terça-feira, 30 de junho de 2020

Por que devo ler a Bíblia?

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Há pelo menos 10 razões que deveriam nos convencer da importância de ler a Palavra de Deus

É fundamental ler a Bíblia, meditar com ela, permitir que seja lâmpada para os seus passos, luz para seu caminho.

Considere que existam pelo menos dez razões para entrar no fascinante mundo da Sagrada Escritura.

1
CONHECER A DEUS

Seria impossível sabermos algo de Deus se Ele não nos tivesse revelado. E isso Ele fez através da Sua Palavra. Por isso, para poder conhecê-Lo e criar com Ele uma relação pessoal de amor e confiança, é indispensável ler a Sua Palavra.

2
CONHECER A SI MESMO

A Palavra de Deus penetra até o ponto de divisão entre a alma e o espírito (cfr. Eb 4,12). Lê-la nos permite conhecer a fundo nós mesmos. Isso sem partir da ótica humana do juízo e da condenação, mas do olhar esperançoso e misericordioso de Deus.

3
RECEBER LUZ

O salmista afirma que a Palavra é lâmpada para os passos e luz no caminho (cfr. Sl 119, 105). Tem sempre uma mensagem para iluminar a sua situação atual. Tem sempre alguma coisa de pertinente a lhe dizer; às vezes o consola, outras vezes exorta. Pode também tranquilizar, às vezes o inquieta e agita, mas pode ter certeza que lhe dá sempre aquilo de que precisa para a alma.

4
DIALOGAR COM DEUS

Tem quem acredite que rezar consiste somente em falar com Deus, porque Ele não diz nada. Mas Deus fala através da Sua Palavra. Ler a Bíblia lhe permite escutar aquilo que Ele quer dizer, para poder depois respondê-Lo, dialogar com Ele e, com a Sua graça, colocar em prática.

5
PARTICIPAR DA REFLEXÃO E DA ORAÇÃO DE TODA A IGREJA

Quando você lê os textos proclamados a cada dia na Missa, ou na Liturgia das Horas, une-se a milhões de católicos em todo o mundo que, naquele mesmo momento, estão lendo, escutando, refletindo, rezando com as mesmas palavras. Ler a Palavra lhe permite participar ativamente da unidade e universalidade da Igreja.

6
COLOCAR-SE DENTRO DA HISTÓRIA DA SALVAÇÃO

Ler a Bíblia lhe permite descobrir como Deus se revelou ao ser humano, estabeleceu uma aliança com o homem, prometeu o Seu amor e a Salvação e respeitou esta promessa. Conhecer o passado lhe permite compreender o presente e vivê-lo com a alegria de saber que está fazendo parte do povo de Deus, que você é membro do Seu rebanho, ovelha do Bom Pastor.

7
CONHECER, COMPREENDER E AMAR A IGREJA

Ler a Bíblia lhe permite conhecer a Igreja da qual faz parte para compreendê-la e amá-la mais, e se alegrar pelo fato de pertencer a ela sabendo que foi fundada por Cristo. Além do fato de que é formada por seres humanos propensos ao erro, como você e eu. A Igreja é conduzida através da história pelo Espírito de Deus.

8
ANUNCIAR A BOA NOVA

Ler a Bíblia lhe permite cumprir o mandato de Jesus de ir ao mundo todo e anunciar a Boa Nova (cfr. Mc 16,15). Apenas conhecendo a Escritura é possível compartilhar a Sua luz com outros.

9
CONHECER E DEFENDER A FÉ

São Paulo diz que cada texto da Escritura é útil para ensinar (cfr. 2Tm 3,16). Conhecer a Bíblia lhe permite enfrentar quem ataca a sua fé católica e respondê-los não somente com clareza, mas também com argumentações sólidas.

10
VIVER COM LIBERDADE E ALEGRIA

Ler a Bíblia lhe dá liberdade e alegria. A liberdade daqueles que vivem a alegria de ter abandonado a imobilidade das trevas e caminham em direção Daquele que é a Luz. A alegria de saber que Ele está contigo todos os dias, até o fim do mundo, e a alegria de anunciá-Lo aos outros, como pede o Papa Francisco.

Eis aí dez motivos, são apenas os primeiros dez. Leia a Bíblia e você irá descobrir que existem tantos outros.

