Ave Maria, Virgem Poderosa, Imaculada Conceição, Rainha das vitórias, que as Vossas Lágrimas de sangue destruam as forças do inferno. Que assim seja!
sábado, 30 de maio de 2020
A importância do quadro Nossa Senhora Auxiliadora
sexta-feira, 22 de maio de 2020
Nossa Senhora Menina: uma devoção quase esquecida
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Poucos são os que veneram a bem-aventurada Virgem Maria em sua infância “cheia de graça”. Mas isso está mudando
A Igreja celebra todo dia 21 de novembro a festa litúrgica da Apresentação de Nossa Senhora no Templo. Segundo a Tradição, Maria foi concebida por um milagre, pois seus pais já não podiam ter mais filhos, devido à idade avançada. Além disso, acredita-se que Sant’Ana era estéril. Em todo caso, o fato é que, após uma relação natural com seu marido, aquela que era tida por estéril concebeu a futura Mãe do Salvador, a Virgem Santíssima, anunciada pelos profetas. E, para cumprir essa missão, Maria “foi preservada imune de toda mancha de pecado original” desde o primeiro instante da sua concepção (Pio IX, Ineffabilis Deus, n. 41).
Os pais de Maria prometeram entregá-la para Deus, uma vez que a idade avançada dos dois era uma dificuldade grave para a educação da menina. Com três anos de idade, ela foi levada ao Templo. Para surpresa do casal, Maria não chorou, nem olhou para trás ao subir, alegremente, os degraus do Templo, onde passaria a infância servindo a Deus. De fato, o coração de Nossa Senhora já ardia de amor por Deus, de modo que ela não podia entristecer-se naquele momento. Ao contrário, ela deveria alegrar-se muito por começar a cumprir a vocação para a qual estava destinada.
A apresentação de Maria no Templo envolve um mistério precioso. Para demonstrar a grandiosidade desse momento, a própria Virgem apareceu a uma irmã concepcionista, chamada Madalena, que rezava diante do presépio do Menino Jesus, dizendo-lhe: “Concederei todas as graças que me pedirem às pessoas que me honrarem em minha infância, pois é uma devoção muito esquecida”. Malgrado o caráter privado dessa aparição, que aconteceu a 6 de fevereiro de 1840, no México, chama atenção o pedido da Virgem Santíssima.
A base principal para a veneração da infância da Virgem Maria é o dogma da Imaculada Conceição. Maria é imaculada porque é cheia de graça, isto é, agradável a Deus. A graça de Maria é algo que extrapola nosso entendimento, uma vez que Deus a agraciou admiravelmente, “mais do que todos os Anjos e a todos os Santos, da abundância de todos os dons celestes, tirados do tesouro da sua Divindade” (Pio IX, Ineffabilis Deus, n. 2). De fato, a sua inocência e pureza são tão perfeitas que, depois de Deus, não há outra pessoa que seja tão santa quanto Maria. E somente Deus é capaz de entender o profundo mistério que a cerca desde o ventre de Sant’Ana.
A razão principal para a graça extraordinária de Maria é a maternidade divina. Deus a preparou para ser Mãe de Jesus tanto no corpo quanto no espírito. A sua alma foi formada por uma graça especial para que pudesse receber a Segunda Pessoa da Santíssima Trindade com um amor especialíssimo. “O Poderoso fez por mim maravilhas”, canta Nossa Senhora. Neste sentido, devemos distinguir a graça em Jesus, Deus encarnado, que é a fonte de toda graça; a graça dos anjos e dos santos; e, finalmente, a graça de Maria, que é algo singular no mundo das criaturas de Deus.
Para uma noção geral, “a graça santificante é um dom divino, uma qualidade sobrenatural infundida por Deus em nossa alma que nos dá uma participação física e formal da mesma natureza divina fazendo-nos semelhantes a ele em sua própria razão de deidade” [1]. Isso significa que, pela graça, nós estamos unidos a Deus na qualidade de seus filhos e amigos, podendo desfrutar da felicidade divina e gerar outros frutos de santidade, coisa de que não seríamos capazes por nossa própria conta e força. Em Maria, por sua vez, essa graça existe em plenitude, numa união inalcançável. É o que explica o padre Garrigou-Lagrange:
A maternidade divina exige uma íntima amizade com Deus já que é uma lei da natureza e um preceito que a mãe ame seu filho e que o filho ame a sua mãe. É necessário, pois, que Maria e seu filho se amem mutuamente. E uma vez que essa maternidade é uma maternidade sobrenatural, requer uma amizade sobrenatural e, portanto, santificante, pois do fato de que Deus ama uma alma Ele a torna amável aos seus olhos e a santifica [2].
