sexta-feira, 14 de junho de 2013

A boca e o coração

Quantas coisas não se podem dizer da língua, das suas elevações e abismos, das suas contradições! Basta respigar por cima, como acabamos de fazer, na Sagrada Escritura, para dar
razão ao sentido pesar com que São Tiago escreve: Com ela [com a língua] bendizemos o Senhor nosso Pai, e com ela amaldiçoamos os homens, feitos à semelhança de Deus. De uma mesma boca procedem a bênção e a maldição. Não convém, meus irmãos, que seja assim! Porventura lança
uma fonte por uma mesma bica água doce e água amarga? Acaso, meus irmãos, pode a figueira dar azeitonas ou a videira dar figos?
(Tg 3, 9-12).
São palavras bem sentidas do Apóstolo, que apontam – falando sempre com imagens plásticas, como Jesus – diretamente para a “fonte”, para a raiz de onde brotam os bons e os maus influxos da língua. Trazem à memória os ensinamentos de Cristo: Uma árvore boa não dá frutos
maus, uma árvore má não dá bom fruto, porquanto cada árvore se conhece pelo seu fruto. Não se colhem figos dos espinheiros, nem se apanham uvas dos abrolhos. O homem bom tira coisas boas
do bom tesouro do seu coração, e o homem mau tira coisas más do seu mau tesouro, porque a boca fala daquilo de que o coração está cheio
(Lc 6, 43-45).
Se quisermos uma chave para tudo quanto se possa dizer acerca da língua, estas últimas palavras de Jesus no-la dão. Elas vão ser como que um pano de fundo para todas as reflexões que virão a seguir e que visam contemplar a língua com olhos cristãos.
E, a propósito disto, vem-me à memória uma lembrança da infância, que é comum com certeza a muitos outros um pouco menos jovens. Quando – coisa não rara num garoto – irrompia uma indisposição intestinal que ia um pouco além do trivial cotidiano, aparecia em casa o doutor, essa figura impagável e inesquecível do médico de família. O Dr. Henrique, sempre um pouco despenteado à la Einstein, invariavelmente, após informar-se dos sintomas e das possíveis causas
(“que andou comendo este moleque?”), ordenava: – “Mostre a língua! Tire a língua!” E as crianças sabíamos que, das tonalidades da pequena língua esbranquiçada e às vezes sulcada de estranhos regos, o doutor amigo tiraria conclusões certíssimas, que se traduziriam numa receita indecifrável para todos exceto para o honesto farmacêutico que a manipularia.
Penso que o Senhor poderia dizer-nos também, como Médico divino: “Mostra-me a língua, e eu te farei ver o teu coração, porque as tuas palavras – com as suas mil tonalidades, cargas,
intenções e acentos – são um retrato falado do teu coração: dos teus sentimentos mais íntimos, das tuas purezas e sujidades, dos teus tesouros espirituais e das tuas carências lastimáveis. Não me
esqueças nunca que a boca fala daquilo de que o coração está cheio”.
Mostrar a língua, ver a língua e as suas fontes, procurar o modo de limpá-la, de elevá-la aos níveis do amor cristão e de torná-la instrumento da caridade e da verdade de Cristo, eis o objetivo
que se propõem estas páginas. Nelas começaremos com algumas considerações sobre a língua – a palavra – e o amor, para passarmos depois a uma reflexão sobre as relações indissolúveis que deve
haver entre a palavra e a verdade.

Pe. Francisco Faus - A língua

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Stabat Mater



Estava a Mãe dolorosa
Junto da Cruz, lacrimosa,
Da qual pendia o seu Filho. 
Banhada em pranto amoroso,
Neste transe doloroso,
A dor lhe rasgava o peito.

ó quão triste e quão aflita
Se encontrava a Mãe bendita,
Chorando o seu Unigénito.

Estava triste e sofria
Ë porque ela mesma via
As dores do Filho amado.

Quem não chora, vendo isto,
Contemplando a Mãe do Cristo
Em tão grande sofrimento?

Quem não se contristaria
Vendo a Mãe de Deus, Maria,
Padecendo com seu Filho?

Por culpa de sua gente
Viu a Jesus inocente
Cruelmente flagelado.

Viu seu Pilho muito amado,
Que morria abandonado
Entregando o Seu espírito.

Dá-me, ó Mãe, fonte de amor,
Que eu sinta a força da dor,
Para que eu chore contigo.

Faze arder meu coração
Do Cristo Deus na paixão,
Para que eu sofra com Ele.

