sexta-feira, 20 de dezembro de 2019

Que lugar a Virgem Maria ocupa na sua vida?

VIRGIN MARY

O lugar da Virgem Maria em sua vida não é antes de tudo o lugar onde você a deixa, mas o lugar que Deus lhe dá. Antes de você pensar nisso, Ele fez de você Seu filho, fazendo de você o filho de Maria. Ele disse-lhe: “Mulher, vê o teu filho”, antes de te dizer: “Olha a tua Mãe”

Deus nos dá a Virgem Maria como Ele a escolheu para Ele. Ele nos confia a ela como Ele se entrega a ela. Deus dá a Maria, em nossas vidas, o lugar que Ele lhe dá em Sua vida. Quem nos vai revelar este lugar? Nem nossa imaginação nem nosso sentimento, mas nossa fé na Palavra “concebida do Espírito Santo e nascida da Virgem Maria”.
Todos somos filhos de Maria para sempre.
Mais que qualquer outro, Maria tirou de seu Filho a vida que tem por missão a difundir. Ela também nasceu da Redenção. Concebida imaculada pela virtude da Cruz, aqui está ela, no fim da sua vida terrena, introduzida corpo e alma na morada do Rei, na parte mais íntima do nosso ser.
Será possível que esteja muito longe quando Deus habita em nós? Recludida em Deus e oferecida aos homens, Maria está bem perto de nós na glória da sua Assunção. No mais íntimo de nós mesmos, ela é para sempre aquela em quem o Espírito de Deus molda todo o Corpo, a Igreja que nos tornamos constantemente.
Não façamos de Maria uma pequena devoção entre outras. Está além das devoções, mesmo daquelas que nos parecem as melhores. As devoções passam, a maternidade da Virgem Maria não passa. Com Deus, somos seus filhos para sempre. A recebamo-la na fé, como São João a recebeu do próprio Jesus na Cruz.
Convidemos Maria em nossa casa, não só em nossa sensibilidade ou espiritualidade, mas em nosso Credo: com toda a Igreja, confessemos Cristo “concebido do Espírito Santo e nascido da Virgem Maria”.
Amor materno sem limites e sem julgar. 
Alguns dias, Maria não nos parecerá escondida, mas velada… É o sinal mais seguro de que ela está ali, silenciosa mas atenta como uma mãe ao seu filho. Seremos capazes de descobrir isso mesmo nas profundezas desta desolação que por vezes nos assola? Quanto mais a aflição nos esmaga, mais ela se mostra mãe.
Quando a noite está escura, a sua presença brilha mais. Virgem do Sábado Santo, ela não precisa de nossas palavras para nos entender. Um simples olhar é suficiente para ela, um simples movimento do nosso coração. À luz de Deus, ela é capaz de detectar e encorajar em nós até mesmo o menor movimento de conversão. O menor gesto, o menor pensamento pode se tornar, graças a ela, o nascimento de Cristo. Nenhuma tragédia, nenhuma crise põe a sua maternidade em cheque…
Pelo contrário, parece que, através dela, Deus permitiu que todo o caos se tornasse gestação. Nas profundezas do nosso sofrimento, nunca estivemos tão perto dela. Está tudo a desmoronar-se à nossa volta? Agora é a hora de confiar em Deus.
É nela que O encontraremos, porque é dela que Ele toma a Sua fraqueza para repartir a nossa fraqueza em todas as coisas, exceto no pecado. Maria é a mãe da Misericórdia. Diante do nosso pecado, o coração da sua mãe não se escandaliza, mas se deixa dilacerar por um extra de vida.
Confiemos a Maria todas as nossas preocupações
Ao pé da Cruz, ela fica de pé. A compaixão que abre o seu coração revela as profundezas do nosso coração para arrancar todas as sementes da morte. A espada que a fere liberta as correntes de vida que o seu Filho derramou por toda a humanidade. Mãe de todos os que vivem pelo poder do Espírito Santo.
Rezemos a ela incessantemente, sem procurar palavras bonitas. Rezemos a ela como crianças que falam às suas mães, sem querer fazer frases bonitas, mas simplesmente revelando nossos corações a ela. Oremos a ela com ousadia e confiança, seguros de serem ouvidos, compreendidos e até adivinhados.
Dizemos-lhe muitas vezes que a amamos. Nunca tenhamos medo de a incomodar com os nossos pedidos, até para as coisas mais pequenas, porque muitas vezes são somente pequenas na aparência.
Oferecidas a Maria, elas se tornam obra do Espírito. Maria põe a sua alegria em nos realizar para além dos nossos desejos. Nada do que nos afecta a deixa indiferente. Nenhum detalhe das nossas vidas, por pequeno que seja, lhe escapa. Ela vê consequências que provavelmente ainda não sabemos.
Quando a Virgem Maria exerce o seu poder de intercessão
Falta o vinho da fé? Já não temos esperança? Não sabemos como amar? A Virgem Maria aproveita todas as ocasiões para aperfeiçoar a nossa docilidade ao Espírito do seu Filho: “Fazei o que Ele vos disser” (Jo 2, 5). Tudo é bom para ele transformar a nossa escassez em abundância. Assim, pouco a pouco, sem que nos apercebamos, cada batida do nosso coração louva a Deus ao ritmo do seu Magnificat. O que quer que façamos, onde quer que estejamos, a sua companhia nos entrega a Deus.
Ofereçamo-nos inteiramente à clareza de Maria, para que a luz de Cristo brilhe em nós. Confiemos-lhe todas as nossas preocupações e projetos. Vamos pedir que ela faça o que quiser com isto. Coloquemo-nos nas mãos dela para que ela possa cuidar de nós, dos seus filhos.
Monsenhor Louis Sankale