Maria precisa de um amor divino para poder amar devidamente o seu filho, que é a própria Divindade encarnada. Por isso Deus a beneficiou com inúmeros privilégios, razão pela qual nós, católicos, a louvamos e veneramos. Deus foi quem a honrou primeiro. A devoção à infância da Virgem Maria é, portanto, a devoção às maravilhas que Deus realizou nessa menina, cuja alma foi agraciada por um amor prodigioso, numa dimensão inimaginável. É, pois, bem verdade aquela fórmula tradicional, que diz: De Maria nunquam satis – “Sobre Maria jamais se dirá o bastante”. Se até mesmo dormindo ela crescia em graça, conforme dizem alguns autores, com que espanto não a venerou o anjo Gabriel no dia da anunciação? Peçamos a Ela que, nos seus sonhos de amor a Deus, lembre-se de nós e de nossas misérias, a fim de que sejamos santificados pela sua intercessão poderosa.
Referências
- Antonio Royo Marín. Ser ou não ser santo: eis a questão. Campinas: Ecclesiae, 2016, p. 86.
- Reginald Garrigou Lagrange. A Mãe do Salvador e a nossa vida interior. Campinas: Ecclesiae, 2017, p. 27.
Reflexões de uma consagrada à Virgem Maria
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Shutterstock“Escolher a consagração à Santíssima Virgem é escolher um caminho incrível para o coração de Jesus”Sou consagrada a Nossa Senhora faz cerca de 4 anos. Todos nós sabemos que a consagração é um compromisso sério e diário. Contudo, também sabemos o quão humanos nós somos, e o quão fracos e frágeis ficamos diante de alguma dificuldade ou adversidade da nossa história de vida. E acreditem, a Virgem Maria nos é fiel, mesmo quando não conseguimos ser fiéis neste compromisso com ela. Escolher a consagração à Santíssima Virgem é escolher um caminho incrível para o coração de Jesus. É por meio dela que chegamos ao coração de Jesus Cristo e é por meio dela que criamos intimidade com Ele. Estes dias, expus minha opinião em uma publicação ao ver um irmão de outra religião dizer que isso não passa de uma mera adoração a imagens, e que atribuímos a Maria um poder que Ela não tem – o poder de realizar milagres. Expliquei a ele, que Maria não precisa ter super-poderes para que eu possa amá-la com todo o coração. Expliquei também que a Virgem Maria não realiza milagres, contudo é Ela quem intercede junto ao Seu Filho, Jesus, e junto a Deus Pai pelos nossos milagres, para que eles aconteçam em nossas vidas, assim como nas bodas de Caná. É dela que o demônio corre! É ela quem teve uma espada que transpassou sua própria alma ao ver o Seu Filho pregado em uma Cruz, para a nossa salvação. Na Cruz, Jesus Cristo disse: “Mulher, eis aí o filho. Filhos, eis aí a Tua Mãe”. Para mim, tem sido uma honra tê-la como Mãe, e contar a ela todos os dias sobre aquilo que eu trago no mais íntimo do meu coração. Tem sido uma honra, muitas vezes, não honrar com meu compromisso diário durante estes 4 anos, e mesmo assim, tê-la ali, sempre pronta para me escutar e para interceder pelos meus milagres. Se você não acredita na Virgem Maria, se você deixa sair de sua boca palavras ofensivas sobre ela, lembre-se destas minhas palavras no dia em que o Seu Imaculado Coração triunfar: “Temos uma advogada fiel, temos uma intercessora que leva até o Seu Filho Jesus os nossos milagres. Temos uma Mãe, que jamais nos deixará órfãos, e temos uma Mãe que nos prometeu que o Seu Imaculado Coração triunfará!”. Sou toda tua, Maria! |
https://pt.aleteia.org/2020/05/20/reflexoes-de-uma-consagrada-a-virgem-maria/?utm_campaign=NL_pt&utm_source=daily_newsletter&utm_medium=mail&utm_content=NL_pt
Por que São João Paulo II propôs os mistérios luminosos do rosário
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Ele não foi o primeiro: a inspiração pode ter vindo de um santo que ele canonizou no ano anterior à proposta
Originalmente, São Domingos desenvolveu os mistérios do rosário como um método catequético para ensinar a fé da Igreja às pessoas desencaminhadas pela heresia albigense. Ele agrupou os mistérios em gozosos, dolorosos e gloriosos, com a intenção de ajudar o fiel cristão a se envolver em momentos essenciais da vida de Jesus.
