domingo, 30 de junho de 2019

Terço do amor

Doce Coração de Jesus, sede meu amor! Doce Coração de Maria, sede minha salvação!

Irmã Consolata Betrone (1903-1946), religiosa capuchinha italiana, foi escolhida por Deus para confirmar ao mundo a doutrina do caminho de infância espiritual, já ensinado por Santa Teresinha do Menino Jesus, dando-lhe uma forma concreta e fácil de ser praticada por todos.
Jesus promete assim: cada vez que pronunciar-se este Ato de Amor: “Jesus, Maria, eu vos amo! Salvai as almas!”, uma alma será salva. E isso é sinal de caridade perfeita pela súplica constante em favor das almas, de todas as almas, as da Igreja militante, que somos nós, a caminho da casa do Pai, e as da Igreja padecente, as almas do purgatório.
Repetido a todo momento, em qualquer lugar, atrai uma chuva de graças particulares e, sobretudo, prepara Terços de um povo de fé, o triunfo da Misericórdia Divina nos corações humanos, qual novo Pentecostes em escala mundial.
“O Senhor deve, também, vir em nosso socorro na proporção das fadigas que aguentamos por causa do seu amor. E visto que, essas angústias são grandes, menores não devem ser as graças” (Santa Teresa de Jesus).

Jesus, Maria, eu vos amo! Salvai as almas!

No início, reza-se:
Pai-Nosso, Ave-Maria, Credo.

Na contas do Pai-Nosso, reza-se:
Doce Coração de Jesus, sede meu amor!
Doce Coração de Maria, sede minha salvação!

Nas contas da Ave-Maria, reza-se:
Jesus, Maria, eu vos amo! Salvai as almas!

No final do terço, reza-se:
Sagrado Coração de Jesus, fazei que eu Vos ame cada vez mais (3 vezes).


Oração a Nossa Senhora do Silêncio

Nossa Senhora do Silêncio
Nossa Senhora do Silêncio e da Humildade, tu vives perdida e encontrada no mar sem fundo do Mistério do Senhor. Tu és disponibilidade e receptividade. Tu és fecundidade e plenitude. Tu és atenção e solicitude pelos irmãos. Estás revestidas de fortaleza. Resplandecem em ti a maturidade humana e a elegância espiritual. És senhora de ti mesma antes de ser Nossa Senhora.
Em ti não existe dispersão. Em um ato simples e total, tua alma, toda imóvel, está paralisada e identificada com o Senhor. Estás dentro de Deus, e Deus dentro de ti. O Mistério total te envolve, penetra e possui, ocupa e entrega todo o teu ser.

Envolve-nos em teu manto, Nossa Senhora do Silêncio

Parece que em ti tudo ficou parado, tudo se identificou contigo: o tempo, o espaço, a palavra, a música, o silêncio, a mulher, Deus. Tudo ficou assumido em ti, e divinizado.
Jamais se viu figura humana de tamanha doçura, nem se voltará a ver nesta terra uma mulher tão inefavelmente evocadora.
Entretanto, teu silêncio não é ausência, mas presença. Estás abismada no Senhor e, ao mesmo tempo, atenta aos irmãos, como em Caná. A comunicação nunca é tão profunda como quando não se diz nada, e o silêncio nunca é tão eloquente como quando nada se comunica.
Faze-nos compreender que o silêncio não é desinteressante pelos irmãos, mas fonte de energia e irradiação, não é encolhimento, mas projeção. Faz-nos compreender que, para derramar, é preciso preencher-se.
Afoga-se o mundo no mar da dispersão, e não é possível amar os irmãos com um coração disperso. Faze-nos compreender que o apostolado, sem silêncio, é alienação; e que o silêncio, sem apostolado, é comodidade.
Envolve-nos em teu manto de silêncio e comunica-nos a fortaleza de tua fé, a altura de tua esperança e a profundidade de teu amor.
Fica com os que ficam e vem com os que partem. Ó Mãe Admirável do Silêncio!
Amém.
Nossa Senhora do Silêncio, rogai por nós!
(Autor: Ignacio Larratarre)

