segunda-feira, 16 de junho de 2014

Como devemos procurar o Coração de Jesus

"Em primeiro lugar, aproximai-vos do Coração de Jesus em espírito de penitência, para chorar vossas culpas e delas obter perdão, adorando-o como o Apóstolo São Tomé com profundo respeito, dizendo com um coração contrito e humilhado: Meu Senhor e meu Deus, Dominus meus et Deus meus, minha única esperança, permiti-me que busque o remédio de minhas chagas nas chagas de vosso Coração.
Ó Coração ferido de amor e de dor, que tanto arrependimento concebestes de todos os pecados do mundo, não é justo que eu deplore os meus e que vos testemunhe o profundo pesar que tenho de vos haver causado tanta tristeza? Coração infinitamente Santo e sumamente amante da pureza, que não podeis suportar a menor mácula, imprimi no meu o temor e horror às mais leves ofensas. Coração penitente que pagastes o resgate de todos os cativos, ajudai-me a quebrar minhas cadeias, a combater meus maus hábitos, a mortificar meus sentidos e a reparar com a penitência a glória que vos hei roubado.
Em segundo lugar, ide ao Coração de Jesus como ao vosso asilo, em espírito de confiança para submergir todas as vossas tristezas, desgostos, aflições, penas e dissabores naquele abismo de doçura e bondade." (Nouet)
Quanto mais pecadores fordes, mais deveis reanimar vossa esperança no Coração de Jesus: "Só o amor não se cansa de perdoar".
Jesus não veio pelos justos, ou pelo menos por aqueles que assim se julgam; mas pelos pobres pecadores; é no meio deles que se alegra: deixa-se chamar amigo dos pecadores; corre-lhes ao encontro e chama-os com lágrimas; faz mais festa no céu pela conversão de um só deles do que pela perseverança de noventa e nove justos. Ah, quão agradável lhe é vossa confiança, depois das vossas culpas. Esta lhe fere deliciosamente o Coração, como dizia Santa Gertrudes: Unus sculorum delicia mea, quo transverberat cor meum, secura confidentia est (Insiniot).
"Em terceiro lugar, aproximai-vos do Coração de Jesus em espírito de recolhimento e oração, para vos afastar do embaraço dos negócios" (Nouet). É Ele mesmo que vos convida, como outrora a seus discípulos depois de seus trabalhos: "Venite scorsum in desertum locum, et requiescite pusillum". Vinde a este retiro, longe do ruído do mundo, e descansai um pouco junto ao Coração de Vosso Mestre, com o discípulo amado! Ah, em breve restaurar-se-ão as vossas forças, e verdades importantíssimas aí aprendereis.

Prática
Mil vezes já ouvistes a grande máxima de Jesus: "Aprendei comigo, que sou manso e humilde de coração" - porém, ainda não compreendestes o sentido todo dessas palavras; pedi-lhe com instância a completa inteligência delas. Mansidão e humildade, eis as duas virtudes que Jesus tira do tesouro de seu Coração, e no-las ensina com autoridade de mestre.


Oração jaculatória
Ó amor do Coração de Jesus, que não sois conhecido, ó amor que não sois amado, fazei-vos conhecer e amar.

3 vezes: Divino Coração de Jesus, tende piedade de nós. Coração Imaculado de Maria, rogai por nós.

Mês de Junho Meditações - Mês dedicado ao Sagrado Coração de Jesus

sexta-feira, 13 de junho de 2014

Os quatro desejos do Sagrado Coração de Jesus

Há quatro chamas vivas que ardem continuamente no Coração de Jesus.
A primeira é o desejo que testemunhou a seus Apóstolos no dia da ceia, dizendo-lhes as seguintes palavras: "Desejo extremamente comer esta Páscoa convosco antes de padecer" (Lc 22,25). O que nos mostra com que ardor devemos aproximar-nos da Sagrada Mesa para receber o Pão celestial, que nunca receberemos com tanto desejo como Ele teve de no-lo dar. Porquanto parece que este adorável mistério era o centro de suas ações e que, tendo-o concluído, julgou haver tão venturosamente terminado o curso de sua vida que, depois desta grande obra-prima de amor, nada mais lhe restava a fazer, do que padecer e morrer por nós.
Eis o segundo desejo, cujo ardor este Coração insaciável em seus testemunhos de amor aos homens manifestou quando disse: "Eu devo ser batizado com um batismo; ah! muito me agrada que se realize" (Lc 12,59). O que era este batismo senão um batismo de sangue?
O Coração de Jesus considerava a Cruz como o altar no qual devia consumar o sacrifício de propiciação pelo resgate do mundo; eis porque suspirava por ela e a desejava com ânsia.
O ardor que o impeliu a sofrer, era efeito do terceiro desejo ainda mais violento do que aquela sede abrasadora da salvação das almas, que o fez dizer no extremo de suas dores: "Sítios, tenho sede!" Ó Coração de Jesus! que sede abrasa-dora é esta que vos devora e faz desfalecer? Inflama-me o desejo de vossa salvação, de vosso repouso, de vossa santificação e eterna felicidade.
O quarto, porém, e o maior de todos os seus desejos era glorificar seu Pai e fazê-lO reinar pelo amor no coração dos homens. "Eu vim trazer fogo à terra, e o que desejo senão que se acenda?" (Lc, 12,49).
"Eis quais eram os santos ardores do Coração de Jesus; eis o exemplo que seguiram todos os Santos, eis o fogo que aquece, queima e incendeia o Coração dEle" (Nouet.) Vão à Sagrada Comunhão com indizível fome, como Santa Catarina de Gênova, que vendo a Santa Hóstia nas mãos do Sacerdote, exclamava: "Depressa, depressa, trazei-me o pão da vida!" Desejam sofrer, para serem semelhantes a Cristo. Santo André, avistando a cruz que lhe era destinada, ex-clamava transportado de alegria: "Ó boa cruz, há tanto tempo desejada, tão ternamente amada; cruz procurada sem descanso, e agora enfim preparada para os fervorosos anelos de minha alma, eu te saúdo!" Somente a glória de Deus lhes interessa, e para promovê-la se esquecem de si próprios, tomando por máxima a divisa de Santo Inácio: "Ad majorem Dei gloriam: para a maior glória de Deus".
O zelo da salvação das almas a tal ponto os instiga que à vista das penas e trabalhos que hão de sofrer, em lugar de desanimarem exclamam, como São Francisco Xavier: "Ainda mais, Senhor, mais ainda!" Ou como uma grande alma do século XIX: "Oh! como é triste ver tantas almas resgatadas pelo sangue de Deus precipitarem-se no inferno rindo-se, como loucos que saltam do alto de elevada torre! Para dizer a verdade, para mim outra pena não existe, depois da dos próprios pecados".
Quão longe estamos destes generosos sentimentos! Quão pouco fervor temos pela Santa Comunhão, quão pesada nos parece a Cruz! Quão pouco nos interessa a salvação de nossos irmãos e a glória de Deus! Ó Coração de Jesus! Quanto amor me tendes, e quão frio é para Vós meu coração!Mudai-o, Vós o quereis e o podeis.

