quinta-feira, 23 de maio de 2019

NO TEMPO E NA ETERNIDADE


Havia de chegar um dia em que a presença de Maria já não seria visível para os olhos dos seus filhos. Deus a chamou a Si. João, o discípulo-filho por excelência, a vislumbrará então gloriosa – Mãe, sempre Mãe – no céu. Assim descreve a sua visão no livro do Apocalipse: Depois, apareceu no céu um grande sinal: uma mulher vestida de sol, com a lua debaixo dos pés, e uma coroa de doze estrelas sobre a cabeça. Estava grávida e clamava com dores de parto… (Apoc 12, 1-2).
Adivinha-se nesta imagem celeste a Virgem-Mãe, aquela que víamos associada ao sacrifício de Jesus, dando à luz com dor os filhos de Deus, nós. A visão de São João mostra-nos que, desde que foi glorificada no céu – Rainha coroada de estrelas –, Maria continua a ser até o fim dos séculos Mãe de todos os homens, dos que são filhos de Deus e irmãos de Jesus Cristo.
Uma das mais doces verdades da nossa fé é o mistério da Assunção de Nossa Senhora em corpo e alma aos céus. A cheia de graça, a que nunca pecou, não podia ficar sujeita à corrupção da morte, estabelecida por Deus como castigo do pecado. Por isso, a Igreja definiu solenemente – expressando uma verdade que, desde tempos antiqüíssimos, era patrimônio da fé do povo cristão – que “a Imaculada Mãe de Deus, sempre Virgem Maria, completado o curso da sua vida terrestre, foi assunta em corpo e alma à glória do Céu”[Pio XII, Const. Ap. Munificentissimus Deus, de 01.11.1950, in Enchiridion Symbolorum, cit., n. 2333;].
Eis a consoladora verdade: a nossa Mãe Santa Maria, na glória do céu, está agora junto da Trindade Santíssima em corpo e alma. Compreendemos bem o que isto significa? Quer dizer que Maria vive no céu a cuidar de nós, a olhar-nos, a interceder por nós, com o mesmo coração, com os mesmos sentimentos e com os mesmos afetos que tinha na terra. Não é um puro espírito. É uma Mãe humana, glorificada, mas plenamente humana. Agora, junto de Deus, Ela contempla – na luz da glória divina – todos e cada um dos seus filhos, em todos e cada um dos momentos da sua existência, e olha por eles: nas horas de alegria e de dor, nos transes difíceis, nos tempos de solidão, na suas quedas e nos seus reerguimentos… Não há um passo da nossa vida, não há um latejar do nosso coração, que não esteja sendo acompanhado amorosamente pelo Coração humano da nossa Mãe. E não há um passo que não esteja sendo assumido – visto e sentido como algo próprio – por esse Coração.
Contemplando este mistério delicado, Mons. Escrivá aponta-nos uma das suas conseqüências: “Surge assim em nós, de forma espontânea e natural, o desejo de procurarmos a intimidade com a Mãe de Deus, que é também a nossa Mãe; de convivermos com Ela como se convive com uma pessoa viva, já que sobre Ela não triunfou a morte, antes está em corpo e alma junto de Deus Pai, junto de seu Filho, junto do Espírito Santo”[Josemaría Escrivá, É Cristo que passa, cit., pág. 187;]. É nesse clima de intimidade filial que discorre a devoção a Nossa Senhora.*
A DEVOÇÃO A MARIA SANTÍSSIMA
O nosso relacionamento, a nossa intimidade com Maria é essencialmente filial. O vínculo filiação-maternidade “determina sempre – como lembra a Encíclica Redemptoris Mater – uma relação única e irrepetível entre duas pessoas: da mãe com o filho e do filho com a mãe”[Enc. Redemptoris Mater, n. 45;]. E a medula desse vínculo, evidentemente, é o amor.
Por isso, só perguntando-nos pelas características que tornam autêntico esse amor é que descobriremos os traços da verdadeira devoção a Maria Santíssima. Com isso, perceberemos também melhor o que Deus quis que representasse para nós o imenso dom que nos fez, dando-nos Maria como Mãe.