Nossa Senhorinha do Silêncio

Padroeiro:
Dos surdos.
História:
Apesar de Maria não ter dito uma palavra nesta aparição, não é por isso que ela não fala ao coração de cada um de nós.
Numa aldeia de Knock, situada a oeste de Dublin em 1829, foi construída uma pequena e pobre igreja paroquial rodeado por um muro de pedra onde não cabiam mais de 30 pessoas. Foi dedicada à São João Batista.
Durante todo o século XIX, a Irlanda sofreu uma depressão da sua economia por causa das más colheitas, sobretudo da batata. No ano de 1879, os agricultores quase não tinham de comer. Nesse ano, houve mas uma desastrosa colheita de batata o que anunciava mais miséria e fome. As pessoas morriam de fome e de doenças, minadas por uma vida muito dura.
Bartholomew Cavanah, foi nomeado prior da igreja em 1867. Era um santo homem, profundamente devoto de Nossa Senhora da Imaculada Conceição. Era de bom grado que sacrificava os seus bens materiais para ir em auxílio dos pobres e famintos, e nunca teve conta bancária. Também assim considerava as pobres almas do Purgatório. Considerando a Virgem Maria como Mãe de Deus e de todos os filhos de Deus, recorria à sua intercessão por todos os que estavam no Purgatório. Na verdade, alguns meses antes da aparição em Knock, o Padre Cavanah começou a dizer 100 missas pelas pobres almas do Purgatório que Nossa Senhora mais desejasse ver libertas. Surpreendentemente, foi no dia da centésima missa que Nossa Senhora visitou Knock, ao final da tarde de 21 de Agosto de 1879. Foi um dom maravilhoso que exprimiu a gratidão de Nossa Senhora e das almas que foram para o Céu.
Nesse dia, o céu estava coberto de pesadas nuvens. O Padre Cavanah tinha ido visitar paroquianos em regiões vizinhas. Nessa tarde, uma chuva cerrada encharcou-lhe a roupa e a aldeia ficou toda molhada pela noite fora. Mary McLoughlin, a sua empregada, acendeu a lareira para lhe secar as roupas e depois foi embora visitar uma amiga, Mary Beirne, que ali morava próximo.
Ao passar junto à igreja deu conta de estranhas figuras e de um altar junto à empena da igreja voltada a sudoeste. Parecia haver uma luz estranha em volta daquelas figuras, mas pensou que era um efeito da luz brilhando através da bruma. Depressa achou que talvez o prior tivesse encomendado algumas imagens novas.
Mais ou menos ao mesmo tempo, um outro membro da família Beirne, Margaret Beirne, chegou à igreja para a fechar durante a noite. Também ela deu conta de um brilho estranho que vinha do lado sudoeste da igreja. Mas, com pressa de se abrigar, não olhou mais, nem disse a ninguém nada sobre o brilho naquela noite. Quando terminou a visita, a amiga Mary Beirne acompanhou Mary McLoughlinde de volta, em direcção à igreja. Diziam que as figuras eram imagens iluminadas pela luz. Mas, quando se aproximaram, Mary Beirne exclamou:
“Mas não são imagens, estão se mexendo. É a Santíssima Virgem!”
Por baixo da parede da igreja, três imagens estavam de pé. As duas mulheres tomaram consciência que não podiam ser imagens porque aqueles seres passeavam por cima do monte de erva embaixo delas. Todos vestiam de branco e brilhavam como prata. Uma luz dourada, brilhante, envolvia-as, bem como um altar que estava colocado um pouco por trás delas. Sobre o altar estava um cordeiro e por cima do cordeiro erguia-se uma grande cruz branca. Seis anjos com asas que se moviam, rodeavam o altar e a cruz.
Mary Beirne então correu para os vizinhos mais próximos e disse-lhes para virem ver “a visão maravilhosa!” Rapidamente outros se juntaram a elas para ver e rezar diante da aparição do céu. Todos os que testemunharam o acontecimento, afirmaram que se tratava da Virgem Maria com São José à sua direita e São João Evangelista, à esquerda.
A mais velha das videntes era Bridget Trench, de 75 anos. Caminhou em direção à visão e, à chuva, tentou beijar os pés de Maria. Mas não conseguiu: parecia que Maria se afastava um pouco. Quando as mãos e a cabeça inclinada de Bridget entraram na área da visão, caiu de joelhos na erva seca. Nessa área, não lhe caiu em cima uma gota de chuva.
Os quinze vidente permaneceram fixados à visita luminosa durante duas boas horas. Rezaram o terço em conjunto. Mais tarde a aparição desvaneceu-se.
Durante as semanas e meses que se seguiram à aparição, toda a aldeia continuava a perguntar: “Porque é que Nossa Senhora lhes tinha aparecido?” Multidões de pessoas começaram a afluir a Knock. Deram-se numerosas curas e várias delas foram relacionadas com a aplicação de terra retirada da parede da empena. Tanta terra tiraram que a parede estava em perigo de cair. Nos primeiros três anos que se seguiram à aparição de “Nossa Senhora do Silêncio”, o Padre Cavanah registou aproximadamente 300 curas milagrosas associadas com o santuário de Knock!
Em 1880, a primeira comissão eclesiástica aprovou o testemunho de todas os 15 videntes como “digno de confiança e satisfatório”. Em 1936, provas confirmadas e centenas de curas milagrosas foram enviadas para Roma. A aparição de Knock teve a sua aprovação total e o reconhecimento da Igreja Católica.
Cem anos depois da aparição, em 1979, o papa João Paulo II abençoou o local com a sua presença na celebração do centenário. Meio milhão de peregrinos se juntaram no santuário onde o papa declarou a passagem da Igreja de Nossa Senhora, Rainha da Irlanda, a Basílica.
Oração:
Senhora do silêncio, ensina-me como fizestes, a guardar em meu coração todas as coisas, pois é no silêncio que eu ouço tudo o que o Senhor tem a me dizer e que o Espírito Santo sopra sobre mim; e os ensinamentos do seu Filho Jesus. Vós Senhora, soubestes fazer silêncio, e nós teus filhos murmuramos e reclamamos, venha nos ensinar.
Mãe do Silêncio, em ti não existe dispersão. Em um ato simples e total, tua alma, toda imóvel, está paralisada e identificada com o Senhor. Faze-nos entender que o silencio não é desinteresse pelos irmãos, mas fonte de energia e irradiação. Faz-nos compreender que para derramar é preciso preencher-se. Venha Mãe nos mostra como fazer.
Envolve-nos em teu manto do silêncio e comunica-nos, a fortaleza da tua Fé a altura da tua Esperança, e a profundidade de teu Amor.
Fica conosco Senhora. Ó Mãe Admirável do Silêncio.
Amém