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10 frases que uma mulher deve se lembrar todas as manhãs ao se olhar no espelho

WATER

Essas palavras irão melhorar sua autoestima e ajudá-la a ter uma nova perspectiva perante os desafios do dia a dia

Algumas manhãs podem ser mais difíceis que outras. Seja por fatos que ocorreram no dia anterior, um sonho ruim que despertou más lembranças ou por se tratar de uma data que traz tristes recordações.
Em dias assim é necessário um esforço além do comum para realizar coisas simples como levantar da cama, se vestir e sair de casa. Você se sente fraca e triste por imaginar que há um longo dia pela frente e que, provavelmente, nas próximas horas nada e ninguém será capaz de lhe deixar feliz.
Mas, antes que outros sentimentos ruins invadam sua cabeça e sua alma, pare por alguns minutos, respire fundo e reze a sua oração favorita. Faça a sua prece com fé e com a intenção de que você terá um bom dia pela frente.
E não deixe também de fazer uma autorreflexão avaliando todas as coisas boas que você carrega em seu coração. Crie mentalmente uma lista com todas as características valiosas a seu respeito que você se lembrar – essa lista certamente ficará muito extensa!
E, se mesmo assim, você ainda não estiver se sentindo bem, repita as 10 frases abaixo. Elas servem como um lembrete, para que você nunca se esqueça de suas melhores qualidades e virtudes, e o ideal é que elas sempre façam parte de sua rotina matinal.
  1. Nunca se esqueça que…
 “Você não é o que os outros pensam. Você é o que Deus sabe que você é.” (Shannon L. Alder, escritora norte-americana)
  1. Deus te conhece e apoia, então…
“Seja fiel ao que existe dentro de ti.” (André Gide, escritor francês)
  1. E Ele também te ama muito!
“Cada um de nós é o resultado de um pensamento de Deus. Cada um de nós é querido. Cada um de nós é amado. Cada um de nós é necessário.” (Papa Bento XVI)
  1. Foi Ele que lhe deu o dom da vida, portanto…
“Atreva-se a amar a si mesmo como se você fosse um arco-íris com ouro em ambas as extremidades.” (Aberjhani, poeta norte-americano)
  1. Porque o amor é o mais poderoso sentimento
“O amor é uma cura milagrosa. Amar a nós mesmos faz milagres em nossas vidas.” (Louise L. Hay, escritora norte-americana)
  1. E Deus só lhe pede uma coisa…
“As pessoas são feitas para a felicidade. Então, com razão, você tem sede de felicidade. Cristo tem a resposta para esse seu desejo. Mas Ele te pede que confies nele.” (Papa João Paulo II)
  1. Confie nele porque Ele confia muito em você
“Cada vez que enfrentamos nosso medo, ganhamos força, coragem e confiança no fazer.” (Theodore Roosevelt, autor e ex-presidente dos EUA)
  1. E é também seu maior companheiro
“O meu melhor amigo é aquele que faz sobressair o melhor de mim.” (Henry Ford, empresário norte-americano)
  1. Principalmente em momentos difíceis
“Não perca uma única oportunidade de fazer um pequeno sacrifício, aqui por um olhar sorridente, ali por uma palavra amável; sempre fazendo da maneira correta e fazendo tudo por amor.” (Santa Teresinha do Menino Jesus)
  1. Pois nessas horas, você deve usar um precioso dom…
“Continue a ser paciente, tudo será para o seu bem.” (Padre Pio) 

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5 maneiras de viver bem com pouco dinheiro

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Veja como algumas grandes famílias católicas vivem uma vida plena mesmo com um orçamento apertado

