sexta-feira, 19 de junho de 2015

Três sinais esperançadores de Maria para os cristãos do Oriente Médio

Um país inteiro, uma cidade histórica e até uma mesquita homenageiam a Virgem Mãe de Jesus

Virgem Maria em Maaloula

Em 13 de junho de 2013, o Líbano se consagrou ao Imaculado Coração de Maria. Nesta semana, além de celebrar os dois anos deste ato de consagração, o patriarca maronita Bechara Boutros Rai o estendeu a todo o Oriente Médio.

Em uma corajosa e incisiva homilia proclamada na presença de mais de 5 mil fiéis na basílica libanesa de Harissa, o patriarca denunciou os “mercenários que recebem apoio financeiro, político e militar tanto de países do Oriente quanto do Ocidente”. Em reação aos “poderes do terror”, Rai afirmou: “Renovamos a consagração do nosso povo e da nossa pátria libanesa, bem como de todos os países do Oriente Médio, ao Imaculado Coração da Virgem Maria, repleto de ternura e de amor pelos homens, irmãos do seu único Filho”.

Recomendando que todos os fiéis "rezem diariamente o rosáriopara conseguir a paz no mundo", o cardeal recordou que os cristãos procuram construir junto com os muçulmanos, há 1.400 anos, "uma civilização-modelo para todas as sociedades multiculturais e plurirreligiosas". Ele defendeu vivamente que este esforço pela concórdia não seja abandonado no meio dos atuais conflitos sanguinários na região.

Depois de Beirute, a imagem peregrina de Nossa Senhora de Fátima passará também pelo patriarcado greco-católico, por um mosteiro siro-católico e pela sede do patriarcado armeno-católico.

Enquanto isso, no país vizinho, a Síria, Maria também apresenta um sinal de esperança para os cristãos perseguidos: a estátua mariana no alto de uma colina da localidade de Maaloula acaba de ser reerguida, depois da destruição da original perpetrada em 2013 pelos jihadistas da Frente Nusra.

Maaloula é uma pequena cidade de 4 mil habitantes, em sua maioria cristãos, que ainda falam a língua aramaica, a mesma queJesus falava. Trata-se de uma das pouquíssimas comunidades do Oriente Médio que preservam esse idioma condenado à extinção. Além do aramaico, Maaloula também conservou durante séculos alguns mosteiros e igrejas construídos no começo da história do cristianismo.

Ainda na Síria, foi inaugurado neste dia 6 de junho, um sábado, algoinédito no mundo islâmico: uma mesquita da cidade litorânea de Tartous é dedicada a ninguém menos que a Virgem Maria, mãe de Jesus Cristo. Maria é reconhecida pelo islã como a mãe do profeta Jesus e seu nome aparece 34 vezes no alcorão, mais do qualquer membro da família do profeta Maomé. Além disso, ela é a única mulher que dá nome a uma sura (capítulo) do alcorão: a sura 19 se chama Maryam, Maria em árabe.

Que a nossa Mãe interceda por todos os nossos irmãos esmagados por um sem-fim de sofrimentos e perseguições naquelas terras em que o cristianismo nasceu e começou a se propagar por entre os povos.
sources: ALETEIA

quarta-feira, 17 de junho de 2015

Oração na angústia

Meu Senhor e meu Deus,
Só Vós sois o meu refúgio.
Eu vos peço, de coração, inclinai para mim vossos ouvidos,
Apressai-vos em me socorrer, pois a angústia parece me sufocar.
Tende piedade e compaixão de mim, pois vivo atribulado.
De tristeza definham meus olhos, de amargura minha vida se consome.
Minhas forças se esgotam na aflição, o cansaço parece me dominar.
Mas eu, Senhor, em Vós confio, sois Vós o Meu Deus.
Meu destino está nas Vossas mãos.
Sois uma rocha de refúgio, uma fortaleza para me salvar.
Em vossas mãos entrego o meu espírito.
Livrai-me da angústia, ó Senhor, Deus fiel.
Amém.