https://santinhoz.com.br/nossa-senhorinha-do-silencio/ 

CONSAGRAÇÃO À SANTÍSSIMA VIRGEM

Santíssima Virgem Maria, Mãe de Deus e minha Mãe, Rainha do Céu e da terra, obra prima das mãos do Onipotente, digno objeto das complacências da Santíssima Trindade, espelho admirável de todas as virtudes, permiti que no fim deste mês de salvação e de graças me lance a vossos pés para vos oferecer a homenagem do meu reconhecimento e da minha inteira consagração. Eu desejara, ó Mãe de bondade, possuir os corações de todos os homens, para vo-los apresentar; quisera a cada instante tributar-vos todas as honras que os Anjos e Santos vos tributam e vos hão de tributar para sempre no Céu. Mas, sendo impossível satisfazer aos meus desejos, quero ao menos fazer tudo quanto está ao meu alcance. Prostrado junto de vosso majestoso trono, com o coração repassado da mais profunda veneração e do mais entranhável amor, na presença do Santo Anjo da minha guarda e de toda a corte celeste, vos escolho por minha Rainha, minha Soberana Senhora, minha Protetora e minha Mãe. E nesta qualidade vos consagro por uma dádiva inteira e irrevogável meus bens, meu corpo, minha alma, meus sentidos, minhas faculdades, minha pessoa e minha vida. Tomo a resolução de nunca me envergonhar do vosso culto, de defender vossa honra contra todos aqueles que quiserem atacá-la na minha presença, e de me gloriar sempre de ser vosso servo e vosso filho submisso e obediente. Nunca deixarei passar um só dia, sem que vos tribute minha vassalagem e vos dirija minhas orações. Ó minha amável Mãe, como poderia eu esquecer-me de vós um só dia, se vós todos os dias vos lembrais de mim e não cessais de ocupar-vos da minha felicidade?
Ó Virgem Santíssima, eis aqui, pois, desde este momento todo consagrado ao vosso serviço. Eu sou vosso, pertenço-vos inteiramente. Quanto não posso, quanto não devo esperar debaixo de vosso amável império! Permiti que no meio da alegria que sinto ao considerar tanta ventura, eu comece a por em prática esta piedosa confiança que me inspirais. Deste vale de lágrimas invoco a vossa assistência. Bem vedes os perigos que me cercam. Vedes o furor dos inimigos que me atacam. Sois a dispensadora das graças, podeis tudo para com Deus. E, enfim sois minha Mãe amabilíssima, e a mais terna das mães. Seria possível, ó Virgem Maria, que vos interessásseis menos na minha salvação do que o inferno se interessa na minha perda? Ó Mãe de bondade, Mãe de misericórdia e de amor, tende compaixão de uma alma que se gloria de pertencer-vos. Afastai os perigos a que estou exposta, dissipai os meus cruéis inimigos, sustentai minha fraqueza, assisti-me em todos os momentos de minha vida, dirigi-me até o fim da minha carreira no mar tempestuoso deste mundo, e conduzi-me ao porto da feliz eternidade, onde espero bendizer-vos, louvar-vos e amar-vos com todos os escolhidos sem reserva e sem fim. 
Amém.

domingo, 23 de junho de 2019

Frei Gilson/Pregação - O MEU AGIR REVELA A QUEM SIRVO

As regras de minimalismo dos santos



Muito antes de Marie Kondo, São Francisco já ensinava a buscar o essencial

O minimalismo é a tendência a reduzir tudo ao essencial, a despojar-se das coisas excessivas. Esta palavra ou tendência, hoje, está muito em moda, e mais ainda graças à exitosa série da Netflix que tem como protagonista a guru da organização Marie Kondo.
Dizem que a tendência ao minimalismo nasceu nos anos 1960. Mas sabemos que os santos, muito antes disso, já nos ensinavam com seu testemunho a reduzir tudo para nos centrarmos no essencial, Cristo.
Não é à toa que existe um ramo dos franciscanos chamado “mínimos”, que tem como fundador São Francisco de Paula.
Mas o minimalismo dos santos vai além do campo estético, trata-se de um despojamento de tudo, como sinal de caridade perante os irmãos, a Igreja e para centrar toda a vida, sem distrações ou impedimentos, no amor a Cristo.
Nestas 6 regras do minimalismo, podemos ver como os santos vão muito além nesse conceito, e principalmente através do testemunho de vida:
PRIMEIRA REGRA
Elimine tudo que não te faz falta
Eu realmente preciso disso? Tal coisa acrescenta algo a minha vida?
Santa Teresa d’Ávila resumiria esta regra com uma bela oração: Nada te turbe, nada te espante, tudo passa, Deus não muda; a paciência tudo alcança; a quem tem a Deus, nada falta. Só Deus basta.
SEGUNDA REGRA
Não se apegue aos objetos
Muitas vezes guardamos algo por carinho. Mas, na verdade, não é do objeto em si que gostamos, mas da recordação.
São Francisco de Assis despojou-se completamente de seus bens, até de suas roupas, diante de uma multidão de pessoas, do bispo e do seu pai. Só deixando todos os bens materiais herdados do seu pai terreno, poderia depositar todo o seu tesouro e todas as suas esperanças no Pai celestial.
TERCEIRA REGRA
Ordem e simplicidade em casa
Elimine o supérfluo para criar uma nova ordem única, valorizando a simplicidade.
Aqui temos o exemplo de São Bento e sua regra “Ora et Labora”: Organize toda a sua casa (a Ordem), para que com poucas posses compartilhadas entre todos os religiosos, encontre-se a harmonia e a simplicidade para o bem-estar comum. Um bem alcançado com uma excelente organização que combina o trabalho e a oração durante todo o dia, sem esquecer o merecido descanso.
QUARTA REGRA
Valorize o seu tempo e selecione os seus compromissos
Seja produtivo, não procrastine e selecione o que é mais importante para você. Aprenda a dizer não.
Santo Afonso Maria de Ligório: “Não há coisa mais breve que o tempo; mas tampouco há nenhuma mais preciosa que ele. Não há nada mais breve que o tempo, porque o passado já não existe, o futuro é incerto e o presente se reduz a um momento… Mas quanto tem de breve o tempo de nossa vida, tanto tem de precioso, porque em cada momento podemos adquirir tesouros de méritos para o Paraíso, ao empregar o tempo com juízo…”
QUINTA REGRA
Controle a sua mente
Tente manter sua mente calma, reduza o estresse, mantenha-se no presente e no aqui e agora.
Santa Teresinha do Menino Jesus nos dá exemplo de como manter a calma: um dia, na lavanderia, uma monja não parava de respingar água suja no seu rosto. Ela, no início, quis repreendê-la por sua atitude, mas depois pensou que aquele seria um bom exercício para sua paciência.
SEXTA REGRA
Menos é mais
Reduza sua vida ao essencial
O que é o essencial? Para o cristão, seguramente é o amor, como diz São Paulo: “Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine. E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria. E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria”.

