sábado, 21 de abril de 2018

A Imaculada Conceição glorificada à revelia até por ... um diabo!

A devoção à Imaculada Conceição de Nossa Senhora vem dos tempos apostólicos.

Na Idade Média, porém, adquiriu enorme força e extensão.

Por fim, no século XIX foi proclamada dogma da Igreja Católica. Nenhum católico pode negá-la ou pô-la sequer em dúvida, sem cair em heresia e ficar fora da Igreja.

Por isso, nesta magna festa, reproduzimos o fato seguinte acontecido no século XIX.




No dia 8 de dezembro de 1854, o Bem-aventurado Papa Pio IX promulgou solenemente o dogma da Imaculada Conceição de Maria, Mãe de Deus Encarnado, Nosso Senhor Jesus Cristo. 

E no dia 25 de março de 1858, festa da Anunciação do Anjo a Nossa Senhora e da Encarnação do Verbo, a Santíssima Virgem se manifestou em Lourdes a Santa Bernadete. 

Nesse dia Ela confirmou o dogma, dizendo: “Eu sou a Imaculada Conceição”. E inaugurou uma torrente de milagres que não cessa até hoje!

Poucas pessoas sabem que em 1823, trinta anos antes da proclamação desse magnífico dogma, dois sacerdotes exorcistas obrigaram um demônio que possuía um rapaz a cantar o louvor dessa santa verdade.

E o demônio teve que fazê-lo, obviamente a contragosto, mas com uma rima poética que reverenciou a glória de Nossa Senhora.

O demônio é “espírito de mentira”, mas o exorcismo pode obrigá-lo a dizer a verdade, inclusive sobre matérias de Fé, como a divindade de Jesus Cristo, as virtudes da Imaculada Virgem, a existência do Paraíso, do inferno, etc. 

Foi o que aconteceu com o demônio que tinha entrado num jovem analfabeto de apenas doze anos, residente em Adriano di Puglia, Itália, hoje Ariano Irpino, na província e diocese de Avellino.

Os exorcistas foram dois religiosos dominicanos, o Pe. Gassiti e o Pe. Pignataro, que estavam na cidade pregando uma missão.

Eles haviam recebido o “placet”, ou autorização do bispo, para fazer o exorcismo.

E obrigaram então aquele demônio a responder a muitas perguntas, entre as quais, uma sobre a Imaculada Conceição. 

Apesar de o diabo dar sinais de máxima contrariedade, os exorcistas lhe impuseram que falasse sobre o especialíssimo privilégio concedido por Deus a Maria Santíssima.

O demônio então confessou que a Virgem de Nazareth jamais esteve sob seu poder, nem mesmo por um só instante. Pelo contrário, confessou que desde o primeiro instante de sua vida Ela sempre esteve “cheia de graça” e foi toda de Deus.


E o diabo pôs em verso a glória da Imaculada que o esmaga eternamente.
Santa Maria de los Reyes, Laguardia, Espanha

Os dois exorcistas obrigaram o espírito das trevas a testemunhar a Imaculada Conceição sob a forma de versos poéticos.

E o demônio, que se perdeu por culpa própria e conhecendo perfeitamente as coisas, compôs na língua italiana um soneto impecável, perfeito como construção poética e como teologia.

Como a tradução para o português prejudica a rima, nós o reproduzimos em italiano no fim do post:

Eu sou Mãe verdadeira de um Deus que é Filho
e sou filha dEle, embora seja sua Mãe;
Ele nasceu ab aeterno e é meu Filho,
Eu nasci no tempo e, entretanto, sou sua Mãe.

Ele é meu criador, porém é meu Filho,
Eu sou sua criatura, porém sou sua Mãe;
Foi um prodígio divino Ele ser meu Filho
Um Deus eterno me ter por Mãe.

A vida é comum entre a Mãe e o Filho
Porque o Filho recebe o ser da Mãe,
E a Mãe recebeu o ser do Filho.