Ter 3 filhos ou mais significa automaticamente que você vai lutar financeiramente. Basta olhar para a família Fatzinger, que foi citada no The Washington Post por seu impressionante estilo de vida.
Os Fatzinger estão conseguindo a façanha de mandar todos os 13 filhos para a faculdade e ainda viver livre de dívidas. E, além disso, Rob (programador de software) e Sam (mãe que trabalha em período integral em casa), planejam se aposentar cedo, aos 62 anos, tendo para isso autonomia financeira. Isso é impressionante!
As circunstâncias de cada família são diferentes. Mas o fato é que as famílias grandes, não importa quantos negócios tenham, lutam para sobreviver. Diante disso, os Fatzingers ofereceram alguns conselhos e ideias criativas que podem ajudar-nos a viver bem mesmo com um orçamento. (É claro que essas sugestões devem ser tomadas como inspiração e não como regra: toda família tem necessidades específicas e dizer que há uma solução geral para todos seria simplificar demais.)
Aqui estão cinco dicas surpreendentes e factíveis para uma família viver bem com pouco dinheiro.

Coloque os filhos para trabalhar

Sam disse ao The Washington Post que todos os seus filhos começaram a trabalhar assim que atingiram a idade suficiente. Sua filha Barbara, de 20 anos, que estuda na Universidade de Maryland, em Baltimore, começou a ser babysitter aos 11 anos. Mais tarde, ela trabalhou em uma sorveteria. Ela usou suas próprias economias para comprar um carro usado aos 15 anos, antes mesmo de ter idade suficiente para tirar a carteira de habilitação (16 anos nos EUA).

Freecycle

Os Fatzingers não apenas compram coisas de segunda mão; eles obtêm coisas de graça. Eles fazem uso do “freecycle”. O Freecycle Network é um site de comunidades nos EUA. Qualquer pessoa pode listar praticamente qualquer coisa no site, desde que seja gratuita, disponibilizando-a para outras pessoas que possam querer (sabendo garimpar, acha-se muita coisa boa).

Faculdade local

A educação universitária é cara, mas ainda pode ser atingida. O plano dos Fatzinger envolve começar na faculdade local da comunidade e formar os filhos sem dívidas. Isso significa candidatar-se a bolsas de estudo, trabalhar na faculdade, morar em casa e contar com a economia de empregos da adolescência e durante o ensino médio. Cada criança também tem a sorte de receber uma cota única de presente de um avô para a faculdade (infelizmente, nem toda família tem esse recurso).

Pense em “rico” como um sentimento, não como um nível de renda

A filosofia de Rob é: “Gaste dinheiro com o que te faz realmente feliz e com o que você gosta. Nós não nos sentimos desprovidos de recursos nem pobres. Nós apenas escolhemos cuidadosamente.”

Confie no amigos da igreja e da família

Esse ponto é muito importante. Independentemente da engenhosidade de Rob e Sam, eles não podiam criar uma família numerosa sozinhos. Eles planejam muito bem, mas não vivem em uma ilha deserta. Os Fatzingers aceitam ajuda dos amigos, vizinhos e da comunidade da igreja. Não é raro coisas “aparecerem” em sua porta. Certa vez, um amigo da igreja chegou a dar-lhes um carro usado. Não é incomum que eles também recebam vales-presente. Não é que eles saiam pedindo coisas, muito pelo contrário, a comunidade tem alegria em ajudar uma família numerosa. E eles aceitam com humildade.

Algumas outras dicas úteis

Sempre opte por produtos de alta qualidade. Considere-os um investimento que seus filhos podem usar por anos. Quando eles deixarem de usar, a chance é grande de que seja aproveitado por algum irmão.
Compre um freezer grande e armazene-o com alimentos comprados e preparados a granel. Você deve ter uma maneira eficiente de armazenar as coisas que comprar em promoções.
Faça uma horta para ter frutas, vegetais e temperos frescos. Congele os produtos que sobrarem das colheitas para evitar desperdício.
Pesquise lojas e sites de segunda mão para itens secundários, que não necessariamente precisem ser de alta qualidade. Fique de olho nas promoções e nos bônus de compras.
Use a biblioteca local. Registre-se na biblioteca pública local e aproveite livros, CDs, DVDs, softwares, aulas de tecnologia e outros recursos gratuitos disponíveis na sua comunidade local.
Seja criativo e habilidoso com itens caseiros, como fantasias de carnaval, Halloween e outras festas, e reutilize-os de um ano para outro (ou pelo menos de irmão para irmão).
Guarde materiais recicláveis, como caixas de ovos e rolos de papel higiênico, para atividades de artes e artesanato em casa para diversão a baixo custo.
Tire proveito de atividades culturais gratuitas em museus, universidades e parques locais. Muitas instituições oferecem eventos públicos gratuitos e descontos para famílias.
Caminhe e use o transporte público sempre que puder. É um bom exercício e ótimo para o planeta.
Faça trocas de roupas com outras mães da vizinhança. Meninas adolescentes podem amar especialmente essa ideia.
Faça trocas de casa para férias em família. Você pode trocar com amigos que moram em outros lugares ou procurar por serviços assim na comunidade ou em sites confiáveis.
Quando usar o drive-through, peça refeições para seus filhos, mas não para você mesmo. Muitas vezes, as porções são grandes demais para as crianças comerem sem uma pequena ajuda.