https://pt.aleteia.org/2019/03/12/as-regras-de-minimalismo-dos-santos/

Oração para quem quer se desprender dos bens terrenos

JEUNE FEMME DEVANT UN BUREAU

Quando você tiver dificuldade para se desapegar de alguma coisa, reze com fé

O desejo de acumular bens materiais é próprio da nossa cultura. Todos, pobres ou ricos, em maior ou menor grau, gostam de se apegar aos bens terrenos.
Mas isso pode se tornar-se algo prejudicial. Jesus condenou essa atitude, e, por outro lado, incentivou os discípulos a dar o que eles tinham aos pobres.
Mesmo que a maioria de nós não seja chamada a viver na pobreza como os religiosos, todos somos desafiados a nos desprender de nossas posses. Os bens materiais não devem nos controlar; nós é que devemos estar no controle deles.
Abaixo, uma oração que pode ser o primeiro passo na aquisição de um coração desapegado dos bens terrenos e focado nas coisas que durarão por toda a eternidade: 
Ó Jesus, que escolhestes uma vida de pobreza, concedei-me a graça de manter meu coração desapegado das coisas transitórias deste mundo. Que, de agora em diante, O Senhor seja meu único tesouro, pois vós sois infinitamente mais precioso do que todas as outras posses. Meu coração é muito solícito pelas coisas vãs e passageiras da Terra. Fazei-me sempre atento às Vossas palavras de advertência: “Pois que aproveitará ao homem ganhar o mundo inteiro, se vier a perder a sua vida?”
Concedei-me a graça de guardar sempre o vosso santo exemplo diante dos meus olhos, para que eu despreze o nada deste mundo e faça de vós o objeto de todos os meus desejos e afeições. Amém.

https://pt.aleteia.org/2019/04/01/oracao-para-quem-quer-se-desprender-dos-bens-terrenos/?utm_campaign=NL_pt&utm_source=daily_newsletter&utm_medium=mail&utm_content=NL_pt 

