sábado, 16 de junho de 2018

José de Anchieta: a devoção a Nossa Senhora em forma de versos


Nas areias de uma praia, ele escreveu mais de 5 mil versos dedicados à Mãe de Deus

Uma das imagens mais emblemáticas de José de Anchieta é aquela na qual ele aparece com escrevendo versos na areia da praia. Entre os poemas, estariam muitos textos dedicados à Virgem Maria.
ANCHIETA
Divulgação / Museu Anchieta, via ACI Digital
Foi sua devoção mariana e o fato de ter dedicado inúmeras obras a Nossa Senhora que o fizeram ficar conhecido como “o Poeta da Virgem Maria”. Ele também é chamado de “apóstolo do Brasil”, devido ao seu trabalho de evangelização (através da Companhia de Jesus) nas terras brasileiras logo após o Descobrimento.
Vida e obra
Nascido em 19 de março de 1534 em San Cristóbal de La Laguna (Canárias), José de Anchieta cultivou a devoção mariana desde jovem. Com apenas 16 anos, fez um voto de castidade diante da imagem de Nossa Senhora do Bom Conselho, consagrando sua virgindade à Maria.
Mais tarde, ingressou na Companhia de Jesus e viajou como missionário para o Brasil, onde colaborou na fundação de importantes cidades, como São Paulo e Rio de Janeiro, além de seu trabalho incansável na catequese dos índios.
Autor de inúmeras obras, dedicou algumas delas a Nossa Senhora, como “Na aldeia de Guaraparim”, “Dia da Assunção em Reretiba” e “Na visitação de Santa Isabel”. Mas, de todas, a que se tornou mais conhecida é o “Poema à Virgem Maria”, o qual está ligado a um importante momento de sua vida em que ele renovou aquele voto feito ainda jovem diante da Virgem Maria.
Ao narrar a história deste santo, Padre Paulo Ricardo recorda em artigo publicado em seu site que, entre 1555 e 1560, franceses tentaram estabelecer uma colônia no Brasil e aproveitaram da rivalidade entre os índios para cooptar algumas tribos, que integraram a “Confederação dos Tamoios”.
“Para apaziguar o conflito eminente – que também se revestia de oposição religiosa, já que uma vitória dos franceses significaria um triunfo do protestantismo –, o padre [Manuel] da Nóbrega e o irmão Anchieta dirigiram-se à região de Iperoig – hoje, Ubatuba – e estabeleceram negociações com os indígenas”.
Embora as negociações não avançassem, “o impulso missionário de Anchieta não cessava de engendrar novos cristãos”. Até que Pe. Manuel da Nóbrega teve que deixar Anchieta sozinho entre os tupinambás.
“Ali, cercado por uma cultura completamente avessa à cristã e rodeado por índias que andavam nuas à beira do mar, São José de Anchieta fez resplandecer o brilho da castidade: em voto a Nossa Senhora, prometeu que contaria a Sua vida em versos, caso ela guardasse intacta a sua pureza”, narra o artigo de Pe. Paulo Ricardo.
Foi então que Anchieta escreveu, nas areias da praia 5786, versos em honra à Mãe de Deus e decorou-os antes de passá-los para o papel.
A seguir, confira um dos trechos do “Poema à Virgem Maria”, no qual São José de Anchieta recorda o sofrimento vivido pela Mãe de Deus ao viver os momentos da Paixão de seu Filho.

Ó doce chaga, que repara os corações feridos,
Abrindo larga estrada para o Coração de Cristo.
Prova do novo amor que nos conduz a união! (Amai uns aos outros como EU vos amo)
Porto do mar que protege o barco de afundar!

Em Ti todos se refugiam dos inimigos que ameaçam:
Tu, Senhor, és medicina presente a todo mal!
Quem se acabrunha em tristeza, em consolo se alegra:
A dor da tristeza coloca um fardo no coração!

Por Ti Mãe, o pecador está firme na esperança,
Caminhar para o Céu, lar da bem-aventurança!
Ó Morada de Paz! Canal de água sempre vivo,
Jorrando água para a vida eterna!

Esta ferida do peito, ó Mãe, é só Tua,
Somente Tu sofres com ela, só Tu a podes dar.
Dá-me acalentar neste peito aberto pela lança,
Para que possa viver no Coração do meu Senhor!

