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terça-feira, 21 de julho de 2020

A modéstia nas conversas


Ainda que tudo o que é desonesto é indecente, nem tudo o que é indecente se pode chamar desonesto. Não se confunda, pois a indecência com a desonestidade. Conversas e expressões referentes a coisas baixas e inconvenientes são falsamente julgadas desonestas. O mesmo se deve pensar de certas conversas sobre namoros, modas e diversões profanas, em que não se diz qualquer coisa menos conveniente.

Nas mesmas expressões impuras devemos distinguir aquelas que são aberta e diretamente más e que ordinariamente arrastam à impureza, e aquelas que só remota e encobertamente se referem a coisas impuras e apenas levemente induzem ao pecado. Estas expressões, principalmente quando ditas por gracejo ou leviandade e sem complacência e impureza, não são tão pecaminosas como as outras; todavia o seu perigo cresce à medida que os interlocutores são falhos de virtude e inclinados à luxúria. O pecado será tanto mais grave, quanto maior for o perigo.

Não se esqueça de que os pensamentos maus a ninguém escandalizam, ao passo que as conversas livres más, por leviandade, brincadeira, ou ‘ara divertir a companhia’ como se costuma dizer, dão quase sempre ocasião a maus pensamentos e desejos de pecados talvez gravíssimos, tanto internos como externos. Que tristes efeitos resultam das conversas levianas e impuras!

Uma criada de servir tinha o costume de entremear sempre nas suas conversas palavras levianas e frases inconvenientes, apesar das admoestações constantes duma companheira que não cessava de dizer:

— À hora da morte, chorarás amargamente esse mau costume, mas talvez sem proveito.

Uma tarde foram as duas visitar a criada duma vizinha gravemente enferma, a qual, depois de ter suplicado que orassem por ela para que lhe concedesse uma boa morte, acrescentou:

— Uma coisa, sobretudo me aflige: ter misturado nas minhas conversas, palavras e frases obscenas. O meu confessor bem me dizia: quantos maus pensamentos e talvez más ações cometidas pelo próximo, que te serão imputadas à hora da morte! Agora vejo eu quanta razão ele tinha! Peço-vos que esqueçais as minhas más palavras, não siga meus exemplos, e dizei o mesmo às minhas companheiras. Todas as vezes que entrardes no cemitério e deitardes água benta sobre a minha campa, pensai que me ouvis dizer lá debaixo da terra: Guardai-vos de conversas desonestas, que pesam terrivelmente sobre o coração no leito da morte.

Todas as pessoas presentes ficaram profundamente impressionadas, e, mais que todas, a leviana criada, que na volta disse à companheira:

— Parecia-me que estava sobre brasas; prometo a Deus que nunca mais hei de sujar meus lábios com palavras desonestas.

Como é verdadeira a palavra do Salvador: ‘Ai daquele homem por quem vem o escândalo!’.

Havendo justo motivo para falar de coisas impuras ou perigosas, empregue-se o maior recato e sobriedade, evite-se toda a má intenção e haja todo o cuidado em não escandalizar as pessoas com quem se fala.

Quanto a assistir a conversas desonestas ou indecentes, nota o seguinte: Não gostando das coisas que se dizem, mas somente do modo como se dizem, não é pecado grave ouvi-las. Mas, se mostras agrado, rindo-te, e dás assim calor a quem fala para continuar, e, aos outros, ocasião de escândalo, então há perigo de pecares mortalmente.

Não haverá pecado se, quando a conversa descamba para coisas torpes, te retiras ou, não o podendo fazer, procuras levá-la para outro assunto.

Há, porém, ocasiões em que nenhum destes meios é exequível. Então necessário se torna não consentires; e para não haver escândalo, deves mostrar-te desgostoso e desaprovar externamente tais conversas baixando os olhos, ponde-te sério, ou de qualquer outra maneira.

Os pais e superiores estão obrigados a cortar energicamente todas as conversas impuras ou indecentes entre as pessoas que lhes estão subordinadas.


(O Cristão no Tribunal da Penitência pelo Fr. Frutuoso Hockenmaier, O.F.M, tradução do P. Inôcencio do Nascimento, 3ª edição, 1949.)

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sexta-feira, 26 de julho de 2019

DA GUARDA DO CORAÇÃO


A "modéstia dos olhos" pouco nos servirá se não vigiarmos sobre o nosso coração. "Aplica-te com todo o cuidado possível à guarda do teu coração, diz o Sábio (Prov 4, 27), porque é dele que procede a vida". É aqui o lugar apropiado para se dizer algumas palavras sobre as amizades e, primeiramente, sobre as santas, depois sobre as puramente naturais e, afinal, sobre as perigosas.

1) Descrevendo São Paulo a corrupção moral dos gentios, enumerava entre seus vícios a falta de sentimento e de susceptibilidade para a amizade.

A amizade, segundo São Tomás, é mesmo uma virtude.

 A perfeição não proíbe se entretenham amizades, diz São Francisco de Sales;exige somente que sejam santas e edificantes, a saber, só devem ser mantidas aquelas uniões espirituais por meio das quais duas, três ou mais pessoas, comunicam entre si seus exercícios de devoção, seus desejos piedosos e sentimentos nobres, tornando-se como que um só coração e uma só alma para a glória de Deus e o bem espiritual próprio e alheio. Com toda a razão podem tais almas exclamar: "Vede quão bom e suave é habitarem os irmãos em união" (Sl 132, 1). 

São Francisco diz mais que, em tal caso, o suave bálsamo da caridade destila de coração em coração por meio dessas mútuas comunicações, e bem pode-se dizer que Deus lança Sua benção sobre tais amizades, por toda a eternidade (Fil., III, c. 19).

Tais amizades são recomendadas pela Escritura mesma, em termos eloquentes:"Nada se pode comparar com o valor de um amigo fiel, e o valor do ouro e da prata não iguala a bondade de sua fidelidade" (Ecli 6, 16). "Um amigo fiel é um remédio para a vida e a mortalidade, e os que temem o Senhor encontram um tal" (Idem).

Mas como podeis aconselhar as amizades particulares, dirá alguém, quando elas são tão rigorosamente condenadas por todos os ascetas? 

Respondo: As amizades particulares são proibidas unicamente nos claustros e com toda a razão, pois é imperiosamente necessário que todos os religiosos se amem mutuamente com amor fraterno, para que haja uma vida comum claustral. 

Ora, num claustro, as amizades particulares podem facilmente ocasionar perturbações dessa mútua caridade, dando ocasião a invejas, suspeitas e outras misérias humanas. São Basílio não hesitou dizer que as amizades particulares em um convento são uma sementeira perpétua de invejas, de desconfianças e inimizades. O mesmo acontece nas famílias em que o pai ou a mãe tem mais carinhos para um filho que para os outros. Os filhos de Jacó odiavam seu irmão José, porque seu pai lhe dedicava um amor especial.

Não há, além disso, nenhum motivo de se alimentar tais amizades num estado religioso, pois, num convento, onde reinam a disciplina e a ordem, todos os membros tendem ao mesmo fim, à perfeição, e não é necessário travar amizades particulares para animar-se mutuamente ao serviço de Deus e ao trabalho do aperfeiçoamento próprio.