Ora, se o Filho recebeu o ser da Mãe,
Ou se diz que o Filho nasceu com mancha,
Ou foi a Mãe que foi concebida sem mancha.

Imaculada Conceição em Lourdes, França
Imaculada Conceição em Lourdes, França

Se não formos piores que esse demônio do inferno, ajoelhemo-nos diante da Imaculada Virgem e veneremo-la pelos séculos dos séculos, dizendo: 

“Ó Maria, concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a Vós”.

Em italiano: 

Vera Madre son Io d’un Dio che è Figlio
e son figlia di Lui, benché sua Madre;
ab aeterno nacqu’Egli ed è mio Figlio,
in tempo Io nacqui e pur gli sono Madre.

Egli è mio creator ed è mio Figlio,
son Io sua creatura e gli son Madre;
fu prodigo divin l’esser mio Figlio
un Dio eterno, e Me d’aver per Madre.

L’esser quasi è comun tra Madre e Figlio
perché l’esser dal Figlio ebbe la Madre,
e l’esser dalla Madre ebbe anche il Figlio.

Or, se l’esser dal Figlio ebbe la Madre,
o s’ha da dir che fu macchiato il Figlio,
o senza macchia s’ha da dir la Madre

Fonte: “Chiesa viva”, Maio 2012

A confiança em Deus e as necessidades espirituais: Deus concede-nos todos os socorros necessários para a santificação e a salvação de nossa alma