Entrando no âmago amoroso da piedade Divina,
Este será meu repouso, a minha casa preferida.
No sangue jorrado redimi meus delitos,
E purifique com água a sujeira espiritual!

Embaixo deste teto (Céu) que é morada de todos,
Viver e morrer com prazer, este é o meu grande desejo.

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Nossa Senhora de Caacupé, “a Virgem dos Milagres” do Paraguai

OUR LADY OF CAACUPE

A harmoniosa relação entre identidade indígena e fé católica no mais religioso e resiliente dos países sul-americanos

Pouco sabem os países vizinhos sobre a história e a identidade do Paraguai.
Literalmente dizimado no maior conflito armado internacional já ocorrido na América do Sul, a guerra de 1864 a 1870 contra a aliança formada por Brasil, Argentina e Uruguai, o país então florescente chegou a perder exorbitantes 69% a 75% da população, exterminada pela mistura explosiva de batalhas, fome e péssimas condições de higiene. Nunca é fiel aos fatos históricos colocar um país no papel de pura vítima, e é reconhecido que o governo de Assunção fez na época provocações que não devem ser subestimadas, mas é fato que a população paraguaia foi, de modo incomparável e patente, a mais injustamente devastada por essa guerra desproporcional.
Reerguer-se como nação foi obra extraordinária, dificultada ainda mais pela sina sul-americana de ditaduras e governos corruptos.
Ao longo do século XX, durante décadas, o país sem acesso ao mar foi estigmatizado como nação subdesenvolvida, dependente de extrativismo e de comércio informal de quinquilharias chinesas e taiwanesas na fronteira com o Brasil – quadro que também favoreceu a mortífera estruturação do tráfico de drogas e armas para o gigante país vizinho, vitimado hoje, em grande medida, pela própria incompetência em cuidar dessa fronteira.
Nos últimos anos, porém, o Paraguai tem surpreendido pelo sólido crescimento de seu produto interno bruto, pela diversificação da sua economia e pelas condições atrativas para empreendedores locais e estrangeiros.
O povo castigado pela história e pelos caudilhos de quinta categoria do seu próprio território e dos países vizinhos é dono de um patrimônio cultural que engloba de arquitetura colonial a reduções jesuíticas, passando por uma riqueza raríssima entre os países contemporâneos: é um dos poucos no mundo que preservaram como língua oficial um idioma indígena, o guarani, parente direto do tupi antigo que, no Brasil, foi proibido pelas políticas excludentes do português Marquês de Pombal, quando o país ainda pertencia a Portugal.
missões jesuíticas Paraguai
CC
Unindo mais harmoniosamente do que os vizinhos a identidade indígena e a Boa Nova de Jesus Cristo, o povo paraguaio também se tornou essencialmente um povo cristão, mantendo-se até hoje, em termos percentuais, como o país mais religioso do continente americano: 92% da população se declara religiosa, em comparação com 79% no Brasil, 72% na Argentina, 56% nos Estados Unidos e 34% em Cuba.
A própria Nossa Senhora participa dessa harmoniosa junção entre a identidade guarani e a fé em Cristo.

A Virgem Maria entre os índios

Assim como no México, onde Nossa Senhora de Guadalupe se apresentou com características indígenas para o índio São João Diego, ela também se mostrou como indígena para os índios da região do atual Paraguai.
Era o final do século XVI. Um índio converso, escultor de profissão, subiu ao topo de uma colina e se encontrou com membros hostis de uma tribo mbayá, dos quais conseguiu escapar ocultando-se atrás de um tronco. Nos momentos angustiantes que passou no esconderijo, ele pediu à Virgem Maria que intercedesse e lhe obtivesse a graça de sair com vida. Mais tarde, já livre do risco, ele esculpiu uma imagem da Mãe de Deus com o mesmo tronco que o havia protegido, em cumprimento à promessa que fizera à Virgem Santíssima.
Virgen Caacupe
Diego Duarte Colman
Em 1603, o lago Tapaicuá transbordou e alagou todo o vale do Pirayu, arrasando tudo pelo caminho – inclusive a imagem da Virgem. Quando as as águas retrocederam, porém, apareceu milagrosamente a imagem que o índio tinha esculpido.
Os locais começaram a espalhar a sua devoção e a invocá-la como “a Virgem dos Milagres”. Um dos devotos, José, carpinteiro de ofício, construiu para ela uma modesta capelinha: foram as origens da veneração à Virgem de Caacupé, cuja pequena imagem, de pouco mais de cinquenta centímetros, tem os pés descansando sobre uma esfera, rodeada de bandagem branca de seda.
Sua festa é celebrada no dia 8 de dezembro, quando peregrinos aos milhares vão ao santuário demonstrar amor e gratidão a “la Virgen Azul del Paraguay“, Mãe de Deus e de todos nós.
É significativo, ainda, observar que algumas representações da Virgem de Caacupé combinam elementos guaranis com elementos europeus, os dois principais formadores do povo paraguaio, conforme se constata na imagem abaixo, cujos olhos são azuis:
Virgen de Caacupe