Diz São João no capítulo 5 de sua Primeira Carta:

Todo o que crê que Jesus é o Cristo, nasceu de Deus; e todo o que ama aquele que o gerou, ama também aquele que dele foi gerado. Nisto conhecemos que amamos os filhos de Deus: se amamos a Deus e guardamos os seus mandamentos. Eis o amor de Deus: que guardemos seus mandamentos. E seus mandamentos não são penosos, porque todo o que nasceu de Deus vence o mundo. E esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé. Quem é o vencedor do mundo senão aquele que crê que Jesus é o Filho de Deus? Ei-lo, Jesus Cristo, aquele que veio pela água e pelo sangue; não só pela água, mas pela água e pelo sangue. E o Espírito é quem dá testemunho dele, porque o Espírito é a verdade. São, assim, três os que dão testemunho: o Espírito, a água e o sangue; estes três dão o mesmo testemunho. Aceitamos o testemunho dos homens. Ora, maior é o testemunho de Deus, porque se trata do próprio testemunho de Deus, aquele que ele deu do seu próprio Filho. Aquele que crê no Filho de Deus tem em si o testemunho de Deus. Aquele que não crê em Deus, o faz mentiroso, porque não crê no testemunho que Deus deu a respeito de seu Filho. E o testemunho é este: Deus nos deu a vida eterna, e esta vida está em seu Filho. Quem possui o Filho possui a vida; quem não tem o Filho de Deus não tem a vida. Isto vos escrevi para que saibais que tendes a vida eterna, vós que credes no nome do Filho de Deus. A confiança que depositamos nele é esta: em tudo quanto lhe pedirmos, se for conforme à sua vontade, ele nos atenderá.


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Violência doméstica requer atenção durante a quarentena

SAD-WOMAN-SARROW OF LOVE
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Iniciativas tentam prevenir casos e acolher as vítimas 

Índices demonstram que os casos de violência doméstica pioraram durante a quarentena, quando muitas mulheres de repente passaram a se ver sob o mesmo teto que o agressor 24 horas por dia. Além da convivência extrema, os humores exaltados por conta da pandemia podem contribuir com as incidências de violência.

Corre na Câmara dos deputados o projeto de lei 1552/20, que, segundo a própria ementa, “dispõe sobre a proteção de mulheres em situação de violência durante a vigência do estado de calamidade pública, com efeitos até 31 de dezembro de 2020 ou enquanto durarem as medidas de quarentena e restrições de atividades no contexto da pandemia do Covid-19 (novo coronavírus)”.

Apenas no estado de São Paulo foi registrado um aumento de 44,9%, se comparado ao mesmo período no ano passado, no atendimento de mulheres vítimas de violência. No Rio de Janeiro esse número chega a 50%. Muitas vezes dependentes financeiramente dos maridos ou com medo de retaliação física, muitas mulheres acabam não procurando ajuda, o que contribui com que haja subnotificação.

O mais indicado a uma mulher que se ver nessa situação de confinamento com o agressor deve ligar 190 em caso de emergência e 180 para denunciar violência contra a mulher. Ainda assim, o marido pode obstruir o acesso da esposa ao telefone, entre outros empecilhos. Uma grande dificuldade, estima-se, é a mulher perceber que está sendo agredida, nem que seja no campo do abuso psicológico, o que tende a evoluir à violência física e até ao feminicídio.

Por isso algumas camadas da sociedade estão se mobilizando para prevenir ocorrências e para acolher as vítimas de violência doméstica. Nesta semana foi lançada pelo Conselho Nacional de Justiça, junto com iniciativas públicas e privadas, a campanha Sinal Vermelho, que instrui mulheres a procurarem ajuda em farmácias com um “X” marcado com caneta ou batom na palma da mão, código para que o atendente chame as autoridades.

O Instituto Maria da Penha, que visa a proteção da mulher, recentemente lançou o vídeo Call, que faz parte de uma campanha de conscientização das vítimas e de orientação às pessoas próximas que identifiquem a mulher que está sendo agredida.

Entre as iniciativas ainda está a rede de apoio Justiceiras, que desde o início da quarentena já ofereceu mais de mil atendimentos de psicólogos, assistentes sociais e advogados, que somam três mil voluntários. Para as interessadas basta entrar em contato pelo WhatsApp: (11) 99639-1212.