Certas almas angustiadas duvidam da própria salvação. Lembram-se demasiado de faltas passadas; pensam nas tentações tão violentas que, por vezes, nos assaltam a todos; esquecem a bondade misericordiosa de Deus. Essa angústia pode tornar-se uma verdadeira tentação de desespero.
Em moço, São Francisco de Sales conheceu uma provação dessas: tremia de não ser um predestinado ao Céu. Passou vários meses nesse martírio interior. Uma oração heroica o libertou: o santo prosternou-se diante de um altar de Maria; suplicou à Virgem que o ensinasse a amar seu Filho com uma caridade tanto mais ardente sobre a terra, quanto ele temia não poder amá-Lo na eternidade.
Nesse gênero de sofrimento, há uma verdade de fé que nos deve consolar imensamente. Só nos perdemos pelo pecado mortal.
Ora, sempre o podemos evitar, e, quando tivermos a desgraça de cometê-lo, poderemos sempre nos reconciliar com Deus. Um ato de contrição sincera, feito logo, sem demora, nos purificará, enquanto esperamos a confissão obrigatória, que convém se faça sem detença.
Certamente a pobre vontade humana deve sempre desconfiar da sua fraqueza. Mas o Salvador nunca nos recusará as graças de que carecemos. Fará também todo o possível para ajudar-nos na empresa soberanamente importante, da nossa salvação.
Eis a grande verdade que Jesus Cristo escreveu com o seu Sangue e que vamos agora reler juntos na história da sua Paixão.
Já tereis algum dia refletido como puderam os judeus apoderar-se de Nosso Senhor? Acreditareis, por acaso, que isso conseguiram pela astúcia ou pela força? Podeis imaginar que, na grande tormenta, Jesus foi vencido porque era o mais fraco?
Seguramente não. Os inimigos nada podiam contra Ele. Mais de uma vez, nos três anos de suas pregações, haviam tentado matá-Lo. Em Nazaré, queriam jogá-Lo num precipício; por várias vezes tinham apanhado pedras para lapidá-Lo. Sempre, porém, a sabedoria divina desfez os planos dessa ímpia cólera; a força soberana de Deus reteve-lhes o braço; e Jesus afastou-Se sempre tranquilamente, sem que ninguém tivesse conseguido fazer-Lhe o menor mal.
Em Getsêmani, ao dizer Ele simplesmente seu nome aos soldados do Templo vindos para assenhorearem-se da sua pessoa sagrada, toda a tropa cai por terra tocada de estranho pavor. Os soldados só se podem levantar pela permissão que Ele lhes dá.
Se Jesus foi preso, se foi crucificado, se foi imolado, é que assim o quis, na plenitude da sua  liberdade e do seu amor por nós. Oblatus est quia voluit (Isaías LIII, 7).
Se o Mestre derramou, sem hesitar, o Sangue todo por nós, se morreu por nós, como poderia recusar-nos graças que não são absolutamente necessárias e que Ele próprio nos mereceu pelas suas dores?
Essas graças, Jesus as ofereceu misericordiosamente às almas mais culpadas durante a Paixão dolorosa. Dois Apóstolos haviam cometido um crime enorme: a ambos ofereceu o perdão.
Judas O atraiçoa e Lhe dá um beijo hipócrita. Jesus fala-lhe com doçura tocante; chama-lhe seu amigo; procura à força de carinho tocar esse coração endurecido pela avareza. Meu amigo, porque vieste?  - Judas, tu trais o Filho do homem com um beijo? (Lucas XXIII, 48). É esta a última graça do Mestre ao ingrato.
Graça de tal força, que jamais lhe mediremos bem a intensidade. Judas, porém, a repele: perde-se, porque assim formalmente o prefere.
Pedro cria-se muito forte... Tinha jurado acompanhar o Mestre até a morte, e O abandona quando O vê às mãos dos soldados. Só O segue então de longe. Entra tremendo no pátio do palácio do Sumo Sacerdote. Por três vezes renega o seu Senhor - porque receia os motejos de uma criada. Com juramento afirma que não conhece "esse homem". Canta o galo... Jesus volta-se e fixa sobre o Apóstolo os olhos cheios de misericordiosas e doces censuras. Cruzam-se os olhares... Era a graça, uma graça fulminante que esse olhar levava a Pedro. O Apóstolo não a repeliu: saiu imediatamente e chorou com amargura a sua falta.
Assim como a Judas, como a Pedro, Jesus nos oferece sempre graças de arrependimento e conversão. Podemos aceitá-las ou recusá-las. Somos livres! A nós compete decidir entre o bem e o mal, entre o Céu e o inferno. A salvação está em nossas mãos.
O Salvador não só nos oferece as suas graças, como faz mais: intercede por nós junto ao Pai celestial. Lembra-Lhe as dores sofridas pela nossa Redenção. Toma a nossa defesa diante dEle; desculpa-nos as faltas: Pai, exclama nas angústias da agonia, Pai, perdoai-lhes, pois não sabem o que fazem (Lucas XXIII, 34).
O Mestre, durante a Paixão, tinha tal desejo de salvar-nos, que não cessava um instante de pensar em nós.
No Calvário dá aos pecadores o seu último olhar; pronuncia em favor do bom ladrão uma de suas últimas palavras. Estende largamente os braços na Cruz para marcar com que amor acolhe todo arrependimento em seu Coração amantíssimo.
* Padre Thomas de Saint Laurent. O livro da confiança.