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quinta-feira, 7 de junho de 2018

Ave, ó Maria Imaculada

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Ave, ó Maria imaculada, de estrelas coroada
Vosso coração sobre o mundo reinará!
Ave, lírio de ilibada pureza!
Ave, mãe da infinita grandeza, ó rainha virginal!
Concebestes vós o verbo encarnado
E de vós nasceu o rei esperado. Maravilha sem igual!

Ave, ó Maria imaculada, de estrelas coroada
Vosso coração sobre o mundo reinará!
Ave virgem poderosa e terrível
Contra as trevas sois na luta invencível. O universo dominais!
Vosso nome é um brado de guerra
Dispersais o mal da face da terra
E as potencias infernais

Ave, ó Maria imaculada, de estrelas coroada
Vosso coração sobre o mundo reinará!
Quando veio o mensageiro celeste, vós
Sem dúvida, a ele dissestes: Eis a escrava do senhor!
Concedei-nos, pois um dom inefável.
Ser escravos vossos, mãe admirável. E viver de vosso amor!

Ave, ó Maria imaculada, de estrelas coroada
Vosso coração sobre o mundo reinará!
Soberana de insondável clemência
Restaurai em nós a santa inocência. Oh sacrário de Jesus!
E na hora da mortal agonia, recebei-nos
Doce virgem Maria, na mansão da eterna luz

Ave, ó Maria imaculada, de estrelas coroada
Vosso coração sobre o mundo reinará!
Dos aflitos sois a consoladora
E dos errantes, guia e protetora
Esperamos sempre em vós!
Nunca foi por vós, alguém desprezado
Se confiante vos houver suplicado
Minha mãe rogai por nós!

Ave, ó Maria imaculada, de estrelas coroada
Vosso coração sobre o mundo reinará!

Dai-nos vossa benção ó Mãe Imaculada!

A Jesus por Maria.'


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Não temamos que Maria não nos queira ouvir quando a imploramos. Ela se deleita no seu poder para com Deus, por nos poder alcançar todas as graças que desejamos. Basta pedir as graças a Maria para as obter. Se não as merecemos, ela nos torna dignos pela sua intercessão onipotente e deseja ardentemente que a ela recorramos para nos poder salvar. Que pecador jamais se perdeu tendo recorrido com confiança e perseverança a Maria, que é o refúgio dos pecadores? 

#SantoAfonsoMariaDeLigório

sexta-feira, 25 de maio de 2018

Fonte da confiança



A confiança é a mãe dos grandes atos.
Ela é a mola misteriosa que impulsiona
Toda a força que existe em nós.
A confiança é uma atitude de entrega.
Há momentos que precisamos confiar,
Mesmo que o nosso interior alimente dúvidas.
Elas são traidoras e nos fazem perder o bem que sempre poderíamos ganhar.
Precisamos destruir as dúvidas e readquirir a confiança.
Confie no Sagrado Coração de Jesus!
Tudo na vida consegue-se alcançar com luta e perseverança.
Para cada problema que surgir certamente aparecerá uma solução.
Confie em sua capacidade de escolher e acredite com fé e esperança.
Assim, você conseguirá enfrentar os obstáculos
Do caminho e alcançar com sucesso o seu objetivo.

