa oração, a Igreja procura cumprir o mandato que recebeu de Cristo, de rezar incessantemente, louvando a Deus e pedindo-Lhe por Si e por todos os homens.

São chamadas de “parvas” as versões simples ou simplificadas das orações e liturgias, uma vez que vem de “parvus”, que em latim significa justamente “pequeno”. Portanto, o “Ofício Parvo de Nossa Senhora”, também conhecido como o “Pequeno Ofício de Nossa Senhora”, é uma forma mais breve do “Ofício Comum de Nossa Senhora”. 


Aviso: há inúmeros ofícios dedicados a Nossa Senhora, e é preciso ter cuidado porque alguns deles foram parar no Index. Nem tudo que reluz é ouro! 

Dentre todos os santos, a Virgem Maria sempre foi e sempre será o modelo perfeito de dedicação, confiança, entrega e união com Deus, por meio da encarnação do Verbo divino, Jesus Cristo, que se fez Carne em seu ventre santo e habitou entre nós para nos dar a salvação eterna, pela Redenção. Por isso, os cristãos sempre recorrem à Sua intercessão na certeza de que Àquela por quem nos veio o Salvador se encontra em Sua glória e pedirá a Deus, Uno e Trino, que sejamos atendidos em todas as nossas necessidades. Para isto, se reza com frequência o Ofício que lhe é dedicado.

Segundo a tradição, as orações que viriam a ser o Oficio Parvo de Nossa Senhora foram prescritas pelo Papa São Zacarias ao mosteiro beneditino de Montecassino, em 752, provavelmente para ser rezado em conexão com as Missas votivas de Nossa Senhora no sábado.

São Pedro Damião, Doutor da Igreja, voltou a rezar o ofício 300 anos mais tarde, e por achá-lo útil e proveitoso o revisou e recomendou. A princípio, foi adotado também por outras duas comunidades religiosas: os cistercienses e os camaldulenses, e posteriormente pelo clero secular também. As congregações femininas e as ordens terceiras por diversas vezes fizeram obrigatória para seus membros a recitação do Ofício Parvo.

Com o tempo o Ofício apresentou versões diversas nas diferentes comunidades e regiões em que era utilizado. Coube a Papa São Pio V unificá-lo e padronizá-lo para uso de todos, encarregando, para tanto, o Cardeal de Milão, São Carlos Borromeu, de dar-lhe a forma atual. O Ofício, então, se tornou popular também entre os leigos.

São elementos do Ofício Parvo de Nossa Senhora: textos bíblicos com maior ou menor referência ao mistério de Maria, com salmos e antífonas apropriadas, reponsórios, intercessões e oração, toda de um caráter mariano, pois é em Maria que está toda a ênfase do Ofício, sempre ligada, porém, ao mistério de Cristo e ao plano de Deus para a salvação e santificação da Humanidade. Maria é sempre retratada com parte da História da Salvação, como o fruto admirável do Poder Divino, como a Mãe do Redentor, ou como a Imagem da Igreja.

A quem recita o Ofício Parvo a Igreja concedeu várias indulgências, e a Santíssima Virgem tem mostrado muitas vezes quanto lhe é agradável essa devoção. A concessão de indulgências é uma forma de incentivar os fiéis a prestar um especial culto à Bem-aventurada e Sempre Virgem Maria. No Enchiridion Indulgentiarum, há a lista delas, entre as quais, 

“g) o Ofício Breve (também chamado Pequeno Ofício ou Ofício Parvo) de Nossa Senhora”.

Para se lucrar as indulgencias do Privilégio Sabatino do Escapulário Marrom de Nossa Senhora do Carmo, entre outras coisas, é necessário “rezar todos os dias o Ofício Parvo de Nossa Senhora do Carmo” (Catecismo de Nossa Senhora, n. 93).   


Giulia d'Amore

Fontes: 

  1. Wikipédia.
  2. Novas Horas Marianas ou Officio Menor da SS. Virgem Maria Nossa Senhora.
  3. Frei Fernando.
  4. Domestica Ecclesia.
  5. Santo Afonso Maria de Ligório, Glórias de Maria, tradução do padre Geraldo Pires, CSSR, 17ª edição, Editora Santuário, Aparecida, SP; págs. 448-450.
  6. Pale Ideas

Para comprar o Ofício Parvo, recomendo este site: Livraria Santa Cruz. Para ler online: Novas Horas Marianas ou Officio Menor da SS. Virgem Maria Nossa Senhora.  

Para comprar o Escapulário: http://edicoescristorei.wixsite.com/editoramcr/escapularios



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ALGUMAS FRASES SOBRE NOSSA SENHORA

"Deus reuniu todas as águas e chamou de 'mar'. Reuniu todas as graças e as chamou de 'Maria'! (São Luiz Maria Grignon de Montfort)

"São Bernardo diz que converteu mais almas por meio da Ave-Maria, do que através de todos os seus sermões" (São João Maria Vianney)

"Agradecemos a Nossa Senhora, pois foi ela quem nos trouxe Jesus. (São Pio de Pietrelcina)

"Jamais de ouviu dizer no mundo que alguém tenha recorrido com confiança a esta Mãe Celeste, sem que não tenha sido prontamente atendido" (Dom Bosco)

"Deus depositou a plenitude de todo o bem em Maria, para que nisto conhecêssemos que tudo o que temos de esperança, graça e salvação, dela deriva até nós" (São Boaventura)

"A maior alegria que podemos dar a Maria Santíssima é a de levarmos Jesus Eucarístico no nosso peito" (Santo Hilário)

"Sabemos muito bem que a Virgem Santíssima é a Rainha do Céu e da Terra, mas ela é mais Mãe que Rainha" (Santa Terezinha do Menino Jesu…

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(Elam de Almeida Pimenttel)