Portanto fique atento (a) às mulheres à sua volta, se souber de algum caso ofereça ajuda e, se acontecer com você, não deixe de denunciar.

https://pt.aleteia.org/2020/06/26/violencia-domestica-requer-atencao-durante-a-quarentena/?utm_campaign=NL_pt&utm_source=daily_newsletter&utm_medium=mail&utm_content=NL_pt

domingo, 28 de junho de 2020

Freiras francesas mantêm Adoração Perpétua há 135 anos, inclusive na pandemia

Elas começaram em 1885 e não pararam nem sequer durante o bombardeio de 1944 sobre Paris

Começou em 1º de agosto de 1885 e nunca mais foi interrompida na Basílica do Sacré-Coeur, em Montmartre, Paris, a Adoração ao Santíssimo Sacramento iniciada pelas religiosas beneditinas do Sagrado Coração, que, desde aquela data, garantem um revezamento dia e noite, 24 horas por dia, para que sempre haja pelo menos uma pessoa orando e adorando Jesus Cristo presente verdadeiramente no Santíssimo Sacramento da Eucaristia.

A adoração não foi interrompida nem sequer durante o bombardeio sofrido pela cidade em 1944, em plena Segunda Guerra Mundial.

O atual desafio decorre do confinamento imposto pelo governo francês à população do país para reduzir os contágios pelo coronavírus. As restrições à circulação de pessoas dificultaram muito a participação de leigos, o que deixa as religiosas sozinhas no revezamento. Mesmo assim, uma das religiosas, a irmã Marie-Agathe, declarou decididamente, conforme reportado pela agência Gaudium Press:

“As próximas gerações não poderão dizer que paramos tudo por causa do confinamento”.

Ela complementa:

“Somos as únicas que podem entrar. Portanto, cabe a nós continuar a adoração perpétua. Continuar esta cadeia de oração é a nossa primeira missão. O desafio agora é nos adaptarmos para manter apenas quatorze”.

Na cúpula maior da basílica, uma lanterna sempre acesa indica a perpétua adoração.

“É um sinal de comunhão para os parisienses, uma presença de continuidade na oração. Se a oração for interrompida, esta lanterna deve ser extinta. A nossa missão durante a contenção é garantir que ela não seja extinta”.

Outra adoração perpétua ainda mais antiga

Se a adoração perpétua na Basílica do Sacré-Coeur começou em 1885, há pelo menos um caso ainda anterior que também continua até hoje: o das Irmãs Franciscanas da Adoração Perpétua (Franciscan Sisters of Perpetual Adoration), que, desde 1º de agosto de 1878, vêm mantendo pelo menos duas pessoas, dia e noite, em oração contínua diante do Santíssimo Sacramento na cidade norte-americana de La Crosse, no Estado de Wisconsin. Segundo o seu próprio site, a congregação está rezando ininterruptamente há mais tempo que qualquer outro grupo nos Estados Unidos.


https://pt.aleteia.org/2020/06/26/freiras-francesas-mantem-adoracao-perpetua-ha-135-anos-inclusive-na-pandemia/?utm_campaign=NL_pt&utm_source=weekly_newsletter&utm_medium=mail&utm_content=NL_pt

segunda-feira, 22 de junho de 2020

Papa acrescenta três invocações à Ladainha de Nossa Senhora, uma para os migrantes



“Mater Misericordiae” (Mãe da Misericórdia), “Mater Spei” (Mãe da Esperança) e “Solacium migrantium” (Conforto ou Ajuda dos Migrantes): essas são as três novas invocações inseridas na Ladainha de Nossa Senhora, que tradicionalmente conclui a oração do Terço, por decisão do Papa Francisco. Dom Arthur Roche, secretário da Congregação para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos: são orações ligadas à atualidade da vida.

Alessandro De Carolis – Vatican News

A decisão do Papa Francisco foi comunicada pela Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, numa carta endereçada aos presidentes das Conferências Episcopais. “Inúmeros são os títulos e as invocações que a religiosidade popular cristã, no decorrer dos séculos, reservou à Virgem Maria, via privilegiada e segura do encontro com Cristo”, escrevem na carta o cardeal Robert Sarah e o arcebispo Arthur Roche, prefeito e secretário do dicastério vaticano.

“Mater Misericordiae” (Mãe da Misericórdia), “Mater Spei” (Mãe da Esperança) e “Solacium migrantium” (Conforto ou Ajuda dos Migrantes) são as três novas invocações inseridas na Ladainha de Nossa Senhora, que tradicionalmente conclui a oração do Terço. A primeira invocação será inserida depois de "Mater Ecclesiae", a segunda depois de "Mater divinae gratiae" e a terceira depois de "Refugium peccatorum”.