Prática
Ajudai Jesus Cristo a satisfazer a sede ardente da salvação das almas, que o devora.

Oração jaculatória
Ó amor do Coração de Jesus, que ardeis sempre e sem nunca vos extinguirdes, acendei-vos em meu coração. O amor qui semper ardes et nunquam extingueris accende-me (S. Agostinho).
3 vezes: Divino Coração de Jesus, tende piedade de nós. Coração Imaculado de Maria, rogai por nós.

Mês de Junho - Meditações - Mês dedicado ao Sagrado Coração de Jesus

quinta-feira, 12 de junho de 2014

Décimo Segundo Dia - A chaga do Coração de Jesus

A chaga do Coração de Jesus

"Todas as chagas de Nosso Senhor são outras tantas portas de salvação, abertas para todo o mundo; a do Coração é, porém, a mais larga!
Todas as suas chagas são fontes de onde manam as graças; a do Coração, porém, é a mais clara e deliciosa.
Todas as suas chagas são outros tantos regatos de púrpura, nos quais mergulhamos todas as potências de nossa alma para elevar o quilate de nossos pensamentos, palavras e ações; a do Coração, porém, dá-lhes cor mais preciosa e brilho mais vivo.
Todas as suas chagas são outros tantos caracteres do livro da vida que contém a ciência dos Santos; a do Coração, porém, nos torna mais sábios.
Todas as suas chagas são lugares de refúgio, onde os maiores criminosos acham asilo; a do Coração, porém, é mais favorável e seguro.
A Chaga do Coração é eloquente que fala no íntimo dos corações, para lembrar-nos o amor que nos tem Jesus e para pedir-nos o nosso" (Nouet).
Sobre o mesmo assunto, escutemos o devoto São Bernardo: "Esse adorável Coração foi traspassado, a fim de que pela chaga visível conheçamos a invisível que o amor nele abriu. Ah!, como poderia Jesus dar-nos prova mais eficaz do seu amor, do que querendo que não só seu corpo mas até seu Coração fosse traspassado!"
As tristezas e amarguras que sentimos neste mundo prejudicam muitas vezes nossa alma: eis porque o Coração de Jesus achou o segredo de inspirar-nos que penetrássemos em suas chagas, principalmente na do Coração, para ali de-parar com manancial de alegria e consolação. Estando, um dia, Henrique de Suzo possuído de profunda tristeza, causada pela incerteza da salvação, ouviu uma voz do Céu, que muito o consolou, dizendo: «Levanta-te, entra em minhas chagas, pois nelas consiste tua única felicidade».
"Não posso aterrar-me à vista da multidão de minhas culpas - diz Santo Agostinho - quando da morte de Jesus Cristo me recordo, porque meus pecados não podem sobrepujar semelhante morte. Os cravos e a lança asseguram-me que estou realmente reconciliado com Jesus Cristo, se o amo. Longuinho, com o ferro da lança, abriu-me o lado de Jesus Cristo; nele entrei e descanso com plena segurança. Ame quem teme! A caridade expele o temor".
Nas crônicas de São Francisco lemos que um homem de qualidade fez-se religioso em um mosteiro da Ordem; não achando ali os cômodos prazeres que havia deixado, re-solveu retomar o caminho do mundo. Tão forte foi a tentação, que lhe cedeu. Todavia, avistando um Crucifixo no lugar por onde caminhava, ajoelhou-se para implorar sua misericórdia. Ah! quão terno é o Coração de Jesus, e como é grande sua bondade! Tendo apenas acabado uma curta súplica, sentiu-se ele absorto na oração até o êxtase, e aparecendo-lhe Nosso Senhor com sua Bem-Aventurada Mãe, inquiriu dele o motivo da saída; ao que respondeu que, estando acostumado a levar vida delicada, não podia suportar a austeridade da regra. Mostrando-lhe o Senhor então, a chaga de Seu lado, consolou-o, dizendo-lhe: «Filho, põe aqui a tua mão, unge-te com o Sangue da minha chaga, e acharás que todas as coisas, por mais difíceis que te pareçam, te serão muito fáceis». O noviço obedeceu, e depois em todas as tentações que lhe sobrevinham, lembrando-se da Paixão do Filho de Deus, da amorosa chaga de Seu Coração, notava que suas penas se transformavam em delícias.