Os que, vivendo no mundo, desejam dedicar-se à prática da virtude verdadeira e sólida, precisam, pelo contrário, de se unir aos outros por uma amizade santa e edificante, para poderem, por meio dela, se animar, se auxiliar e se estimular ao bem. Há no mundo poucas pessoas que tendem à perfeição e muitas que não possuem o espírito de Deus e, por isso, é preciso que os bons, quanto possível, evitem os que podem impedir seu adiantamento espiritual e travem amizade com os que os podem auxiliar na prática do bem.

2) Quanto às amizades puramente naturais, deve-se dizer que elas têm seu fundamento na nossa natureza, que nos compele a amar nossos pais, nossos benfeitores e todos aqueles em quem vemos belas qualidades e com quem simpatizamos. Esta espécie de amizade é o laço da família e da sociedade, mas facilmente degenera em amizades falsas; por exemplo, se os pais, por um carinho demasiado, toleram as faltas de seus filhos, ou se um amigo ofende a Deus para agradar a seu amigo, etc. As amizades naturais só são agradáveis a Deus se as santificarmos por meio da boa intenção; por exemplo, amando a nossos pais e amigos por amor de Deus.

3) Por amizades perigosas entendem-se, em particular, as sensuais, isto é, aquelas que se baseiam sobre uma complacência sensual, sobre a fruição comum de prazeres dos sentidos, sobre certas qualidades fúteis e vãs de espírito e coração. Essas amizades são já por si perigosas, mesmo que, no começo, nada tenham de inconveniente, e devemos guardar nosso coração desembaraçado delas.

a) "Quem não evita relações perigosas, cai facilmente no abismo", diz Santo Agostinho (Serm. 293). O triste exemplo de Salomão bastaria para nos encher de terror. Depois de ter sido amado tanto por Deus, servindo ao Espírito Santo de mão para escrever, travou relações com mulheres pagãs, já na sua velhice, e caiu tão profundamente que chegou a sacrificar aos deuses. Isso, porém, não nos deve estranhar, pois, será para admirar que alguém se queime, permanecendo no meio das chamas? ¬pergunta São Cipriano (De sing. cler.).

Mas em nossas conversas, graças a Deus, não ocorre nada de mal, dirá alguém. 
Respondo: Todas as amizades que têm sua origem em afeições meramente materiais são, pelo menos, um grande impedimento à perfeição, ainda que não dessem ocasião a outras coisas. Elas, no mínimo, fazem-nos perder o espírito de oração e recolhimento interior; a alma que está presa por uma afeição natural poderá achar-se corporalmente na igreja, mas seu espírito estará se entretendo com o objeto de seu amor; perderá o amor aos Santos Sacramentos; não será mais sincera para com seu confessor, temendo que ele a obrigue a romper com essa cadeia e, envergonhando- se de lhe descobrir sua afeição, não lhe dirá a causa de sua tibieza, e assim se agrava, de dia para dia, seu estado lastimoso. Ao ouvir que fala mal da pessoa amada, se enfurece, defende-a calorosamente; descuida-se da obediência, pois quando o confessor a exorta a renunciar a tal amizade, procura mil desculpas para não ter de obedecer.

Não é só grande a perda espiritual que se sofre com essas amizades baseadas sobre certas qualidades externas duma pessoa, mas, principalmente se for doutro sexo, é também enorme o perigo que se corre de se se perder eternamente. No começo tais amizades parecem indiferentes, mas tornam-se pouco a pouco pecaminosas e, enfim, arrastam a alma ao pecado mortal. "São como o fogo e a palha, e o demônio não cessa de assoprar até irromper o incêndio", diz São Jerônimo.

Pessoas de diferentes sexos abrasam-se por causa da muita familiaridade, com a mesma facilidade com que a palha atingida pelo fogo, e, em certo sentido, até com mais facilidade, porque o demônio emprega tudo quanto é apto para atiçar o fogo.Santa Teresa viu-se um dia transportada ao inferno, onde Deus lhe mostrou o lugar que lhe preparara, se não rompesse com um apego puramente natural a um seu parente.

b) Se sentires em teu coração, alma cristã, uma tal afeição para com alguém, não há outro remédio para te libertares dela, senão cortá-la resolutamente de uma vez para sempre, pois, se quiseres renunciá-la pouco a pouco, crê-me, nunca chegarás a desfazer¬te dela. Essas cadeias são dificílimas de romper, e só o conseguirá quem as quebrar violentamente, duma só vez. E não venhas com a desculpa de que, até agora, nada ocorreu de inconveniente, pois deves saber que o demônio não começa com o pior, mas só pouco a pouco leva a alma imprudente às bordas do precipício e, então, com um leve empurrão, precipita-as no abismo.

É uma máxima aceita por todos os mestres da vida espiritual de que, neste ponto, não há outro remédio senão fugir e afastar-se da ocasião. São Filipe Néri costumava dizer que, nesse combate, só os covardes saem vencedores, isto é, os que fogem da ocasião. Podemos resistir aos outros vícios ficando na ocasião, diz São Tomás (De mod. conf., c. 14), fazendo violência contra nós mesmos; mas o vício contrário à pureza, porém, só o poderemos vencer fugindo da ocasião e renunciando às afeições perigosas.

Se sentires, porém, teu coração livre e desembaraçado de tais afeições, toma todo o cuidado possível para não te emaranhares em laço algum, como já se tem dado a muitos em razão de sua negligência. Eis o conselho que te dá São Jerônimo (Ep. ad Eust.): "Se, no trato com alguém, notares que alguma afeição desregrada se quer apoderar de teu coração, apressa-te a sufocá-la antes que se torne um gigante. Enquanto o leão é ainda pequeno, pode ser facilmente trucidado; uma vez crescido, torna-se-á mui difícil e humanente impossível".

Coisa verdadeiramente lamentável e vergonhosa seria se permitisses que fizessem, em tua presença, gracejos indecentes. Não julgues que não pecas calando-te e simplesmente ouvindo tais gracejos; se não evitares o mais depressa possível a companhia de um homem tão insolente, já cooperaste com o seu pecado e te fizeste réu dele. Se receberes de alguém uma carta com palavras amorosas, rasga-a imediatamente ou lança-a ao fogo e não lhe dês resposta. Se, por motivo grave, tiveres de responder, faze-o então em poucas e sérias palavras, e não dês a entender que notaste as tais palavras e muito menos que achaste nelas qualquer prazer.

c) Não repliques também que não há perigo, porque a pessoa de que se trata é piedosa. São Tomás de Aquino diz (De mod. conf., c. 14): "Quanto mais santas são as pessoas pelas quais sentimos afeição particular, tanto mais devemos nos acautelar, porque o alto apreço que fazemos de sua virtude mais nos estimula ainda a amá-las". O padre Sertório Caputo, da Companhia de Jesus, diz: "O demônio, a princípio, nos inspira amor à virtude daquela pessoa, depois o amor à própria pessoa e, finalmente, nos lança na perdição". O Doutor Angélico faz notar que o demônio sabe perfeitamente esconder um tal perigo: no começo não dispara seta alguma que pareça envenenada, mas só tais que excitem a afeição, ocasionando leves feridas do coração; em seguida, quando o amor já está aceso, essas pessoas já não se tratam mais como anjos, mas como homens de carne e sangue: trocam repetidos olhares e palavras amorosas, desejam estar muitas vezes a sós, juntas e, por fim, a piedade espiritual degenera em amor carnal.