(Padre Antônio Francisco Bohn)

domingo, 13 de maio de 2018

Batalha do Marne


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Gostaria de lhe falar de um rumor que percorreu a frente e as trincheiras em 1915 e 1916, sobre a batalha do marne. Este rumor estava a referir-SE ÀS APARIÇÕES DA SANTA VIRGEM NO DIA 8 DE SETEMBRO, que teria desempenhado um papel decisivo nesta reviravolta da situação dificilmente explicável, humana falando, devido ao estado de degradação moral e física dos combatentes.

Posso falar disso com conhecimento de causa, tendo participado na reforma da Bélgica até aos arredores de Paris. Os relatórios dos jornais publicados no final de agosto e início de setembro passado faziam alusão ao "milagre do marne", limitando-se a exaltar o sobressalto dos combatentes de 1914 que, em 8 DE SETEMBRO, tinha reprimido o invasor. .

" o documento que junto a esta carta e que caiu completamente no esquecimento, ilumina estes acontecimentos de um dia novo e dá a explicação deste mistério da reviravolta completa da situação no dia 8 de setembro de 1914.
" é um corte do jornal da época, o correio da manga, número de 8 de Janeiro de 1917, que relata o que teriam dito dos alemães feitos prisioneiros após as lutas de 5 a 8 de setembro de 1914. "

Aqui está um testemunho preciso, da Sra. Tripet-Nizery, viúva do capitão tripet, morto em combate em 4 de setembro de 1916: ela declarou que sendo enfermeira na ambulância da Escola Politécnica, de finais de 1914 a junho de 1916 , recebeu um ferido que tinha participado na batalha do marne do lado francês; disse-lhe: "Quando tivemos a ordem de voltar para a frente, uma mulher de branco, diante da trincheira, treinava-nos".

O correio, diário de Saint-Lô, publicou, em 8 de Janeiro de 1917, uma carta datada de 3 de Janeiro de 1915.

" um padre alemão, ferido e feito prisioneiro na batalha do marne, morreu numa ambulância francesa onde se encontravam freiras. Ele disse-lhes: " como soldado, devo manter o silêncio; como padre, creio ter de dizer o que vi. Durante a batalha, ficámos surpreendidos por sermos reprimidos, pois éramos legião comparados com os franceses, e queríamos chegar a Paris.
" mas vimos a virgem virgem toda vestida de branco, com um cinto azul, inclinada para Paris... Ela virou-nos as costas e, com a mão direita, parecia afastar-nos. "

Dois oficiais alemães, prisioneiros e feridos, testificaram como o padre morto, a 3 de Janeiro de 1915., o que diz um deles? Isto:

" se eu estivesse na frente, eu seria fuzilado, porque defesa foi feita para contar, sob pena de morte o que eu vou dizer: você ficou espantado com o nosso recuo tão sofrido quando chegamos às portas de Paris. Não pudemos ir mais longe, uma virgem estava diante de nós, braços estendidos, empurrando-nos sempre que tínhamos ordem para avançar. Durante vários dias, não sabíamos se era uma das suas santas nacionais, genevieve ou Joana D ' Arc. Depois disso, entendemos que era a Virgem Santíssima que nos pregava no local.

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NO DIA 8 DE SETEMBRO, ela afastou-nos com tanta força, que todos nós, como um só homem, fugimos. O que estou a dizer-vos, provavelmente vão ouvir mais tarde, porque talvez tenhamos sido 100.000 homens que a viram. "

Padres, freiras... será que vamos acreditar em boatos de preconceituosos quando escrevemos a história? Este é outro testemunho, que é de dois oficiais alemães feridos. Uma voluntária enfermeira acompanha-os na ambulância da cruz vermelha francesa e até à sala do hospital onde eles iam ser tratados. Lá dentro, eles vêem uma estátua da virgem de Lourdes, e um deles escreve: " Die Frau von der marne Oh, meu Deus! A Virgem do marne! ). O seu companheiro deu-lhe a enfermeira para que ele se calasse, porque ela os ouvia. Tentou, mas em vão, fazê-los falar enquanto lhes fazia os seus cuidados.

Esta história cruza-se com outro, escrito por uma freira que cura os feridos em issy-Les-Paulo.