Razões da confiança em Deus: A Encarnação do Verbo

O sábio constrói a casa sobre o rochedo: nem inundações, nem chuvas, nem tempestades a poderão lançar por terra. Para que o edifício da nossa confiança resista a todas as provas, preciso é que se eleve sobre bases inabaláveis.
"Quereis saber, diz São Francisco de Sales, que fundamento deve ter a nossa confiança? Deve basear-se na infinita bondade de Deus e nos méritos da Morte e da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo, com essa condição de nossa parte: a firme e total resolução de sermos inteiramente de Deus e de nos abandonarmos completamente e sem reservas à sua Providência" (Les vrais entretiens spirituels. Ed. de Annecy, t.VI, p.30).
As razões de esperança são demasiado numerosas para que possamos citá-las todas. Examinaremos aqui somente as que nos são fornecidas pela Encarnação do Verbo e pela Pessoa sagrada do Salvador. De resto, é Cristo em verdade a pedra angular (Atos IV, 11) sobre a qual principalmente deve apoiar-se a nossa vida interior.
Que confiança nos inspiraria o mistério da Encarnação, se nos esforçássemos por estudá-lo de maneira menos superficial!
Quem é essa criança que chora no presépio, quem é esse adolescente que trabalha na oficina de Nazaré, esse pregador que entusiasma as multidões, esse taumaturgo que opera prodígios sem conta, essa vítima inocente que morre na Cruz?
É o Filho do Altíssimo, eterno e Deus como o Pai... é o Emanuel desde tanto tempo esperado; é Aquele que o Profeta chama: o Admirável, o Deus forte, o Príncipe da paz(Isaías IX, 6).
Mas Jesus - disto nos esquecemos frequentemente - é nossa propriedade. Em todo o rigor do terno, Ele nos pertence; é nosso; temos sobre Ele direitos imprescritíveis, pois o Pai celeste no-Lo deu. A Escritura assim o afirma: O Filho de Deus nos foi dado (Isaías IX, 6).
E São João, em seu Evangelho, diz também: Deus amou tanto o mundo, que lhe deu seu Filho único (João III, 16).
Ora, se Cristo nos pertence, os méritos infinitos de seus trabalhos, de seus sofrimentos e da sua morte nos pertencem também. Sendo assim, como poderíamos perder a coragem? Entregando-no o Filho, o Pai do Céu nos deu a plenitude de todos os bens. Saibamos explorar largamente esse precioso tesouro.
Dirijamo-nos, pois, aos Céus com santa audácia; e, em nome desse Redentor que é nosso, imploremos sem hesitar, as graças que desejamos. Peçamos as bençãos temporais e sobretudo o socorro da graça; para a nossa Pátria solicitemos a Paz e a prosperidade; para a Igreja, calma e liberdade.
Essa oração será certamente atendida.
Assim agindo, não fazemos nós os negócios com Deus? Em troca dos bens desejados, oferecemos-Lhe o seu próprio Filho unigênito. E nessa transação Deus não pode ser enganado: dar-Lhe-emos infinitamente mais do que dEle recebemos.
Essa oração, pois, se a fizermos com a fé que transporta montanhas, será de tal sorte eficaz que obterá, se preciso for, mesmo os prodígios mais extraordinários.
* Padre Thomas de Saint Laurent. O livro da confiança.

domingo, 15 de abril de 2018

Os 10 ‘Nãos’ de Maria

VIRGIN MADONNA

Estes “nãos” revelam a humildade da Mãe de Deus e valorizam ainda mais o seu “sim”