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Uma breve oração para cobrir sua casa com o amor e a proteção de Maria

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Depois de pedir as bênçãos de Deus, receba a presença amorosa de Maria no seu lar

Muitos de nós estamos acostumados com a bênção tradicional da casa, em que um sacerdote invoca o poder de Deus para proteger o lar de uma pessoa contra o mal. Mas há também uma oração para invocar a proteção amorosa da Virgem Maria.
A Santíssima Mãe olha com ternura por todos aqueles que invocam seu nome – e nos ama mais do que nossa mãe terrena. Ela ouve atentamente todas as nossas necessidades e está pronta para nos envolver com seu puro amor. Conforme o Evangelho de Mateus, Maria compartilha o mesmo amor que Deus tem por nós: 
“Quantas vezes eu quis reunir teus fi­lhos, como a galinha reúne seus pinti­nhos debaixo de suas asas…” (Mateus 23,37).
Abaixo, uma breve oração para pedir que Maria derrame bênçãos especiais sobre sua casa e sua família. Reze com fé: 
Ó Maria, abençoe esta casa, onde seu nome é sempre abençoado. Louvado seja sempre seu nome, Maria Imaculada, a mãe toda virgem, abençoada entre as mulheres, a Mãe de nosso Senhor Jesus Cristo, a Rainha do Paraíso. Cubra esta casa com o manto da sua proteção, Mãe da misericórdia! Amém.

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sábado, 7 de dezembro de 2019

10 passos para rezar contemplativamente um texto bíblico


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Diferentes espiritualidades mantêm a tradição da leitura orante da Bíblia, entre elas a Espiritualidade Inaciana

Desde os tempo antigos, os cristãos que buscam conhecer melhor a Palavra de Deus praticam a leitura orante da Bíblia, chamada Lectio Divina. Ao contrário do que muitas pessoas acham e fazem, de que para saber sobre a Bíblia basta ler corriqueiramente seus textos, os praticantes da leitura orante buscam não apenas ler, mas também meditar e contemplar cada passagem.
O resultado dessa prática é um entendimento maior, não apenas do significado do texto, mas do que Deus diz por meio dele e que se aplica em nossa própria vida. Não se trata apenas da leitura, mas da escuta.
Hoje, diferentes espiritualidades mantêm a tradição da leitura orante da Bíblia, entre elas a Espiritualidade Inaciana. Os Exercícios Espirituais de Santo Inácio de Loyola são fundamentados na Palavra de Deus e o método inaciano propõe a leitura de um texto bíblico sempre que formos rezar. E não precisa ser um texto longo. Algumas vezes basta um pequeno versículo ou palavra, pois Santo Inácio nos lembra: “Não é o muito saber que sacia e satisfaz a alma, mas o sentir e saborear as coisas internamente” [EE 2].
Para quem tem dificuldade em praticar a leitura orante da Bíblia, o Centro Loyola de Fé e Cultura PUC-Rio elaborou um pequeno passo a passo. Confira:

1. Escolha o texto bíblico a ser rezado. Pode ser o Evangelho do Dia, por exemplo;
2. Escolha o tempo e o lugar;
3. Respire por três vezes ou mais até você conseguir aquietar o coração e a mente;
4. Peça a graça que deseja alcançar;
5. Leia o texto uma ou duas vezes para memorizar;
6. Com os olhos da imaginação, transporte-se para a cena bíblica, veja quem são os personagens, seus sentimentos. Encarne-os;
7. Escute o que eles dizem, a voz deles, a entonação;
8. Considere o que eles fazem. A dor do personagem é a sua dor;
9. Saboreie a parte que mais o tocou. Aqui, Deus quer te falar;
10. Agradeça a Deus por esse encontro, no qual você teve a oportunidade de conhecê-lo mais intimamente.