Comecemos pelos aspectos dessa devoção que se nos impõem de maneira mais imediata. Um cristão que vive de fé sabe que Maria o ama e o auxilia com carinho de Mãe. Sabe-a voltada maternalmente para ele. É natural que, dessa certeza, flua espontaneamente uma sincera afeição filial. “Nada convida tanto ao amor – comenta São Tomás – como a consciência de sentir-se amado”[cf. São Tomás de Aquino, Summa contra gentes, IV, XXIII;]. A devoção mariana manifesta-se, por isso, em mil expressões, delicadas e fervorosas, de carinho de filho: no tom afetuoso da oração que dirigimos a Ela, na alegria de visitá-la nos lugares onde se quis fazer especialmente presente, nos muitos pormenores íntimos do coração, que o pudor vedaria externar.
Juntamente com esse afeto filial, e impregnando-o intimamente, brota também espontaneamente um sentimento de profunda confiança. “Nunca se ouviu dizer – reza uma bela oração atribuída a São Bernardo – que algum daqueles que tivesse recorrido à vossa proteção, implorado a vossa assistência, reclamado o vosso socorro, fosse por Vós desamparado”.
Esta certeira confiança dos fiéis exprimiu-se num leque multicolorido de invocações marianas, que traduzem a segura experiência do coração cristão: Mãe de misericórdia, Virgem poderosa, Auxílio dos cristãos, Consoladora dos aflitos, Onipotência suplicante… Era essa a confiança que fazia Dante escrever estes preciosos versos: Donna, se’ tanto grande e tanto vali, / che qual vuol grazia e a te non ricorre, / sua disianza vuol volar sanz’ali; “Senhora, és tão grande e tanto podes, que para quem quer graça e a ti não recorre, o seu desejo quer voar sem asas”[Dante Alighieri, Divina Comédia, Par. XXXIII, 13-15;].
Amor e confiança. Trata-se de sentimentos com fortes raízes no coração. Ora é bem sabido que os afetos do coração possuem muitas vezes uma sutil ambivalência: são sentimentos que a custo se equilibram na difícil passarela onde o amor beira sempre o egoísmo. Não é raro que os muito sentimentais sejam também muito egoístas.
Por isso, se a devoção a Maria não estivesse fundamentada nos alicerces da fé – da doutrina – e da caridade, poderia deslizar imperceptivelmente para os declives do egoísmo. Tal coisa aconteceria no caso de uma devoção meramente sentimental – não animada por desejos de entrega e de amor operante – que, embora cheia de efusões de ternura, não incidisse fortemente na vida para modificá-la. Mais facilmente ainda se daria essa deturpação se a devoção mariana se reduzisse a um simples recurso para alcançar uma “proteção” ou uns “favores” meramente interesseiros.
Esses desvios, contudo, não se darão se o nosso amor filial a Maria entrar, como deve, em sintonia com o seu amor maternal.
Pensemos que o coração da nossa Mãe, “cheia de graça”, é uma fornalha ardente de caridade, de amor a Deus e aos homens. Nele se encontra, em medida quase infinita, a caridade derramada pelo Espírito Santo (cfr. Rom 5, 5).
Isto significa que quem se aproximar dEla com um coração reto e sincero se sentirá necessariamente impelido para o amor a Deus e ao próximo. Este é o segredo divino da devoção a Maria. Foi de fato para nos facilitar a entrega a esse duplo amor – o mandamento que resume todos os outros – que Deus, em sua misericórdia, quis dar-nos Maria como Mãe.
É por isso que a devoção a Maria, bem vivida, é sempre como um sopro – fecundo, cálido e suave – que acende o amor na alma, inflama a generosidade e move a abraçar sem reservas a vontade de Deus.
“Se procurarmos Maria, encontraremos Jesus”, diz Mons. Escrivá, fazendo-se eco da tradição cristã [Josemaría Escrivá, É Cristo que passa, cit., pág. 190;]. No fundo de tudo o que a Virgem Santíssima sugere ao coração dos homens, sempre pulsam as suas palavras em Caná: “Fazei tudo o que Ele vos disser”. A verdadeira devoção é, por isso, radicalmente “cristocêntrica” – conduz a Cristo –, é “teocêntrica”. Nossa Senhora vive e faz viver em função de Jesus. Não pode haver aí nem sombra de “idolatria”.
