segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Do proveito das adversidades



1. É vantagem que passemos, de quando em quando, por algumas aflições e contrariedades; porque sempre fazem que o homem entre em si mesmo e reconheça que vive no exílio e não deve depositar sua esperança em coisa alguma deste mundo. Convém que suportemos, às vezes, adversidades e que nos julguem mal e desfavoravelmente, ainda que nossas ações e intenções sejam boas. Ordinariamente isso nos leva à humildade e nos preserva da vanglória. Quando, exteriormente, somos desprezados e mal julgados pelos homens, melhor buscamos a Deus que vê o nosso íntimo. 

2. Por isso deveríamos nos firmar totalmente em Deus, de sorte que não necessitássemos procurar consolações humanas. Quando o homem interior está tentado, atribulado ou molestado por maus pensamentos, conhece melhor quanto de Deus precisa e compreende que, sem ele, nada de bom pode fazer. Então se entristece, geme e ora por causa das misérias que padece. Assim é que lhe causa tédio o viver por mais tempo e suspira que a morte venha, a fim de que, livre das prisões do corpo, possa unir-se a Cristo. Conhece também que não pode haver, neste mundo, segurança perfeita nem paz completa.


Imitação de Cristo

FONTE: filhosespirituaisdepepio.blogspot.com.br

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