d) São Boaventura indica cinco sinais dos quais se pode deduzir se a afeição que a alguém nos prende é impura. Primeiro: se se entretêm conversas inúteis; e inúteis são todas as que levam muito tempo. Segundo: se ocorrem olhares e louvores mútuos. Terceiro: se se desculpam as faltas reciprocamente [evitando correções para não desagradar]. Quarto: se aparecem pequenos ciúmes. Quinto: se a separação causa certa inquietação. Eu ajunto ainda: Se se sente grande prazer e gosto nas maneiras ou gentileza natural da pessoa amada, se se deseja que a afeição seja correspondida, e se se não gosta de que outros observem, ouçam ou falem disso.

e) Mas, mesmo as pessoas que pretendem contrair matrimônio, estarão obrigadas a sufocar a inclinação ou simpatia recíproca, suposto mesmo que seja honesta? me perguntará alguém. Se esses futuros esposos estiverem animados de tais sentimentos, que estejam prontos a empregar todos os cuidados para tornar remota a ocasião próxima do pecado, e resolvidos a nunca ofender a Deus por causa de tal afeição, não precisarão romper com ela. A experiência, porém, ensina que os mais nobres sentimentos degeneram facilmente em paixão.

Por esse motivo os teólogos exigem muita cautela com essas pessoas. Sabendo o quanto o coração humano é inclinado ao pecado e quão fraco quando dominado por uma paixão, só permitem tais relacionamentos entre os jovens quando estão em idade e têm vontade séria de se casar; além disso, que não sejam travadas sem o consentimento dos pais, que não se prolonguem por muito tempo e só se namorem quando estiver próximo o casamento; também lhes interditam a conversa a sós, longe das vistas dos pais, grande familiaridade, e tudo o que possa manchar a pureza da alma, seja por pensamentos, olhares, palavras ou gestos.

Do filho de Tobias podemos aprender como os jovens devem se preparar para o casamento. Na cidade de Ragés, na Média, vivia uma piedosa donzela, de nome Sara, filha de Raguel. Estava profundamente aflita porque sete rapazes, que a haviam sucessivamente desposado, haviam sido mortos pelo demônio da impureza, Asmodeu, na primeira noite depois das núpcias. Ora, o anjo Rafael, que acompanhara o jovem Tobias em sua viagem a Ragés, aconselhou-o a pedir Sara em casamento. Ele, porém, a par do ocorrido com os outros homens, temia expor-se ao mesmo perigo. O Anjo, porém, tranquilizou- o, dizendo: "Ouve-me... o demônio só tem poder sobre aqueles que abraçam o estado conjugal excluindo a Deus de seus pensamentos, para satisfazerem unicamente a sua concupiscência, como o cavalo e a mula, que não têm entendimento. Tu, porém, quando receberes a Sara, entra com ela no teu quarto por três dias e três noites, guardando continência, e não te entregues a outra coisa que à oração, e então a receberás em matrimônio no temor do Senhor, levado mais pelo desejo de ter filhos que pela concupiscência, para que sejas abençoado e teus filhos sirvam e glorifiquem a Deus; então nada terás a temer do demônio". O jovem Tobias seguiu esse conselho, e seu casamento foi muito abençoado por Deus.

Notemos igualmente as quatro exortações dadas a Sara por seus pais, ao se despedirem dela: Primeiro, honra a teu sogro; segundo, ama a teu marido; terceiro, cuida em governar bem tua casa; quarto, porta-te em tudo irrepreensivelmente . Estes avisos devem servir de norma a todos os jovens que pretendem contrair matrimônio.

f) O que dissemos até aqui se refere ao trato com pessoas de diferente sexo. O amor desregrado, todavia, pode existir também existir entre pessoas do mesmo sexo, principalmente se são ainda moços e existe entre eles uma familiaridade por demais íntima. A este respeito, São Basílio diz o seguinte (Serm. de abd. rev.): "Vós que sois ainda jovens, evitai a companhia de vossos iguais, pois, por meio dessas amizades, o demônio já arrastou a muitos para o inferno". "Alguns começaram com uma afeição aparentemente santa, continua ele, mas pouco a pouco precipitou-os o demônio num lodaçal de vícios os mais abomináveis". Santa Ângela de Foligno se exprime de modo semelhante (Vit., c. 64): "Ainda que seja o amor a fonte de todo o bem, não deixa de ser igualmente a fonte de todo o mal. Não falo do amor impuro, que deve ser evitado em todo o caso, mas da inclinação, em si inocente, que facilmente pode degenerar em amor desordenado. O trato mui assíduo com outro, com protestos de afeição, tem por conseqüência tornar nocivo o amor, visto que ele prende estreitamente um coração ao outro, obscurecendo a afeição crescente cada vez mais a razão. Em pouco tempo só quererá um o que o outro quer, e então não terá mais coragem de resistir ao outro quando for convidado ao mal, e, assim, se perderão ambos".

Por isso, os que dedicam à educação da mocidade estão gravemente obrigados a ter os olhos abertos nesse ponto, e não precisam ter escrúpulos, suspeitando mal com algum motivo. Se notarem qualquer apego ou familiaridade entre dois jovens, intervenham imediatamente e conservem-nos rigorosamente separados um do outro.

g) Aqui na terra cada um de nós anda por caminhos escabrosos e em trevas, e se, além disso, ainda um anjo mau, isto é, um mau companheiro, que é pior que um demônio, nos persegue e impele à perdição, como poderemos escapar ilesos? Já Platão dizia: "Tomarás os mesmos modos daqueles com quem convives". Segundo São João Crisóstomo, para se certificar dos hábitos de alguém, basta saber com quem ele anda, já que os amigos ou são ou fazem-se semelhantes uns aos outros. E isso por duas causas: primeiro, porque um se esforça por imitar o outro para lhe ser agradável; segundo, porque o homem, como nota Sêneca, é inclinado a fazer o que vê os outros fazerem. Dos israelitas lemos: "Eles se mesclaram com os gentios e aprenderam suas obras" (Sl 105, 35). Devemos, portanto, não só fugir do comércio com os impuros, diz o Sábio, mas também nos conservarmos longe de seus caminhos: "Meu filho, não andes com eles e não ponhas o pé em seus caminhos" (Prov 1, 15). Devemos evitar todo o trato com eles, suas conversas ou presentes, com os quais procuram nos enredar. "Meu filho, se os pecadores te atraírem com seus afagos, não condescendas com eles" (Prov 1, 10). "Cairá, talvez, uma ave, no laço armado na terra, sem a isca?" (Am 3, 5). O demônio serve-se dos maus amigos como de iscas, segundo Jeremias, para prender as almas em suas redes de pecado. "Meus inimigos, sem motivo, prenderam-me como se prende uma ave" (Jer 3, 52). Ele diz 'sem motivo' porque, pergunto-se a um tal sedutor por que aliciou sua pobre vítima ao pecado, responderá: não havia motivo; eu só queria que ela fizesse como eu. É exatamente essa a astúcia do demônio, diz Santo Efrém: "Capturada uma alma em sua rede, serve-se dela como de uma armadilha para prender a outra" (De rect. viv. rat., c.. 22).