Ao mesmo tempo, é claro que, se Maria nos leva a Jesus, indefectivelmente nos aproxima também dos nossos irmãos, que são irmãos de seu Filho e filhos dEla. Ela é a Mãe comum que nos faz sentir fraternalmente vinculados em Cristo, membros da família de Deus (cfr. Ef 2, 19), e nos desperta na alma ânsias de doação e de serviço aos outros. O Coração de Maria infunde calor e força ao amor dos irmãos.
Como vemos, se a Virgem Santíssima nos auxilia – e esta é a sua missão maternal –, é única e exclusivamente para nos colocar mais plenamente em face das exigências da nossa vocação cristã. É com este fim que Ela intercede por nós junto de Deus e distribui as graças que o Senhor colocou em suas mãos. Mesmo os favores maternos que Ela nos obtém em pequenas coisas – como em Caná – são incentivos de carinho que nos ajudam a agradecer e a retribuir a Deus as suas bondades. Em qualquer caso, Ela estende a sua mão para nos elevar – suave e fortemente – até à meta da nossa vocação cristã, que é a santidade.
Com razão se pode afirmar, por isso, que o amor de Maria por seus filhos é simultaneamente doce e exigente. “Nossa Senhora, sem deixar de se comportar como Mãe, sabe colocar os seus filhos em face de suas precisas responsabilidades. Aos que dEla se aproximam e contemplam a sua vida, Maria faz sempre o imenso favor de os levar até a Cruz, de os colocar bem diante do exemplo do Filho de Deus. E nesse confronto em que se decide a vida cristã, Maria intercede para que a nossa conduta culmine com uma reconciliação do irmão menor – tu e eu – com o Filho primogênito do Pai”[ Josemaría Escrivá, ib., pág. 195;].
A Jesus “se vai” por Maria, e a Jesus “se volta” por Ela, diz Caminho[ Josemaría Escrivá, Caminho, cit., n. 495;]. Quando, ao rezar a Ave-Maria, nós lhe pedimos “rogai por nós, pecadores”, fazemo-lo com a consciência de que demasiadas vezes nos afastamos de Deus e, como o filho pródigo, precisamos voltar para a casa do Pai.
Maria torna suave, também, e esperançado esse retorno. Não é verdade que, perto da Mãe, nos tornamos a sentir crianças? Despojamo-nos da nossa triste armadura de adultos, forjada pelo orgulho, pela vergonha ou pela decepção. E então o fardo das nossas misérias já não nos esmaga. Com Maria, sentimo-nos crianças reanimadas pela ternura da Mãe, alegres por descobrir que, para um filho pequeno, sempre é possível levantar-se, sempre é possível recomeçar, sempre é hora de esperar. Ela é a porta perpetuamente aberta na Casa do Pai.
A Estrela da manhã, a Estrela do mar, a nossa Mãe, guia-nos por toda a estrada da vida, passo a passo, na bonança e na tormenta, nos avanços e nas quedas, até alcançarmos o repouso definitivo no coração do Pai. Nunca percamos de vista que “foi Deus quem nos deu Maria: não temos o direito de rejeitá-la, antes pelo contrário, devemos recorrer a Ela com amor e com alegria de filhos”[Josemaría Escrivá, É Cristo que passa, cit., pág. 189;].
Há um antigo adágio teológico que diz: De Maria numquam satis, isto é, “nunca diremos o bastante de Maria”. Nestas páginas, tentamos aproximar-nos do esplendor do mistério de Maria. Pudemos captar apenas alguns dos seus fulgores. Mas, para alcançarmos uma luz mais plena, devemos imitar a Santíssima Virgem, procurando como Ela “guardar, meditando-as no coração” (cfr. Lc 2, 51), todas as coisas que Deus nos quis dizer acerca de Maria. Então compreenderemos cada vez melhor por que a Igreja aplica a Nossa Senhora estas palavras do livro dos Provérbios: Aquele que me achar encontrará a Vida e alcançará do Senhor a salvação (Prov 8, 35).

