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Agora é minha vez: vou me confessar depois de 40 anos


A emocionante história de conversão de um mendigo, contada pelo seu pároco

Laurent Lavì Lazzeresky-CC

O ambiente familiar é algo de que cuidamos muito no refeitório social São José, em nossa paróquia. Desde que as pessoas entram para almoçar, percebe-se que se sentem em casa, e há algo especial que faz que todas se sintam cômodas.
Foi isso que o Miguel me disse quando começou a vir almoçar diariamente. Ele morava sozinho em um quarto e não tinha amigos nem família. Esteve preso durante 13 anos, e isso acabou rompendo com seu passado. Ninguém queria saber nada dele.
As pessoas do refeitório se tornaram sua família. Ele não vinha somente para almoçar, mas se oferecia para varrer, tirar o lixo e realizar muitas outras tarefas. Nós o nomeamos encarregado dos enfeites do refeitório e ele ficou feliz, pois se sentia importante. Todos nós o conhecíamos e nos preocupávamos com ele.
Poucos meses depois, ele foi diagnosticado com câncer no fígado. Avançado. De fato, ele já estava meio amarelado. Foi internado no hospital e ninguém o visitava, a não ser as pessoas da paróquia. Sua família do refeitório começou a fazer turnos para acompanhá-lo durante a noite. As enfermeiras ficavam impressionadas com o movimento de pessoas no quarto de alguém que não era exatamente da “nata” da sociedade.
Depois de alguns dias, fui visitá-lo. Quando entrei no quarto do hospital, ele estava acompanhado de vários amigos do refeitório. Ao ver-me, exclamou: “Todos para fora agora, vou me confessar com o padre. Faz 40 anos que não me confesso!”. Todos saíram, impactados.
Ao terminar sua confissão, ele ficou como uma criança. Convidou-me para tomar uma Fanta laranja com ele. Foi como celebrar novamente sua Primeira Comunhão, sem recursos, mas com muita alegria.
Esta conversão caiu como fruto maduro do amor que se respira no refeitório paroquial.

Pe. José Manuel Horcajo
Paróquia de São Raimundo Nonato (Madri)

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(Elam de Almeida Pimenttel)