Minha Mãe, ó dá-me isto:
Trazer as chagas do Cristo
Gravadas no coração.

Do teu Filho as feridas,
Para meu perdão sofridas,
Vem reparti-las comigo.

Quero contigo chorar
E a cruz compartilhar,
Por toda a minha vida.

Junto à Cruz contigo estar,
Ao teu pranto me associar,
Desejo de coração.

Virgem das virgens, preclara
Não me negues, Mãe tão cara,
Poder contigo chorar.

Que eu viva de Cristo a morte,
Da Paixão seja seu consorte,
Celebrando suas chagas.

Que meu coração magoado,
Pela Cruz apaixonado,
Seja em Seu Sangue remido

Por Maria amparado
Que eu não seja condenado
No dia de minha morte
ó Cristo, que eu tenha a sorte,
No dia de minha morte
Ser levado por Maria.

E no dia em que eu morrer,
Faze com que eu possa ter
A glória do Paraíso.

Amém.

Frei Jacopone de Todi

A vida de Santo Antônio

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Fazer tudo com Maria


“Et applicabuntur gentes multae ad Dominum in die illa et erunt ei in populum. Et habitabo in medio tui, et scies quia Dominus exercituummisit me ad te”. (Zc 2,15)
Há quase quatro séculos Nossa Senhora de Guadalupe é honrada como Padroeira milagrosa do México. Sua devoção espalhou-se por toda a América Latina, de que foi enfim, proclamada Padroeira principal.
Durante a Advento, o Senhor nos ordena, repetidamente, que preparemos o caminho para Ele. E nós sabemos que Ele está nos mandando abrir uma estrada no deserto, rebaixar todos os montes, aplainar todos os cimos, nivelar as escapas a aterrar os vales (cf. Is 40, 3-4). Mas como, exatamente, fazer isto?
Bem, basta olharmos o exemplo de Maria, aquela que pode ser considerada como expert em preparar o caminho para o Senhor, porque concebeu e deu à luz Jesus. Ela preparou o caminho do Senhor através:
1. Da obediência, e disse; “Ecce ancilla Domini; fiat mihi secundum verbum tuum”. (Lc 1, 38)
2. Da evangelização: “Exsurgens autem Maria in diebus illis abiit in montana cum festinatione in civitatem Iudae et intravit in domum Zachariae et salutavit Elisabeth”. (Lc 1, 39-40)
3. Da profecia: Ela anunciou que o Senhor “eposuit potentes de sede et exaltavit humiles; esurientes implevit bonis et divites dimisit inanes”. (Lc 1, 52-53)
4. Do sofrimento: Ela acompanhou Jesus até “autem iuxta crucem” (Jo 19, 25).
5. Da oração: “Hi omnes erant perseverantes unanimiter in oratione cum mulieribus et Maria matre Iesu et fratribus eius”. (At 1, 14)
Hoje, quando celebramos a festa de Nossa Senhora de Guadalupe, a padroeira das Américas, fica bem claro para nós a qualidade da ação de Maria. Lá no México, centenas de anos atrás, nos arredores da Cidade do México, Maria preparou tão bem o caminho para o Senhor que, em sete anos, oito milhões de pessoas deram sua vidas a Jesus.
Com determinação semelhante, preparamos o caminho do Senhor. Nossa Senhora de
Guadalupe, ora pro nobis.

Referências bibliográficas
http://www.vatican.va/archive/bible/nova_vulgata/documents/nova-vulgata_novumtestamentum_
lt.html
GRAMAGLIA, pe. Irineu; DALBOSCO, fr. Pascoal. Missal Romano. 3ª Edição. São Paulo:

Editoras Paulinas, 1963.
Marcos Vinícius Faria de Moraes

domingo, 9 de junho de 2013

O coração da Mãe de Jesus




Ontem celebrávamos a solenidade do Coração fissurado de Jesus e hoje temos diante de nossos olhos a figura de sua Mãe da qual contemplamos o Imaculado Coração. Desde nossa infância aprendemos a ter um carinho todo especial para com a Virgem transparente, aquela que, ao entrar nesse mundo foi preservada da desordem do pecado e que, terminados os seus dias mortais, foi assumida em corpo e alma na gloria.


Menina moça, seu coração experimentou alegria quando do nascimento de seu menino, desse dom que lhe foi dado pela bondade do Altíssimo. O Senhor havia olhado para sua humildade. E agora lá estava o Menino das Palhas. Quantos pensamentos em seu coração!!! O que seria dessa criança? Alegria de um coração de mulher mãe e apreensão a respeito do futuro desse que havia sido modelado na pobreza dessa serva e na transparência de seu coração.