Prática
Consagrai um dia da semana a honrar o Coração de Jesus de modo especial: a sexta-feira, por exemplo, que foi designada para a Igreja para este fim.

Oração jaculatória
Oxalá que meus olhos e meu coração, ó Jesus!, permaneçam sem cessar fitos na chaga de Vosso Coração! Oculi mei et cor meum tibi cunctis diebus.
3 vezes: Divino Coração de Jesus, tende piedade de nós. Coração Imaculado de Maria, rogai por nós.

Mês de Junho Meditações - Mês dedicado ao Sagrado Coração de Jesus

quarta-feira, 11 de junho de 2014

Décimo primeiro dia - Dores do Coração de Jesus

Não foi o ferro da lança quem primeiro feriu o Coração de Jesus; o amor o havia ferido desde o primeiro instante de sua vida. Foi esta a primeira e a maior de suas chagas, que Ele mesmo não pôde dissimular: "Feriste-me o Coração, minha irmã, minha esposa, feriste-me o Coração" (Cant. 4,7) (Nouet). O Coração de Jesus também foi ferido pela compaixão de nossas misérias, que tantas chagas lhes fez, quantos males via em nós.
Foi ferido pela dor de nossos pecados, sofrendo sozinho o arrependimento e contrição de todos os crimes do mundo, como seu corpo depois sofreu a pena que mereciam. Foi esta cruz mais pesada do que a do Calvário onde morreu, pois começou-lhe com a vida e só com a morte acabou.
"Estas palavras que lhe estavam reservadas - nos diz a Beata Ângela de Foligno - manifestar-se-ão ao espírito e contristar-lhe-ão o Coração, desde o primeiro momento de Sua existência; não confusamente, porém do modo mais claro e distinto.
Ele previa que depois de triste e penosa vida de 33 anos, cujas circunstâncias todas tinha diante dos olhos, seria vendido e traído por um dos seus discípulos, negado por outro, abandonado por todos, preso, espancado, esbofeteado, acusado, blasfemado, caluniado, flagelado, coroado de espinhos, conduzido ao Calvário, carregado com a Cruz, crucificado, aniquilado pela morte, e traspassado pelo golpe de uma lança: eis o que Ele viu e não cessou de ver e meditar durante a sua vida. Semelhante previsão não podia existir sem amarga tristeza, e sem incomensurável dor de coração e de espírito".
Avalie, pois, quão vivas e contínuas foram as dores do Coração de Jesus.
Escutemos ainda sobre este assunto a Santa Margarida Maria, ou antes, a Nosso Senhor: "Estando eu um dia, diante do Santíssimo Sacramento exposto, apareceu-me o Divino Mestre todo radiante de glória com as suas cinco chagas resplandecentes quais cinco sóis. De sua sagrada Humani-dade saíam chamas de todos os lados, porém principalmente do seu adorável peito, que parecia uma fornalha: no meio destas chamas, mostrou-me seu suavíssimo Coração, que era o foco das chamas. Revelou-me então as maravilhas in-explicáveis do seu amor, a que excesso havia chegado, amando os homens, de quem só recebia ingratidões. «Eis aqui, me disse Ele, o que Me é mais sensível do que tudo o que sofri em Minha Paixão, tanto que, se corre-spondessem ao Meu amor, pouco contaria tudo quanto por eles fiz e quisera, se fosse possível, fazer ainda mais; eles, porém, só têm tibieza e repulsa para todos os meus ardentes desejos de fazer-lhes bem»".
O Coração de Jesus não sofreu somente em todas as horas, mas todos os instantes de sua vida mortal; pois, como disse Santa Margarida Maria, toda a sua vida derivou-se no amor e na privação, assim como consumou-se no sacrifício.

Prática
Tomai a resolução de fazer nas primeiras sextas-feiras do mês uma comunhão oferecida ao Coração de Jesus, em reparação de todas as negligências que se tiverem insinuado nas que fizestes entre elas.

Oração jaculatória
Coração de Jesus, saturado de opróbrios, ensinai-me a su-portar com paciência as contradições e o desprezo.
3 vezes: Divino Coração de Jesus, tende piedade de nós. Coração Imaculado de Maria, rogai por nós.

Mês de Junho - Meditações dedicadas ao Sagrado Coração de Jesus

terça-feira, 10 de junho de 2014

Nada de sermos cristãos azedos, amargos e sem gosto!

Nada de sermos cristãos azedos, amargos, sem gosto, sem tempero! Precisamos ser cristãos com gosto, precisamos ser cristãos com tempero da melhor qualidade para salgar e para temperar o mundo.
“Vós sois o sal da terra. Vós sois a luz do mundo”
 (Mateus 5, 13-14).