O que é que ela está a trazer? Isto:

" foi depois da batalha do marne. Entre os feridos tratados na ambulância de issy, encontrava-se um alemão muito gravemente ferido e considerado perdido. Graças aos cuidados que lhe foram prestados, ele viveu mais de um mês. Ele era católico e testemunhou grandes sentimentos de fé. Os Enfermeiros eram todos padres. Recebeu a ajuda da religião e não sabia como testemunhar a sua gratidão. Ele dizia muitas vezes: "Gostaria de fazer algo para lhe agradecer". finalmente, no dia em que recebeu a extrema-Unção, ele disse aos enfermeiros:

" você me tratou com muita caridade, eu quero fazer algo por você, contando o que não está em nossa vantagem mas que o fará feliz. Vou pagar um pouco a minha dívida. Se eu estivesse na frente, seria fuzilado, porque a defesa foi feita para falar sobre isso. " Ele falou da visita da virgem que épouvanta os soldados alemães e provocou a sua fuga.

Numa outra ambulância, foi registado um testemunho semelhante: um soldado alemão estava a morrer. Ele foi atingido pela dedicação perfeita da freira francesa que o estava a tratar. Então, ele diz-lhe:

" Irmã, acabou-se, em breve estarei morto. Quero agradecer-lhe por me ter tratado tão bem, que eu sou um inimigo. Então vou dizer-lhe uma coisa que lhe vai dar muito prazer. Neste momento, estamos a avançar muito em França, mas, apesar de tudo, no fim, é o seu país que vai ganhar.

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Como é que sabe?

Na batalha do marne, vimos a virgem virgem nos afastar. Ela está a proteger-te contra nós. Os oficiais defenderam-nos, sob pena de morte, para falar sobre esta visão. Mas agora estou acabado. Quando eu morrer, você pode contar a coisa, desde que não me chame " Ele deve ter medo de represálias contra a sua família.

" durante vários dias, toda a nossa divisão viu diante dela, no céu, uma senhora branca com um cinto azul flutuante e um véu branco. Ela virou-nos as costas e assustava-nos muito. Em 5 de setembro de 1914, recebemos a ordem de avançar e tentámos fazê-lo: mas a senhora pareceu tão deslumbrante e nos-nos com as suas duas mãos de forma tão assustadora que todos nós fugimos. "

Em Liège, logo após o armistício, um soldado confiou à sua anfitriã que se mal de anotar as suas palavras:

" Oh, meu Deus Desde o início da guerra, eu sabia que no final seríamos derrotados. Posso dizer-lhe isso porque sei que não o vai dar aos nossos oficiais. " a antiga proibição era sempre assim.
Ele disse: " na primeira batalha do marne, tínhamos diante de nós, no céu, uma senhora branca que nos virava as costas e nos afastava das suas duas mãos. Apesar de nós, estávamos em pânico, não podíamos continuar a avançar. Pelo menos três das nossas divisões viram esta aparição. Deve ter sido a Virgem Santíssima.

A certa altura, ela nos-nos tanto que todos nós fugimos, oficiais como os outros. Mas, no dia seguinte, eles defenderam falar sobre isso sob pena de morte: se todo o exército soubesse, teria ficado muito triste. Para nós, não tínhamos o coração para lutar, já que Deus estava contra nós. Era certo que íamos para a morte por nada, mas tínhamos de andar na mesma. Não podíamos fazer de outra forma. A guerra é difícil. "

Mas em França, o que dizia? O silêncio foi a única resposta oficial? É certo que a igreja de França foi atenta, pelo menos no início. Os Bispos, tais como o bispo caça e o bispo tissier, entre outros, anteciparam no púlpito o "milagre do marne", mas com reserva, uma vez que a proibição de falar do de feito aos soldados alemães, sob pena do pior, impedia toda a gente. Inquérito que teria permitido estabelecer um caso específico. Os seus ouvintes, no entanto, eram entusiastas e garantiram a exactidão-Titude Dos Factos. Depois, uma vez que o horror passado, sem dúvida, se pensou em outra coisa... quanto ao estado francês, ele se naturalmente, do mesmo modo o exército francês, o que espanta, e os historiadores que estudaram esta Campanha, o que surpreende.