Fujamos, pois, a toda familiaridade com tais escorpiões infernais, como se foge da peste. Digo: fujamos à familiaridade, isto é, não travemos amizade com homens viciosos, evitando tomar parte em sua mesa, banquetes ou outros convívios com eles. É impossível evitar todo o comércio com eles, porque então teríamos de sair deste mundo, segundo o Apóstolo (I Cor 5, 10); contudo, é bem possível evitar um trato mais familiar com eles, seguindo o conselho do mesmo Apóstolo: "Eu vos escrevi que não tenhais comunicação com eles... com um tal não deveis nem sequer cear". Disse ainda: Fujamos de tais escorpiões, pois o profeta Ezequiel designa assim os sedutores: "Pervertedores estão contigo e habitas com escorpiões" (Ez 2, 6).

Não ousarias, alma cristã, habitar com escorpiões, e certamente te afastarias com toda a pressa de sua proximidade. Pois assim deves evitar os amigos que dão escândalo e envenenam a tua alma com maus exemplos e conversas perversas. Quanto mais estreitamente estão ligados a nós, tanto mais perniciosos se tornam.. "Os inimigos do homem são os seus domésticos" (Mat 10, 36). Na Sagrada Escritura se diz: "Quem se compadecerá de um encantador mordido pela serpente e de todos os que se aproximam de animais ferozes? Assim também, quem se compadecerá daquele que se torna companheiro de um homem iníquo?" (Ecli 12, 13). Se um tal homem, por motivo do perigo a que se expõe, cai no pecado e se precipita na condenação eterna, ninguém, nem Deus nem os homens, terá compaixão dele, pois já fôra advertido do perigo.


Excerto do "Tratado da Castidade"
Santo Afonso Maria de Ligório

Trecho do TRATADO DA CASTIDADE - Santo Afonso Maria de Ligório

terça-feira, 22 de janeiro de 2019

O que torna uma mulher elegante, segundo 4 grandes estilistas

AUDREY HEPBURN

Dica: não tem nada a ver com roupas caras e não exige muito dinheiro

A renomada jornalista Nina García entrevistou vários ícones da moda, entre eles os famosos estilistas italianos Donatella Versace, Giorgio Armani e a dupla Domenico Dolce e Stefano Gabbana, fazendo uma pergunta simples: o que eles consideram eternamente elegante?
Em vez de apontar para coisas caras que, como critério principal, só muito dinheiro poderia comprar, os estilistas falaram sobre descobrir a elegância olhando para dentro. Abaixo está o que cada um deles falou sobre a verdadeira elegância:

Giorgio Armani: simplicidade, autocuidado e inteligência

“Pode-se dedicar um livro inteiro a essa questão. Outra possibilidade é responder nos termos mais curtos possíveis: a elegância é o resultado de um equilíbrio natural entre a simplicidade, o cuidado de si e a inteligência. Tudo isso gera essa postura pessoal e atitude especial que chamamos de elegância. É uma qualidade que, ao contrário da crença popular, não requer riqueza”.
Armani nos lembra que a moda pode ser cara, mas o estilo real não é. Não tem a ver com estar prontos para fotos o tempo todo. A pessoa elegante sabe viver a simplicidade da vida cotidiana, mesmo quando não ostenta roupas perfeitamente combinadas e o penteado perfeito. A beleza não é alcançada através da perfeição exterior, mas é o resultado de aprender a amar a si mesmo e agir inteligentemente.

Domenico Dolce e Stefano Gabbana: autoaceitação

“Mais além do que o vestido preto e o salto alto, a elegância tem a ver definitivamente com o estilo interior de alguém. Uma mulher que aceita a si mesma e seu ambiente… é refinada, elegante e sofisticada”.
Quando uma mulher conhece e aceita a si mesma, ela pode conquistar qualquer coisa. Ela parecerá elegante, não importa onde ela esteja ou que roupa ela esteja usando, se ela se sentir confortável consigo mesma. Ela poderia estar nua ou em um vestido de festa, mas sua atitude não mudaria muito. Esta é uma mulher que conhece a si mesma, sabe qual é sua missão e sabe o que deseja comunicar ao mundo.

Donatella Versace: autoconfiança e crenças firmes

“Sem dúvida, o apelo mais estiloso de uma mulher é sua autoconfiança. Versace é um estilo de vida que incorpora muitos interesses e paixões diferentes. É quase impossível criar e esculpir um caminho que seja verdadeiramente seu, se você não acreditar em si mesma”.
“A mulher Versace não é apenas aquela que é segura em suas preferências e estilos pessoais, mas também aquela que é firme em suas crenças. A mulher Versace segue seus próprios costumes. Ela pode exibir um certo je ne sais quoi – não sei o quê -, mas mesmo que você não consiga descrever, você reconhecerá essa mulher no momento em que ela entrar no ambiente”.
A mulher elegante não se preocupa muito com as tendências. Ela tem confiança suficiente para usar o que ela sabe que é melhor para ela. Ela conhece a si mesma e tem fé, baseada em seus próprios valores e convicções firmes, e não precisa imitar o que está na moda ou o que o mundo exterior lhe diz que ela deve usar.
Há algo que a mulher elegante possui, embora não seja palpável, e que te atrai e te conduz a querer estar perto dela.

https://pt.aleteia.org/2019/01/13/o-que-torna-uma-mulher-elegante-segundo-4-grandes-estilistas/?utm_campaign=NL_pt&utm_source=weekly_newsletter&utm_medium=mail&utm_content=NL_pt

segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

O MODO DE SE VESTIR MANIFESTA O QUE ESTÁ NA ALMA

Um ótimo trecho, traduzido por mim, do livro do Prof. Martín Echavarría, onde ele discorre sobre a importância dos movimentos externos e da ligação deles com a alma. Baseado em  Aristóteles e Santo Tomás de Aquino, é ótimo para saber mais sobre a modéstia.
O caráter expressivo da alma, que atribuímos ao corpo, pode ser visto não somente na ordem entitativa, mas também em nível operativo, que é o que aqui nos ocupa: as palavras, os gestos, os costumes, o modo de se vestir, etc., manifestam o que há na alma, em nível específico (mostrando-nos que se trata de um ser humano), e individual (sexo, caráter, temperamento, profissão, cultura, etc.). De fato, na prática, é através destes indícios que o psicólogo chega pouco a pouco a conhecer o interior da pessoa que está a sua frente: ‘Os movimentos exteriores são certos sinais de disposição interior’, afirma o Aquinate. (…) A tal ponto o ‘homem interior’ se manifesta no ‘homem exterior’ que o modo de mover-se e de vestir-se é objeto também de virtudes e vícios específicos – espécies da modéstia – pois a forma de vestir é parte do caráter de uma pessoa. O vestuário tem uma valência simbólica. De modo tal que não somente expressa a espécie humana, mas o modo individual de realizá-la. Efetivamente, a expressividade da alma se manifesta mais além do corpo ao qual está substancialmente unida, através de seus instrumentos externos. Aristóteles, na enumeração das categorias, distingue uma própria do homem somente: o ‘habitus’. As vestes e instrumentos são prolongamento da corporalidade humana e expressam também sua mente racional.”
(Echavarría, Martín F. La Práxis de la Psicologia e sus niveles epistemológicos según Santo Tomás de Aquino. UCALP: La Plata, Argentina. 2009. pgs. 581, 582)
http://catolicosribeiraopreto.com/o-modo-de-se-vestir-manifesta-o-que-esta-na-alma/