Enquanto refletia sobre esses mistérios, São João Paulo II observou uma “lacuna”. Em 2002, ele escreveu a encíclica “Rosarium Virginis Mariae”, na qual comenta:
“Para ressaltar o caráter cristológico do rosário, considero oportuna uma incorporação que, embora fique à livre consideração dos indivíduos e da comunidade, lhes permita contemplar também os mistérios da vida pública de Cristo desde o Batismo até a Paixão”.
São João Paulo II queria que o rosário se tornasse um “compêndio do Evangelho”, incluindo uma meditação que “também se volte a momentos particularmente significativos da vida pública”. Foram então propostos os “mistérios de luz” ou “mistérios luminosos”:
1) O Batismo no Jordão
2) As bodas de Caná
3) A proclamação do Reino de Deus
4) A Transfiguração
5) A instituição da Eucaristia
É interessante saber que, embora não tenha manifestado publicamente a fonte desta inspiração, São João Paulo II beatificou, um ano antes, em 2001, o sacerdote carmelita São Jorge Preca, de Malta. A biografia do Vaticano destaca que este sacerdote, “em 1957, sugeriu o uso de cinco mistérios de luz para a recitação privada do rosário”.
De acordo com os carmelitas, a divisão de Preca dos mistérios da luz guarda notável semelhança com a proposta de São João Paulo II:
1) Depois do batismo de Jesus no Jordão, Ele foi levado ao deserto.
2) Jesus se revela como verdadeiro Deus pela sua palavra e milagres.
3) Jesus ensina as Bem-Aventuranças no monte.
4) Jesus se transfigura na montanha.
5) Jesus tem sua Última Ceia com os Apóstolos.
São João Paulo II nunca afirmou que São Jorge Preca tivesse inspirado a sua decisão, mas ambos os santos viram a oportunidade de fazer com que o rosário refletisse de modo mais completo a vida de Cristo.
Uma sugestão, não uma obrigação
Além disso, embora a introdução dos mistérios luminosos do rosário tenha o peso do respaldo papal, São João Paulo II também deixou claro que essa proposta não é uma imposição à devoção pessoal.
“Esta indicação não pretende limitar uma conveniente liberdade na meditação pessoal e comunitária, segundo as exigências espirituais e pastorais e, principalmente, as coincidências litúrgicas que podem sugerir oportunas adaptações. O realmente importante é que o rosário seja compreendido e experimentado cada vez mais como um itinerário contemplativo”.
São João Paulo II, em suma, quis facilitar a oração dos indivíduos. Ele percebeu nos mistérios luminosos uma forma de ajudar os fiéis a entrarem mais a fundo na vida de Jesus e uma “verdadeira introdução à profundidade do Coração de Cristo, abismo de regozijo e de luz, de dor e de glória”.
https://pt.aleteia.org/2017/05/23/por-que-sao-joao-paulo-ii-propos-os-misterios-luminosos-do-rosario/
O rosário não desceu pronto do céu: foi aprimorado ao longo dos séculos
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Pe. Gabriel Vila Verde responde a quem contesta a “legitimidade” dos mistérios luminosos, propostos por São João Paulo II
São João Paulo II foi extremamente sábio ao pedir a meditação dos mistérios luminosos. Afinal de contas, o rosário não é uma simples repetição de orações, mas a contemplação da Vida de Cristo. Antigamente se meditava Jesus no templo com 12 anos e já se pulava para a agonia no Horto das Oliveiras. Iluminado pelo Espírito Santo, o Papa nos deu a oportunidade de meditar também a vida pública de Jesus. Seus milagres, Sua pregação, os sinais de Sua divindade etc. Assim, o rosário ficou completo. É verdadeiramente a Bíblia nas mãos do povo simples.
O rosário, assim como a Bíblia, não desceu pronto do céu. Foi uma oração aprimorada ao longo dos séculos.
Começou com a primeira parte da Ave-Maria; depois, no século XIV, foi acrescentada a segunda. Com São Beda (+735), veio a ideia de colocar sementes num cordão. Depois, com São Domingos, um cordão cheio de nós, onde ele rezava mil Ave-Marias diariamente. Em 1408, um monge cartuxo dividiu o saltério em 15 dezenas, precedidas por um Pai-Nosso. Posteriormente, o beato Alano de La Roche compôs a contemplação dos mistérios.
Não se sabe ao certo quando foi acrescentada a Salve Rainha. Os franciscanos rezavam um rosário de 7 mistérios, meditando as alegrias de Maria. Em suas aparições, Nossa Senhora pediu a oração do rosário. Com o Papa São João Paulo II, veio a RECOMENDAÇÃO de se rezar os mistérios luminosos. É uma história, construída aos poucos, sob o comando do Espírito Santo, o qual não dorme, nem abandona a Igreja. Quem fala em Tradição deveria também se aprimorar nos estudos.
Rezando com o auxílio da Virgem Maria
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