Fonte: jesuitasbrasil.com

domingo, 1 de dezembro de 2019

Oração a Nossa Senhora da Medalha Milagrosa

OUR LADY OF THE MIRACULOUS MEDAL

Também chamada, devocionalmente, de Nossa Senhora das Graças

Por ocasião do dia de Nossa Senhora das Graças, a Virgem da Medalha Milagrosa, compartilhamos a seguinte oração especialmente dedicada a essa bela devoção mariana:
Ó Imaculada Virgem Mãe de Deus e nossa Mãe, ao contemplar-vos de braços abertos derramando graças sobre os que vo-las pedem, cheios de confiança na vossa poderosa intercessão, inúmeras vezes manifestada pela Medalha Milagrosa, embora reconhecendo a nossa indignidade por causa de nossas inúmeras culpas, acercamo-nos de vossos pés para vos expôr, durante esta oração, as nossas mais prementes necessidades:
(momento de silêncio e de pedir a graça desejada).
Concedei, pois, ó Virgem da Medalha Milagrosa, este favor que confiantes vos solicitamos, para maior Glória de Deus, engrandecimento do vosso nome e o bem de nossas almas. E para melhor servirmos ao vosso Divino Filho, inspirai-nos profundo ódio ao pecado e dai-nos coragem de nos afirmar sempre como verdadeiros cristãos. Amém.
Rezar 3 Ave-Marias.
Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós.
https://pt.aleteia.org/2019/11/27/oracao-a-nossa-senhora-da-medalha-milagrosa/?utm_campaign=NL_pt&utm_source=weekly_newsletter&utm_medium=mail&utm_content=NL_pt 

Imaculada Conceição: o primeiro “episódio” da vida de Maria

IMMACULATE CONCEPTION

“Deus a preservaria do pecado original e de todos os pecados pessoais, e encheria de graça, para fazer d’Ela a digna mãe do Verbo encarnado”

Em 2010, o site do Opus Dei em português lançou uma série de textos sobre a Vida da Virgem Maria, enriquecidos com comentários do Magistério e dos Padres da Igreja, de santos e de poetas. O primeiro deles é sobre a Imaculada Conceição, ou seja, sobre o dogma segundo o qual Nossa Senhora foi concebida sem a mancha do pecado original, por especialíssima predileção de Deus, em previsão dos méritos de Cristo, Redentor universal do gênero humano. O autor dos textos é José Antonio Loarte.

Vida de Maria (1): a Imaculada Conceição

A história do homem sobre a terra é a história da misericórdia de Deus. Desde a eternidade, antes da criação do mundo, escolheu-nos para que fossemos santos e sem mancha em sua presença, pelo amor (Ef 1, 4).
Entretanto, por instigação do demônio, Adão e Eva se rebelaram contra o plano divino: sereis como Deus, conhecedores do bem e do mal (Gn 3,5), tinha-lhes sussurrado o príncipe da mentira. E lhe deram ouvidos. Não quiseram dar crédito ao amor de Deus. Trataram de conseguir, por suas próprias forças, a felicidade a que haviam sido chamados.
Mas Deus não voltou atrás. Desde a eternidade, em sua Sabedoria e em seu Amor infinitos, prevendo o mau uso da liberdade por parte dos homens, havia decidido fazer-se um de nós, mediante a Encarnação do Verbo, segunda Pessoa da Santíssima Trindade.
Por isso, dirigindo-se a Satanás, que, sob a figura da serpente havia tentado Adão e Eva, o condenou: Porei inimizade entre ti e a mulher, entre tua descendência e a dela (Gn 3, 15). É o primeiro anúncio da Redenção, no qual já se entrevê a figura de uma Mulher, descendente de Eva, que será a Mãe do Redentor e, com Ele e sob Ele, esmagará a cabeça da serpente infernal. Uma luz de esperança se acende para o gênero humano, desde o próprio instante em que pecamos.
Começavam assim a cumprir-se as palavras inspiradas – escritas muitos séculos antes do nascimento da Virgem – que a liturgia põe nos lábios de Maria de Nazaré: O Senhor me possuiu no principio de seus caminhos, antes que fizesse coisa alguma… Desde a eternidade fui formada, desde o começo, antes da terra. Quando não existiam os oceanos, fui dada à luz, quando não havia fontes repletas de água. Antes que se assentassem os montes, antes das colinas, fui dada à luz. Ainda não havia feito a terra nem os campos, nem o primeiro pó do mundo (Pr 8, 22-26).
A Redenção do mundo estava em marcha desde o primeiro momento. A seguir, pouco a pouco, inspirados pelo Espírito Santo, os profetas foram descobrindo os traços dessa filha de Adão à que Deus – em previsão dos méritos de Cristo, Redentor universal do gênero humano – preservaria do pecado original e de todos os pecados pessoais, e encheria de graça, para fazer d’Ela a digna mãe do Verbo encarnado.
Ela é a virgem que conceberá e dará à luz um Filho, que se chamará Emanuel (Is 7, 14); está prefigurada em Judite, a heroína do povo hebreu, que alcançou vitória contra um inimigo poderoso, até o ponto em que a Ela, mais que a ninguém, se dirigem aqueles louvores: Tu és a exaltação de Jerusalém, a grande glória de Israel, a grande honra de nossa gente… Bendita sejas tu da parte do Senhor onipotente para sempre (Jt 15, 9-10).
Extasiados ante a beleza de Maria, os cristãos lhe têm dirigido sempre toda classe de louvores, que a Igreja recolhe na liturgia: horto cerrado, lírio entre espinhos, fonte selada, porta do céu, torre vitoriosa contra o dragão infernal, paraíso de delícias plantado por Deus, estrela guia dos náufragos, Mãe puríssima…
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J.A. Loarte, em Opus Dei