A LUTA PELA PUREZA E MODÉSTIA

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Nossa Senhora em Fátima: à frente na luta pela modéstia
Por mais de vinte e cinco anos, o falecido Padre Bernard Kunkel, que morreu em 1969 e que era o pároco de Santa Cecília, em Bartelso, travou uma luta quase impossível pela pureza e modéstia. Até mesmo a roupa habitual era indecente. Aqui estão algumas das coisas que ele escreveu nas edições de 1969 da revista Divine Love e na edição de 1957 da Marylike Crusader:
“Um dos fenômenos estranhos da história é o fato de que o Diabo conseguiu manter tão bem oculto a existência do corruptor Corpo de Satanás, com seu programa de longo alcance para a destruição da Igreja. Católicos simplesmente não parecem estar cientes de que, logo que Cristo instituiu a Sua Igreja —Seu Corpo Místico— o diabo da mesma forma organizou sua anti-Igreja, seu corpo corruptor. Santo Agostinho, São João, São Paulo e outros santos que se referem a ele, bem como o Papa Leão XIII e outros líderes da Igreja. O corpo de Satã corruptor ainda existe em nosso tempo e é muito bem organizado em seus esforços para usar a moda moderna, a literatura suja, os filmes indecentes, os programas pagãos de TV, as drogas, as bebidas, etc., para quebrar a moral entre os católicos a fim de, eventualmente, destruir a Igreja e o cristianismo. Sua arma mais eficaz foi a corrupção por dentro.
“Desde a queda de Adão e Eva no Jardim do Éden, Satanás tem sido capaz de usar a arma de impureza de modo muito eficaz. No século 16 que ele usou como suas ferramentas os fundadores de duas religiões protestantes na Alemanha e na Inglaterra, Martinho Lutero e Rei Henrique VIII. O primeiro fundador entrou em um casamento sacrílego, o segundo em um adúltero. Nossa Mãe Mais Casta foi destronada de seus corações, não havia outro caminho lógico para eles, a não ser exilá-la de suas e igrejas feitas pelo homem e dos corações de seus milhões de seguidores. Mas o diabo não podia esperar para corromper completamente o Corpo místico de Cristo, a Igreja Católica, a menos que ele pudesse ter sucesso primeiro destronando Maria, a Mãe Mais Casta, do coração dos católicos.
“Nossa Mãe Santíssima, em todas as suas aparições, está totalmente coberta. Em Fátima em 1917 ela apareceu em um mundo que estava a começar a cortar as mangas e os decotes e encurtar as saias. Deveria ela, o modelo para as meninas também no século 20, mostrar alguns sinais de seguir a tendência moderna? Na verdade, como Rainha do Céu, ela está vestida com roupas de rainha. Mesmo assim, ela poderia fazer um corte pequeno nas mangas, decote e saia. Por que tanta determinação em agarrar-se a padrões tradicionais? Por que ela não dá uma folga a menina moderna, e dá algum sinal de que ela aprova um pouco de corte aqui e ali?
“A resposta é, pois ela não aprova a tendência moderna de descobrir as partes do corpo como o tórax, braços, ombros e coxas. Ela desaprova. Na verdade, ela veio do Céu à Terra para alertar contra esta tendência em se despir. Ouça o que ela revelou a pequena de dez anos de idade, Jacinta de Fátima, enquanto esta agonizava em um hospital em Lisboa, Portugal, em 1920: ‘Hão de vir umas modas que hão de ofender muito a Nosso Senhor. As pessoas que servem a Deus não devem andar com a moda. A Igreja não tem modas. Nosso Senhor é sempre o mesmo. E ela também revelou a Jacinta que ‘os pecados que levam mais almas para o inferno, são os pecados da carne.’
“O diabo procura, portanto, destruir a veneração que os fiéis sempre tiveram ao corpo casto e virginal de Maria, através do qual Cristo entrou neste mundo. Durante séculos, ele procurou encontrar uma maneira de remover Maria como modelo perfeito de castidade e modéstia. Só então ele pode ter esperança de trazer a corrupção em massa que poderia levar os católicos a sua ‘religião do mundo’ — o culto impuro do corpo e da gratificação sexual desenfreada.
“Isto é, aparentemente, o que Satanás tentou através de seus agentes, os poderes de corrupção, durante a Revolução Francesa. Em 10 de dezembro de 1793 uma multidão enfurecida correu para a Catedral de Notre Dame, em Paris, pegou a estátua da Virgem Maria sobre o altar, e jogou-a no chão. Ódio contra a Mãe de Deus? Bastante evidente. Mas o seu ódio era dirigido principalmente contra a Virgem com trajes modestos, o modelo de pureza e modéstia. Isso fica claro em sua ação posterior de entronização no altar de uma mulher nua, a deusa da Razão, no lugar de Maria. Desde esse dia Paris continua a ser a capital do mundo da moda semi-nua.
“Mas por que as mulheres devem ser as primeiras vítimas do plano do Diabo? Porque as mulheres têm um sentido muito mais delicado de modéstia, e é exatamente por isso que o diabo se esforça para destruir o primeiro sentido da modéstia feminina que faz com que a feminilidade seja a guardiã da castidade no mundo.
“Mesmo com o sucesso da Revolução Francesa, o demônio da luxúria era muito esperto para revelar imediatamente o seu programa completo de destruição moral a ser realizado por seus agentes humanos. Para escapar da detecção, ele deve desenvolvê-lo gradualmente. Se todo o programa fosse desdobrado de uma só vez, as mulheres cristãs teriam se levantado em rebelião aberta. No entanto, muito antes dos vestidos femininos tornarem-se modernos uma parte deste segredo, o programa gradual, foi divulgado por um jornal francês, ‘A Mulher Francesa’ como segue:” Nossas crianças devem realizar o ideal de nudez … Assim, a mentalidade da criança é rapidamente transformada. Para escapar da oposição, o progresso deve ser metodicamente gradual; primeiro, pés e pernas nuas, em seguida, mangas para cima, mais tarde os membros superiores e inferiores, a parte superior do tórax, as costas,… no verão as crianças vão andar por aí quase nuas. “
“Em outras palavras, aplicando isto aos nossos dias, manter as crianças em trajes de sol, ou quase nada, tanto tempo quanto possível, até se acostumarem a isso, eles vão ver nada de errado em expor o corpo mais tarde. Faça as blusas mais finas ano após ano, os suéteres e calças jeans mais apertados, os shorts mais curtos, os vestidos do dia sem mangas, o formais sem alças ou com alças finas na melhor das hipóteses, o mais ousados trajes de banho, todos com a idéia de que a moda deve revelar, tanto quanto possível, ao invés de esconder. Quem, senão o Diabo poderia conceber tal sistema inteligente, sabendo o resultado inevitável de que viria a seguir por causa da natureza humana caída causada pelo Pecado Original?
“Este plano foi publicado há muitos anos, mas nós vemos nas modas atuais como as mulheres modernas caíram nele, incluindo muitas católicas. Como isto foi feito de forma gradual, sem disso terem consciência de qualquer programa organizado, não é de admirar que os nossos jovens perguntem, ‘O que há de errado com as modas modernas?’ Tendo sido criados nelas, muitos desde que eram crianças, não vêem nada de errado em tais modas, nem os perigos para si ou para outrem.
“Em 1846, o Governo Pontifício da Itália, sob o Papa Gregório XVI, apreendeu documentos secretos dos comunistas. Estes documentos, o Papa enviou ao Cretinau-Joly, que os publicou em francês, em 1875, com a aprovação do Papa Pio IX. Um desses documentos é mais revelador: “Foi decidido nos nossos conselhos de que devemos nos livrar dos católicos, mas nós não queremos fazer Mártires, então vamos nos esforçar para popularizar o vício entre as pessoas. Ele deve entrar pelos seus cinco sentidos: deixe-os beber e ficar saturados com isso… faça o coração dos homens corruptos e você não terá mais católicos. Eu ouvi recentemente um dos nossos amigos zombando de nossos projetos e dizendo: “Para derrubar o catolicismo, você deve começar por suprimir o sexo feminino. O provérbio é, em certo sentido, verdade, mas desde que não se pode suprimir a mulher, vamos corrompê-la juntamente com a Igreja… A melhor adaga com a qual se pode ferir a Igreja até a morte, é a corrupção.’
“Nossos jovens são grandes imitadores. Eles gostam de “seguir a multidão”. Isso é bom, desde que a multidão esteja indo na direção certa. Caso contrário, pode levar a sérios problemas, especialmente na questão de modas. Muitos adolescentes dizem: “todo mundo faz isso, então por que não podemos?’. Se todo mundo pular na frente de um trem em movimento rápido, você faria o mesmo? Porque “todo mundo faz isso” não é motivo para nós fazermos o que é errado. Não há segurança em números. O que estava errado séculos atrás, com relação ao pecado, ainda está errado hoje. Deus não fez nenhuma disposição especial para o século 20. Se 99 pessoas fazem o errado, porque “todo mundo faz isso”, Deus punirá os 99 e premiará o 1, que O segue. Isso foi comprovado na época do dilúvio, quando ele destruiu tudo, salvou Noé e sua família. O Santo Padre Papa Pio XII declarou repetidamente: ‘O maior pecado da nossa geração moderna é que ela perdeu todo o sentido do pecado’. Isto é particularmente verdadeiro em relação a modas, e à virtude da pureza”.
Foi na festa da Imaculada Conceição, 8 de dezembro de 1944, que o Padre Kunkel iniciou a Cruzada de Pureza de Maria Imaculada, com a bênção episcopal do seu Bispo, o mais tarde Reverendo Henrique Althoff. O Papa Pio XII deu sua Bênção Apostólica a esta Cruzada da Pureza em 14 de julho de 1954, e novamente em 11 de maio de 1955 “para os membros, para os seus administradores e moderadores, para as suas famílias e entes queridos, e a todos os que levarem adiante o seu movimento louvável para a modéstia no vestir e no comportamento.”
Trechos do livro “Immodest Dress: The Mind of the Church”, de Louise Martin.
Por Padre Bernard Kunkel
Traduzido por Andrea Patrícia