(Padre Antônio Francisco Bohn)

Limpa teu passado

Se queres... Limpa teu passado, se queres secar uma fonte de inumeráveis sofrimentos. Livra-te de tuas culpas e rancores, perdoa-te a ti mesmo, perdoando aos outros. Livra-te de teus ressentimentos, agradecendo por tudo que já viveste.
 René Juan Trossero

domingo, 7 de junho de 2015

Oração a Nossa Senhora da Defesa


Todos os dias
Nossa Senhora da Defesa, virgem poderosa, recorro a Vossa proteção contra todos os assaltos do inimigo, pois Vós sois o terror das forças malignas. Eu seguro no Vosso manto santo e me refugio debaixo dele para estar guardado, seguro e protegido de todo mal. Mãe Santíssima, Refúgio dos pecadores, Vós recebestes de Deus o poder para esmagar a cabeça da serpente infernal e com a espada levantada afugentar os demônios que querem acorrentar os filhos de Deus.

Curvado sobre o peso dos meus pecados venho pedir a Vossa proteção hoje e em cada dia da minha vida, para que vivendo na luz do vosso filho, Nosso Senhor Jesus Cristo eu possa depois desta caminhada terrena, entrar na pátria celeste. Amém!
Ladainha a Nossa Senhora da Defesa

Nossa Senhora da Defesa,
Vós que sois o terror das forças malignas defendei-nos:
da inveja, vaidade e ódio
do orgulho, da soberba e atrevimento
da arrogância, presunção e cinismo
da hipocrisia, fingimento e deboche
do egoísmo e ganância
da preguiça e má vontade
da derrota, fracasso e desânimo
da depressão. aflição e desespero
da prostação, alienação e indilência
da auto-piedade, auto-rejeição e auto-condenação
dos complexos, carência afetiva e emocional
dos problemas de ordem sexual
da superproteção e dependência emocional
da adulação e idolatria das coisas e pessoas
da dominação, ciúmes, posse e perseguição
da murmuração, impaciência e omissão
da rejeição e desprezo
do isolamento e timidez
da solidão, melancolia e angústia
do suicídio, desejo de morrer e confusão mental
da culpa, aborto e falta de perdão
da acusação, quebra de segredo e avareza
da mentira, calúnia e falso testemunho
da condenação, crueldade e fofoca
da ingratidão, falsidade e trapaças
da mágoa, ressentimentos e brigas
da ira, raiva e agressividade
do desamor, desarmonia e separação
da violência e indignidade
dos assaltos, sequestros e vandalismo
das catástrofes, calamidades e pestes
da miséria, dívidas e desemprego
do medo, insegurança e maus pensamentos
da preocupação exagerada, insônia e tensão nervosa
do pânico, pavor e susto
dos males físicos, psíquicos e espirituais
das heranças negativas de antepassados e malefícios
das manias, taras e vicios
da sedução, orgia e fornicação
do adultério, prostituição e promiscuidade
da compulsividade para ter, ser e poder
da compulsividade no jogo e dependência química
da falsa oração, dos objetos contaminados e superstição
da injustiça, revolta e frustação
da destrição e desejo de vingança
do assassinato e desejo de morte de alguém
da revolta contra Deus
da descrença, dúvida e falta de fé
da incredulidade, infidelidade e indiferença
da desobediência, zombaria e gozação
dos sacrilégios e blasfêmias

V. Rogai por nós, Santa Mãe de Deus.
R. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

Oremos

Concedei a Vossos servos, nós Vo-lo pedimos, Senhor Deus, que possamos sempre gozar da saúde da alma e do corpo e, pela gloriosa intercessão da bem-aventurada Virgem Maria, sejamos livres da tristeza e alcancemos a eterna alegria. Por Cristo Nosso Senhor. Amém.

— by Clevinho Maia 
Fonte: http://www.arcanjomiguel.net

quinta-feira, 4 de junho de 2015

"Ah! Quantas almas chegariam à santidade, se fossem bem dirigidas!...


"Ah! Quantas almas chegariam à santidade, se fossem bem dirigidas!...

Sei que o Bom Deus não tem necessidade de ninguém para fazer sua obra, contudo, assim como ele permite a um hábil jardineiro cultivar plantas raras e delicadas e, para isso, lhe dá a ciência necessária, reservando para si o cuidado de fecundá-las, assim Jesus quer ser ajudado na divina cultura das almas.

Que aconteceria se um jardineiro inábil não enxertasse bem seus arbustos? Se não soubesse reconhecer a natureza de cada um e quisesse fazer desabrochar rosas em um pessegueiro?... Faria morrer a árvore que, no entanto, era boa e capaz de produzir frutos.

