domingo, 15 de setembro de 2013

Cruzes do mundo, as cruzes da vida religiosa

Pensa-se comumente no mundo, dizia-me, que nada temos que sofrer ou que são somente sofrimentos pueris, e dizem mesmo: "Ora! As cruzes que encontram no século, essas sim, merecem o nome de cruzes!"
"É verdade que no mundo há grandes e pesadas cruzes... As da vida religiosa são alfinetadas diárias, a luta se trava em campo bem diverso; é preciso combater, destruir-se a si mesma, e é nisso que se ganha vitórias. Quantas almas, cuja coragem viril e fortaleza de ânimo causavam a admiração, ao perderem pais, filhos, e que diante das cruzes da vida religiosa acham-se muitas vezes desanimadas. Verifiquei aqui, que as naturezas mais fortes, aparentemente, são nessas coisinhas, as mais suscetíveis de abatimento, tanto é verdade que a maior vitória é vencer-se a si mesmo..."
Oh! respondi-lhe, a renúncia nas pequenas coisas é muito difícil, jamais a conseguirei! Tomo boas resoluções, vejo claramente o que preciso fazer, depois, na primeira ocasião deixo-me vencer; é mais forte do que eu.
Vós vos abateis tão facilmente porque não pacificais vosso coração de antemão. Quando estais exasperada contra alguém, o meio de recuperar a paz é rezar por essa pessoa e pedir a Deus que a recompense por fazer-vos sofrer. Acontece, entretanto, que, apesar de todos lhes seria muito prejudicial ter uma virtude sentida. isto é, que elas creiam possuir a virtude e que os outros o reconheçam também".

Santa Tereza de Lisieux

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