terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

As lendas medievais apresentam o verdadeiro aspecto de Nossa Senhora: a bondade sem limites de uma Mãe


Os devocionários medievais e as lendas sobre a devoção a Nossa Senhora na Idade Média, incluem algumas verdadeiras e outras imaginadas.

Mas todas elas apresentam a graça e a gentileza especial de Maria Santíssima no trato com as almas, de modo indizivelmente ameno e interessante.

Então, não nos interessa saber se o fato narrado é verdadeiro no que se refere à parte dos homens, porque a verdade está naquilo que o conto mostra de verdadeiro a respeito de Nossa Senhora.

Portanto, embora sejam lendas, como são teológicas e mariais, fazem-nos sentir bem quem é Nossa Senhora.

Por exemplo, a história de um menino órfão da Idade Média que tinha uma vontade enorme de ver Nossa Senhora e dava tudo para obter isto, ainda que tivesse de ficar cego.

Então, Nossa Senhora lhe fez saber que obteria a graça de vê-lA se ele aceitasse ficar cego de um olho.

Ele aceitou.

Então, Nossa Senhora lhe apareceu numa formosura resplandecente, imensamente bondosa, régia, condescendente, e ele ficou extasiado.

Quando a visão se dissipou, verificou que estava cego de um olho, não dos dois, e desmaiou. Após acordar, ficou com aquela nostalgia de Nossa Senhora…

Novo pedido e a pergunta: você consente em ficar cego do outro olho?

Ele ficou naquela dúvida…

– Consinto! Eu tenho tanta vontade de vê-La mais uma vez, que eu consinto em ficar cego do outro olho!

Então Nossa Senhora lhe apareceu, falou com ele, e quando a visão se dissipou, estava com os dois olhos em perfeito estado!


LEIA A HISTÓRIA COMPLETA EM:




Eu não me interesso em saber se o fato é verdadeiro, porque o que eu sei é que Nossa Senhora é assim!

Ou seja, Ela pode nos fazer passar por um certo apuro para provar o amor e portanto tirar uma vista e fazer passar por estas angústias.

Mas em última análise Ela acaba sorrindo e, passando pelas necessárias provações, tudo se termina bem com um Seu sorriso.



(Autor: Plinio Corrêa de Oliveira excerto de uma palestra de em 18-05-1964, sem revisão do Autor)

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