Jesus hoje mostra para nós o que Seus discípulos ou o que cada um de nós precisa ser no mundo em que vivemos. A primeira coisa: precisamos ser sal, sim, nós precisamos temperar, salgar, precisamos dar gosto ao mundo e à realidade em que nós vivemos. Não podemos ser aquelas pessoas insossas, que levam a vida de qualquer jeito ou que a vida não tem sentido. Muito pelo contrário, nós encontramos em Deus o sentido da nossa vida e precisamos levar esse sentido e esse sabor para a vida das pessoas que andam tão perdidas à procura de um significado e de uma resposta para tantos vazios existenciais que batem no coração humano.
Aquele que encontrou Deus como razão da sua existência sabe que a sua vida tem um outro sabor, tem um outro gosto, tem um outro significado. Mas é preciso cuidar para que o sal não perca o seu sabor. Eu e você precisamos cuidar para que a nossa vida também não se torne uma vida sem gosto, sem graça.
Não podemos deixar que nossa vida cristã se torne uma vida morna, sem significado; sem dar à vida cristã aquilo que, de fato, ela é: um testemunho vivo da presença de Deus em nós e por intermédio de nós. Uma vida cada vez mais comprometida com o Evangelho, com a oração e com a união com o Senhor. E a nossa união com Ele é que dá sentido à nossa vida!
Quantas pessoas já encontrei nesta vida que diziam: “Padre, a minha vida perdeu o sentido, minha vida não tinha mais sentido. E quando eu encontrei Jesus minha vida foi transformada, minha vida passou a ter sabor, minha vida passou a ter jeito”. Essa vida à qual Jesus deu jeito e sabor é a vida que devemos levar ao mundo. Nada de sermos cristãos azedos, amargos, sem gosto, sem tempero! Precisamos ser cristãos com gosto, precisamos ser cristãos com tempero da melhor qualidade para salgar e para temperar o mundo.
A nossa vida andava na escuridão e Cristo, que é a luz do mundo, a iluminou! Como nós precisamos iluminar a vida uns dos outros! Não podemos deixar que quem está ao nosso lado tropece e caia na escuridão. Com a luz que nós recebemos de Cristo devemos iluminar a vida uns dos outros!
Que Deus reforce e revigore o sal que há em nós, que a luz de Cristo brilhe por intermédio de nós para que o mundo conheça a luz que ilumina toda a escuridão!
Deus abençoe você!
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segunda-feira, 9 de junho de 2014

O prêmio da escravidão a Maria Santíssima

Qual a vantagem de se consagrar à Virgem Mãe de Deus como seu escravo de amor? Um tal ato não tira a liberdade do homem? Não seria melhor a entrega de si ser feita diretamente a Jesus Cristo?
Pe. Juan Carlos Casté, EP
Obra máxima de São Luís Maria Grignion de Montfort, o Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem, em nossa opinião, pode ser considVirgem Maria.jpgerado o cume da mariologia de todos os tempos. Pois, ensinando a escravidão de amor a Nosso Senhor por meio de Maria, São Luís nos aponta o caminho perfeito para alcançarmos nosso fim último, que é a união total com Jesus.
Uma devoção com as mais remotas origens
Essa forma de devoção não foi descoberta pelo missionário francês, falecido no começo do século XVIII. Trata- se, pelo contrário, de uma antiquíssima prática cujas origens se confundem com as da própria Igreja Católica.
São João de Ávila, futuro Doutor da Igreja, afirma ter ela sido praticada já por São José: "Quão rico, quão gozoso estava o santo varão por ver- -se designado para servir a tal Filho e a tal Mãe. [...] E quando considerava ser Ela a Mãe de Deus, ficava fora de si, de tanta admiração, e louvava a Deus por tê-lo tomado para esposo da Virgem, e a Ela se oferecia como escravo!".1
Na esteira do Patrono da Santa Igreja, Santo Ildefonso de Toledo compôs, no século VII, esta belíssima oração, lembrada por João Paulo II por ocasião de sua visita à Espanha, em de 1982: "Sou vosso escravo, porque meu Senhor é vosso Filho. Sois minha Senhora, porque sois a escrava de meu Senhor. Sou escravo da escrava de meu Senhor, porque Vós fostes feita Mãe do meu Criador".2
A Escola Francesa de Espiritualidade
Durante o "Século de Ouro" espanhol, a escravidão de amor à Santíssima Virgem vai tomar um renovado impulso.
Na espiritualidade da época, o termo "escravo" era corrente a ponto de o próprio Santo Inácio de Loyola considerar-se "como um indigno escravozinho" de Jesus.3 Contudo, coube a uma freira concepcionista franciscana, Sóror Inês de São Paulo, a honra de erigir a primeira Irmandade das Escravas da Mãe de Deus, fundada no dia 2 de agosto de 1595, em Alcalá de Henares.