DIFÍCIL CONSERVAR A PUREZA EM UM MUNDO DESCOBERTO


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“A moda feminina está repleta de blusas que não têm mangas; às vezes, apenas duas pequenas alças que não cobrem boa parte do peito, que não cobrem o ventre ou as costas (mini-blusas). Freqüentemente, as moças usam roupas apertadas, coladas ao corpo ou transparentes; e se usam saia ou vestido, muitas vezes deixam descobertos os joelhos. Hoje em dia, é muito comum que os sacerdotes, ao atenderem a confissões, ouçam os homens se queixarem de como é difícil conservar a pureza num mundo em que as mulheres não se cobrem.”

(Pe. Luís Carlos Lodi da Cruz)
Outro dia conversando com um amigo, ele disse que o mais difícil num namoro – para manter a castidade – é a roupa que a mulher veste. Hoje em dia as meninas andam seminuas com seus tops decotados e justíssimos, com suas minissaias expondo as coxas e até mesmo o bumbum (sim, porque as pessoas precisam subir escadas, sentar…), com suas calças justas mostrando todas as suas formas. Ora, como se manter casto desta maneira? Afinal de contas castidade é questão do pensamento também. Com manter pensamentos puros, como Nosso Senhor exige, se há tanta impureza por todos os lados? Como pode um homem se manter puro em seus pensamentos se é todo o tempo tentado por tanta exposição das formas femininas? É difícil, muito difícil! Ele precisa trabalhar muito em sua purificação, mas nós podemos ajudar a partir do momento em que nos vestimos e nos portamos modestamente.
Quem lida com os homens – os confessores, principalmente – sabe o quanto é difícil manter-se casto nos dias de hoje. Sabe que existem sensibilidades diferentes, mas que a moral católica é correta quando diz que há partes que devem ser veladas. Há pessoas que dizem que uma roupa decotada não tem nada de mais, que uma saia acima do joelho não tem problema, mas não é isso o que ouço de muitos homens e não é isso o que padres, como Pe. Lodi, ouvem em seus confessionários. Não é porque todo mundo usa algo de determinada forma que este algo se torna correto e aceito pela Igreja. Isso é relativismo. Os tempos mudam, mas a pscicologia dos homens e o corpo humano não mudam, e a moral da Igreja também não.
Diz o Compêndio de Teologia Moral:
As partes desonestas do corpo são os órgãos genitais e as regiões vizinhas; as partes menos honestas são os seios, os braços e os flancos*; as partes honestas são o rosto as mãos e os pés”.
(…)
Olhares longos e deliberados, sobre os órgãos genitais ou sobre os seios de uma mulher embora cobertos de véu ou tecidos quase transparentes (…) constituem facilmente pecado mortal porque excitam o prazer venéreo.
                                  (P. Teodoro da Torre Del Greco. Teologia Moral. Pecados Externos de Impudicícia. Pg. 262,263)
A cabeça do homem não funciona do mesmo jeito que a nossa:
Alguns tentam fazer crer que o homem que olha para uma mulher decotada (mesmo que seja pouco decotada) está errado, é tarado ou algo assim. Como se a cabeça do homem funcionasse de tal forma que este não prestasse atenção mesmo àqueles momentos nos quais a mulher, com um pequeno decote, se dobra para pegar alguma coisa e mostra assim parte do busto ou quando esta mulher sobe uma escada e deixa à mostra suas coxas e talvez até mesmo sua roupa íntima, porque a saia acima do joelho pode fazer esse tipo de coisa, e faz frequentemente principalmente quando é justa ou obviamente quando é mini. Outro dia vi uma atriz que usava uma saia assim e que teve que colocar os braços em cima das coxas de forma a prender a saia porque ao sentar a roupa íntima dela aparecia e os fotógrafos queriam a todo custo tirar fotos de sua intimidade. Ora, como é que pode uma roupa dessa ser adequada a uma filha de Deus? Com pode uma roupa desta ser modesta? Não pode, e além dela muitas mulheres católicas usam. Você pode até ficar na moda, ser “in”, ser alvo de fotógrafos, mas nada disso é modéstia, muito pelo contrário.
O caminho da modéstia é diferente para cada pessoa. Mas deve ser trilhado, não importa qual dificuldade surja. É joelho no chão e muita oração! Temos que ter humildade, temos que buscar saber o que é realmente a modéstia e não ficar apenas naquilo que pensamos que seja. Temos a tendência a achar que se sabemos algo sobre um assunto, já está bom, afinal de contas tem gente que não sabe nada e neste caso estamos até em situação melhor que essas pessoas. Mas não podemos parar por aí. Temos que sair desse pensamento medíocre e tentar chegar mais adiante, subir mais alto. Somos filhos de Deus, fomos chamados a algo maior e não podemos simplesmente nos acomodar. Quem muito tem muito será cobrado. Ora, a Igreja nos dá muito e nós seremos cobrados por isso, seremos cobrados inclusive por não buscar saber. Sim, porque existe esta postura: a pessoa por medo de ter que deixar de lado certos costumes e gostos, deixa de procurar saber mais e se acomoda, fechando-se ao que outros têm a dizer, chegando ao ponto de tachar de “fanáticos” os que buscam se guiar pelo que diz a Igreja realmente. Mas tal postura não ficará impune, porque é dever do católico buscar entender os problemas com os quais é confrontado. Afinal de contas todos nós somos chamados à santidade e quem quer ser santo não se acomoda, pelo contrário, busca cada vez mais se entregar de verdade nas mãos de Deus.