Trecho do livro de F.FausMaria, a Mãe de Jesus

sexta-feira, 10 de maio de 2019

A oração que é capaz de extinguir as dores de Maria

HOLY INNOCENTS,ROSARY,NEW YORK,NYC

Após as revelações de Fátima, essa oração teve um impacto enorme para os católicos

Desde a primeira revelação de Nossa Senhora de Fátima aos três pastorinhos, a Virgem enfatiza a importância de rezar o Santo Rosário. Esta prática é o colossal triunfo mariano a respeito da oração.
Por intermédio do Rosário, é possível salvar as almas condenadas ao Fogo do Inferno, alcançar a paz mundial e receber graças. “Foi ela que prometeu”.
Os pastorinhos o tinham como hábito; “rezavam todos os dias para que fossem concretizadas as Vossas promessas”. Temos de ser gratos à Nossa Senhora de Fátima, por recordar toda a humanidade á respeito da importância de rezar o Rosário.
Após suas revelações, a oração do terço teve um impacto imediato nos católicos, os quais adotaram sempre fazê-lo. Aqueles que não não praticaram, passaram a rezar, o que alegrou a Santíssima Virgem.
Acima de tudo, os pastorinhos rezavam por um motivo em especial: Reparar as dores de Maria e de Jesus e a conversão dos pecadores.
Entre os três, Francisco Marto, aspirava uma imensa vontade de ir ao Paraíso para confortar o Coração de Cristo.
Cinco meses se passaram após a primeira aparição de Fátima. Após isso, se tornou enorme o número de pessoas que praticavam o Santo Rosário, além disso, se preparavam para o milagre em que Ela prometeu operar para que acreditassem em suas revelações.
Antes de fazer fazer o astro “bailar” pelos céus, Fátima fizera uma última revelação ao qual somente Lúcia seria capaz de ver, após Nossa Senhora das Dores se revelar sem as espadas, ela relata:
“…O Divino Redentor também abençoou o povo.”
Lúcia ainda disse:
“Tendo Fátima desaparecido nessa luz que Ela mesma irradiava, avistei Nossa Senhora das Dores, mas sem a espada no peito…”
Para Lúcia, aquele foi o mais claro sinal de que as dores de Maria estarão para acabar, no entanto, a recitação do Santo Rosário é fundamental para isso.
A bênção de Cristo, após o Milagre do Sol, demonstrou ao público que presenciou este momento que o Santo Rosário traria não somente as graças de Nossa Senhoras, mas as de Jesus.
Portugal se tornou uma terra abençoada pois não era somente um única pessoa, ou dúzias que praticavam, mas, praticamente, toda a nação.
Por isso que “Em Portugal se conservará sempre o dogma da Fé”.
Fontes: Fátima, Aurora do Terceiro Milênio, João S. Clá Dias. O Milagre do Sol, John M.Haffert e ADF 

Maria e os dons do Espírito Santo

UPPER ROOM WITH MARY

A Virgem, que já possuía o Espírito Santo, teve os dons estimulados para, junto com os apóstolos, formar a Igreja

Maria, a “Bendita entre todas as mulheres”, foi a primeira pessoa a receber a manifestação do Espírito Santo em plenitude, quando abrigou em seu ventre, o Filho do Altíssimo. Depois, ela e os Apóstolos, reunidos no Cenáculo, receberam a efusão do Espírito Santo. Assim Maria, que já O possuía, teve os dons estimulados para, junto com os Apóstolos, formar a Igreja.
Esse acontecimento foi um derramamento do Espírito Santo que vem sobre nós, sobre a Igreja e a sustenta. O fogo do Espírito Santo incendiou o coração dos Apóstolos fazendo com que eles passassem por uma transformação. Ao sair do Cenáculo, Pedro não era a mesma pessoa que entrou. Assim como João não era mais o mesmo. Eles sentiram aquela força que veio do alto para capacitá-los, para realmente fazer com que eles fossem para o mundo e formassem a Igreja.
Maria é o modelo de quem acolheu plenamente esse dom. Sua vida foi uma resposta ao chamado do Senhor. Docilmente, ela se fez Sua serva deixando que o Todo Poderoso realizasse nela o mistério da encarnação do Verbo Divino.
Outro dom é o da Piedade, que combate em nós o egoísmo que é o segundo obstáculo para a união com Deus. Não podemos ter um coração frio e indiferente, mas terno e devotado no caminho com Deus e com os irmãos. Esse dom produz frutos importantes: faz brotar em nós a consciência da filiação divina.
Maria também foi movida por esse dom. Sua vida e suas atitudes sempre foram de amor filial para com Deus. Esse dom também a fez respeitar as Sagradas Escrituras e guardar tudo em seu coração. 
Já o dom da Ciência traz a verdade como grande virtude. Ele tira o “falso brilho”, ou seja, do apego a coisas, de fascinação. Às vezes ficamos fascinados por coisas, pela tecnologia, por carros, pela casa, pelos bens, pela paixão. Esse dom nos mostra que nem tudo que brilha é ouro e acima de tudo, nos mostra o que é brilho falso e o que é verdadeiro na fé.
Maria teve a fé aperfeiçoada por esse dom. O Canto do Magnificat que ela eleva a Deus mostra a sua compreensão às coisas criadas em relação a Ele, o Criador.
No dom da Fortaleza, o Espírito Santo vem modificar-nos e corrigir nossos ímpetos, ao mesmo tempo em que nos faz resistentes para que consigamos sofrer corajosamente, superando qualquer obstáculo à realização da vontade divina.
Maria teve em plenitude o dom da Fortaleza e o provou aos pés da cruz, quando resistiu à dor e ao sofrimento de ver seu Filho, inocente, ser morto. Ela não fraquejou, manteve-se firme e soube esperar a madrugada da Ressurreição.
Há também o dom do Conselho e é justamente o que oferece o caminho. Quantas vezes gastamos nossas forças para o mal? Por vezes somos capazes de articular, de usar as pessoas para destruir. Usar a força, a inteligência e a sabedoria para o mal. Por isso, a virtude aflorada por esse dom é a prudência.
Maria é chamada de Mãe do Bom Conselho por ser plena desse dom. Ela foi à mulher da prudência, sempre voltada para Deus e não hesitou em oferecer-se totalmente como a serva do Senhor.
O dom do Entendimento também nos diz respeito e nos faz penetrar nas verdades reveladas. Faz-nos compreender quão sábios e misericordiosos são os desígnios de Deus. Maria, pelo dom da Inteligência, compreendeu a sua maternidade como um desígnio divino e mergulhou nas coisas da fé como nenhuma outra criatura humana.
Enfim, o dom da Sabedoria, que não se aprende nos livros, mas é derramado pelo Espírito de Deus, que completa a inteligência. Está ligado à ação e isto quer dizer que devemos buscar e desejar a sabedoria. É o dom que aperfeiçoa a caridade e nos une ao soberano bem.
Maria é a sede da sabedoria. Esse dom a fez compreender e aceitar o plano de Deus em sua vida. Por meio dele, ela soube distinguir, quase que por instinto, as coisas divinas das coisas humanas. O dom da Sabedoria a inflamou do mais puro amor a Deus e ao próximo. 
Por isso, temos Maria como exemplo. Preparemo-nos e deixemo-nos que o fogo do Espírito nos vivifique e aqueça a nossa alma.