Da Espanha, a devoção passou para o outro lado dos Pirineus, sendo difundida pela Escola Francesa de Espiritualidade, especialmente pelo Cardeal Pedro de Bérulle, São João Eudes e o venerável Tiago Olier.
Este último fundou em Paris no ano de 1642, a pedido do Cardeal de Bérulle, o Seminário de São Sulpício no qual o jovem Grignion de Montfort estudou e tomou conhecimento dessa devota prática, por ele levada às alturas que hoje admiramos. Com São Luís Maria, ela adquiriu uma profundidade cristológica, trinitária e missionária como nunca antes tivera, mas acrescida de uma singular característica: o Santo a descreveu em termos acessíveis ao povo fiel e pregou-a em suas missões populares. E essas peculiaridades não se perderam quando, no final de sua vida, a plasmou no famoso Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem, o qual coaduna de modo incomparável a elevação do pensamento teológico com uma linguagem quase coloquial.
Somos escravos de Deus por natureza
A pedra angular da doutrina exposta por São Luís Grignion é uma verdade por vezes olvidada: "Antes do Batismo, nós pertencíamos ao demônio como seus escravos, e o Batismo nos transformou em verdadeiros escravos de Jesus Cristo".4
"Ignorais que não vos pertenceis a vós mesmos?" (I Cor 6, 19), pergunta o Apóstolo. E São Luís acrescenta: "Pertencemos inteiramente a Ele como seus membros e seus escravos, comprados por um preço infinitamente alto, o preço de todo o seu Sangue".5
Assentado este princípio, o missionário francês explica a diferença entre o servidor assalariado e o escravo, realçando nos mais vivos termos a inteira sujeição deste último em relação ao seu senhor: "Pela escravidão, um homem depende inteiramente de outro por toda a sua vida e deve servir seu senhor sem pretender nenhum pagamento ou recompensa, como um dos animais sobre os quais ele tem direito de vida e de morte". 6
Essas palavras podem ferir os ouvidos do homem moderno, mas mostram com inegável clareza a necessidade de pertencermos totalmente a Cristo de forma perpétua, incondicional e gratuita.
Por natureza, afirma São Luís, todos os seres são escravos de Deus. Os demônios e os condenados o são também por constrangimento, os justos e os santos, por livre vontade. Este último gênero de escravidão é, obviamente, "o mais perfeito e o que dá maior glória a Deus, o qual olha o coração, pede o coração e é chamado o Deus do coração ou da vontade amorosa, porque por esta escravidão, a pessoa escolhe acima de tudo Deus e seu serviço, embora não obrigada a tal pela natureza".7
Jesus e Maria, unidos como o fogo e o calor
Mas por que ser escravo de Jesus por meio de Maria? A devoção a Ela não acaba por desviar nossa atenção de Cristo?
É a pergunta tantas vezes repetida ao longo da História, à qual o Concílio Vaticano II, na Constituição Dogmática Lumen gentium, dá cabal resposta: "Todo o influxo salvador da Virgem Santíssima sobre os homens se deve ao beneplácito divino e não a qualquer necessidade; deriva da abundância dos méritos de Cristo, funda-se na sua mediação e dela depende inteiramente, haurindo aí toda a sua eficácia; de modo nenhum impede a união imediata dos fiéis com Cristo, antes a favorece".8
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"Sagrada Família" - Basílica de Maria
Auxiliadora, Turim (Itália)
O Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem é, no seu conjunto, uma resposta irrefutável a essa objeção que, entretanto, põe- -se muito explicavelmente em grande número de pessoas, mesmo piedosas e desejosas de uma íntima união com Cristo. Até o jovem Karol Wojtyla chegou a sentir dificuldades a esse respeito, mas elas foram todas resolvidas pela argumentação teológica exposta no Tratado.9 Porque, como brilhantemente mostra São Luís nessa obra, longe de desviar ou apartar de Jesus Cristo, Maria Santíssima nos conduz à plena união com Ele.
"Seria possível que Aquela que achou graça diante de Deus para o mundo inteiro em geral, e para cada um em particular, impedisse uma alma de encontrar a grande graça da união com Ele? Seria possível que Aquela que foi cheia e superabundante de graças, e tão unida e transformada em Deus que este n'Ela Se encarnou, impedisse uma alma de ficar perfeitamente unida a Deus?" pergunta-se o Santo.10
É claro que não, afirma São Luís, porque "Vós, Senhor, estais sempre com Maria, e Maria sempre convosco; nem pode Ela estar sem Vós, pois senão deixaria de ser o que é; de tal modo está Ela transformada em Vós, pela graça, que já não vive, já não existe: sois Vós que viveis e reinais n'Ela, de maneira mais perfeita que em todos os Anjos e Bem-aventurados. [...] Maria está tão intimamente unida a Vós que mais fácil seria separar do sol a luz, e do fogo o calor".11
A mais completa doação de si mesmo
O ato de perfeita consagração nas mãos de Maria, propugnado por esta devoção consiste em entregarmos a Ela "nosso corpo, com todos os seus membros e sentidos; nossa alma, com todas as suas potências; nossos bens exteriores que chamamos de fortuna, atuais e vindouros; nossos bens interiores e espirituais, que são nossos méritos, nossas virtudes, nossas boas obras presentes, passadas e futuras".12
Mesmo após uma cuidadosa releitura das palavras de São Luís, difícil nos será aquilatar a radicalidade da entrega que fazemos de nós mesmos ao nos tornarmos escravos de Maria. Por esse ato, explica o missionário francês, a pessoa entrega a Jesus Cristo "tudo quanto Lhe pode dar, e muito mais do que por outras devoções, pelas quais ela Lhe dá uma parte de seu tempo ou de suas boas obras, ou uma parte de suas satisfações e mortificações. Aqui, tudo é dado e consagrado, até o direito de dispor dos seus bens interiores, e as satisfações obtidas por suas boas obras, dia a dia".13
E isso, sublinha São Luís, não se faz nem mesmo numa ordem religiosa. "Nestas, consagram-se a Deus os bens de fortuna, pelo voto de pobreza; os bens do corpo, pelo voto de castidade; a vontade própria, pelo voto de obediência; e por vezes, a liberdade do corpo, pelo voto de clausura. Mas não se Lhe dá a liberdade ou o direito de dispor de suas boas obras, nem se despoja tanto quanto possível daquilo que o cristão tem de mais precioso e caro: seus méritos e satisfações".14
Acrescentando um novo aspecto à visão mariológica do Tratado, que ajuda a compreender ainda melhor quão íntegra deve ser a nossa doação a Maria, o Prof. Plinio Corrêa de Oliveira comenta: "A devoção de São Luís Grignion de Montfort consiste na doação completa de nós mesmos a Nossa Senhora, na qualidade de escravos. Escravos, porque demos a Ela mais do que um filho pode dar. As relações de um filho com sua mãe são muito mais íntimas, muito mais próximas, muito mais profundas, do que as relações de um escravo com seu senhor. Mas, em face de sua mãe e de seu pai, o filho conserva direitos. Em face de seu senhor, o escravo como que não retém direitos. A renúncia de si, feita por aquele que tem a promessa de escravidão a Nossa Senhora é, em certo sentido, mais profunda do que a renúncia que faz aquele que se considera simplesmente filho d'Ela".15
Beato João Paulo II.jpg
"Beato João Paulo II" - Acervo
fotográfico do Museu Arquidiocesano
de Cracóvia (Polônia)
Por Maria, com Maria, em Maria e para Maria