domingo, 13 de outubro de 2019

A INTERCESSÃO DE MARIA

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Um coração que “vê”
São João conta, no seu Evangelho, que Jesus foi convidado, juntamente com sua Mãe, a uma festa de bodas em Caná. Era recente ainda a vocação dos Apóstolos, mas já acompanhavam o Mestre e, conforme o costume da época, foram convidados também para o casamento (cf. Jo 2, 1-11).
A cena é conhecida. Num dado momento da ruidosa festa campesina, fica faltando vinho. Ninguém o percebe. Ninguém, a não ser Maria. Com delicada intuição, pressente que a alegria dos esposos pode ficar toldada por uma imprevidência. Maria faz “seu” o problema, assume-o com sensibilidade materna, com um interesse impregnado de coração. E não hesita em falar confiadamente a Jesus: Eles não têm vinho.
As suas palavras não são um simples comentário preocupado, mas encerram um discreto pedido. Assim o entende Jesus, quando lhe responde: Que importa isso a mim e a ti, mulher? Ainda não chegou a minha hora.
A nossa lógica bem-comportada subscreveria as palavras de Jesus. Elas têm a aparência de uma compreensível e amável censura a um pedido saído do coração da mãe, mas pouco razoável.
Maria, no entanto, não as entende assim. E Ela é quem tem a sintonia mais perfeita com a alma do Filho. Por isso, não duvida em solicitar imediatamente aos que servem: Fazei tudo o que Ele vos disser. Mostra saber que será escutada, sem que para isso possa ser obstáculo a dificuldade mencionada por Jesus: “Não chegou a minha hora”.
O atendimento de Jesus ao pedido da Mãe não demora. Sob o olhar sorridente de Maria, Cristo manda aos servidores que encham de água seis grandes recipientes de pedra. Ordena-lhes depois que tirem a água já convertida em vinho e a apresentem ao mestre-sala, que não sai do seu assombro por julgar que os donos da festa tinham deixado o bom vinho guardado até agora.
A cena termina com um comentário de João: Este primeiro milagre, fê-lo Jesus em Caná da Galiléia, e manifestou a sua glória, e os seus discípulos creram nele. (Jo 2, 11).
Jesus sempre escuta Maria
Sem dúvida, há uma “mensagem” muito clara nesse milagre. É patente que Maria está ativamente presente no começo do ministério público de Cristo, e está presente de uma forma central, não marginal. Prestemos atenção:
● É por intercessão dEla que Cristo adianta misteriosamente a “hora” de iniciar os seus milagres, que serão “sinais” (cfr. Jo 6, 26) da sua divindade e testemunhos visíveis da veracidade da sua doutrina.
● É pela intervenção dEla que Cristo realiza o primeiro sinal que fará com que os discípulos creiam em Jesus.
● Finalmente, manifesta-se nesse instante a disposição de Jesus de acolher todos os pedidos que, mesmo em coisas pouco relevantes – “não têm vinho” –, cheguem a Ele por intermédio da solicitude da Mãe, que se mostra amorosamente atenta às necessidades espirituais e materiais dos homens, seus filhos.
«Maria – comenta a propósito desta cena São João Paulo II – põe-se de permeio entre o seu Filho e os homens na realidade das suas privações, das suas indigências, dos seus sofrimentos. Põe-se de permeio, isto é, faz de mediadora, não como uma estranha, mas na sua posição de mãe, consciente de que como tal pode – ou antes, “tem o direito de” – fazer presentes ao seu Filho as necessidades dos homens (…) E não é tudo: como Mãe, deseja também que se manifeste o poder messiânico do Filho, ou seja, o seu poder salvífico que se destina a socorrer as desventuras humanas, a libertar o homem do mal que, sob diversas formas e diversas proporções, faz sentir o peso na sua vida»[1].