“Os dias claros não seriam tão belos sem o contraste com os dias nublados”, dizia minha mãe. E é verdade: se amanhece chovendo e, no outro dia, o sol brilha, nós agradecemos mais ainda quando nos lembramos do dia anterior.
Assim também pode acontecer na nossa relação com a Virgem Maria. Para valorizar o “sim” que ela deu ao Senhor, vamos refletir sobre estes 10 “nãos”, que também lhe são inerentes:
  1. NÃO impôs condições. Ao saber que tinha sido eleita para ser a Mãe de Deus, Maria não exigiu nada, não colocou objeções nem pretextos. Só aceitou. Era o seu desejo de cumprir a vontade de Deus.
  2. NÃO se envaideceu. As jovens de seu tempo desejavam ser a Mãe do Messias. Ao ser eleita, não perdeu o chão, não se achou melhor que as outras. Ela se reconheceu – e não era falsa modéstia – como a escrava do Senhor.
  3. NÃO espalhou a notícia. Não contou nada para ninguém, nem para José. Soube se calar e deixar que todos ficassem sabendo somente quando Deus quis.
  4. NÃO focou em si mesma. Ela não quis descansar nem ganhar mimos. Ao saber que sua prima Isabel, que era mais velha,  estava grávida, foi apressadamente ajudá-la.
  5. NÃO pediu privilégios. Ao saber que deveria fazer um cadastramento em Belém, poderia der pedido a Deus que enviasse um anjo “gestor” ou um “coiote” celestial para ajudar no processo. Quando tiveram que sair  para o Egito por culpa de Herodes, Maria não propôs que o matassem. Quando Jesus, aos 12 anos, se perdeu deles, não pediu um GPS para localizá-lo, mas saiu para procurar o menino. Ela nunca pediu um tratamento VIP para evitar alguma dificuldade.
  6. NÃO se prendeu aos “e se”. Quando teve que dar à luz em condições muito diferentes das quais tinha se preparado, não se frustrou pensando: “e se a casa tivesse berço, e se minha mãe pudesse me ajudar”. Ela ia aceitando tudo o que Deus queria – e fazia o melhor com o que tinha.
  7. NÃO se isolou. Ela poderia ter se fechado com José e o Menino Jesus para aproveitar sozinhos a felicidade. Mas, desde o começo, ela entregou Jesus aos demais, aos pastores, aos Magos do Oriente e, mais tarde, a todo o mundo.
  8. NÃO pediu que Deus mudasse os planos. Maria revelou à santa Teresa que, quando Simeão mencionou a espada, ela teve a visão da Paixão. Viu a cruz que esperava Jesus. A Virgem poderia ter suplicado a Deus que não permitisse aquilo. Mas aceitou.
  9. NÃO rejeitou a ideia de ser nossa Mãe. Na cruz, seu Filho a encomendou ao seu discípulo amado e, por meio dele, a todos nós. Que difícil aceitar ser Mãe daqueles por cujos pecados Jesus morreu! Mas, novamente, ela disse “sim”. E não foi de má vontade. Maria revelou a são João Diego que era uma honra ser nossa Mãe. Que amor grandioso!
  10. NÃO deixa de nos amar e de interceder por nós. Maria não guardou rancor dos discípulos que abandonaram Jesus na cruz. Depois da Ascensão, dedicava-se a rezar com e por eles. E imaginemos o quanto ela ficou alegre por vê-los cheios do Espírito Santo, saindo a pregar. E, quando foi elevada ao céu, poderia ter se esquecido de nós. Mas não foi isso o que aconteceu. Ela está por dentro de todas as nossas necessidades, angústias e dificuldades. E roga a Deus por nós. Vive na pátria celestial, mas atenta a tudo o que acontece por aqui.
Peçamos, então, que Maria nos ajude a imitá-la em seu seus “SIMs” e em seus “NÃOs”. E acrescentemos outros três NÃOs: não a esqueçamos, não deixemos de amá-la e não deixemos nunca de recorrer à sua amorosa intercessão maternal.
Artigo originalmente publicado por SIAME, traduzido e adaptado ao português por Aleteia.