Orações que nasceram dos “desafios” da vida

Não obstante seja antiga, a ladainha – que se tornou célebre a partir do Santuário da Santa Casa de Loreto (e por isso também chamada de ‘ladainhas lauretanas’), não perde o contato com a realidade. “Vários Papas decidiram incluir invocações”, recordou o arcebispo Roche. São João Paulo II incluiu, por exemplo, “Mãe da família”.

“O Terço, o sabemos, é uma oração dotada de grande potência e, portanto, neste momento, as invocações à Virgem são muito importantes para quem está sofrendo com a Covid-19 e, entre eles, os migrantes que deixaram a sua terra”, concluiu o secretário do dicastério.


https://www.vaticannews.va/pt/vaticano/news/2020-06/papa-francisco-acrescenta-tres-invocacoes-ladainha-nossa-senhora.html

sábado, 13 de junho de 2020

Uma magnífica oração de São João Paulo II para os médicos

COVID

Cuidadores, maqueiros, enfermeiros, médicos, pesquisadores… Por vários meses, todos os que cuidam dos doentes estão em guerra contra um inimigo invisível: o Coronavírus. Para combater essa pandemia e cuidar dos doentes, os médicos precisam confiar no exemplo e na ajuda do Senhor. Aqui está uma bela oração de São João Paulo II, que eles podem tomar para si para ajudar a atravessar esse momento difícil

Em 23 de outubro de 1982, em um Congresso Mundial de Médicos Católicos, São João Paulo II chamou todos os médicos a tomar “Cristo como modelo supremo, aquele que era o médico da alma e frequentemente do corpo daqueles com quem ele encontrava nas estradas de sua peregrinação terrena”.

“Que Cristo constantemente vos ilumine sobre a dignidade de vossa profissão e sugira, em todas as circunstâncias, atitudes e passos que uma coerência linear de fé mostra e exige”, declarou o pontífice.

Dezoito anos depois, no Congresso Internacional de Médicos Católicos, ele fez uma bela oração pelos médicos, para que eles pudessem recitá-la diariamente para pedir a Deus que os ajudasse em sua missão. Eis a oração:

Senhor Jesus, Médico Divino, que na tua vida terrena tiveste especial atenção pelos que sofrem e confiaste aos teus discípulos o ministério da cura, faz-nos sempre prontos a aliviar as dores dos nossos irmãos.

Faz que cada um de nós tenha consciência da grande missão que nos foi confiada e se esforce sempre por ser, no seu serviço diário, um instrumento do teu amor misericordioso.

Ilumina as nossas mentes, guia as nossas mãos e dá-nos corações atentos e compassivos. Faz que em cada doente saibamos descobrir as feições do teu Divino Rosto.

Tu que és a Vida, concede-nos o dom de te saber imitar cada dia, não somente como médicos do corpo, mas como médicos da pessoa inteira, ajudando a quem está doente a percorrer com fé o seu caminho terreno até ao momento do seu encontro contigo.

Tu que és a Verdade, dá-nos sabedoria e ciência para penetrar no mistério do homem e do seu destino transcendente, enquanto nos aproximamos dele para descobrir as causas dos seus males e encontrar os remédios adequados.

Tu que és a Vida, concede-nos o dom de anunciar e testemunhar na nossa profissão o “Evangelho da Vida”, comprometendo-nos a defendê-la sempre, desde a concepção ao seu fim natural, e a respeitar a dignidade de cada um dos seres humanos, especialmente aqueles mais débeis e necessitados.

Transforma-nos, Senhor, em bons samaritanos, prontos a acolher, a cuidar e consolar todos os que encontramos na nossa profissão. Tendo como exemplo os santos médicos que nos precederam, ajuda-nos a contribuir generosamente com o nosso trabalho para a constante renovação e melhoramento das estruturas sanitárias.

Abençoa o nosso estudo e a nossa profissão, ilumina a nossa investigação e os nossos ensinamentos. E por te termos amado e servido constantemente a Ti na pessoa dos nossos irmãos que sofrem, no fim do nosso peregrinar na terra, concede-nos poder contemplar o teu rosto glorioso e experimentar a satisfação do encontro contigo no teu Reino de alegria e paz infinitas.