A Maria se aplicam as palavras de Isaías na primeira leitura desta liturgia: “ Exulto de alegria no Senhor e minha alma se regozija em meu Deus; ele me vestiu com as vestes da salvação, envolveu-me como um manto de justiça e adornou-me como um noivo, com sua coroa, ou como uma noiva com suas joias”. A cheia de graças, a agraciada, tem sempre em seus lábios o cântico de gratidão que brota de seu puríssimo e transparente coração.

Mais tarde, no meio da multidão que pedia a condenação de Jesus estava Maria, acompanhando de longe a solidão e o sofrimento do filho diante de Pilatos e no alto da cruz. Maria tinha vontade de gritar, mas levando essas coisas ao fundo do coração, oferecia-se com o Filho. Sim,lá está ela ao pé da cruz. Feito um soldado, ali, na hora das horas, junto de seu filho. Sofrendo e chorando, tendo vontade de gritar e, ao mesmo tempo, murmurando preces, ela se lembrava de tudo… e tinha somente vontade de levar essas coisas ao fundo do coração. O Filho consumava tudo, entregava-se ao Pai. A mesma espada de dor que atingia o coração de Jesus, no dizer de São Bernardo de Claraval, era cravada no coração da Mãe.

Michelangelo esculpiu no mármore uma das tocantes obras de arte de todos os tempos: a Pietà, Maria recebendo em seu colo o Filho morto. Neste momento as dores de Maria atingem seu clímax. Ali ela esta desolada. Ela, com seu coração alegre e seu coração dilacerado esteve bem unida ao Coração de seu filho, o salvador da humanidade e aquele cujo coração na cabia no peito. T

Tu os embriagas com um rio de delícias

O ímpio tem um oráculo de pecado dentro do seu coração; o temor de Deus não existe diante dos seu olhos. Ele se vê com lho por demais enganador para descobrir e detestar o seu pecado.
As palavras de sua boca são maldade e mentira, ele desistiu do bom senso de fazer o bem!
Ele premedita a fraude em seu leito; obstina-se no caminho que não é bem e nunca reprova o mal.
Iahweh, teu amor está no céu e tua verdade chega ás nuvens; tua justiça é como as montanhas de Deus, teus julgamentos como o grande abismo.
Salva os homens e os animais, Iahweh, como é precioso, ó Deus, o teu amor!
Deste modo, os filhos de Adão se abrigam à sombra de tuas asas.
Eles ficam saciados com a gordura de tua casa, tu os embriagas com um rio de delícias; pois a fonte da vida está em ti e com tua luz nós vemos a luz.
Conserva teu amor por aqueles que te conhecem e tua justiça para os corações retos.
Que o pé dos soberbos não me atinja, e a mão dos ímpios não me faça fugir.
Eis que os malfeitores tombam, caem e não posem mais de levantar.

Malícia do pecador e bondade de Deus - Salmo 36 (35)
Bíblia de Jerusalém

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Configurar-se a Cristo com Maria