O poder de Maria contra os demônios e as tentações

Teotoco de Vladimir

Felizes de nós se recorrermos sempre a esta Mãe divina e imaculada

Santo Afonso Maria de Ligório diz, com muita razão, que a Santíssima Virgem Maria é comparada a um exército em ordem de batalha, porque ela sabe ordenar o seu poder e a sua misericórdia para confusão dos inimigos infernais e benefício dos seus devotos. Felizes de nós, se nas tentações recorrermos sempre a esta Mãe divina e imaculada, invocando o seu doce nome juntamente com o de seu Filho Jesus Cristo.
O ato de benevolência mais agradável a Virgem Maria é recomendarmo-nos muitas vezes a ela e colocarmo-nos debaixo da sua proteção, como faziam os primeiros cristãos: “Sub tuum praesidium confugimos, sancta Dei Genitrix – Sob tua proteção nos refugiamos, ó santa Mãe de Deus!”
O poder da Virgem Maria contra os demônios
Maria Santíssima não é somente a Rainha dos Céus, dos Anjos e dos Santos, mas também, de certo modo, do inferno e dos demônios, pois os venceu intrepidamente com as suas virtudes. Todos os Santos Padres concordam em dizer que a Bem-aventurada Virgem Maria é aquela mulher poderosa, prometida por Deus desde o princípio do mundo, que juntamente com o Filho estará em perpétua inimizade com a serpente infernal e, a seu tempo, haverá de lhe esmagar a cabeça, abatendo-lhe o orgulho: “Inimicitias ponam inter te et mulierem … Ipsa conteret caput tuum – Porei inimizade entre ti e a mulher… Ela te esmagará a cabeça” (Gn 3, 15). Por isso, Satanás se vê constrangido a prostrar-se aos pés da Virgem Maria.
O espírito maligno, para vingar a sua derrota, volta toda a sua fúria contra nós, devotos da Mãe de Deus. A Santíssima Virgem, porém, não permite que este espírito do mal nos cause o menor dano.
Maria foi simbolizada na coluna, ora de nuvem, ora de fogo, que guiava o povo de Israel para a Terra prometida (cf. Ex 13, 21). A coluna representava os dois ofícios que a Virgem Santíssima exercita continuamente em nosso favor. Como nuvem, ela nos protege do ímpeto da justiça divina e, como fogo, nos defende dos demônios. Assim como os homens caem por terra quando um raio do céu parece cair sobre eles, da mesma forma, os espíritos do mal caem abatidos somente ao ouvir o nome de Maria.
Pela mesma razão, a Virgem Santíssima é chamada pelo divino Esposo de terrível contra o poder do inferno, como um exército bem-ordenado: “Terribilis ut castrorum acies ordinata” (Ct 6, 4). Ela sabe ordenar bem o seu poder, a sua misericórdia e as suas súplicas para confusão dos inimigos e benefício dos seus devotos e servos, que nas tentações invocam o seu poderosíssimo socorro.
O auxílio de Nossa Senhora nas tentações
Conforme uma revelação divina a Santa Brígida, o orgulhoso Lúcifer antes quer que se multipliquem as suas penas no Inferno do que ver-se dominado pelo poder de uma Mulher. Felizes seremos nós se, nas nossas lutas contra o Inferno, recorrermos sempre a Maria Santíssima e invocarmos o seu belo e santo nome.
Habituemo-nos à bela prática de invocar sempre os nomes santíssimos de Jesus e Maria em todas as nossas necessidades, nos perigos de ofender a Deus, especialmente nas tentações contra a pureza. Entre todos os favores que possamos prestar a Santíssima Virgem, nenhum agrada mais a nossa Mãe do que recorrermos frequente e insistentemente à sua intercessão e colocarmo-nos debaixo da sua poderosa proteção:
“Sub tuum praesidium confugimus, Sancta Dei Genetrix. Nostras deprecationes ne despicias in necessitatibus, sed a periculis cunctis libera nos semper, Virgo gloriosa et benedicta. Amen.
À vossa proteção recorremos, Santa Mãe de Deus. Não desprezeis as nossas súplicas em nossas necessidades, mas livrai-nos sempre de todos os perigos, ó virgem gloriosa e bendita. Amém”
Oração de Santo Afonso a Maria Santíssima nas tentações
“Eis aqui a vossos pés, ó Maria, minha esperança, este pobre pecador, que tantas vezes por sua culpa se fez escravo do inferno. Reconheço que me deixei vencer pelos demônios, porque não recorri a vós, meu refúgio. Se eu tivesse recorrido sempre a vós, e vos tivesse invocado, nunca teria caído. Espero, Senhora minha amabilíssima, que por vosso intermédio já estou livre das mãos do demônio e que Deus me perdoou. Mas temo que no futuro venha a cair de novo no cativeiro do inferno. Sei que meus inimigos ainda não perderam a esperança de me tornar a vencer. Já me preparam nossos assaltos e novas tentações. Ah! Minha Rainha e meu refúgio, ajudai-me metei-me debaixo de vosso manto; não permitais que torne a ser escravo dos demônios.
Sei que vós me ajudareis e me fareis vitorioso, sempre que eu vos invocar. É este, porém, o meu receio, receio de que nas tentações eu me esqueça de chamar por vós. Eis, portanto, a graça que vos peço e de vós espero, oh Virgem Santíssima, que eu me lembre sempre de vós, especialmente quanto estiver em luta com o demônio. Fazei com que então não deixe de vos invocar frequentemente, dizendo: Maria, ajudai-me, ajudai-me, Maria! – E quando chegar finalmente o dia da minha última contenda com o inferno, na hora da minha morte, ah, Senhora e Rainha, assisti-me então muito mais e lembrai-me de vos invocar então com mais frequência, com os lábios ou com o coração, afim de que, com o vosso dulcíssimo nome e com o de vosso Filho Jesus na boca, possa ir bendizer-vos e louvar-vos, para nunca mais me apartar dos vossos pés por toda a eternidade, lá no paraíso.”
Por Natalino Ueda, via Todo de Maria 