Hoje nós vivemos em um mundo tão conturbado, tão paganizado que ao fazermos algumas boas coisas dentro da Igreja (ir à Missa, rezar o Terço, jejuar, dar esmola…) já achamos que estamos fazendo muito. O pensamento é este: “Se todo mundo usa short e top decotado, qual o problema em que eu use uma saia acima do joelho, afinal estou mostrando só um pedacinho da coxa, mas à minha volta todos estão mostrando muito mais! Ora, então eu estou melhor, não é mesmo?” Podemos dizer que é melhor mesmo mais pano do que menos. Mas é aí que você vai parar? Para o namorado que quer manter a castidade essa saia com um pedacinho da coxa de fora pode ser um problema e tanto. Afinal de contas, precisamos nos sentar e a saia vai subir, precisamos subir escadas e rampas, nos abaixar, enfim, ninguém usa uma roupa para ficar parada. Repito, a cabeça do homem não funciona do mesmo jeito que a da mulher. Coisas que não tem importância para nós mulheres, significam muito para eles. Não adianta querer mudar a natureza, não somos revolucionários, somos católicos e o verdadeiro católico tem que entender a realidade e não querer mudá-la a qualquer custo: “ora, se os homens se incomodam, que se mudem!” “se eles tem problemas com pernas e busto, que não olhem!”. Como se fosse assim tão fácil! Porque não parar e ouvir o que dizem os confessores e o que dizem os homens que buscam a santidade? Por mais que você pense que eles estejam errados ou exagerando, porque não parar para pensar no que eles dizem, no que santos como Padre Pio dizem?
Todos nós temos responsabilidade sobre nossos atos e quem busca a santidade não pode se acomodar, não pode ficar no “mais ou menos”, tem que buscar o melhor. Sempre. Fácil não é, porque precisamos vencer nossos medos, nossos caprichos, nossos gostos. Mas com vontade de viver de forma pudica e modesta, a Graça “faz o seu trabalho”. Basta que deixemos.
***
Notas: 
* Flancos: áreas laterais do corpo, na altura da cintura e rins.
** Esse artigo foi publicado originalmente no extinto site Moda e Modéstia e para esta republicação sofreu pequenas alterações.

terça-feira, 1 de janeiro de 2019

Rezemos sempre para sermos puras (os) de corpo, alma e coração. Mãe Puríssima, rogai por nós!


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" Bem aventurados, nos diz o Salvador, os puros de coração, porque eles verão ao bom Deus”.
Segundo S. Basílio, se encontramos a castidade numa alma, encontramos aí todas as outras virtudes cristãs, ela as praticará com uma grande facilidade, “porque” - nos diz ele – “para ser casto é preciso se impor muitos sacrifícios e fazer-se uma grande violência. Mas uma vez que alcançou tais vitórias sobre o demônio, a carne e o sangue, todo o resto lhe custa muito pouco, pois uma alma que subjuga com autoridade a este corpo sensual, vence facilmente todos os obstáculos que encontra no caminho da virtude”

(Parte do Sermão de São João Maria Vianney sobre a pureza *talvez o poste aqui completo uma outra hora*) 

Rezemos sempre para sermos puras (os) de corpo, alma e coração. 
Mãe Puríssima, rogai por nós!

Um olhar à Virgem Maria.

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Em casa ─ recatada e nunca ociosa.
Na igreja ─ Anjo reverente.
Com o próximo ─ complacente.
Na conversação ─ moderada.
No olhar ─ modesta.
No pensar ─ refletida.
No andar ─ grave e sossegada.
No vestir ─ modesta e humilde.
Nos trabalhos ─ a primeira.
Nas leituras ─ receosa.
Na companhia ─ afável.
Com os homens ─ cautelosa.
Com os Sacerdotes ─ respeitosa.
Com os inferiores ─ aprazível.
Na mesa ─ sóbria.
Na cama ─ composta.
Em seu bom gosto ...
O vestido mais belo ─ a candura do Batismo.
O melhor alimento ─ a Comunhão.
A melhor bebida ─ a água viva.
O desporto preferido ─ a genuflexão.
O melhor passeio ─ entrar dentro de si.
O meu melhor amigo ─ o meu Anjo da Guarda.
A minha melhor joia ─ o meu terço.
A minha propriedade ─ o meu túmulo.
A minha aspiração maior ─ salvar as almas.
O meu fim ─ Jesus no sacrário.
A minha alegria ─ a Virgem Maria.
A minha tristeza ─ a perda das almas.
O meu melhor perfume ─ o incenso.
As minhas cores preferidas ─ a pureza e o amor.
Em tudo ─ um olhar à Virgem Maria.

Amizades levianas e maus livros




Existem dois rochedos, que podem ser danosos para a juventude hodierna, e contra os quais infelizmente se despedaçam não poucas moças. São eles as amizades levianas e os maus livros. Não tenhas amizade com pessoas de sentimentos levianos. É coisa muito importante saber escolher as amizades. Com os bons serás boa, com os maus tornar-te-ás má. Se a gota da chuva cair sobre a flor, converter-se-á em gota de orvalho e brilhará à luz do sol, qual pérola preciosa; mas se cair sobre a poeira da rua, tornar-se-á lama, lodo. A mocidade, facilmente, cria simpatia e amizades, o caráter vivo, entusiasta e aberto dos jovens inclina-os a procurar comunicação e correspondência.

