quarta-feira, 5 de março de 2014

Pequeno Catecismo do Dízimo







DÍZIMO MILAGRE da PARTILHA

1. Que é o DÍZIMO ?
DÍZIMO é um modo concreto de agradecer a Deus a vida, tudo que recebemos como presente, sem ter direito a nada. É devolver a Deus a própria vida pela doação generosa e livre, de algo que represente o que somos e o que temos.  
DÍZIMO é partilha e devolução; tudo que temos e recebemos pertence a Deus.
2. O que diz a BÍBLIA sobre o DÍZIMO ?
A Bíblia nos convida a ser dizimistas. Podemos conferir lendo alguns textos:
No Antigo Testamento:
Gn 14,20; 28,22 // Lv 27,2 // Nm 18,24 // Dt 12,17; 14,22; 26,12 // 2Cr 31,5 //Ne 10,37-38 //Am 4,4 // Ml 3,8-11 
No Novo Testamento:
Mt 5,42; 10,8-10; 12,44; 22,21; 23,23 // Lc 3,11; 10,1-9; 11,42; 18,9-14; 19, 1-10; 21,1-9 
Atos 2.42-47 // 1Cor 9,6-7; 16,2 // 2Cor 8,1-5 // tg 2,14 // 1Ts 21,26 // 2Ts 3,6-12 
3. Por que para algumas pessoas é tão difícil oferecer o Dízimo ?
Os católicos, de modo geral, não foram motivados para a prática do Dízimo. Além disso, existe a tentação do egoísmo, de pensar em primeiro lugar em si mesmo. O Dízimo só acontece quando a pessoa está aberta a ação do Espírito Santo, aceita o apelo da generosidade, é capaz de dividir o que possui.
Há os que não dão o Dízimo porque não conhecem o seu valor e a sua aplicação e, pode acontecer, que nunca lhes foi explicado adequadamente. É o que pretende este pequeno Catecismo e o que deve ser feito por encontros e campanhas de motivação do Dízimo.
4. Para que existe o Dízimo, qual sua grande finalidade ?
Há três grandes finalidades,  três dimensões para o Dízimo.
* Dimensão religiosa: cuidar da igreja e de todas suas despesas, a manutenção dos agentes, especialmente dos padres e para as necessidades de todos os trabalhos pastorais;
** Dimensão social ou da caridade: dar condições para que aconteça o trabalho social, a manutenção das Pastorais Sociais, o cuidado dos excluídos e de todos os pobres. O ideal a ser atingido é o dos primeiros cristãos: “Não havia necessitados entre eles”
*** Dimensão missionária: dar condições para que o Evangelho chegue a todos os lugares, dentro e fora das comunidades. Há necessidades de formar novos grupos, novas comunidades de base e ajudar as que estão nascendo. Precisamos pensar em como ajudar as comunidades que vivem em lugares de muita pobreza, como em certas regiões do Brasil.
5. Quanto devo devolver com meu Dízimo ? 
Dar o Dízimo é participar de modo pleno, com as limitações de cada um, na construção do Reino de Deus. Não é questão de um número matemático. Quem recebe muito, dê bastante; quem recebe pouco, dê tudo que for capaz. O importante é dar com convicção, com generosidade, com o coração, cheio de alegria. A oferta deve manifestar o quanto estamos participando, o quanto somos co-responsáveis pela Igreja, pela nossa comunidade. Ninguém pode ficar devendo nada e nem se omitir dessa responsabilidade.
6. O Dízimo deve ser mensal?
A contribuição mensal é importante para que o Dízimo funcione de verdade. É uma questão de educar-se para essa responsabilidade. Normalmente o cristão católico recebe o seu salário, todos os meses. O Dízimo deve fazer parte do orçamento mensal, dos compromissos normais que todos têm todos os meses. Nunca podemos esquecer: Deus não precisa de nossa esmola; Ele só aceita toda nossa vida.
7. Quem já participa, também deve ser dizimista ?
Alguém pode dizer: “Sou catequista, faço parte do Conselho da Comunidade, sou de tal pastoral ou movimento, participo nesta ou naquela associação, cuido da igreja... todo esse meu trabalho não pode ser considerado Dízimo ?” 
Sim, todo esse trabalho é verdadeiramente Dízimo do tempo. Feliz quem está comprometido com sua comunidade! Mas, essa doação não dispensa ninguém da contribuição bíblica do Dízimo. Todos somos chamados a dar nossa vida, mesmo que seja a oferta da viúva do Evangelho. Além disso é preciso dar testemunho aos outros membros da Comunidade. Ninguém pode se omitir e nem se considerar dispensado da contribuição do Dízimo.
8. O Dízimo substitui as coletas nas Missas e outras ?
Todas as ofertas têm grande valor e sempre existirão na Igreja. Elas são dadas espontaneamente, como sinal de gratidão, de participação naquela celebração ou festa. 
Mas, quem dá essa contribuir]cão não assume nenhum compromisso especial com a Comunidade; sempre que puder vai continuar dando. Ao contrário, quem dá o Dízimo assume compromisso moral de participar na vida da comunidade, da Igreja.
9. Quando e onde deve ser dada a oferta do Dízimo ?
O ideal é que o Dízimo seja oferecido, em um dia especial que a Comunidade pode programar, como Dia do Dízimo. Sempre que possível, o próprio dizimista deve levar sua oferta na Procissão das Oferendas. Para isso é necessária que haja um envelope especial com a devida identificação do dizimista, colocada dentro do envelope. Isto é importante para que o dizimista renove todo mês, diante de Deus e da Comunidade. seu compromisso de participação. Se o dizimista participa na vida da Comunidade não há razão de alguém ir a sua casa “para receber o Dízimo”. 
Visitas poderão ser feitas as casas para divulgar o Dízimo, para orientar as famílias para que participem na Comunidade e se tornem dizimistas.
10. Quem deve ser dizimista 
Todos os participantes ativos das Comunidades, a começar dos membros dos Conselhos, Coordenadores de Pastorais, Movimentos e Associações.
** Todos os fiéis que participam normalmente nas celebrações, nos fins de semana.
*** As pessoas que participam na preparação dos diversos sacramentos devem ser informadas sobre o Dízimo e serem convidadas a aderir.
**** As CRIANÇAS e JOVENS que se preparam para a primeira Eucaristia e a Crisma. É impertante que sejam,  desde pequenos, desde jovens,  motivados para assumirem seu lugar na comunidade pela participação do Dízimo.

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