 A espiritualidade cristã tem como seu carácter qualificador o empenho do discípulo em configurar-se sempre mais com o seu Mestre (cf. Rom 8, 29; Fil 3, 10.21). A efusão do Espírito no Baptismo introduz o crente como ramo na videira que é Cristo (cf. Jo 15, 5), constitui-o membro do seu Corpo místico (cf. 1 Cor 12, 12; Rom 12, 5). Mas a esta unidade inicial, deve corresponder um caminho de assimilação progressiva a Ele que oriente sempre mais o comportamento do discípulo conforme à “lógica” de Cristo: « Tende entre vós os mesmos sentimentos que havia em Cristo Jesus » (Fil 2, 5). É necessário, segundo as palavras do Apóstolo, « revestir-se de Cristo » (Rom13, 14; Gal 3, 27).
No itinerário espiritual do Rosário, fundado na incessante contemplação – em companhia de Maria – do rosto de Cristo, este ideal exigente de configuração com Ele alcança-se através do trato, podemos dizer, “amistoso”. Este introduz-nos de modo natural na vida de Cristo e como que faz-nos “respirar” os seus sentimentos. A este respeito diz o Beato Bártolo Longo: « Tal como dois amigos, que se encontram constantemente, costumam configurar-se até mesmo nos hábitos, assim também nós, conversando familiarmente com Jesus e a Virgem, ao meditar os mistérios do Rosário, vivendo unidos uma mesma vida pela Comunhão, podemos vir a ser, por quanto possível à nossa pequenez, semelhantes a Eles, e aprender destes supremos modelos a vida humilde, pobre, escondida, paciente e perfeita ».18
Neste processo de configuração a Cristo no Rosário, confiamo-nos, de modo particular, à acção maternal da Virgem Santa. Aquela que é Mãe de Cristo, pertence Ela mesma à Igreja como seu « membro eminente e inteiramente singular »19 sendo, ao mesmo tempo, a “Mãe da Igreja”. Como tal, “gera” continuamente filhos para o Corpo místico do Filho. Fá-lo mediante a intercessão, implorando para eles a efusão inesgotável do Espírito. Ela é o perfeito ícone da maternidade da Igreja.
O Rosário transporta-nos misticamente para junto de Maria dedicada a acompanhar o crescimento humano de Cristo na casa de Nazaré. Isto permite-lhe educar-nos e plasmar-nos, com a mesma solicitude, até que Cristo esteja formado em nós plenamente (cf. Gal 4, 19). Esta acção de Maria,totalmente fundada sobre a de Cristo e a esta radicalmente subordinada, « não impede minimamente a união imediata dos crentes com Cristo, antes a facilita ».20 É o princípio luminoso expresso pelo Concílio Vaticano II, que provei com tanta força na minha vida, colocando-o na base do meu lema episcopal: Totus tuus.21 Um lema, como é sabido, inspirado na doutrina de S.Luís Maria Grignion de Montfort, que assim explica o papel de Maria no processo de configuração a Cristo de cada um de nós: “Toda a nossa perfeição consiste em sermos configurados, unidos e consagrados a Jesus Cristo. Portanto, a mais perfeita de todas as devoções é incontestavelmente aquela que nos configura, une e consagra mais perfeitamente a Jesus Cristo. Ora, sendo Maria entre todas as criaturas a mais configurada a Jesus Cristo, daí se conclui que de todas as devoções, a que melhor consagra e configura uma alma a Nosso Senhor é a devoção a Maria, sua santa Mãe; e quanto mais uma alma for consagrada a Maria, tanto mais será a Jesus Cristo”.22 Nunca como no Rosário o caminho de Cristo e o de Maria aparecem unidos tão profundamente. Maria só vive em Cristo e em função de Cristo!

CARTA APOSTÓLICA ROSARIUM VIRGINIS MARIAE DO SUMO PONTÍFICE JOÃO PAULO II AO EPISCOPADO AO CLERO E AOS FIÉIS SOBRE O ROSÁRIO



domingo, 2 de junho de 2013

Muito devota de São José

Muito devota de São José, a quem invocava como Protetor das Virgens e de nossa Mãe Maria
Santíssima, narra assim algumas experiências: Eu estava na Igreja do Mosteiro do Glorioso Santo Domingo, pensando nos eventos que me desolava a vida e nos meus muitos pecados, os quais em tempos passados os havia confessado… Caí em êxtases profundo. Sentei-me e parecia que não podia ver a elevação e ouvir a Missa… Via Nossa Senhora à minha direita e meu Pai São José à minha esquerda, vestindo-me com um manto de grande brancura e esplendor. Foi me concedido compreender que com este manto estava limpa de meus pecados. Quando estive revestida, estava cheia de grande alegria, e nossa Senhora parecia me tomar pelas mãos. Ela disse que eu havia recebido estas graças devido a ser boa devota de São José e que podia confiar que meus desejos relacionados ao convento se realizariam, que não deveria temer nenhum fracasso porque eles velariam por nós e que seu Filho prometeu estar conosco. E, como prova disto, iria me dar uma joia.  Então, pareceu que ela colocava ao redor de meu pescoço um esplêndido colar de ouro, que sustentava um crucifixo de muito valor…
Os vi, então, subir ao céu com uma multidão de anjos…