O fundador desta faculdade foi protegido por um milagre mariano

Benedictine College

Mais de 150 anos depois, os estudantes continuam dedicados a Nossa Senhora, recebendo uma ajuda verdadeiramente surpreendente da Mãe de Deus

Eu trabalho em uma faculdade que foi construída sobre milagres.
Em breve, os formandos do Benedictine College farão sua colação de grau em frente à estátua de Nossa Senhora de Lourdes.
Eles estarão, portanto, homenageando o ser humano mais importante nos 160 anos de história desta faculdade do Kansas: A Virgem Maria.
Tudo começou com uma tempestade.
O padre pioneiro Henry Lemke escreveu em suas memórias sobre um incidente em 1856, em que ele se perdeu em uma tempestade perto do rio Missouri, onde o campus está localizado hoje. Luterano convertido ao catolicismo, ele sempre permanecera morno em relação a Maria. Mas não nesse dia.
“Pedi a ela que me mostrasse um sinal de que ela realmente era a ‘protetora dos cristãos'”, escreveu o sacerdote.
Assim que fez sua oração, uma luz apareceu no horizonte. Ele correu em direção a ela e descobriu que era uma lanterna pendurada na janela de uma casa de campo, onde encontrou abrigo da tempestade.
A mãe e a filha que moravam lá disseram-lhe que uma “dama vestida de branco” aparecera para a criança durante a noite. Ela despertou a mãe, que pendurou a lanterna.
“A Mãe de Deus operou um milagre”, contou o padre. “Por essa razão, prometi amá-la e honrá-la até que eu desse meu último suspiro.”
Dois anos depois, foi fundado o Benedictine College – o mesmo ano em que a “senhora vestida de branco” apareceu para outra garotinha, St. Bernadette Soubirous, em uma pequena cidade, Lourdes, na França. Os iniciadores do colégio construíram uma gruta no centro do campus para marcar a ligação com Lourdes e misturaram água de Lourdes à fundação. Eles também colocaram pedras de Lourdes em algumas paredes.
A promessa que o padre fez durante a tempestade provou ser profética. A faculdade honra a Santíssima Virgem até hoje.
Quando criança, o atual presidente da faculdade, Stephen D. Minnis, aprendeu a oração do Memorare de uma irmã beneditina. Ele nunca esqueceu disso. Mais tarde, ficou sabendo que Madre Teresa também era fã dessa oração.
“A Madre precisava de US$ 85 mil para comprar um imóvel”, conta Minnis. “Então ela fez com que suas irmãs rezassem 85.000 Memorares. Quando terminaram, um homem veio da rua e entregou um cheque de 85 mil dólares.”
Em 2006, Minnis fez o mesmo com sua primeira campanha de oração, a “Memorare Army” (Exército Memorare). Ele recrutou 26 pessoas para rezar 1.200 Memorares por novos alunos. No outono, 1.229 alunos se matricularam.
Os “Memorare Army” subsequentes tiveram resultados semelhantes, e a comunidade continuou rezando seja por fundos, edificações, estudantes – e proteção contra as tempestades.