Quão pernicioso não será para ti a convivência com tais pessoas, se forem acostumadas com conversas levianas contra a religião e os bons costumes! Como não te hás de tornar, em pouco tempo, vacilante na tua santa fé e na virtude! Embora tais conversações, no começo, te repugnem sobremodo, ainda que tenhas recebido aprimorada formação e gozes de natural tendência para o bem, o mau influxo de tal amizade não desaparecerá, principalmente se houver assídua convivência e trato recíproco. Dia a dia as gotas do veneno imoral irão penetrando na tua alma até que enfim perderás de todo o bom espírito e te perverterás.
Se depois do cumprimento consciencioso e fiel dos deveres, tiveres ainda tempo para alguma leitura, lê então bons livros, que te sejam úteis ou que te instruam, de maneira conveniente. Não hás de ler tudo quanto te oferecem, com apresentação magnífica, ou tudo que vês nas vitrines. O forte prurido pela leitura, que te conduz ao abandono dos trabalhos e deveres, não deves permitir que medre em ti. Não leias, porém, senão os livros que te edifiquem. Ser-te-á de grande utilidade o leres, cada dia, atenta e vagarosamente, duas páginas do livrinho de ouro "Imitação de Cristo", aplicando a ti mesma o que diz o autor. Poderei, outrossim, recomendar-te com grande empenho a "Filotéia", de São Francisco de Sales, ou o "Combate Espiritual", de Scupoli. Deus também te recompensará, se aqui e ali, em ocasião oportuna, aconselhares, de maneira prudente, um bom livro ou uma boa revista.

(Donzela Cristã- Padre Matias de Bremscheid, 1935 p. 79)

terça-feira, 4 de dezembro de 2018

A moda feminina




Excertos do livrinho a Moda Feminina de D. Giuseppe Tomaselli 
continuação 

"Ó mulher mundana,
que perdeste o pudor e
te apresentas ao público
sem te envergonhar,
por que ages assim?"
(D. Giuseppe Tomaselli)

Pecado por Cooperação

Peca quem opera o mal e quem coopera com ele de qualquer modo.

E vós alfaiates, que confeccionais roupas pouco modestas, estais imunes da culpa?.. .Também vós não cooperais no mal?... Somente Eu, porque sou Deus, posso medir o grau da vossa responsabilidade. Recordai-vos que o vosso trabalho não pode atrair a Minha bênção.


A Imodéstia nas Praias

Todo o mundo está colocado debaixo do Maligno. A obra diabólica penetra em todo lugar. Mas um dos lugares preferidos por Satanás é a praia no período de verão. Aqui a imoralidade inunda, porque o mal aparece legalizado.

A veste indecente na praia é a ruína moral de muitas almas. Mas o que mais Me fere é ver na praia, com vestes livres, as mulheres que normalmente costumam acercar-se da Mesa Eucarística. Elas crêem na sua cegueira, que a veste indecente seja lícita, pelo fato de que muitas pessoas a usam.

O mal é sempre mal. A conduta pouco correta de muitas mulheres não justifica a má conduta própria. Satanás alegra-se em ver na praia as suas servas e já conta com vê-las consigo no Inferno. Eu, ao invés, Me aflijo ao ver aquelas almas, pelas quais derramei o Meu Sangue, tornadas em instrumentos do Demônio por motivo do nudismo descarado.

Minha Divina Justiça fez cair do Céu fogo e enxofre e destruiu as cidades imorais de Sodoma e Gomorra. Eu deveria fazer chover sobre as praias fogo e enxofre para incinerar os que, imodestamente vestidos, passam as horas e os dias em mole ociosidade!

Quem pedi conta até de uma única palavra ociosa, que conta exigirá das mulheres imodestas no dia do juízo?... Minha tremenda Justiça as tratará como tiverem merecido as suas obras perversas.

http://escravasdemaria.blogspot.com/2011/12/moda-feminina-continuacao_09.html

sábado, 27 de janeiro de 2018

Para que serve um decote?


Qual é a finalidade do decote em uma blusa, se não for para mostrar os seios, ou parte deles?
Amigos, uma coisa é certa, a decadência da sociedade está cada vez pior, o mercado que vende e fabrica roupas femininas hoje fazem isso com o intuito de mostrar cada vez mais o corpo da mulher. Em certa palestra do Padre Paulo Ricardo, ele diz algo muito importante. Faz parte da mulher: "mostrar" e faz parte do homem "olhar". E isso é estabelecido. Por esta razão, homens tem mais problemas com pornografia, não que mulheres não tenham, mas isso é muito mais raro, geralmente são os homens que tem esse vício [por que isso se torna um vício, que é difícil abandonar], já a mulher é diferente em vários aspectos inclusive nesse, faz parte da psicologia feminina, de alguma forma mostrar o corpo.

As vezes, nem nos damos conta disso, prova é que antes de sabermos sobre modéstia, usávamos decotes enormes, gostávamos de mostrar o colo, ou colocar uma roupa mais colada ao corpo para parecer sexy, e sem nos dar conta disso, estávamos seguindo os padrões de uma sociedade decadente, os padrões de vestimentas que a nossa sociedade impõe, ou seja: mostrar. Isso só é lícito entre marido e mulher, em vista da procriação. Não é lícito mostrar o corpo a outras pessoas, isso fere a castidade e se torna um pecado grave dependendo do caso. 

É extremamente importante se dar conta disso, para começarmos a mudar nosso modo de nos vestir. Muitas pessoas não entendem, mas quando começamos a viver a modéstia mudam até mesmo nossas atitudes, pois não é somente uma peça de roupa, mas atitudes, como disse o Padre Daniel: "Não há Castidade sem modéstia". Quando nos vestimos bem, é até mais fácil vencer os pecados que temos, evitar pensamentos pecaminosos e evitar o pecado o quanto podemos. Não há santidade sem a mortificação do olhar, e a modéstia começa por aí também.

Hoje, que você já tem uma mente cristã, e entende sobre modéstia pare e pense, reflita comigo: Para que serve um decote na mulher, senão para mostrar o colo e deixar ela mais sexy?

E assim irá atrair os olhares dos homens para você, fazendo portanto, eles pecarem, e pecando também. Como pode existir castidade sem modéstia?

Quando uma moça está com um decote, não tem como não olharmos, percebe-se de longe que a pessoa que está usando o decote está com vontade mostrar o corpo. Quando a mulher é modesta e não deixa o corpo exposto à olhares alheios ela deixa prevalecer suas qualidades interiores, seus atos, suas qualidades, seu modo de agir, de falar, de se comportar, que também faz parte da modéstia, ela coloca seu interior acima do exterior. Quando a moça está com uma blusa sem decote, é comum quando olharmos para ela, olharmos para o rosto, e não para seu corpo. Isso faz parte do ser humano. Toda moça deveria se perguntar: para que serve um decote? Para nada além de revelar o que não se deve, portanto deve ser evitado sempre. Não há motivos para mostrar, isso fará você ganhar o céu? Não! Muito pelo contrário.

"Vesti com modéstia e com muito pudor, olhai como veste a Mãe do Senhor."

Salve Maria. 

http://floresdamodestia.blogspot.com.br/2013/05/para-que-serve-um-decote.html#more

Nossas Senhoras

  Maio é tradicionalmente conhecido como o mês de Maria. Ao longo dos séculos, a tradição católica passou a dedicar este tempo de maneira es...