O que fazer hoje? Há que suscitar os últimos testemunhos ainda possíveis, fazer pesquisas nos arquivos, estabelecer rapidamente o dossier e dizer aos franceses e aos alemães o que realmente aconteceu nesses dias. Só para agradecer a que se dedicou assim a nosso favor: apenas o suficiente para impedir o colapso da França sem que seja alcançada a liberdade dos homens.


https://www.facebook.com/groups/filhosespirituaisdepepio/pending/?notif_id=1526250434104654&notif_t=group_post_approval_request&ref=notif

Oração a Nossa Senhora para conhecer a própria Vocação


BLESSED MARY
Oração a Nossa Senhora para conhecer a própria Vocação

Sua melhor companhia neste mês das Vocações!

Eis-me a vossos pés, ó piedosa Virgem
para implorar de Vós a importantíssima graça
da escolha da minha vocação.

Outra coisa não quero
senão cumprir perfeitamente
a vontade de vosso Divino Filho,
em todo o tempo da minha vida.

Desejo ardentemente
escolher a vocação
que me há de deixar mais satisfeito
no momento da minha morte.

Ó Mãe do Bom Conselho,
fazei que soe aos meus ouvidos
uma voz que afaste toda a dúvida
da minha mente.

A Vós, que sois a Mãe do meu Salvador,
também cabe ser a Mãe da minha salvação.
Porque se Vós, Ó Maria,
não me comunicais um raio do Sol divino,
que luz me há de esclarecer?

Se Vós não me instruís,
ó Mãe da Sabedoria Encarnada,
quem poderá ensinar-me?

Ouvi pois, ó Maria,
as minhas humildes súplicas.
Perplexo e vacilante, dirigi-me Vós,
guiai-me pelo reto caminho
que conduz à vida eterna,
pois que sois Vós a Mãe do belo amor,
do temor, do conhecimento e da santa esperança,
cujas flores produzem frutos de honestidade e honra.
Amém.

Pai Nosso, Ave Maria, Glória ao Pai.



http://www.aleteia.org/pt/religiao/conteudo-agregado/oracao-a-nossa-senhora-para-conhecer-a-propria-vocacao-5782290265276416

A força da recitação do Santo Terço




A força da recitação do Santo Terço

Padre Stefano Maria Manelli



A Coroa do Agradecimento

O fundador dos Franciscanos da Imaculada explica a força da recitação do Terço

ROMA, sexta-feira, 11 de maio de 2012 (ZENIT.org) – “Oh, Santa coroa do Rosario!” Esta invocação à coroa do Rosario nasce espontânea quando vemos a coroa nas mãos da Rainha do Rosário em Pompéia, nas mãos da Imaculada em Lourdes, nas mãos do Imaculado Coração em Fátima.

O quanto deve ser importante esta coroa do Rosario se a a mesma Nossa Senhora a tem nas suas mãos de Rainha do céu e da terra, se dela mesma, em pessoa, nos foi presenteada em Lourdes, e nos foi recomendado com insistência materna em Fátima!

A partir de São Domingos, a coroa do Rosario esteve nas mãos de exércitos de Santos e de Papas, de místicos e de missionários, de estadistas e de artistas, de cientistas e de heróis, de homens e de mulheres, de pessoas idosas e de crianças, em todo momento e em todas as partes da terra.

Lembremos, por exemplo, São Francisco de Sales, Santa Margarida Maria Alacoque, Santo Afonso de Ligório, Santa Bernadette Soubirous, São Pio X, Santa Maria Goretti, São Pio de Pietralcina, a beata Teresa de Calcutá … Podemos também lembrar os cientistas Galileo Galilei, Ampere, Pasteur, Marconi; os músicos Vivaldi, Gluck; os pintores Miquelângelo e beato Angelico; os pensadores e escritores, Rosmini e Manzoni …

“Oh, Santa Coroa do Rosário”

A coroa do Rosário é “santa” porque produz coisas santas, recebe graças, atrai muitas bênçãos, não somente sobre os que rezam a coroa, mas também sobre a casa, sobre a família e sobre o trabalho de quem recita. A coroa do terço é “santa” porque abre as janelas de vinte mistérios da vida de Jesus e de Maria, com o exercício da contemplação e do amor que conduzem a alma para as alturas da santidade.