No final da sua obra, São Luís aconselha algumas "práticas interiores muito santificantes para aqueles que o Espírito Santo chama à mais alta perfeição".16 Consistem elas em fazer todas as ações "por Maria, com Maria, em Maria e para Maria, a fim de fazê-las mais perfeitamente por Cristo, com Cristo, em Cristo e para Cristo".17
a) Por Maria - Segundo o padre Alfonso Bossard, "trata-se de conformar- se e deixar-se conformar por Ela, no espírito que A anima, o qual não é outro senão o Espírito Santo, fonte e princípio de toda a vida em Cristo".18
b) Com Maria - É o esforço que devemos fazer para imitar Maria, "na medida de nossas capacidades". Ela é "o único e grande molde de Deus", no qual é preciso lançar-se para se converter em "imagem perfeita" de Jesus Cristo.19
c) Em Maria - "É mais propriamente um resultado ao qual se pode chegar, fruto que o devoto pode obter ‘por sua fidelidade', como uma imensa graça, por ter posto em prática o ‘por' e o ‘com' Maria. Viver em Maria não é experimentar [...] a presença amorosa de Maria?".20
d) Para Maria - É consequência lógica da consagração: fazer tudo para sua Senhora, desde pequenos serviços até os maiores empreendimentos. Não, porém - insiste, São Luís - como fim último de nossas ações, o qual só pode ser Jesus Cristo, mas como fim próximo, intermediário e meio mais eficaz de chegar a Ele.
Precisamos de um mediador junto ao próprio Mediador
Os tópicos 135 a 182 do Tratado estão dedicados a expor os motivos que tornam recomendável esta devoção, entre os quais o de ser essa piedosa prática um caminho "fácil, curto, perfeito e seguro para chegar à união com Jesus Cristo, na qual consiste a perfeição do cristão".21
Ora o que, em nossa opinião, constitui a principal razão para nos consagramos a Jesus pelas mãos de Maria é desenvolvido numa parte anterior da obra, na qual se enumeram e desenvolvem as verdades fundamentais da devoção a Maria. A quarta delas é: precisamos de um mediador junto ao próprio Mediador.
Grignion de Montfort faz notar que "por via de regra, nossas melhores ações são manchadas e corrompidas pelo fundo de maldade existente em nós".22 Assim, não podemos estar seguros de ter as disposições adequadas para nossos pedidos serem atendidos. Tomando isso em consideração, pergunta ele: "Não precisaremos de um mediador junto ao próprio Mediador?". 23 E sua resposta é: necessitamos da intercessão de Nossa Senhora para suprir nossas imperfeições e podermos, através d'Ela, nos apresentar diante do Medianeiro por excelência, Jesus Cristo, que é Deus, em tudo igual ao Pai e ao Espírito Santo.
Pelo que conclui o santo missionário: "Digamos, pois, ousadamente com São Bernardo que temos necessidade de um mediador junto do próprio Mediador, e que a divina Maria é a mais capaz de cumprir essa missão caritativa".24
Como não lembrarmos, ao ouvirmos esses ensinamentos de São Luís, da Redemptoris Mater? Nessa encíclica, o Beato João Paulo II, em perfeita harmonia com a doutrina mariológica do Concílio, realça a "função maternal" dessa mediação. 25 E cita, para isso, a solene Profissão de Fé feita pelo Papa Paulo VI em 30 de junho de 1968, bem como o discurso de 21 de novembro de 1964, no qual o mesmo Papa proclamou Maria "Mãe da Igreja".
O grande paradoxo: a escravidão que liberta
Sao Bernardo.jpg
"São Bernardo", por Philippe Quantin -
Museu das Belas Artes, Dijon (França)
Como conclusão das presentes considerações, cabe lembrar o paradoxo evangélico segundo o qual o homem deve perder a sua vida por Cristo para salvá-la (cf. Lc 9, 24). Ou, por outras palavras, a necessidade de aniquilarmos a nós mesmos, assumindo a condição de escravos, para termos "o mesmo sentir e pensar que o Cristo Jesus" (Fl 2, 5).
A escravidão de amor, aquela praticada pelos justos e pelos santos, outorga a plenitude da verdadeira liberdade. E é este um dos pontos mais entusiasmantes da doutrina montfortiana: nossa total entrega a Jesus, tornada efetiva pelas mãos de Maria, constitui o meio mais poderoso para nos liberar do jugo dos vícios, dos nossos pecados atuais e dos efeitos do pecado original.
Da glória que traz esse paradoxo para quem o pratica, é Nossa Senhora paradigma perfeito. Pois Aquela que quis ser apenas a escrava do Senhor, "terminado o curso da vida terrestre, foi assunta em corpo e alma à glória celestial".26
A mais íntima união com Maria que uma criatura possa jamais obter
Ora, ao conceber a sagrada escravidão a Jesus pelas mãos de Maria, explica o professor Plinio Corrêa de Oliveira, "São Luís Grignion não teve a intenção de excluir o apelativo de filho; ele acumula ambos. É por nos sentirmos filhos de Nossa Senhora, e por reconhecermos n'Ela, além de uma Mãe perfeita e incomparável, a Mãe de Deus, que a este título somamos à condição de filhos também a de escravos".27
E o líder católico brasileiro - cuja vida foi, do início ao fim, o mais belo ato de louvor a Maria que o autor destas linhas teve
oportunidade de conhecer - conclui dizendo: "Não se trata apenas, no ato de escravidão a Nossa Senhora, de se conseguir uma união muito íntima com Ela. Trata-se de obter a união mais íntima que uma criatura, nas nossas condições, possa jamais obter. É a nota característica da devoção de São Luís Grignion. Não se pode dizer apenas que é um método de união muito estreito a Maria Santíssima. É muito mais. Por muito que esforcemos nosso espírito, não descobriremos um método de união que vincule mais uma criatura a Nossa Senhora".28
Recompensa demasiadamente grande
Quais são as vantagens dessa união?
A resposta vem por si. Basta considerar quem é Maria. Ela é nossa Mãe e, ao mesmo tempo, Mãe de Nosso Senhor Jesus Cristo.
"Como nossa Mãe, Ela usa para conosco, se fosse respeitoso dizê-lo, de todos os preconceitos, parcialidades e parti-pris que uma boa mãe tem em relação a seu filho"29, chegando nesse amor materno quase que à fraudulência, como fez Rebeca em relação a Jacó.
Sendo também Mãe Perfeita do Filho Perfeito, a recompensa que Ela dê ao nosso amor só pode ser também perfeita, proporcionada, não ao valor do que Lhe demos, mas à generosidade d'Aquela que o recebeu. "Ego protector tuus sum, et merces tua magna erit nimis" - "Eu sou o teu protetor e tua recompensa demasiadamente grande" (Gn 15, 1), afirmou Deus a Abraão. O próprio Cristo, que quis tomar a forma de escravo no seio virginal de Maria para nos liberar do cruel cativeiro do demônio, há de ser o prêmio inefável da sagrada escravidão de amor.
Notas:
1 SÃO JOÃO DE ÁVILA, apud GUTIERREZ, OFM, Enrique. Sor Inés de San Pablo, Fundadora de la primera Esclavitud Mariana. Burgos: Aldecoa, 1984, p.21-22.
2 Santo Ildefonso de Toledo, apud BEATO JOÃO PAULO II. Homilia, 6/11/1982, n.4.
3 SANTO INÁCIO DE LOYOLA. Exercícios Espirituais, n.114. 
4 SÃO LUÍS MARIA GRIGNION DE MONTFORT. Traité de la Vraie Dévotion a la Sainte Vierge, n.68. In: OEuvres complètes. Paris: Seuil, 1966.
5 Idem, ibidem.
6 Idem, n.69.
7 Idem, n.70.
8 CONCÍLIO VATICANO II. Lumen gentium, n.60.
9 Cf. BEATO JOÃO PAULO II. Dom e Mistério. São Paulo: Paulinas, 1996, p.37.
10 SÃO LUIS MARIA GRIGNION DE MONTFORT, op. Cit., n.164.
11 Idem, n.63.
12 Idem, n.121.
13Idem, n.123.
14 Idem, ibidem.
15 CORRÊA DE OLIVEIRA, Plinio. Comentários ao Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem. In: Circular aos Sócios e Militantes da TFP. Outubro 1966, p.86.
16 SÃO LUIS MARIA GRIGNION DE MONTFORT, op. cit., n.257. 
17 Idem, ibidem.
(Revista Arautos do Evangelho, Nov/2011, n. 119, p. 20 à 25)