Contemplando esta passagem do Evangelho, a imaginação evoca algumas das cenas mais simples da piedade popular, que por vezes escandalizam os “sábios”. Como num filme, focalizamos mentalmente os rostos enxutos, requeimados pelo sol do sertão, de um grupo de romeiros que acaba de descer do ônibus na esplanada do Santuário de Aparecida. Os devotos, entrando na basílica, cravam o olhar esperançado no retrato da Mãe, a pequenina imagem de barro escurecido. E, de cada coração, eleva-se uma súplica: pelas necessidades cotidianas, pela saúde, pela volta ao bom caminho do marido, de um filho… “Dai-nos a bênção, ó Mãe querida!” Eles sabem por dentro, têm a certeza, de que – assim como em Caná – a Virgem Santa não deixará de dizer ao Filho: “Não têm…”. E o Filho a atenderá, o Filho lhe “obedecerá”… Não é evidente a sintonia existente entre a sincera devoção popular e o Santo Evangelho?
Em Caná, Cristo disse com atos, mais expressivos do que as palavras, que, na realização da sua obra salvadora em favor dos homens, deseja que ocupe um lugar de destaque a mediação maternal de sua Mãe. Não era necessário que fosse assim, mas Deus quis que assim fosse.
Maria tem verdadeiramente uma função de mediação materna entre Cristo e os homens. Não é certamente uma função autônoma, nem obscurece o fato incontestável de que Jesus Cristo é o único Mediador propriamente dito entre Deus e os homens (cf. I Tim 2, 5). Mas, mesmo assim, fica em pé a existência de uma autêntica mediação de Maria, subordinada mas entranhadamente unida à mediação de Cristo[2].
A mediação de Maria está nos desígnios de Deus. Não foi imaginada pela devoção dos cristãos, em épocas mais ou menos tardias. Pelo contrário, foi sendo descoberta pela fé, cada vez com maior profundidade, como um tesouro escondido, o que é muito diferente.
Bem entendia esta verdade São Bernardo, o “trovador da Virgem”, quando pregava que Maria é «o aqueduto que, recebendo a plenitude da própria fonte do coração do Pai, no-la faz acessível… Com o mais íntimo, pois, da nossa alma, com todos os afetos do nosso coração e com todos os sentimentos e desejos da nossa vontade, veneremos Maria, porque esta é a vontade daquele Senhor que quis que tudo recebêssemos por Maria»[3].
O conselho de Maria
Antes de concluirmos o comentário às bodas de Caná, detenhamo-nos por uns instantes a olhar outras riquezas dessa cena.
Tem sido observado com razão que nessa passagem de Caná se encontram as únicas palavras dirigidas por Maria aos homens que o Evangelho registra: Fazei tudo o que Ele vos disser (Jo 2, 5). Aí está o sentido da mediação de Maria: levar as almas para Cristo, mover os corações dos homens a aderir à vontade de Cristo e a “fazê-la” de fato: “tudo o que Ele vos disser”.
Ao mesmo tempo, aí se compreende qual é o eixo da verdadeira devoção a Nossa Senhora, e o teste da sua autenticidade. A autêntica devoção a Maria sempre conduz a Cristo. É função do amor maternal de Maria “gerar” constantemente “irmãos” de seu Filho, que se disponham a viver até às últimas consequências a Verdade e a Vida que Jesus lhes oferece.
Por isso, a devoção a Maria Santíssima não só não afasta ou desvia as almas da união com Cristo pela fé e pelo amor – e nisso reside a essência da vida cristã –, mas a facilita sobremaneira, tornando-a mais acessível e mais suave, e também mais eficaz. «A Jesus, sempre se vai e se “volta por Maria»[4]”.
«A nossa alma – diz São Luís Maria Grignion de Montfort – só encontrará Deus em Maria… Só Deus habita nela e, longe de reter uma alma para si, Ela – muito ao contrário – a impele para Deus e a une a Ele”[5].
Trecho do livro de F.Faus Maria, a Mãe de Jesus

[1] Encíclica Redemptoris Mater, n. 21
[2] Constituição Lumen gentium, n. 62
[3] São Bernardo, Sermo in Nativitate B. V. Mariae; in Migne, Patrologia Latina, 183, 437, ns. 4 e 7;].
[4] São Josemaría Escrivá, Caminho, 6ª. ed., Quadrante, São Paulo, 1983, n. 495.
[5] Traité de la vraie dévotion à la Sainte Vierge, Ed. Secrétariat de Marie Médiatrice, 4ª. ed., Lovaina, 1952, cap. I, art. 1.