O Rosário também foi chamado e definido de diversos modos: coroa de graças, rosa de graças, tesouro de graças, corrente de graças, fonte de graças…

São Pio de Pietrelcina, em particular, gostava de dizer que o Rosário é também a arma para toda batalha espiritual e temporal, a arma de triunfo contra todo inimigo, a arma de todas as vitórias (como nos lembra Lepanto), de onde Nossa Senhora do Rosário também foi chamada de “Nossa Senhora das vitórias”, muito querida por Santa Teresinha.

O beato Bartolo Longo, finalmente, deseja que todos morram com a coroa do terço nas mãos, dando-lhe o “último beijo da vida que se apaga”, para apresentar-nos ao juízo de Deus com a alma coberta pela “Santa Coroa do Rosario”.

Para maior aprofundamento:

Padre Stefano Maria Manelli, “O Rosario benedetto di Maria!” (Casa Mariana Editrice)



http://www.zenit.org/article-30293?l=portuguese

Dicas para rezar (e viver) o Santo Terço mais intensamente




Dicas para rezar (e viver) o Santo Terço mais intensamente

Acredite: você nunca mais vai rezar o Terço de maneira monótona depois de ler isso

Como católico, confesso que Maria é o meu ponto fraco. Sempre que preciso pedir reforços para alcançar graças do céu, Ela é sem dúvida minha mediadora favorita.

Mesmo sendo capaz de conceber perfeitamente em minha mente que Maria é um ser humano como seu, às vezes no meu coração sinto como se ela estivesse em uma categoria muitíssimo superior à minha, e é difícil imaginar como Ela poderia entender o que acontece no meu dia a dia.

O terço já me confortou enormemente em incontáveis momentos de intenso sofrimento, mas também já me deu a sensação de estar, às vezes, muito distante de Maria.

Graças a Deus, como sou um hipster católico em busca constante das esquisitices mais alucinantes da nossa fé, acabei encontrando uma oração meditativa alternativa que significou para mim um giro de 180 graus: o Terço Servita ou Terço das Sete Dores – era justamente aquilo de que eu precisava!

Este terço tem sua origem na Ordem dos Servitas e se centra nas Sete Dores da Santíssima Virgem Maria. A viagem na qual embarcamos à medida em que vamos passando as contas do terço pelos dedos tem uma capacidade incrível de nos aproximar profundamente da Santa Mãe de Deus, para que Ela nos acompanhe durante a vida diária.

1ª dor: Profecia de Simeão

Poucos dias após o nascimento do meu primeiro filho, minha esposa passou uma noite extremamente difícil, que acabou em uma visita urgente ao nosso médico. Uma vez lá, nos deram a notícia de que nosso filho seria internado no hospital para passar a noite em observação. Escutar estas palavras foi algo assustador.

A Bíblia não documenta nenhuma das batalhas de Jesus com as doenças da infância, mas sim registra como Simeão conta a Maria que seu bebê seria causa de queda e levantamento para muitos em Israel, e que sua própria alma, a de Maria, seria atravessada por uma espada de dor por causa dele. Maria com certeza conhece os temores dos pais e mães.

2ª dor: Fuga ao Egito

Você já viveu algum desses momentos nos quais está sozinho no frio, seja literal ou emocionalmente? Sabe esses momentos em que você sente que não é bem-vindo, inclusive entre seus amigos e familiares mais próximos, simplesmente porque seus passos o levam numa direção diferente? Maria passou pela mesma coisa: isolada e sem apoios, a não ser o consolo de Deus, do seu marido e do seu filho.

3ª dor: Jesus perdido no Templo

Pense naquele frio na barriga, naquele medo vertiginoso que você sente quando perde seu filho de vista em um lugar público, mesmo que seja somente por alguns segundos, seguido desse vazio e dessa culpa que substituem inevitavelmente o pânico uma vez que você verifica onde seu filho está. Isso certamente foi apenas um instante, coisa de nada, mas o remorso dura muito: “Como eu pude ser tão descuidado(a)?”. Maria passou pela mesma situação, durante longos 3 dias, e num contexto muito mais grave.

