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Mostrando postagens de Outubro, 2019

A INTERCESSÃO DE MARIA

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Um coração que “vê” São João conta, no seu Evangelho, que Jesus foi convidado, juntamente com sua Mãe, a uma festa de bodas em Caná. Era recente ainda a vocação dos Apóstolos, mas já acompanhavam o Mestre e, conforme o costume da época, foram convidados também para o casamento (cf. Jo 2, 1-11). A cena é conhecida. Num dado momento da ruidosa festa campesina, fica faltando vinho. Ninguém o percebe. Ninguém, a não ser Maria. Com delicada intuição, pressente que a alegria dos esposos pode ficar toldada por uma imprevidência. Maria faz “seu” o problema, assume-o com sensibilidade materna, com um interesse impregnado de coração. E não hesita em falar confiadamente a Jesus: Eles não têm vinho. As suas palavras não são um simples comentário preocupado, mas encerram um discreto pedido. Assim o entende Jesus, quando lhe responde: Que importa isso a mim e a ti, mulher? Ainda não chegou a minha hora. A nossa lógica bem-comportada subscreveria as palavras de Jesus. Elas têm a aparênci

Virgem da Contemplação

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Virgen de la Contemplación – Desierto de Las Palmas (Castellón, España), composta na escola iconográfica das monjas Carmelitas Descalças de Harissa (Líbano). Pequena Nuvem : recorda aquela pequena nuvem, como a palma de uma mão, que o Profeta Elias viu subindo do mar como sinal da chuva esperada (1Rs 18,44), que na tradição carmelitana é interpretada como preanuncio da Virgem Maria, que traz o Messias esperado. Mar debaixo dos pés da Virgem Maria : para o mundo bíblico o mar é o lugar do desconhecido, das forças do mal. No Novo Testamento, os apóstolos experimentam os ventos contrários do mar, que por vezes amedronta os seguidores de Jesus. O ícone indica que o mal é vencido pela Mulher que está pronta para dar à luz. É a Mulher do Apocalipse que esmaga a cabeça da serpente. A árvore da vida : sinal da cruz de Cristo que se encontra no início e no cume do monte. Alimentados pelos frutos dessa árvore somos fortalecidos para subir a montanha do Senhor. Monte Carmelo ou Mont

São João Paulo II: “Eu nunca vi a Virgem, mas eu a ouço”

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A devoção a Nossa Senhora foi um dos alicerces da santidade de João Paulo II Podemos pensar, com justeza, que João Paulo II tinha o dom da percepção extraordinária do sobrenatural. Enquanto falava sobre as aparições marianas, um membro da sua comitiva perguntou se ele já havia visto a Virgem. A resposta do Papa foi clara: “Não, eu nunca vi a Virgem, mas eu a ouço”. Assim como contou o Cardeal Deskur (polonês), Karol Wojtyla encontrou o seminário diocesano quase vazio  quando de sua nomeação como Arcebispo de Cracóvia e decidiu fazer uma promessa à Virgem: “Eu vou fazer muitas peregrinações a pé em teus santuários, nos grandes e nos pequenos, sejam próximos ou distantes, conforme o número de vocações que tu me dás, todos os anos”. De repente, o seminário passou a crescer, e contava com quase quinhentos estudantes, quando o Arcebispo deixou Cracóvia para assumir a Sé de Pedro. “Minha maneira de compreender a devoção à Mãe de Deus, passou por grande transformação. Se, outro

4 lições de Sta. Teresinha do Menino Jesus para uma vida espiritual simples e plena

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"Faço como as crianças que não sabem ler: digo a Deus simplesmente o que desejo dizer-lhe, sem palavras bonitas, e ele me compreende" Santa Teresinha de Lisieux, ou do Menino Jesus , nos deixou em vida uma vasta gama de lições, das quais o  professor Felipe Aquino  selecionou quatro como proposta para nossa reflexão: 1 – Humildade e simplicidade Ficar pequeno é reconhecer o próprio nada, tudo esperar de Deus, não se afligir com as faltas, porque as criancinhas, se caem muitas vezes, por serem pequeninas, pouco se machucam. Faço como as crianças que não sabem ler: digo a Deus simplesmente o que desejo dizer-lhe, sem palavras bonitas, e ele me compreende. Ocupemos o último lugar. Ninguém brigará convosco por causa dele. A santidade não consiste nesta ou naquela prática, é mais uma disposição do coração que nos faz humildes e pequenos nos braços de Deus, conscientes de nossa fragilidade, e confiantes, até a ousadia, em sua bondade de Pai. Com os pequeninos

Os 2 erros mais comuns cometidos por aqueles que rezam o rosário

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Quem fala deles é um dos maiores apóstolos da devoção mariana em toda a história da Igreja São Luís Grignion de Monfort  é um dos grandes apóstolos da devoção mariana, isto é, do amor por Nossa Senhora, a Santíssima Virgem Maria, como mãe de Jesus e, por vontade dele, nossa própria mãe. Sendo o rosário uma das mais populares manifestações dessa devoção e uma das mais profundas formas de contemplação dos mistérios da nossa Redenção, ele o recomenda com grande fervor e lhe dedica destaque central na sua obra. Neste trecho de seu livro “ A eficácia maravilhosa do Santíssimo Rosário “, ele nos fala sobre dois dos nossos erros mais comuns ao rezarmos o rosário: “Para bem recitar o Rosário, após invocar o Espírito Santo, colocai-vos, por alguns instantes, diante da presença de Deus (…) Antes de cada dezena, concentrai-vos por alguns momentos, segundo a vossa disponibilidade, para considerar o mistério que estais a celebrar naquela dezena e pedi, sempre, que, por esse mistério

Por que outubro é o mês do Rosário?

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Conheça a origem desta devoção Em outubro, a Igreja celebra o mês Rosário, uma oração querida por muitos santos ao longo da história e divulgada por São Domingos de Gusmão a pedido da Santíssima Virgem Maria. Mas como surgiu essa tradição? Segundo o site ACI Digital, antigamente romanos e gregos costumavam coroar com rosas as imagens que representavam os seus deuses, como símbolo da oferta dos seus corações. A palavra “rosário” significa “coroa de rosas”. Seguindo essa tradição, as mulheres cristãs que marcharam ao Coliseu Romano para serem martirizadas, usavam coroas de rosas nas suas cabeças, como símbolo da alegria e da entrega dos seus corações para ir ao encontro de Deus. Estas rosas eram recolhidas à noite pelos cristãos, que rezavam uma oração ou um salmo pelo eterno descanso dos mártires. A Igreja recomendou rezar este rosário recitando os 150 salmos de Davi, entretanto, só faziam isso as pessoas cultas. Diante dessa situação, sugeriu que aqueles que não sabi