OS SALMOS: A HORTA DE MENDEL

Monges Ortodoxos

A HORTA DE MENDEL

Muitos ouviram falar da genética de Mendel. Poucos, porém, conhecem a vida desse famoso cientista.
Nascido em 1822, fez-se monge agostiniano e foi ordenado sacerdote católico em 1847. Biólogo apaixonado pela pesquisa, tentou ser admitido para trabalhar na universidade alemã, mas foi em vão: fecharam-lhe as portas.
Que poderia ter feito? Ao achar-se sem campo de trabalho, sem meios, sem instrumentos adequados, podia ter desanimado, resignar-se e renunciar à pesquisa, enquanto olhava com inveja os que haviam tido mais sorte do que ele.
Ele, porém, não reagiu assim. Pelo contrário, pacientemente, alegremente, discretamente, escolheu um cantinho do jardim do mosteiro agostiniano de Brünn, e lá – numa pequenina horta – começou a fazer as suas experiências com ervilhas. Dessas experiências, que duraram anos, nasceram as famosas leis de Mendel, que fazem com que o humilde monge Gregor Johann Mendel seja universalmente reconhecido como o pai da genética contemporânea, e que o seu nome brilhe no firmamento da ciência na mesma altura que os nomes de Kepler, Copérnico ou Newton.
Que nos ensina este exemplo? A não lamentar-nos daquilo que não temos na vida e a valorizar ao máximo o que temos, certos de que, ainda que pareça pouco, aí podemos dar muito fruto.
“Não posso fazer nada”. Já tentou fazer “algo”? Ou ficou dormindo nas suas queixas e desculpas?

Adaptação de um trecho do nosso livro A Inveja

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