Por que você deveria parar de falar palavrões… e como fazer isso

SWEARING

Palavrões são rudes, além de psicológica e espiritualmente maus

Os palavrões estão por toda parte. É raro um dia que você não escuta um. Mesmo em restaurantes e lojas, frequentemente ouvimos os clientes soltarem palavrões com total indiferença ao ambiente. O palavreado chulo em público é agora tão comum que chegou até os programas de televisão.
Você pode perguntar qual é o dano disso; afinal, são apenas palavras. Mas, ao mesmo tempo, a maioria de nós sente que há algo errado. Sabemos que ficar soltando palavrões não é saudável nem desejável. É um mau hábito, e uma falta de educação.
Motivos para parar
Em primeiro lugar, porque pode haver um uso legítimo para palavrões. É uma maneira de colocar uma força emocional extra em uma declaração – seja para efeito ou para aliviar o estresse extremo. O problema é que a superexposição a palavrões enfraquece o seu impacto e, consequentemente, torna-o inútil. Ao mesmo tempo, a fala normal torna-se menos eficaz e produz menos impacto. Como viciados, exigimos doses cada vez maiores para registrar qualquer efeito. Palavrões casuais, portanto, tornam-se cada vez menos eficazes e, ao mesmo tempo, nos forçam a usá-los cada vez mais para tentar fazer com que nossas palavras tenham peso.
O que nos leva a outro problema. O uso de palavrões serve para para chocar o ouvinte, mas em conversas normais, isso é simplesmente rude – semelhante a ficar gritando com a outra pessoa. A boa educação e cortesia determina que, em conversas comuns, devemos tentar fazer com que a outra pessoa se sinta razoavelmente à vontade, enquanto usar palavrões serve para deixar desconfortável a outra pessoa. Juntar os dois aspectos é algo contraditório. A única maneira pela qual uma pessoa se sentiria confortável falando com alguém que fala palavrões o tempo todo é ela admitir que se tornou tão insensível a ponto de tornar os palavrões sem sentido.
Hábito
Por fim, há um problema um pouco mais abstrato. É que aquilo que fazemos (incluindo o que dizemos) afeta o modo como pensamos. Os filósofos estão conscientes disso há séculos, e os neurocientistas estão começando a aprender também. Cada vez que fazemos e falamos algo, isso reforça certas conexões em nosso cérebro, tornando-nos mais dispostos a fazer a mesma coisa uma segunda vez, e assim por diante. Efetivamente, nosso cérebro está criando hábitos o tempo todo.
Essas conexões não afetam apenas uma área do cérebro, mas o todo. Quando agimos de certa forma, começamos a pensar de acordo com isso, e vice-versa. Assim, quanto mais vulgar for o nosso discurso, mais vulgar será o nosso pensamento e, consequentemente, mais vulgar será o nosso comportamento e atitude em geral.
Isso não quer dizer que há determinação extrema ligando palavras ruins a atitudes ruins. Mas quer dizer e alertar para o fato de que um mesmo processo de pensamento e atitude também encoraja o outro.
Foi-nos dito tudo nas Escrituras: “a boca fala do que o coração está cheio” (Mt 12, 34) e “tudo o que for verdadeiro, tudo o que for nobre, tudo o que for correto, tudo o que for puro, tudo o que for amável, tudo o que for de boa fama, se houver algo de excelente ou digno de louvor, pensem nessas coisas” (Filipenses 4, 8).
Em suma, falar palavrões é algo grosseiro, psicológico e espiritualmente insalubre, e destrói até mesmo uma suposta “utilidade” eventual dos palavrões. Por todas essas razões, devemos tentar quebrar esse hábito.
O problema é que é tão fácil uma palavra escapar quando o hábito de seu uso está formado, especialmente no calor do momento, que a maioria dos palavrões continua a ser usada. E uma vez lançado, não pode retornar. Como Winston Churchill disse, somos mestres das palavras não ditas, mas os escravos daqueles que deixamos escapar.
Como parar
Há algumas maneiras de se libertar do hábito de falar palavrões. O primeiro é simplesmente praticar não dizer nada. Esta é uma habilidade bastante fácil de desenvolver: durante as conversas normais do cotidiano, basta fazer uma pausa de vez em quando antes de falar. Quando você sentir vontade de maldizer algo, pare e conte até cinco antes de abrir a boca. Isso ajudará a colocar sua língua sob controle (que é um hábito útil muito além de apenas evitar palavras feias).
Outra maneira, que achei muito útil, é esta: sempre que você deixar escapar um palavrão, faça uma oração. Ou seja, se você xingar três vezes, reze três Pai-Nossos depois de ter recuperado o domínio de si mesmo. Isso reforçará sua resolução de parar com os palavrões, assim como consagrar sua língua a Jesus, e você ficará surpreso com a rapidez com que o hábito dos palavrões deixará você.
Portanto, vamos vigiar nossas línguas e tentar nos elevar acima da vulgaridade que nos cerca.

https://pt.aleteia.org/2019/04/01/por-que-voce-deveria-parar-de-falar-palavroes-e-como-fazer-isso/?utm_campaign=NL_pt&utm_source=daily_newsletter&utm_medium=mail&utm_content=NL_pt

Jejum: benefícios para o corpo, a mente e o espírito

WOMAN WAITING TO EAT

As primeiras horas de um jejum de 24h geralmente são o maior desafio

Muito tem sido escrito sobre os benefícios espirituais e físicos do jejum, seja como forma de penitência ou para melhorar nosso auto-controle e saúde.
De fato, algumas evidências sugerem que o jejum pode reduzir o risco de câncer e demência e melhorar a longevidade. No entanto, como muitos bons hábitos, eu havia me afastado da prática.
Embora o jejum seja mais popular para os católicos na Quaresma e em outros dias religiosos, ele não precisa ficar restrito apenas a essas ocasiões. Períodos regulares de jejum, sem comida ou, em alguns casos, com um mínimo de comida, trazem benefícios psicológicos e espirituais.
Uma das primeiras coisas que sabemos sobre o jejum é que ele promove o autocontrole. Quando nos envolvemos em atividades que reforçam a autodisciplina, isso não apenas nos beneficia nessa área em particular, mas também em outros domínios.
Assim, quando estamos jejuando, também estamos nos ensinando a nos abster de outros impulsos, como checar nosso telefone ou assistir à televisão. O propósito é criar oportunidades para se engajar em atividades que sejam mais significativas e importantes, e aprender a ser feliz quando renunciamos a um impulso ou a um vício em favor de algo mais.
O jejum de alimento implica a abstinência eventual de algo necessário para nossa sobrevivência. Na semana passada, quando fiz o jejum de 24h, senti-me profundamente grato pelos alimentos que pude ter depois. Lembrei-me de que ter alimentos é realmente um dom (algo que eu costumo dar por certo), que eu vivo em um tempo e lugar onde tenho acesso a qualquer tipo de alimento, o que é inédito na maior parte da história humana. Até mesmo a simples experiência de gratidão em si é um benefício psicológico, pois a gratidão nos faz sentir melhores.
Agora, devo ser honesto. As primeiras horas de um jejum de 24h geralmente são o maior desafio. Eu tenho que 1) lembrar a mim mesmo que eu ficarei bem, e não morrerei de fome nem passarei mal, e 2) focar na principal razão do que estou fazendo: buscar a Deus mais do que se busca a satisfação.
Mas uma vez que eu me adapto rapidamente, é interessante como um conforto se desenvolve dentro de mim. É difícil articular essa idéia como eu a sinto, na medida em que o sacrifício que estou fazendo é mais profundo do que eu consigo explicar. De certa forma, é semelhante a como me sinto quando encontro a minha maneira de transmitir uma mensagem significativa ou nadar de manhã cedo em um dia que promete ser agitado. Cria a sensação de que eu recuperei meu livre arbítrio na direção certa. E isso me faz feliz.
Diz-se que Ghandi fez 17 jejuns durante o movimento de liberdade da Índia, o mais longo dos quais durou 21 dias. Embora esses jejuns tivessem, sem dúvida, a intenção de provocar mudanças políticas e crescimento espiritual, imagino o que ele aprendeu sobre si mesmo no processo. Como nunca jejuei nem por 48 horas, não consigo imaginar o tremendo desafio que seriam três semanas seguidas. No entanto, há pouca dúvida de que cada dia trouxe uma certa consciência psicológica – talvez uma consciência de perceber quem somos quando nossas necessidades são atendidas, e quem somos quando tudo é retirado.
Estou ansioso pelo novo ciclo de jejum que está por vir. É experimentar o dom de um corpo que pode ficar sem comida e sobreviver o dia muito bem. É um lembrete de que muitos não têm o que comer e de que eu tenho uma responsabilidade com eles. E é uma benção sentir que o que enche minha alma quando não é apenas carboidrato e proteína.
Para todos vocês que nunca experimentaram, eu lhe dou as boas-vindas nesse caminho virtuoso do jejum. Como qualquer novo empreendimento, encorajo-o a começar pequeno e progredir prudentemente até onde você se sentir chamado. Espero que no final, possa ser um banquete de virtude e fé.