sábado, 14 de abril de 2018

Louvores a Deus Altíssimo


“Tu és o Santo
Senhor e Deus único
Que operas maravilhas!
Tu és o forte!
Tu és o grande!
Tu és o Altíssimo!
Tu és o Rei onipotente
Santo Pai, Rei do céu e da terra!
Tu és o Trino e Uno
Senhor e Deus, Bem universal!
Tu és o Bem, o Bem universal
o sumo bem, Senhor e Deus
vivo e verdadeiro!
Tu és a delícia do amor!

Elogio às Virtudes


Salve, rainha sabedoria, o Senhor te guarde por tua santa irmã, a pura simplicidade!
Senhora santa Pobreza, o Senhor te guarde por tua santa irmã a humildade!
Senhora santa caridade, o Senhor te guarde por tua santa irmã, a obediência!
Santíssimas virtudes todas, guarde-vos o Senhor, de quem procedeis e vindes a nós!
Não existe no mundo inteiro homem algum em condições de possuir uma de vós, sem que ele morra primeiro.
Quem possuir uma de vós e não ofender as demais, a todas possui; e quem a uma ofender, nenhuma possui e a todas ofende. E cada uma por si destrói os vícios e pecados.
A santa sabedoria confunde Satanás e todas as suas astúcias.
A pura e santa simplicidade confunde toda sabedoria deste mundo e a prudência da carne.
A santa pobreza confunde toda cobiça e avareza e solicitudes deste século.
A santa humildade confunde o orgulho e todos os homens deste mundo e tudo quanto há no mundo.
A santa caridade confunde todas as tentações do demônio e da carne e todos os temores carnais.
A santa obediência confunde todos os desejos sensuais e carnais e mantém o corpo mortificado para obedecer ao espírito e obedecer ao seu irmão, e torna o homem submisso a todos os homens desse mundo, e nem só aos homens, senão também a todas as feras e animais irracionais, para que dele possam dispor a seu talante, até o ponto que lho for permitido do alto pelo Senhor. 
(cf. Jo 19,11)

http://www.franciscanas.org.br/oracoes-santos-e-liturgias/oracao/elogio-as-virtudes/

Oração à Virgem Maria





“Santa Virgem Maria, entre as mulheres do mundo, não nasceu nenhuma semelhante a ti, ó filha e serva do altíssimo e sumo Rei e Pai celeste, mãe de nosso santíssimo Senhor Jesus Cristo, esposa do Espírito Santo: roga por nós, com São Miguel Arcanjo e com todas as virtudes dos céus e com todos os santos, junto a teu santíssimo e dileto Filho, Senhor e Mestre. Bendigamos o Senhor Deus vivo e verdadeiro (Ts 1,9); Rendamos-lhe sempre louvor, glória, honra e bênção (Ap 4,9) e todos os bens. 

Amém. Amém. Assim seja. Assim seja”

terça-feira, 10 de abril de 2018

Súplica a Santíssima Virgem Maria


Dá-me teus olhos, ó Mãe,
para saber olhar;
se olho com teus olhos,
jamais poderei pecar.
Dá-me teus lábios, ó Mãe,
para poder rezar;
se rezo com teus lábios,
Jesus me escutará.

Dá-me tua língua, ó Mãe,
para ir comungar;
é tua língua patena
para graças alcançar.

Dá-me tuas mãos, ó Mãe,
pois quero trabalhar;
então meu trabalho
uma eternidade valerá.