Santa Tereza Dávila

A dor não é física mas espiritual

Eu vi um anjo perto de mim, no meu lado esquerdo, em forma corporal. Isto é algo que não estou
habituada a ver, a não ser muito raramente. Apesar de eu ter visões de anjos com freqüência, vejo-os
apenas através de uma visão intelectual, como tenho falado antes. Foi a vontade de nosso Senhor que,
nesta visão, visse o anjo desta forma. Ele não era grande, mas de pequena estatura, e era muito bonito.
Seu rosto queimava, como se fosse um dos mais altos anjos, que parecem estar todos em chamas: ele
deve ser um daqueles a quem nós chamamos querubins. Seu nome ele nunca me disse; mas vejo muito
bem que não existe no céu tão grande a diferença entre um anjo e outro, e entre estes e os outros que
eu não posso explicar. Eu vi em sua mão uma longa lança de ouro, e o ferro da ponta parecia estar em
chamas. Ele pareceu empurrá-la às vezes no meu coração, e penetrou-me as entranhas. Quando ele a
retirou, deixou-me toda a arder com um grande amor de Deus. A dor foi tão grande, que me fez
lamentar; e, ainda assim, uma doçura foi superando essa dor, fazendo-me não desejar me livrar dela.
A alma, agora, é satisfeita apenas com Deus. A dor não é física, mas espiritual; embora o organismo
tenha a sua parte nela. É um amor tão doce e carinhoso, que agora existe entre a minha alma e Deus,
e eu agradeço à bondade de Deus por me ter feito passar por essa experiência.

Santa Tereza Dávila

sábado, 1 de junho de 2013

A Virgem Maria, caminho da escola da santidade




Neste dia, vamos refletir sobre a Virgem Maria. Gostaria de lhes propor uma meditação: amar a Deus sobre todas as coisas com generosidade.

Jesus era obediente a Nossa Senhora. Somos também chamados a viver como nosso Deus. Ele próprio nos entregou a Mãe do Céu para que pudéssemos ser submissos a Ela.

João Paulo II teve de trabalhar pesado, mas, em sua mochila, sempre carregava o livro do 'Tratado da Verdadeira Devoção' para sua santificação.

Todas as pessoas que se santificam estão sendo geradas no ventre de Maria para que possam ter um coração santo. É o ventre dela que gera em nós a Divina Misericórdia; Ela e a mediadora de Cristo.

Quando uma pessoa se converte e se torna um filho piedoso, ele foi transformado por Maria. Deus quer que todos sejamos santos!

Precisamos usar o caminho da Virgem Maria, não porque o amor de Deus não seja grande, mas por nossas misérias, pois o defeito está em nossos olhares. Somos limitados.

O amor de Deus é infinitamente maior que o amor de Maria. Ela é uma criatura, mas, por causa dos nossos pecados, o Senhor nos concedeu a Mãe para chegarmos até Ele.

Deus é amor, mas quando aparece a cruz na nossa vida, temos medo e nos escondemos d'Ele; fazemos isso, porque, pelos nossos pecados, não entendemos o amor do Senhor por nós. Temos de confiar plenamente, mesmo sem ver e sentir, porque Deus sabe tudo e até mesmo os momentos certos para curar e atender nossos pedidos.

Contemplando a Virgem Maria, podemos entender melhor o amor do Senhor. Maria é uma mãe bondosa; quando nos entregamos em seus braços, ela nos conduz ao Pai. E isso é uma escola de santificação.

A consagração não é um ato mágico, mas uma escola, um caminho. 

Muitas vezes, queremos nos livrar de Deus e fazemos as coisas por obrigação, como ir à Missa, rezar o terço... Isso não é santidade. Para poder amar precisamos do dom da sabedoria, ter gosto pelas coisas de Deus, um olhar sobrenatural e fazer tudo com amor. É necessário buscar Maria.

Ser santo não e somente 'PHN' (Por Hoje Não vou pecar), mas sim amor!

Temos de entregar a nossa fé, com todos os defeitos, para a Santa Mãe, a fim de que ela possa nos dar, cada vez mais, sabedoria para caminhar.

Em todas as situações da vida, devemos convidar Nossa Senhora para participar, porque, por meio dela, Jesus faz as obras. Quando ela faz parte da nossa vida, ninguém pode nos fazer mal nenhum.

Precisamos amar a Deus com gosto e sabedoria! Nas dores e injustiças da vida, tudo terá um novo sabor para suportarmos se vivermos com sabedoria. Para que possamos ter a sapiência, precisamos entregar-nos no colo da mãe.

João Paulo II, quando começou seu pontificado, disse: “Não tenhais medo”. Para viver assim, sem medo, somente entregando tudo a Santíssima Mãe.

Nossa Senhora é o caminho para que possamos nos libertar do diabo. Que, confiantes, possamos ser filhos da Virgem!

Deus é um Sol infinito de amor, mas não damos conta de olhar para Ele. Então, olhemos para a luz que é o caminho, olhemos para Maria. T

Rezando com o auxílio da Virgem Maria

  Talvez já tenhamos ouvido que Deus se fez pequeno, e humilhou-se por amor a nós: Ele, existindo em forma divina, não se apegou ao ser igua...