O arcebispo, o Memorare e duas tempestades

Em 2010, o arcebispo de Kansas City, Joseph Naumann, escreveu sobre o dia da dedicação da gruta do Benedictine College. Uma tempestade estava prevista para o momento da cerimônia.
“Liguei para o diretor Minnis pouco depois das 15 horas, no dia 8 de setembro, encorajando-o a convocar o “Memorare Army” rezando pelo bom tempo para a dedicação da gruta”, escreveu o arcebispo.
Não parecia promissor. O arcebispo atravessou a tempestade – até atingir os limites da cidade de Atchison. “Para minha surpresa”, disse ele, “o tempo estava perfeito para a bênção da gruta”.
Ele disse que um controlador de tráfego do aeroporto relatou mais tarde o que viu: “O controlador expressou sua surpresa com o sistema de tempestades que atravessou Kansas em um ritmo constante, parando inexplicavelmente às 16h, nos arredores de Atchison, por aproximadamente 5 horas.”
“Nossa Senhora leva nossas orações a sério”, afirma Minnis.
O “Memorare Army” é apenas parte da história dos milagres de Maria no Benedictine College. Minnis relaciona muitos casos de intercessão mariana na faculdade, grandes e pequenos.
“Maria sempre leva até seu Filho, e não queremos mais nada para nossos alunos do que prosperar em sua fé em Jesus Cristo”, diz Minnis.
Neste outono, a faculdade renovou sua consagração à Santíssima Virgem Maria.
Para comemorar a ocasião, 1.000 professores, funcionários, alunos e amigos formaram um rosário vivo em torno do campus. Depois de rezar juntos o Terço, os alunos colocaram centenas de medalhas milagrosas abençoadas em buracos pré-perfurados nas calçadas.
Depois, os buracos foram preenchidos com cimento e carimbados com símbolos para marcar o rosário gigante, que pode ser rezado caminhando.
Isso significa que quando os formandos subirem para a colação de grau perante a imagem de Nossa Senhora de Lourdes, estarão literalmente andando em solo sagrado. E também honrando sua fiel protetora.