Amém

https://pt.aleteia.org/cp1/2020/06/12/uma-magnifica-oracao-de-sao-joao-paulo-ii-para-os-medicos/?utm_campaign=NL_pt&utm_source=daily_newsletter&utm_medium=mail&utm_content=NL_pt

Oração a Maria contra o racismo

PRAYING
Pascal Deloche | GODONG

A prece foi sugerida por um arcebispo americano depois da morte de George Floyd, que gerou protestos contra o racismo nos Estados Unidos e em várias partes do mundo

“O racismo é uma blasfêmia contra Deus, que cria todos os homens e mulheres com igual dignidade”.

Foi com a frase acima que o Arcebispo de Los Angeles (Estados Unidos), Dom José Gomez, reagiu à morte de George Floyd – um homem negro de 46 anos – por um policial branco em Minneapolis, no dia 25 de maio de 2020.

Depois do ocorrido, protestos contra o racismo tomaram conta dos Estados Unidos e de várias partes do mundo.

Em seu site, Arquidiocese de Los Angeles afirmou que trabalha para acabar com a justiça racial e sugeriu aos fiéis uma oração à Virgem Maria contra o racismo.

Reze você também:

Maria, amiga e mãe de todos, através de teu Filho, Deus encontrou um caminho para se unir a todos os seres humanos, chamados a ser um só povo, irmãs e irmãos entre si.

Pedimos tua ajuda ao recorrer ao Teu Filho, buscando o perdão pelas vezes nas quais falhamos em nos amar e nos respeitar.

Pedimos a tua ajuda para obter de teu Filho a graça que precisamos para vencer o mal do racismo e construir uma sociedade justa.

Pedimos a tua ajuda para seguir o teu Filho, para que o preconceito e a animosidade não infectem mais a nossa mente ou coração, mas sejam substituídos pelo amor que respeita a dignidade de cada pessoa.

Mãe da Igreja, o espírito de teu Filho Jesus encoraja nossos corações: rogai por nós.

Amém.

 

Com informações de ACI Digital 


segunda-feira, 8 de junho de 2020

Por que João Paulo II queria que Maria fosse chamada de “Mãe da Igreja”

MOTHER MARY

São João Paulo II foi um dos mais fortes defensores da celebração oficial do papel de Maria como mãe de todos os fiéis cristãos

Em 2018, o Papa Francisco instituiu uma celebração anual na segunda-feira seguinte à festa de Pentecostes chamada “Maria, Mãe da Igreja”.

O decreto que anuncia a celebração explica que: “Esta celebração nos ajudará a lembrar que o crescimento da vida cristã deve estar ancorado no Mistério da Cruz, na oblação de Cristo no banquete eucarístico e na Mãe do Redentor e Mãe dos Redimidos, a Virgem, que faz sua oferta a Deus.”

Embora a celebração litúrgica seja nova, o desejo de reconhecimento oficial desse título de Maria teve muitos apoiadores ao longo dos anos.

Por exemplo, São João Paulo II defendeu esse título em várias ocasiões. Ele o mencionou pela primeira vez em sua encíclica Redemptoris Mater, onde recordou as palavras de São Paulo VI em referência a este título.

Durante o Concílio, o Papa Paulo VI afirmou solenemente que Maria é Mãe da Igreja, «isto é, Mãe de todo o povo cristão, tanto dos fiéis como dos Pastores». Mais tarde, em 1968, na Profissão de Fé conhecida com o nome de «Credo do Povo de Deus», repetiu essa afirmação de forma ainda mais compromissiva, usando as palavras: «Nós acreditamos que a Santíssima Mãe de Deus, nova Eva, Mãe da Igreja, continua no Céu a sua função maternal em relação aos membros de Cristo, cooperando no nascimento e desenvolvimento da vida divina nas almas dos remidos».

Mais tarde, ele explicou em uma audiência geral em 1997 que: “o Papa Paulo VI gostaria que o próprio Concílio Vaticano II proclamasse ‘Maria Mãe da Igreja, isto é, de todo o Povo de Deus, dos fiéis e de seus Pastores. ‘Ele fez isso sozinho em seu discurso no final da terceira sessão do Conselho (21 de novembro de 1964), pedindo também que ‘a partir de agora a Santíssima Virgem seja honrada e invocada com este título por todo o povo cristão’.”

Em particular, São João Paulo II favoreceu fortemente esse título de Maria desejando que a Igreja olhasse para Maria como um modelo de imitação. Ele explica isso primeiro em Redemptoris Mater.