sexta-feira, 11 de outubro de 2019

Virgem da Contemplação

Virgem da Contemplação 1

Virgen de la Contemplación – Desierto de Las Palmas (Castellón, España), composta na escola iconográfica das monjas Carmelitas Descalças de Harissa (Líbano).
Pequena Nuvem: recorda aquela pequena nuvem, como a palma de uma mão, que o Profeta Elias viu subindo do mar como sinal da chuva esperada (1Rs 18,44), que na tradição carmelitana é interpretada como preanuncio da Virgem Maria, que traz o Messias esperado.
Mar debaixo dos pés da Virgem Maria: para o mundo bíblico o mar é o lugar do desconhecido, das forças do mal. No Novo Testamento, os apóstolos experimentam os ventos contrários do mar, que por vezes amedronta os seguidores de Jesus. O ícone indica que o mal é vencido pela Mulher que está pronta para dar à luz. É a Mulher do Apocalipse que esmaga a cabeça da serpente.
A árvore da vida: sinal da cruz de Cristo que se encontra no início e no cume do monte. Alimentados pelos frutos dessa árvore somos fortalecidos para subir a montanha do Senhor.
Monte Carmelo ou Monte da Perfeição: ao lado direito encontra-se um pequeno monte formado de rocha, é o Monte Carmelo, berço da família carmelitana. Mas, também recorda o ensinamento de São João da Cruz em seu desenho do Monte da Perfeição. No alto do monte está a cruz, presença de Cristo. Chegar ao seu cume é chegar a plenitude da vida cristã que nos assemelha com Cristo.
A caverna no meio do Monte: lembra a gruta de Elias situada numa ladeira do monte ou às escuras cavernas dos sentidos, cantada por São João da Cruz no Cântico Espiritual.
As três estrelas: duas estão localizadas fora do monte, possuem cor prata e indicam as virtudes passageiras da fé e da esperança, que só nos servem neste mundo. No centro do monte encontra-se a estrela de ouro, que indica a virtude do amor, que segundo o ensinamento paulino é o que permanece na vida eterna (1Cor 13,8).
Vigem Maria: a Virgem Maria traz o mistério de Deus, o Menino Jesus em suas entranhas, representado no círculo no centro de seu peito. Maria está de pé, como a caminho, recordando sua visita a sua prima Isabel (Lc 1,39). Suas mãos abertas lembram a proclamação das maravilhas de Deus no seu cântico do Magnificat (Lc 1,46-55).  É a atitude contemplativa, de quem recebe de Deus e reconhece os seus favores.
Escapulário: em sua mão direita traz o escapulário, do qual também está revestida. É o símbolo da aliança, na qual estamos debaixo de sua proteção e procuramos imitar suas virtudes.
Capa branca: a capa que acompanha o hábito carmelita traz quatro pregas na esquerda, que nos recorda as quatro virtudes cardeais e três pregas na parte direita recordando as virtudes teologais. Essas sete virtudes apontam para a Virgem Maria como mulher perfeita.

sexta-feira, 4 de outubro de 2019

São João Paulo II: “Eu nunca vi a Virgem, mas eu a ouço”

POPE JOHN PAUL II

A devoção a Nossa Senhora foi um dos alicerces da santidade de João Paulo II

Podemos pensar, com justeza, que João Paulo II tinha o dom da percepção extraordinária do sobrenatural. Enquanto falava sobre as aparições marianas, um membro da sua comitiva perguntou se ele já havia visto a Virgem. A resposta do Papa foi clara: “Não, eu nunca vi a Virgem, mas eu a ouço”.
Assim como contou o Cardeal Deskur (polonês), Karol Wojtyla encontrou o seminário diocesano quase vazio  quando de sua nomeação como Arcebispo de Cracóvia e decidiu fazer uma promessa à Virgem: “Eu vou fazer muitas peregrinações a pé em teus santuários, nos grandes e nos pequenos, sejam próximos ou distantes, conforme o número de vocações que tu me dás, todos os anos”. De repente, o seminário passou a crescer, e contava com quase quinhentos estudantes, quando o Arcebispo deixou Cracóvia para assumir a Sé de Pedro.
“Minha maneira de compreender a devoção à Mãe de Deus, passou por grande transformação. Se, outrora, eu estava convencido de que Maria nos conduz a Cristo, agora eu começo a compreender que também Cristo nos leva à sua Mãe” (J-P II, em “Minha vocação, Dom e Mistério”, Paris 1996).

Este artigo foi retirado do site Hozana. Se você quer ler mais artigos sobre a Virgem Maria, clique aqui

Rezando com o auxílio da Virgem Maria

  Talvez já tenhamos ouvido que Deus se fez pequeno, e humilhou-se por amor a nós: Ele, existindo em forma divina, não se apegou ao ser igua...