4ª dor: Encontro de Jesus e Maria no caminho do calvário

Como profissional de saúde mental, já ofereci meu apoio a muitos pais na hora de enfrentar certas situações dos seus filhos: perceber que os filhos ainda não chegaram ao fundo do poço e não estão preparados para receber a ajuda necessária; ver que chegou a hora de deixá-los partir; permitir que tenham a liberdade de fracassar por completo, com a esperança de poder voltar a levantar-se renovados.

A confrontação nestes casos é muito difícil, porque é assustador, desgarrador sentir-se impotente frente aos problemas de um filho. Não há nada pior que isso. Maria sabe o que significa ser uma testemunha impotente da dor nos olhos do seu Filho. Assim, não existe companhia melhor que a sua quando chegam a nós momentos terríveis desse tipo.

5ª dor: Crucificação

Você já teve de suportar alguma vez a insuportável e indescritível dor de perder um filho ou uma filha, por morte, distanciamento ou perda? Não há nada que nos console humanamente. Mas Maria está aí, chorando ao seu lado.

6ª dor: Jesus é retirado da cruz

Esse dia chega para todos: o dia do sofrimento mais obscuro, quando você precisa enfrentar algo e carregá-lo sobre os ombros; algo tão pesado que você acha que não vai conseguir seguir em frente; um dia no qual não há nada além de uma dor lacerante e um futuro que parece vazio e sem sentido. Maria, após receber o frágil corpo ensanguentado do seu Filho, entende muito bem o que é isso.

7ª dor: Sepultura de Jesus

Todos nós conhecemos o final: “Vocês terão sofrimento no mundo, mas sejam corajosos: eu venci o mundo!”. Jesus ganha, é verdade. Mas mesmo assim acabamos nos esquecendo disso; mortes, dificuldades financeiras, abortos espontâneos, conflitos no casamento, problemas no trabalho… É difícil encontrar esperança em meio a tão árduos momentos, e a única vontade que temos é de nos render.

Maria certamente se sentiu assim também enquanto carregava o corpo do seu Filho. Não sabemos se nesse momento Ela sabia que a Páscoa da Ressurreição estava a ponto de chegar; mas o que Ela certamente sabia melhor que ninguém era o quão difícil pode ser para nossos corações enxergar algo além da Sexta-Feira Santa.

Conclusão

Certamente, Maria pode parecer estar tão acima de nós, que fica fora do nosso alcance. Mas se dedicarmos um momento a refletir sobre tudo o que Ela padeceu durante a vida, começaremos a ver com clareza que Nossa Senhora realmente entende tudo o que estamos vivendo e sofrendo.

O Terço Servita me ajudou a ver isso com clareza, e a confiar em que, se eu persistir, Ela virá com carinho, segurará minha mão e me guiará de volta para casa.

(Tommy Tighe é um hipster católico, esposo e pai de quatro filhos)

Fonte: Aleteia

ACONTECEU NO SANTUÁRIO DE MARIA MONTE-VIRGEM, EM 1611

Aconteceu no Santuário de Maria Monte-Virgem, em 1611
“Convém narrar aqui o fato citado pelo Padre Spinelli nos Milagres de Nossa Senhora. No ano de 1611, no celebre santuário de Maria em Monte-Virgem, aconteceu que, na vigília de Pentecostes, tendo à multidão que ai concorrera profanado a festa com bailes, crápulas e imodéstia, se ateou de repente, um incêndio na casa de tabuas em que estavam os romeiros, e em menos de hora e meia reduziu-a a cinzas, morrendo mais de 400 pessoas. Só sobreviveram cinco que depuseram, com juramento, terem visto a Mãe de Deus com duas tochas acesas pondo fogo no edifício. Peço, pois, com instância aos devotos de Maria, que se abstenham e impeçam também os outros de ir a semelhantes santuários de Nossa Senhora em dias de tais folguedos profanos. Pois, nessas ocasiões, há muito mais lucro para o inferno, do que honra para a Mãe de Deus. Romeiros tementes a Deus vão visitar os santuários, quando não há tanta aglomeração de povo.”
Glórias de Maria – Santo Afonso de Ligório – Doutor da Igreja e Fundador da Congregação do Santíssimo Redentor – 1696-1787
Editora Santuário – Aparecida – SP – 2001 – pg. 453

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