Dá-me teu manto, ó Mãe,
para minha maldade cobrir;
coberto com teu manto,
ao Céu hei de ir.

Dá-me teu Céu, ó Mãe,
para poder gozar;
se Tu me dás o Céu,
que mais posso desejar?

Dá-me a Jesus, ó Mãe,
para poder amar;
se O tenho,
sempre feliz hei de ficar.


(Revista Arautos do Evangelho, Out/2005, n. 46, p. 2)

quinta-feira, 5 de abril de 2018

O que deve morrer aí dentro para que você renasça?


A vida eterna é muito melhor que esta minha vida cheia de morte...

Há algo dentro de mim que tem que morrer para que brote a vida nova. Ou para deixar espaço à vida de que nasce aqui dentro.
Ou, talvez, haja algo já morto no meu interior que tenha que ressuscitar para me dar vida nova. Não sei. Penso nisso. Faço a lista de coisas mortas que levo dentro de mim. E de cadeias que quero que se rompam, para que eu seja mais livre.
Sei que a vida que Jesus me promete custa muito mais que minha morte escura. Gosto mais da confiança cega em um Deus oculto do que dos meus medos que me atam à vida caduca. Gosto muito mais da alegria de uma promessa do que do sabor amargo da derrota que eu bebo.
Quero a vida, não a morte, Mas sei é preciso morrer para voltar a nascer. Meus medos, meus egoísmos e minhas idolatrias precisam morrer para que eu viva com liberdade, cheio de amor.
Vejo a vida que brota do peito aberto de Jesus. Ele me amou até o extremo. Vejo a fonte de vida.
 “A vida do homem não se esgota nesta terra. E, já que a alma do homem é imortal, o fim último do homem transcende esta vida terrestre e se dirige à contemplação de Deus” (Jesús Sánchez Adalid, Y de repente, Teresa).
Miro o céu, cheio de confiança. O final é um “para sempre”. Mas entre a minha morte de hoje e a vida plena ao final do caminho transcorre o meu hoje, que se abre a um futuro cheio de esperança.
Dizia Søren Kierkegaard: “A vida só pode ser compreendida olhando para trás, mas há de ser vivida olhando adiante”.
Às vezes, eu me pego olhando para trás. Ancorado no passado. Sim, isso é necessário. Mas somente para compreender a ação de Deus em minha vida. Seus desejos ocultos em minhas pegadas.
Não fico no passado, justificando minha preguiça. Não quero pensar que me meu tempo passou e não ficou nada por fazer. Não é verdade.
Não importam os anos que eu tenha. Viverei tudo o que Deus quiser. Tenho toda a minha vida pela frente para mudar o mundo.
Quero viver com a alegria pascal, olhando os anos que me faltam. Sorrindo para o futuro. Não quero me agoniar, pensando na morte. Não quero viver ancorado no que já foi ou poderia ter sido.
Vivo o presente, aberto a um futuro melhor. A vida eterna é muito melhor que esta minha vida cheia de morte.
Vivo hoje com o coração preenchido pela Páscoa, cheio de luz. Divido sorrisos e esperança. Falo da vida, não da morte. Tenho a alegria desenhada nos lábios.
O que me falta para ser feliz? Eu já tenho tudo. Jesus me dá tudo. E o que eu não tenho, não invejo. Posso ser feliz com muito pouco. Quando deixo de olhar para um horizonte que não existe. Ou para coisas que não me dão a alegria plena.
Hoje, chego ao sepulcro vazio, ao meu coração vazio. E lá já não está mais o corpo da morte. O que ressuscitou de dentro de mim?
Quero deixar lá os meus medos, meus apegos doentios, minha morte. Jesus está comigo, em meu caminho, em minha vida. Ele vive. Não me deixa sozinho, pois Ele quer que eu viva uma vida plena, com sentido.
Assim quero viver: ressuscitado. Com sua vida em meu coração. Com sua ressurreição impossível em minha morte. O reino começa a brotar em minha alma. Entre minhas mãos, sua vida.

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