https://pt.aleteia.org/2019/06/04/jejum-beneficios-para-o-corpo-a-mente-e-o-espirito/?utm_campaign=NL_pt&utm_source=daily_newsletter&utm_medium=mail&utm_content=NL_pt

sábado, 22 de junho de 2019

Quer viver em plenitude? Siga o exemplo de São José


Um homem de poucas palavras e muitas ações

“Quem não achar mestre que lhe ensine a orar, tome este glorioso santo (São José) por mestre e não errará no caminho” – Santa Tereza
José era um homem simples, trabalhador. A Sagrada Escritura diz que ele era justo, ou seja, piedoso, temente a Deus, caridoso. Por isso foi escolhido pelo Criador para ser o pai adotivo de Jesus.
Nos Evangelhos não enocontramos nenhuma palavra dita por São José. Porém ele é reconhecido por suas atitudes. Se suas falas não ficaram registradas, pelo menos seus atos mostram a importância dele na vida e na vinda do filho de Deus.
Depois de saber que Maria esperava um filho que não era dele, seu coração se encheu de dúvida. Como era um homem justo, pensou em fugir, para não denunciar a jovem prometida em casamento. Mas o anjo do Senhor lhe apareceu em sonho. O filho que Maria trazia em seu ventre era obra do Espírito Santo (Mat 1, 20-21).
Foi a partir deste momento que José recebeu Maria em sua casa. E este homem escolhido por Deus continuou sua missão, sempre amparado pelo anjo do Senhor. Logo depois do nascimento de Jesus, eles tiveram que fugir para o Egito. Após a visita dos três reis Magos, o anjo apareceu novamente em sonho e disse a
São José que levasse Maria e o menino. Temendo perder o trono, o rei Herodes mandou matar todos os meninos com menos de dois anos (Mat. 2, 16-17).A sagrada família permaneceu no exílio até a morte de Herodes. No retorno, se estabeleceu em Nazaré.
São José volta a ser citado, desta vez no Evangelho de São Lucas, quando eles vão até Jerusalém por ocasião da festa da Páscoa. Na volta para casa, andaram por um dia e os pais começaram a procurar pelo filho na caravana. Não encontrando, os dois voltaram a Jerusalém, numa busca por notícias de Jesus, que tinha 12 anos. Depois de 3 dias, foi encontrado no templo, entre os doutores da Lei. São José não disse uma palavra, mas estava ao lado de Maria, apoiando e seguindo sua missão de ser o provedor e o protetor da família (Luc 2, 41-52).
Segundo a tradição, São José morreu amparado por Maria e Jesus. Para nós fica o exemplo de fé e dedicação. Confiar e acreditar que o plano de Deus para nossa vida nos leva à salvação.

https://pt.aleteia.org/2019/06/14/quer-viver-em-plenitude-siga-o-exemplo-de-sao-jose/?utm_campaign=NL_pt&utm_source=daily_newsletter&utm_medium=mail&utm_content=NL_pt

Poema-prece a Maria: “Querida Senhora vestida de azul, ensina-me a rezar…”

MARY,CHILD JESUS,ANGELS

Deus Se fez teu Filho pequenino; diz-me o que falar!"

A poética conversa com Nossa Senhora que apresentamos a seguir foi composta por Mary Dixon Thayer e divulgada na década de 1950 pelo venerável dom Fulton Sheen, arcebispo norte-americano cuja causa de canonização foi aberta em 2002.

Livre tradução ao português

Querida Senhora vestida de azul,
ensina-me a rezar!
Deus Se fez teu Filho pequenino;
diz-me o que falar!

Não costumavas, nos teus joelhos,
sentá-Lo com afeição?
Não Lhe cantavas, tu também,
como a mamãe, uma canção?

A Sua mãozinha, de noite,
tu seguravas?
Contavas a Ele histórias do mundo?
Ele não chorava?