Invocações a Virgem Maria

São João Eudes recomendava a recitação desta prece pela conversão dos pecadores e à cabeceira dos enfermos. A Santíssima Virgem lhe prometeu que aqueles que, devotamente, a recitarem em estado de graça crescerão em VIRGEM MARIA.jpgdevoção a cada louvor. Quanto aos pecadores, mesmo empedernidos, seria salutar excitá-los a rezar esta prece, ou pelo menos a aceitar que outros o façam por eles. É um poderosíssimo meio de conversão e de santificação.

Ave Maria, Filha de Deus Pai.
Ave Maria, Mãe de Deus Filho.
Ave Maria, Esposa do Espírito Santo.
Ave Maria, templo de toda a Divindade.
Ave Maria, alvíssimo lírio da Trindade, fulgurante e sempre sereno.
Ave Maria, rosa resplandecente de celestial amenidade.
Ave Maria, Virgem das Virgens, Virgem fiel, de quem quis nascer e de cujo leite quis se amamentar o Rei dos Céus.
Ave Maria, Rainha dos Mártires, cuja alma foi transpassada pelo gládio da dor.
Ave Maria, Senhora do Mundo, a quem foi dado todo poder no Céu e na Terra.
Ave Maria, Rainha do meu coração, Mãe, vida, doçura e esperança minha caríssima.
Ave Maria, Mãe amável.
Ave Maria, Mãe admirável.
Ave Maria, Mãe de misericórdia.
Ave Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco; bendita sois Vós entre as mulheres e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus.
E bendito é o vosso Esposo, São José.
E bendito é o vosso Pai, São Joaquim.
E bendita é a vossa Mãe, Sant'Ana.
E bendito é São João, a quem fostes confiada ao pé da Cruz.
E bendito é o vosso Anjo, São Gabriel.
E bendito é o Eterno Padre que Vos escolheu.
E bendito é o vosso Filho que Vos amou.
E bendito é o Espírito Santo que Vos esposou.
E benditos são eternamente os que Vos bendizem e crêem em Vós. 
(São João Eudes)

(Revista Arautos do Evangelho, Maio/2004, n. 29, p. 2)

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Jaculatórias ao Sagrado Coração de Jesus