DEVOÇÃO A NOSSA SENHORA


POR QUE A DEVOÇÃO A NOSSA SENHORA?
A voz de Cristo moribundo
Faltavam apenas alguns minutos para que Cristo, no alto da Cruz, entregasse a sua alma ao Pai. Seu olhar inclinou-se para baixo e buscou primeiro os olhos de sua Mãe; depois, desviou-se para João, o discípulo amado. Os seus lábios esforçaram-se então por articular umas poucas palavras. Estava exausto, agonizante, mas queria falar. A sua voz enfraquecida esforçava-se por dizer exatamente o que Ele, o Filho de Deus, queria dizer naquele momento em que se consumava a Redenção dos homens.
Vendo Jesus a sua Mãe e junto dela o discípulo que ele amava, disse à sua Mãe: Mulher, eis aí o teu filho. Depois disse ao discípulo: Eis aí a tua Mãe. E, desta hora em diante, o discípulo a levou para sua casa (Jo 19, 26-27).
É da maior importância perceber o que Cristo, nessa hora, realmente quis afirmar. O seu pensamento humano tinha toda a lucidez do pensamento divino; e, por sua vez, essas derradeiras palavras, à beira da morte, expressavam uma mensagem precisa, que devia ficar gravada sem equívocos, pois estava manifestando a sua “última vontade”. Qual foi, portanto, o sentido dessa dupla afirmação: “Eis a tua Mãe” e “eis o teu filho”?
O que Jesus “não” disse
Para compreendê-lo com exatidão, é conveniente que pensemos primeiro naquilo que Jesus não disse. Poderia, por exemplo, ter pedido a João: “Cuida da minha Mãe, toma conta dela”. Mas não o disse, e seria pouco explicável que pensasse nisso – no cuidado material da Mãe –, tendo em conta que Maria, conforme sabemos pelo Evangelho, tinha perto dela parentes próximos, que eventualmente a podiam atender, e nos consta que em parte já o estavam fazendo (cf. Mc 3, 31).
Também não teria sido lógico que, com as palavras “Eis aí o teu filho”, quisesse colocar o discípulo sob o amparo de uma nova mãe adotiva, Maria. No entanto, é bem conhecido, pelo Evangelho, que o discípulo amado tinha a mãe viva, Salomé, que ela era uma das santas mulheres que seguiam fielmente Jesus (cf. Mc 15, 40-41), e que, além disso, zelava maternalmente, até exageradamente, pelos seus filhos Tiago e João, ao ponto de ter pedido a Cristo que lhes concedesse os primeiros lugares no seu Reino (cf. Mt 20, 20 e ss).
Fica excluído, por isso, que na sua última hora Jesus tenha pretendido resolver problemas relativos ao futuro da Mãe ou do discípulo. Resta então uma só hipótese, a que se depreende literalmente das palavras de Jesus, tal como João – que escreve no Evangelho as suas recordações vividas – as compreendeu.
João era, na agonia de Jesus, o único discípulo que se encontrava ao pé da Cruz. E é precisamente com essa palavra – “discípulo” – que se designa a si mesmo. Entende que a sua condição de discípulo de Jesus vale mais do que o seu nome e a sua ascendência. Naquele momento ele era acima de tudo “o discípulo”, aquele que encarnava e, por assim dizer, representava todos os discípulos, mais ainda, todos os homens resgatados na Cruz pelo divino Mestre e chamados a serem seus discípulos.
O que Jesus quis dizer
Sendo assim, a intenção de Cristo torna-se transparente. Está proclamando uma nova e sobrenatural maternidade – atribuída por Deus a Maria – sobre todos os chamados a ser discípulos do Redentor. É a clara expressão da vontade de Deus, que confere a Maria – dentro dos planos da Salvação – uma maternidade de ordem espiritual sobre todos os homens e, especialmente, sobre aqueles que, por serem “discípulos”, têm em Jesus, o Filho de Maria, o Primogênito entre muitos irmãos (Rm 8, 29).
Toda a vinculação da alma cristã com Maria passa a ser, assim, uma relação filial: «Eis a tua Mãe». Ora, a filiação – como a maternidade – é um vínculo real e também, inseparavelmente, um sentimento; e o sentimento, mais do que a razão, atinge o coração, aquelas fibras secretas e íntimas da afetividade que a razão só muito a custo consegue penetrar.
Tendo a devoção a Maria – o amor filial a Maria – raízes fundas e próprias no coração dos cristãos, é natural que extravase com frequência naqueles modos e «razões do coração» que – como dizia Pascal – «a razão não conhece». E é também explicável que esse amor filial, ao desabrochar ao ritmo pouco esquematizado do afeto, se expresse em transbordamentos cordiais e detalhes espontâneos, que façam estremecer os moldes mentais um tanto geométricos do pensamento racionalista. Seria muito difícil chegar a ter autêntico acesso a uma mãe pelo caminho do raciocínio filosófico ou da lógica fria.
Sem dúvida é por isso – melhor dizendo, por não ter compreendido isso – que alguns se escandalizam com o que julgam “exageros” católicos da devoção a Maria. Quem é que não conta no seu histórico com a lembrança de uma conversa – talvez de uma discussão – com um amigo protestante de boa fé, que recriminava à Igreja Católica os “absurdos” da devoção a Maria? – “Vocês, os católicos, fazem da devoção a Nossa Senhora uma idolatria; será que não percebem que esse culto a Maria chega a ser uma verdadeira superstição? Até parece que colocam Maria num plano de igualdade ou mesmo acima de Cristo, esquecendo-se de que só Ele é o Salvador, o único Mediador entre Deus e os homens…”
Vez por outra, todos já tentamos esclarecer invectivas deste tipo. Na realidade, a única coisa que essas censuras pretendem afirmar é que a Igreja Católica, com a devoção a Maria – santuários, rezas, velas, procissões, imagens em todas as igrejas, nos lares, etc. – se teria afastado da pureza do Evangelho, introduzindo no cristianismo uma excrescência espúria, ou no mínimo um exagero supersticioso, que toldaria, se não desvirtuaria, a autenticidade evangélica da fé cristã.
É possível que, ao surgirem essas questões, nos tenhamos esforçado por aduzir as nossas razões em favor da devoção a Maria. Se eram apenas razões pessoais, mal fundamentadas, pouco peso podiam ter. Na realidade, o que afinal importa não é o que nós, católicos ou protestantes, possamos pensar ou dizer particularmente a respeito da Mãe de Jesus. O que é absolutamente decisivo é o que Deus pensa e diz de Maria. Estas meditações que agora começamos  pretendem ser, sobretudo, uma escuta atenta e serena precisamente disso: Que nos diz Deus sobre Maria? O que é que Ele afirma sobre o papel de Maria na salvação dos homens?
Uma vez colocado assim o problema, é natural que se levante uma pergunta: Como é que nós podemos sabê-lo? Se Deus não tivesse falado, certamente não o poderíamos. Acontece, porém, que Deus falou. Se há um ponto de absoluta coincidência entre todos os cristãos, católicos ou não, é que a Bíblia contém a palavra de Deus, e que essa palavra se tornou plena na Palavra – no Verbo – que se fez carne, isto é, em Jesus Cristo e no seu Evangelho. É nele, portanto, que deve ser buscada e achada a resposta, antes de mais nada. Ë o que procuraremos fazer nas próximas meditações.