Se eu conto a Ele pequenas coisas
que me acontecem,
tu achas mesmo que essas coisinhas
O enternecem?

Fazem barulho, as asas dos anjos?
Tu, que já sabes, conta pra mim!
Será que Ele escuta quando eu sussurro?
Será que Ele entende, agora, se eu falo assim?

Querida Senhora vestida de azul,
ensina-me a rezar!
Deus Se fez Teu filho pequenino,
tu sabes me ensinar!

Original em inglês

Lovely Lady dressed in blue
Teach me how to pray!
God was just your little boy,
Tell me what to say!

Did you lift Him up, sometimes,
Gently on your knee?
Did you sing to Him the way
Mother does to me?

Did you hold His hand at night?
Did you ever try
Telling stories of the world?
O! And did He cry?

Do you really think He cares
If I tell Him things
Little things that happen? And
Do the Angels’ wings

Make a noise? And can He hear
Me if I speak low?
Does He understand me now?
Tell me – for you know.

Lovely Lady dressed in blue
Teach me how to pray!
God was just your little boy,
And you know the way.

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sábado, 15 de junho de 2019

Configurar-se a Cristo com Maria


Doce coração de Jesus que tanto nos amais fazei com que eu Vos ame cada vez mais.
A espiritualidade cristã tem como seu caráter qualificador o empenho do discípulo em configurar-se sempre mais com o seu Mestre (cf. Rom 8, 29; Fil 3, 10.21). A efusão do Espírito no Batismo introduz o crente como ramo na videira que é Cristo (cf. Jo 15, 5), constitui-o membro do seu Corpo místico (cf. 1 Cor 12, 12; Rom 12, 5). 

Mas a esta unidade inicial, deve corresponder um caminho de assimilação progressiva a Ele que oriente sempre mais o comportamento do discípulo conforme a “lógica” de Cristo: « Tende entre vós os mesmos sentimentos que havia em Cristo Jesus » (Fil 2, 5). É necessário, segundo as palavras do Apóstolo, « revestir-se de Cristo » (Rom 13, 14; Gal 3, 27).

No itinerário espiritual do Rosário, fundado na incessante contemplação – em companhia de Maria – do rosto de Cristo, este ideal exigente de configuração com Ele alcança-se através do trato, podemos dizer, “amistoso”. Este introduz-nos de modo natural na vida de Cristo e como que faz-nos “respirar” os seus sentimentos.

A este respeito diz o Beato Bártolo Longo: «Tal como dois amigos, que se encontram constantemente, costumam configurar-se até mesmo nos hábitos, assim também nós, conversando familiarmente com Jesus e a Virgem, ao meditar os mistérios do Rosário, vivendo unidos uma mesma vida pela Comunhão, podemos vir a ser, por quanto possível à nossa pequenez, semelhantes a Eles, e aprender destes supremos modelos à vida humilde, pobre, escondida, paciente e perfeita».

Neste processo de configuração a Cristo no Rosário, confiamo-nos, de modo particular, à ação maternal da Virgem Santa. Aquela que é Mãe de Cristo, pertence Ela mesma à Igreja como seu «membro eminente e inteiramente singular» sendo, ao mesmo tempo, a “Mãe da Igreja”. Como tal, “gera” continuamente filhos para o Corpo místico do Filho. Fá-lo mediante a intercessão, implorando para eles a efusão inesgotável do Espírito. Ela é o perfeito ícone da maternidade da Igreja.

O Rosário transporta-nos misticamente para junto de Maria dedicada a acompanhar o crescimento humano de Cristo na casa de Nazaré. Isto lhe permite educar-nos e plasmar-nos, com a mesma solicitude, até que Cristo esteja formado em nós plenamente (cf. Gal 4, 19). Esta ação de Maria, totalmente fundada sobre a de Cristo e a esta radicalmente subordinada, « não impede minimamente a união imediata dos crentes com Cristo, antes a facilita ». É o princípio luminoso expresso pelo Concílio Vaticano II, que provei com tanta força na minha vida, colocando-o na base do meu lema episcopal: Totus tuus. 

Um lema, como é sabido, inspirado na doutrina de S.Luís Maria Grignion de Montfort, que assim explica o papel de Maria no processo de configuração a Cristo de cada um de nós: “Toda a nossa perfeição consiste em sermos configurados, unidos e consagrados a Jesus Cristo. Portanto, a mais perfeita de todas as devoções é incontestavelmente aquela que nos configura, une e consagra mais perfeitamente a Jesus Cristo.

Ora, sendo Maria entre todas as criaturas a mais configurada a Jesus Cristo, daí se conclui que de todas as devoções, a que melhor consagra e configura uma alma a Nosso Senhor é a devoção a Maria, sua santa Mãe; e quanto mais uma alma for consagrada a Maria, tanto mais será a Jesus Cristo”. Nunca como no Rosário o caminho de Cristo e o de Maria aparecem unidos tão profundamente. Maria só vive em Cristo e em função de Cristo!

Papa João Paulo II
in: Carta Apostólica “Rosarium Virginis Mariae”

O “Magnificat” da Igreja peregrina

Magnificat - Oração tradicional da Igreja Católica.


Na fase atual da sua caminhada, a Igreja procura reencontrar a união de todos os que professam a própria fé em Cristo, para manifestar a obediência ao seu Senhor que orou por esta unidade, antes do seu eminente sacrifício. Vai avançando na «sua peregrinação... e anunciando a paixão e a morte do Senhor até que Ele venha» (CONC. ECUM. VATICANO II, Const. dogm. sobre a Igreja Lumen Gentium.8). 