Desta forma é que é preciso saber reconhecer desde a infância o que Deus pede às almas e secundar a ação de sua graça, sem jamais a antecipar nem retardar.

Assim como os passarinhos aprendem a cantar ouvindo seus pais, assim as crianças aprender a ciência das virtudes, o canto sublime do Amor divino, junto das almas encarregadas de formá-las para a vida."



(Santa Teresinha do Menino Jesus. Obras completas: Manuscrito A, no.149)

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A serviço do amor


"Examina se essa moça que ocupa teu pensamento merece que lhe consagres teu coração e que lhe ofereças tua vida. Não cedas muito depressa ao que não passa de um arrebatamento passageiro. Mas, quando tiveres refletido bem, quando tiveres pedido conselho, se esse sorriso te agradar sempre e se esse olhar te encantar ainda, ah! dize-lhe então esta palavra, a mais bela que já nasceu em lábios humanos: amo-te!"

(Livro: A serviço do amor)

quarta-feira, 3 de junho de 2015

DE SOFRER OS DEFEITOS DOS OUTROS

1.Aquilo que o homem não pode emendar em si mesmo ou nos demais, deve-o tolerar com paciência, até que Deus disponha de outro modo. Considera que talvez seja melhor assim, para provar tua paciência, sem a qual não têm grande valor nossos méritos. Todavia, convém, nesses embaraços, pedir a Deus que te auxilie, para que os possas levar com seriedade.
2. Se alguém, com uma ou duas advertências, não se emendar, não contendas com ele; mas encomenda tudo a Deus para que seja feita a sua vontade, e seja ele honrado em todos os seus servos, pois sabe tirar bem do mal. Procura sofrer com paciência os defeitos e quaisquer imperfeições dos outros, pois tens também muitas que os outros têm de aturar. Se não te podes modificar como desejas, como pretendes ajeitar os outros à medida de teus desejos? Muito desejamos que os outros sejam perfeitos, e nem por isso emendamos as nossas faltas.
3. Queremos que os outros sejam corrigidos com rigor, e nós não queremos ser repreendidos. Estranhamos a larga liberdade dos outros, e não queremos sofrer recusa alguma. Queremos que os outros sejam apertados por estatutos e não toleramos nenhum constrangimento que nos coíba. Donde claramente se vê quão raras vezes tratamos o próximo como a nós mesmos. Se todos fossem perfeitos, que teríamos então de sofrer nós mesmos por amor de Deus?
4. Ora, Deus assim o dispôs para que aprendamos a carregar uns o fardo dos outros; porque ninguém há sem defeito; ninguém sem carga; ninguém com força e juízo bastante para si; mas cumpre que uns aos outros nos suportemos, consolemos, auxiliemos, instruamos e aconselhemos. Quanta virtude cada um possui, melhor se manifesta na ocasião da adversidade; pois as ocasiões não fazem o homem fraco, mas revelam o que ele é.

A Imitação de Cristo, Tomás de Kempis

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Consoladora dos Aflitos



As invocações, que o povo cristão dirige a Nossa Senhora, manifestam, em primeiro lugar, as situações concretas e existenciais desse mesmo povo. Se pudéssemos examinar os milhões de títulos dirigidos à Maria, teríamos um retrato completo das circunstâncias pelas quais passa a humanidade.


Um grande número dessas invocações retrata as dores e angústias humanas, suas fraquezas, sua indigência e necessidade de proteção, auxílio e consolo.Todos nós sabemos que Maria não é a fonte das graças e favores que pedimos; acreditamos que Ela seja nossa Medianeira e Intercessora.

Nossa confiança em Maria e em sua intercessão se fundamenta em sua íntima união com seu Filho e na vontade livre e soberana de Deus de querer precisar da colaboração de Maria para realizar, por meio do seu Filho, a Redenção e Libertação da Humanidade. Se a Trindade Santíssima precisou do “Sim” de Maria para realizar a salvação do mundo, que mal existe quando nós, frágeis mortais e pecadores, pedimos a intercessão desta Mãe para nossas necessidades e angústias?

Maria, em diversas circunstâncias de sua vida, experimentou a angústia e a aflição. Aquela espada de dor, profetizada por Simeão, sempre esteve cravada em seu peito. Mas a angústia e a aflição maior aconteceram durante a Paixão de seu Filho.