Adaptação de um trecho do livro de F.Faus Maria, Mãe de Jesus (Quadrante 1987)

sexta-feira, 3 de maio de 2019

8 Dicas para viver o mês de Maria

Virgem Maria com Jesus / Flickr Lawrence OP (DC-BY-NC-ND-2.0)

REDAÇÃO CENTRAL, 02 Mai. 19 / 05:00 am (ACI).- “Grande coisa é o que agrada a Nosso Senhor qualquer serviço que se faça à sua Mãe”, dizia Santa Teresa de Jesus. Por isso, em maio, mês de Maria, selecionamos algumas dicas que poderão te ajudar a viver mais intensamente estes dias marianos.
1. Ambientar um lugar
O primeiro é ambientar a casa, o escritório ou o lugar onde esteja. Há lares ou locais de trabalho católicos que costumam montar um altar, em um lugar especial, com uma imagem ou quadro da Virgem, adornado de flores e tecidos.
No escritório, é possível colocar uma imagem de Nossa Senhora ao lado do teclado ou como fundo de tela do computador e também do celular.
2. Leitura sobre a Virgem
Para se aprofundar mais nas maravilhas que Deus realizou e segue realizando na Virgem, é recomendável ler algumas passagens bíblicas como a Anunciação, o Nascimento de Jesus, a apresentação do menino no templo e Maria aos pés da cruz.
Por outro lado, um fato que também contém muitas mensagens para o mundo e vem dos lábios da própria Mãe de Deus é a aparição da Virgem de Fátima aos três pastorinhos, cuja festa é celebrado no próximo 13 de maio, quando será comemorado o centenário das aparições.
3. Rezar o Rosário
Como se sabe, a oração do Santo Rosário é uma das prediletas da Igreja que a própria Santíssima Virgem ensinou São Domingos de Gusmão a rezar.
Dentro das promessas da Rainha do Rosário tiradas dos escritos do Beato Alano della Rupe estão: prometo minha especialíssima proteção e grandes benefícios aos que devotamente rezem meu Rosário; a alma que se encomende a mim pelo Rosário não perecerá.
4. Participar de procissões
Um costume que ainda se vive em alguns povos é a oração da aurora, na qual um grupo de fiéis sai em procissão pelas ruas nas primeiras horas com uma imagem da Virgem e invocando o auxílio de Maria com o Rosário, orações marianas e cantos.
5. Receber os sacramentos
Do mesmo modo, não pode haver verdadeira devoção à Virgem se não participar dos sacramentos, especialmente da Reconciliação e da Eucaristia, onde Jesus espera seus irmãos com os braços abertos.
6. Realizar obras de Misericórdia
Convencidos do amor de Maria pela humanidade e fortalecidos com as graças sacramentais de nosso Senhor Jesus Cristo, é tempo de sair em ação ajudando, por exemplo, alguma mãe grávida em necessidade ou visitando o asilo de idosos, nos quais sempre há alguma mulher mais velha que se sente sozinha e incompreendida.
7. Realizar apostolado
É importante transmitir esta fé às futuras gerações. Faz muito bem às crianças, adolescentes e jovens falar com eles sobre como a Virgem os ama muito e ensiná-los a rezar à Mãe de Deus.
8. Dar de presente objetos abençoados
Também se recomenda dar de presente uma Medalha Milagrosa ou o Escapulário da Virgem do Carmo, abençoados por algum sacerdote, para que sempre que virem a imagem, lembrem-se da proximidade da Mãe de Deus e do muito que os estimava quem a deu de presente.

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Rezando com o auxílio da Virgem Maria

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