[Na] sua nova maternidade no Espírito, Maria abraça todos e cada um na Igreja e abraça todos e cada um através da Igreja. Nesse sentido, Maria, Mãe da Igreja, também é o modelo de Igreja. De fato, como Paulo VI espera e pede, a Igreja deve extrair “da Virgem Mãe de Deus a forma mais autêntica de perfeita imitação de Cristo”.

Os cristãos erguem os olhos com fé para Maria no curso de sua peregrinação terrena, eles “se esforçam para crescer em santidade”. Maria, a exaltada Filha de Sião, ajuda todos os seus filhos, onde quer que estejam e qualquer que seja sua condição, a encontrarem em Cristo o caminho para a casa do Pai.

A Igreja, então, vê Maria como um exemplo supremo de fidelidade, mas também de maternidade. O amor de Maria por toda a humanidade direciona o amor da Igreja e mostra à Igreja como cuidar de seus filhos.

João Paulo II acreditava firmemente que essa denominação de Maria era vital para o ministério da Igreja e teria o prazer de vê-la enfatizada nesta nova celebração litúrgica que se segue ao Pentecostes.


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3 maneiras de fazer amizade como Maria

FRIENDSHIP


A mãe de Jesus certamente conhecia algumas das lutas que enfrentamos

A amizade é crucial para o bem-estar humano. Quando não temos pelo menos algumas pessoas em quem confiar e nos apoiar, a vida pode parecer muito sombria.

Mas não há solução fácil se você estiver tentando encontrar bons amigos. O processo pode levar muito tempo, energia, tentativa e erro – e vulnerabilidade.

No entanto, conheço alguém que pode entender o que você está passando: Maria, a mãe de Jesus.

Um livro chamado Quiet Places with Mary me ajudou a pensar sobre o que Maria poderia ter passado emocionalmente em sua vida, especialmente com relação à amizade.

Pode parecer estranho refletir sobre o fato de que a mãe de Jesus pode ter tido dificuldade com amizades e em ser aceita, mas não é tão estranho quando você pensa nos elementos extraordinários de sua vida e em quantas pessoas rejeitaram seu filho.

Existem três conflitos que podemos enfrentar quando se trata de amizade, os quais Maria provavelmente também experimentou. Veja como Ela pode nos ajudar.

1
NÃO TER AMIGOS PRÓXIMOS

Talvez você tenha se mudado recentemente. Talvez alguns amigos tenham se afastado.

Se você estava se esforçando para encontrar ou manter boas amizades antes da quarentena, pode estar se sentindo desconectado e frustado agora.

Geralmente, com amigos próximos, você tem coisas em comum que facilitam a conversa e o vínculo. Mas, se você não tem ninguém por perto com quem possa conversar ou tomar um café para descontrair, fica difícil.

Maria conheceu bem esse sentimento ao se mudar inesperadamente para o Egito com José e o menino Jesus, para escapar da matança de Herodes.

Podemos imaginar que era difícil fazer amigos em um novo lugar e em uma cultura diferente. Não só isso, Ela estava se acostumando a cuidar de seu novo bebê. Ela não tinha sua família ou uma rede de amigos por perto para ajudá-la e precisava se adaptar a tudo que vem com a mudança.

Maria, você sabe como é se sentir isolada. Por favor, ajude-me a conectar-me com as pessoas e a me sentir menos sozinho(a) durante este período da minha vida.

2
SENTIR QUE TEUS AMIGOS(AS) NÃO TE ENTENDEM

Você já esteve com um grupo de pessoas que conhece e se sentiu mais solitário(a) do que quando está sozinho(a)?

Ou talvez um amigo faça alguns comentários que te ajudem a perceber que essa pessoa não te entende?

Esses momentos são dolorosos, porque todos queremos ser verdadeiramente conhecidos e compreendidos por pessoas próximas a nós.

Maria também deve ter se sentido assim, pois levava uma vida muito comum e extremamente extraordinária.

Maria criou o Messias.

Que outra mãe poderia se relacionar com sua experiência? Pense em tudo o que a vida de casada de Maria implicava. Foi marcada por uma certa quantidade de escândalo devido ao momento de sua gravidez e, embora ela tenha tido amigos em Nazaré, ninguém seria capaz de entender a missão de seu filho ou o papel dela.

Além disso, Maria era uma mulher boa (e livre de pecado!). Se as pessoas às vezes nos rejeitam ou nos evitam porque tentamos viver uma vida moral, quanto mais elas teriam evitado ou fofocado sobre Maria?