Impossibilitada de socorrer e aliviar seu Filho pregado na cruz, sua dor e sua aflição atingiram o máximo suportável por um ser humano. E essa experiência da aflição a tornou sensível às aflições e angústias de seus filhos, herdados na cruz.

Pela experiência comum da angústia e da aflição é que invocamos, cheios de graça: Consoladora dos Aflitos, Rogai por nós!



Pe. Ângelo Licati


Momento íntimo com a Mãe do Salvador


"E junto à cruz estavam a mãe de Jesus, a irmã dela, e Maria, mulher de Clopas, e Maria Madalena. Vendo Jesus sua mãe, e junto a ela o discípulo amado, disse: “Mulher, eis o teu filho. Depois disse ao discípulo: Eis aí tua mãe. Dessa hora em diante desde o discípulo a tomou para casa". (João 19.25-27).

Enquanto Maria olha para a cruz, tolda-se a terra de um nevoeiro, como se tivesse sido atingida bem em seu âmago por uma espada. Enquanto observa, Maria percebe a semelhança entre o que ela sente com o que foi profetizado por Simeão, por ocasião do nascimento de Jesus: "Eis que este menino está destinado tanto para ruína como para levantamento de muitos em Israel, e para ser alvo de contradição (também uma espada traspassará a tua própria alma), para que se manifestem os pensamentos de muitos corações” (Lucas 2.34-35), referindo-se à agonia que Maria haveria de passar. Focalizando novamente a cruz, tudo fica nítido para ela: Então, esta é a espada...

É algo que toda a mãe teme: perder um filho. Este medo a perseguiu sempre, desde as palavras premonitórias de Simeão. Houve o terror por ocasião de Herodes, com a conspiração de assassinato das criancinhas. E ainda a profecia de Isaías sobre o Servo Sofredor sempre a perturbou. É como se a morte tivesse pousado sobre o berço de Jesus, desde o seu nascimento, lançando ali uma sombra escura como uma constante advertência de que um dia o menino lhe pertenceria.

Bem no seu íntimo, Maria sabia que Jesus era uma criança nascida para morrer. Não cresceria para ser um médico, ou um rabi, ou um doutor da lei. Não se casaria, nem lhe daria netos que levassem adiante o nome de família. Sabia disto há muito tempo, mas havia enterrado esse sentimento em seu coração.

Nas poças de lágrimas nadam algumas recordações. O nascimento dele naquele frio e escuro estábulo em Belém. Como ele tremia, quando pegou-o pela primeira vez em seus braços, tão pequenino e indefeso. Aquecera-o em seu seio e cantara para que dormisse. Lembrava-se também de como, quando beijara sua testa, ele a olhara tão calmo, tão sem cuidados.

Novamente focaliza a cruz e vê homens encurvados, repartindo as roupas dele, e lançando sortes sobre elas. Ergue os olhos para seu filho e sofre. Ele está nu, e não há ninguém para aquecê-lo. Tem sede, e não há ninguém para molhar os seus lábios. Está cansado e não há ninguém para cantar-lhe uma canção para que adormeça. Sua testa está franzida em agonia, banhada de sangue e não há ninguém para enxugar-lhe os ferimentos!...

-Por que meu bebê mereceria isto?

Novamente seus olhos se turvam. Mais uma lembrança vem à tona. E mais outra. Lembra-se de quando disse a primeira palavra. Lembra-se dos seus primeiros passos. Recorda-se de como ele gostava de ajudá-la a assar o pão, e ela então costumava molhar um pedaço do pão fresco no mel e dava-lhe para comer. Isto deixava-o contente e fazia com que seus olhos brilhassem.

-Por que meu bebê mereceria isto?

Recorda-se dele com doze anos, quando já estava a serviço do Pai em Jerusalém. Lembra-se claramente de ter pensado na ocasião: Ele não é mais o meu bebê! Está ali na cruz agora por possuir também amor materno. Está ali porque tem o amor de um Salvador. Mas, o amor não se parece com o que vê. Gotas abundantes de sangue que escorrem pelo madeiro, molhando a sujeira que está embaixo. Cravos pesados nos pés de Jesus!... Costelas marcando a pele magra.. Moscas pousando nas feridas abertas... Olhos inchados pela febre... Cabelos emaranhados na coroa de espinhos colocada pela manhã... Mãos erguidas a Deus presas no madeiro por cravos... Um dorso encurvado, pendente pelos punhos empalados, como um grotesco pingente... Isto é o que a mãe de Jesus vê, enquanto desembainha seu coração para o golpe cruel da espada romana... É mais do que uma mãe pode suportar!