«Prosseguindo entre as tentações e tribulações da caminhada, a Igreja é apoiada pela força da graça de Deus, que lhe foi prometida pelo Senhor, para que não se afaste por causa da fraqueza humana, da perfeita fidelidade, mas permaneça digna esposa do seu Senhor e, com auxílio do Espírito Santo, não cesse de se renovar a si própria até que, pela Cruz, chegue à luz que não conhece ocaso» (CONC. ECUM. VATICANO II, Const. dogm. sobre a Igreja Lumen Gentium.9).

A Virgem Maria está constantemente presente nessa caminhada de fé do Povo de Deus em direção à luz. Demonstra-o de modo especial o cântico do «Magnificat», que, tendo brotado da profundidade da fé de Maria na Visitação, não cessa de vibrar no coração da Igreja ao longo dos séculos. Prova-o a sua recitação quotidiana na liturgia das Vésperas e em muitos outros momentos de devoção, quer pessoal, quer comunitária.

«A minha alma glorifica o Senhor
e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador.

Porque pôs os olhos na humildade da sua serva:
de hoje em diante me chamarão bem-aventurada
todas as gerações.
O Todo-Poderoso fez em mim maravilhas:
Santo é o seu nome.

O seu amor se estende de geração em geração
sobre aqueles que O temem.
Manifestou o poder do seu braço
e dispersou os soberbos.

Derrubou os poderosos de seus tronos
E exaltou os humildes.
Aos famintos encheu de bens
E aos ricos despediu de mãos vazias.

Acolheu a Israel, seu servo,
Lembrado de sua misericórdia,
como tinha prometido a nossos pais,
a Abraão e à sua descendência para sempre” (Lc 1, 46-55)

Papa João Paulo II
Carta Encíclica “Redemptoris Mater”

Maria é feliz porque acreditou


Oração a Nossa Senhora das Graças Lembrai-vos, ó puríssima Virgem Maria, do poder ilimitado que vos deu o vosso Divino Filho sobre o seu…
Se, desde o momento da Anunciação lhe foi revelado o Filho, que apenas o Pai conhece completamente, como Aquele que O gera no «hoje» eterno (cf. S12, 7), então Maria, a Mãe, está em contacto com a verdade do seu Filho somente na fé e mediante a fé! É feliz, portanto, porque «acreditou»; e acredita dia-a-dia, no meio de todas as provações e contrariedades do período da infância de Jesus e, depois, durante os anos da sua vida oculta em Nazaré, quando ele «lhes era submisso» (Lc 2, 51); submisso a Maria e também a José, porque José, diante dos homens, faria para Ele às vezes de pai; e era por isso que o Filho de Maria era tido pela gente do lugar como «o filho do carpinteiro» (Mt 13, 55).

A Mãe, por conseguinte, lembrada de tudo o que lhe havia sido dito acerca deste seu Filho, na Anunciação e nos acontecimentos sucessivos, é portadora em si mesma da «novidade» radical da fé: o inicio da Nova Aliança. É este o início do Evangelho, isto é, da boa nova, da jubilosa nova.

Não é difícil, porém, perceber naquele início um particular aperto do coração, unido a uma espécie de «noite de fé» - para usar as palavras de São João da Cruz - como que um «véu» através do qual é forçoso aproximar-se do Invisível e viver na intimidade com o mistério. Foi deste modo, efetivamente, que Maria, durante muitos anos, permaneceu na intimidade com o mistério do seu Filho, e avançou no seu itinerário de fé, à medida que Jesus «crescia em sabedoria... e graça, diante de Deus e dos homens» (Lc 2, 52). 

Manifestava-se cada vez mais aos olhos dos homens a predileção que Deus tinha por Ele. A primeira entre estas criaturas humanas admitidas à descoberta de Cristo foi Maria que, com Ele e com José, vivia na mesma casa de Nazaré.

Todavia, na ocasião em que O reencontraram no templo, à pergunta da Mãe: «Por que procedeste assim conosco?», Jesus - então menino de doze anos - respondeu: «Não sabíeis que devo ocupar-me das coisas de meu Pai?»; e o Evangelista acrescenta: «Mas eles 
(José e Maria) não entenderam as suas palavras» (Lc 2, 48-50). 

Portanto, Jesus tinha a consciência de que «só o Pai conhece o Filho» (cf. Mt 11, 27); tanto assim, que até aquela a quem tinha sido revelado mais profundamente o mistério da sua filiação divina, a sua Mãe, vivia na intimidade com este mistério somente mediante a fé! 

Encontrando-se constantemente ao lado do Filho, sob o mesmo teto, e «conservando fielmente a união com o Filho» Ela «avançava na peregrinação da fé», como acentua o Concílio. Assim sucedeu também durante a vida pública de Cristo (cf. Mc 3,21-35) pelo que, dia-a-dia, se cumpriram nela as palavras de congratulação pronunciadas por Isabel, por ocasião da Visitação: «Feliz aquela que acreditou».

Papa João Paulo II
Carta Encíclica “Redemptoris Mater”

http://www.catequisar.com.br/texto/materia/med/54.htm

Livra do peso dos nossos pecados.

  Afrouxa os laços de nossas impiedades e nos livra do peso dos nossos pecados. Tem piedade de mim, ó Senhora, e cura minha doença. Tira a a...