E depois que José morreu, Maria não teve ninguém que pudesse apoiá-la completamente ou entendê-la da mesma maneira, especialmente enquanto Jesus estava no ministério público.

Maria, você sabe como é se sentir incompreendida. Por favor, ajude-me a encontrar amigos que me compreendam e me aceitem como eu sou.

3
NÃO SABER SE TEUS AMIGOS ESTARÃO AO TEU LADO NOS MOMENTOS DIFÍCEIS

Queremos ter pessoas que nos ajudem quando estivermos enfrentando dificuldades na vida.

Você pode ter se decepcionado com seus amigos(as) antes, caso você tenha passado por algo e eles simplesmente ignoraram.

Se for esse o caso, Maria nos mostra como um bom amigo age em uma amizade: de forma desinteressada e gratuita.

Lembra na Anunciação, quando Maria descobre que ela será a mãe de Jesus? O anjo também diz a Ela que sua prima Isabel está grávida. O que Maria faz imediatamente? Ela viaja para visitar sua prima e fica para ajudá-la até o bebê nascer. É isso que bons amigos fazem.

Maria, você sabe como é ser uma boa amiga. Por favor, ajude-me a amar meus amigos de forma desinteressada e, por favor, ajude-me a encontrar amigos que também me amem de forma desinteressada.

Não estamos sozinhos nisso tudo. Maria, rogai por nós!


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Oração de João Paulo II a Maria, Mãe da Unidade

Our Lady of Czestochowa

Há mais de 40 anos, o pontífice polonês pediu a Maria que nos ensinasse a alcançar a unidade, protegendo a paz e a justiça neste mundo

Em 1979, São João Paulo II visitou o santuário de Nossa Senhora de Czestochowa, na Polônia, e fez um solene ato de consagração à Virgem Maria. Era uma época tumultuada no mundo inteiro, especialmente na Polônia, que ainda estava sob ocupação comunista.

Havia um clima de grande tensão e São João Paulo II instou a paz e a justiça por todos os lados, fazendo o possível para unir o povo sob a liderança de Jesus Cristo.

Perto do final desta oração de consagração, o pontífice polonês voltou-se para Maria, Mãe da Unidade, e colocou diante dela tudo o que estava em seu coração. Aqui está trecho desta oração, que ainda é pertinente, pois faz uma súplica pela união do mundo em torno da paz.

“Faz que, por todos os meios de conhecimento, de respeito recíproco, de amor e de colaboração comum nos vários campos, possamos redescobrir pouco a pouco o desígnio divino daquela unidade em que nós devemos entrar e introduzir a todos, para que o único redil de Cristo reconheça e viva a sua unidade na terra. Mãe da unidade, ensina-nos sempre os caminhos que a ela conduzem.

Permite-nos que, no futuro, vamos ao encontro de todos os homens e de todos os povos , que por caminhos de religiões diversas procuram a Deus e O querem servir. Ajuda-nos a todos a que anunciemos a Cristo e revelemos a força e a sabedoria divina (1 Cor. 1, 24) escondida na Sua Cruz. Tu, que a primeira de todos, O revelaste em Belém não só aos simples e fiéis pastores, mas também aos sábios de países distantes.

Mãe do Bom Conselho! Indica-nos sempre como devemos servir o homem, a humanidade em cada nação, como conduzi-la pelos caminhos da Salvação. Como proteger a justiça e a paz no mundo, continuamente ameaçado de vários lados. Quão vivamente desejo, por ocasião deste encontro de hoje, confiar-Te todos estes difíceis problemas das sociedades, dos sistemas e dos Estados, problemas que não podem ser resolvidos com o ódio, a guerra e a autodestruição, mas só com a paz, com a justiça e com o respeito dos direitos dos homens e das nações.

Ó Mãe da Igreja! Faz que a Igreja goze de liberdade e paz no cumprimento da sua missão salvífica, e que para este fim atinja nova maturidade de fé e de unidade interior. Ajuda-nos a vencer as oposições e as dificuldades. Ajuda-nos a descobrir de novo toda a simplicidade e dignidade da vocação cristã (…).

Quantos problemas deveria, ó Mãe, ter-Te apresentado neste encontro, catalogando-os um a um. Confio-os todos a Ti, porque Tu os conheces melhor que nós e de todos tomas cuidado.”


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