Mas de alguma forma ela resiste. Principalmente por causa do homem que está a seu lado, amparando-a.

João, o discípulo amado de Jesus. De braços dados, as duas pessoas a quem Jesus mais ama neste mundo! Nunca foram tão próximos, como neste momento. Ouvem Jesus murmurar enquanto ergue a cabeça. Esboça o seu adeus com a língua ferida e os lábios rachados. João leva Maria para mais perto, para poupar a Jesus o esforço, pois o seu filho tem muito que dizer a ela: ‘Obrigado por tudo. . . devo-lhe tanto. . . você foi a mãe mais querida que alguém poderia ter’. Imagina-se... Mas os espasmos no peito estão cada vez mais freqüentes, e aquelas palavras não foram pronunciadas... Jesus apóia-se nos cravos e com esforço enche os pulmões. A dor é extrema. As palavras saem com um grande esforço. "Mulher, eis o teu filho." Maria olha para João, aperta os seus braços enquanto tem os olhos marejados de lágrimas... Os lábios esboçam um sorriso trêmulo". "João, eis a tua mãe".

O discípulo acena enquanto morde os lábios controlando a emoção... Foi tudo quanto foi dito.... imaginamos... Por um momento íntimo, contemplam Aquele a quem tanto amam... Então Jesus pende novamente.

De repente, Maria percebe, Ele está a serviço do Pai. Ora àquele Pai, para que a morte venha logo para o Seu filho, isto é, para o filho deles. Pois ambos perderam um filho hoje. Ambos têm uma espada cravada no peito... E assim, apesar da sua dor, apesar do aço frio que lhe trespassa a alma, ela resiste ao pé da cruz... É mãe!... Não suporta olhar. Mas não suportaria afastar-se dali também. Está ali. Pelo seu filho! Como qualquer mãe o faria...

Ela estava lá quando Ele veio ao mundo. Haveria de estar quando Ele se fosse. Estava lá quando Ele foi empurrado por um canal escuro e estreito até seus braços, quando nasceu.


Estaria presente agora quando Ele estava sendo empurrado através de outra passagem dolorosa que o devolvia para os braços do Pai.

Oração: Tu, cujo corpo pendia daqueles cravos em tuas mãos, e que carregavas sobre ti o peso do pecado do mundo, e ainda assim preocupavas-te mais com as dores dos outros do que com as tuas. Tu, que fizeste um comentário constrangedor sobre o único dos mandamentos que contém uma promessa, embora soubesses que para ti aquela promessa te seria negada. Tu, que de tudo foste destituído, e no entanto ainda achaste tanto para dar: aos seus executores, o perdão: ao ladrão, o paraíso; à sua mãe, um filho! Concede-me a graça, Ó Senhor, de jamais esquecer a maneira como Tu te alçaste acima do teu desamparo a fim de te assegurares de que tua mãe não seria desamparada. Grande exemplo de amor altruísta, meu Senhor!... Filho exemplar!... Conserva-me sempre junto à cruz, pois ela é a fonte de onde provém o amor mais puro! Lá sou purificado, não somente dos meus pecados, mas da minha pequenez... É nela que estou mais perto de ti, meu Senhor!... É nela que estou mais próximo daqueles que te amam!... Leva-me lá todos os dias, meu Senhor querido!... É onde está o amor!... E é onde eu preciso ficar. .

Maria, exemplo de mãe!...

http://www.matrizdecampinas.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=327:momento-intimo-com-a-mae-do-salvador&catid=39:textos-marianos&Itemid=89

domingo, 24 de maio de 2015

Pentecostes segundo o Catecismo da Igreja Católica


 Pentecostes dia da efusão do Espírito Santo

§696 O fogo. Enquanto a água significa o nascimento e a fecundidade da Vida dada no Espírito Santo o fogo simboliza a energia transformadora dos atos do Espírito Santo O profeta Elias, que “surgiu como um fogo cuja palavra queimava como uma tocha” (Eclo 48,1), por sua oração atrai o fogo do céu sobre o sacrifício do monte Carmelo, figura do fogo do Espírito Santo que transforma o que toca. João Batista, que caminha diante do Senhor com o espírito e o poder de Elias” (Lc 1,17), anuncia o Cristo como aquele que “batizará com o Espírito Santo e com o fogo” (Lc 3,16), esse Espírito do qual Jesus dirá “Vim trazer fogo à terra, e quanto desejaria que já estivesse acesso (Lc 12,49). É sob a forma de línguas “que se diriam de fogo” o Espírito Santo pousa sobre os discípulos na manhã de Pentecostes e os enche de Si. A tradição espiritual manterá este simbolismo do fogo como um dos mais expressivos da ação do Espírito Santo Não extingais o Espírito” (1Ts 5,19).

§731 No dia de Pentecostes (no fim das sete semanas pascais), a Páscoa de Cristo se realiza na efusão do Espírito Santo, que é manifestado, dado e comunicado como Pessoa Divina: de sua plenitude, Cristo, Senhor, derrama em profusão o Espírito.

§1287 Ora, esta plenitude do Espírito não devia ser apenas a do Messias; devia ser comunicada a todo o povo messiânico. Por várias vezes Cristo prometeu esta efusão do Espírito, promessa que realizou primeiramente no dia da Páscoa. e em seguida, de maneira mais marcante, no dia de Pentecostes. Repletos do Espírito Santo, os Apóstolos começam a proclamar “as maravilhas de Deus” (At 2,11), e Pedro começa a declarar que esta efusão do Espírito é o sinal dos tempos messiânicos. Os que então creram na pregação apostólica e que se fizeram batizar também receberam o dom do Espírito Santo

§2623 NO TEMPO DA IGREJA

No dia de Pentecostes, o Espírito da promessa foi derramado sobre os discípulos, “reunidos no mesmo lugar” (At 2,1), esperando-o, “todos unânimes, perseverando na oração” (At 1,14). O Espírito, que ensina a Igreja e lhe recorda tudo o que Jesus disse, vai também formá-la para a vida de oração.

P.37.2 Pentecostes dia da manifestação pública de Jesus

§767 “Terminada a obra que o Pai havia confiado ao Filho para realizará na terra, foi enviado o Espírito Santo no dia de Pentecostes para santificar a Igreja permanentemente.” Foi então que “a Igreja se manifestou publicamente diante da multidão e começou a difusão do Evangelho com a pregação”. Por ser “convocação” de todos os homens para a salvação, a Igreja é, por sua própria natureza, missionária enviada por Cristo a todos os povos para fazer deles discípulos.

§1076 A ECONOMIA SACRAMENTAL No dia de Pentecostes, pela efusão do Espírito Santo, a Igreja é manifestada ao mundo. O dom do Espírito inaugura um tempo novo na “dispensação do mistério”: o tempo da Igreja, durante o qual Cristo manifesta, toma presente e comunica sua obra de salvação pela liturgia de sua Igreja, “até que ele venha” (1 Cor 11,26). Durante este tempo da Igreja, Cristo vive e age em sua Igreja e com ela de forma nova, própria deste tempo novo. Age pelos sacramentos; é isto que a Tradição comum do Oriente e do Ocidente chama de “economia sacramental”; esta consiste na comunicação (ou “dispensação”) dos frutos do Mistério Pascal de Cristo na celebração da liturgia “sacramental” da Igreja. Por isso, importa ilustrar primeiro esta “dispensação sacramental” (Capítulo I). Assim aparecerão com mais clareza a natureza e os aspectos essenciais da celebração litúrgica (Capítulo II.).

P.37.3 Pentecostes dia da plena revelação da Trindade

§732 Nesse dia é revelada plenamente a Santíssima Trindade. A partir desse dia, o Reino anunciado por Cristo está aberto aos que crêem nele; na humildade da carne e na fé, eles participam já da comunhão da Santíssima Trindade. Por sua vinda e ela não cessa, o Espírito Santo faz o mundo entrar nos “últimos tempos”, o tempo da Igreja, o Reino já recebido em herança, mas ainda não consumado:

Vimos a verdadeira Luz, recebemos o Espírito celeste, encontramos a verdadeira fé: adoramos a Trindade indivisível, pois foi ela quem nos salvou.

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Rezando com o auxílio da Virgem Maria

  Talvez já tenhamos ouvido que Deus se fez pequeno, e humilhou-se por amor a nós: Ele, existindo em forma divina, não se apegou ao ser igua...