Bendito seja o Sacratíssimo Coração de Jesus no Santíssimo Sacramento. 
Coração de Jesus, em Ti confio. 
Coração de Jesus, Ardente de amor por nós, inflamai nosso coração em teu amor. 
Coração de Jesus, convertei aos pobres blasfemos. 
Coração de Jesus, inflamado em nosso amor, inflamai nosso coração em amor por vós. 
Coração de Jesus, que eu vos ame e vos faça amar. 
Coração Divino de Jesus, convertei aos pecadores, salvai aos moribundos, livrai as almas santas do purgatório. 
Coração Eucarístico de Jesus, aumentai em nós a fé, a esperança e a caridade. 
Coração Sacratíssimo de Jesus, tende misericórdia de nós. 
Doce Coração de Jesus, sede meu amor. 
Doce Coração de Jesus, tende piedade de nós e de nossos irmãos pecadores. 
Doce Coração de meu Jesus, fazei que vos ame sempre mais e mais. 
Glória, amor e gratidão ao Sagrado Coração de Jesus. 
Oh! Coração de amor, eu ponho toda minha confiança em ti, porque tudo temo de minha fraqueza, mas tudo espero de vossas bondades. 
Sacratíssimo Coração de Jesus, tende piedade de nós . 
Sagrado Coração de Jesus, confortai em vossa agonia por um anjo, confortai-nos em nossa agonia. 
Sagrado Coração de Jesus, creio em vosso amor por mim. 
Sagrado Coração de Jesus, protegei nossas famílias. 
Sagrado Coração de Jesus, sede conhecido, sede amado, sede imitado. 
Sagrado Coração de Jesus, venha a nós teu reino. 
Sagrado Coração de Jesus, eu me dou a Vós por Maria. 
Seja amado em todas partes o Sagrado Coração de Jesus. 
Tudo por Ti, Coração Sacratíssimo de Jesus! 
Coração dulcíssimo de Maria, preparai-nos um caminho seguro. 
Doce Coração de Maria, sede a salvação minha. 
Doce Coração de Maria, sede minha salvação. 
Puríssimo Coração de Maria, virgem Santíssima, alcançai-nos de Jesus a pureza e a humildade de Coração.


fonte:derradeirasgracas.com

Invocações ao Sagrado Coração de Jesus

Amor do Coração de Jesus, abrasai meu coração.
Formosura do Coração de Jesus, cativai meu coração.
Bondade do Coração de Jesus, atrai meu coração.
Caridade do Coração de Jesus, derramai-vos em meu coração.
Clemência do Coração de Jesus, consolai meu coração.
Domínio do Coração de Jesus, sujeitai meu coração.
Doçura do Coração de Jesus, penetrai meu coração.
Equidade do Coração de Jesus, regrai meu coração.
Eternidade do Coração de Jesus, encheis meu coração.
Fidelidade do Coração de Jesus, protegei meu coração.
Força do Coração de Jesus, sustentai meu coração.
Glória do Coração de Jesus, ocupai meu coração.
Grandeza do Coração de Jesus, confundi meu coração.
Humildade do Coração de Jesus, humilhai meu coração.
Imutabilidade do Coração de Jesus, fixai meu coração.
Justiça do Coração de Jesus, não abandoneis meu coração.
Liberalidade do Coração de Jesus, enriquecei meu coração.
Luz do Coração de Jesus, iluminai meu coração.
Misericórdia do Coração de Jesus, perdoai meu coração.
Obediência do Coração de Jesus, submetei meu coração.
Paciência do Coração de Jesus, não vos canseis de meu coração.
Presença do Coração de Jesus, apaixonai meu coração.
Providência do Coração de Jesus, velai sobre meu coração.
Reino do Coração de Jesus, estabelecei-vos em meu coração.
Sabedoria do Coração de Jesus, conduzi meu coração.
Santidade do Coração de Jesus, purificai meu coração.
Silêncio do Coração de Jesus, falai a meu coração.
Ciência do Coração de Jesus, ensinai a meu coração.
Poder do Coração de Jesus, assegurai meu coração.
Vontade do Coração de Jesus, dispõe de meu coração.
Zelo do Coração de Jesus, devorai meu coração.

fonte:derradeirasgracas.com

segunda-feira, 2 de junho de 2014

NOVENA AO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS III



Oração Preparatória para todos os dias

Oh! Coração diviníssimo de meu amado Jesus, em quem a Santíssima Trindade depositou tesouros imensos de celestiais graças!
Concedei-me um coração semelhante a Vós mesmo, e a graça que vos peço nesta novena, se é para maior glória de Deus, vosso sagrado culto e bem de minha alma. Amém
Rezar a oração do dia que corresponda.

Primeiro Dia 
Oração:
Oh! Coração Sacratíssimo e poderoso de Jesus, que, com fervorosissimos desejos e ardentíssimos amor, desejais corrigir e desterrar a secura e fraqueza de nossos corações!
Inflamai e consume as maldades e imperfeições do meu, para que se abrase em vosso amor; Dai-me a graça de ressarcir as injúrias e ingratidões feitas contra Vós.
Oh! amantíssimo Coração!,concedei-me a graça que vos peço nesta novena, se é para maior glória de Deus, culto vosso e bem de minha alma.
Três Pai-Nossos e três Ave-Marias em reverência as três insígnias da Paixão com que se mostrou o Sagrado Coração a Santa Margarida de Alacoque e as orações finais.

Segundo Dia 
Oração:
Oh! Coração amabilíssimo de Jesus, celestial porta por onde nós chegamos a Deus e Deus vem a nós!
Dignai-vos estar atento a nossos desejos e amorosos suspiros, para que, entrando por vos na casa de vosso Eterno Pai, recebamos suas celestiais benções e copiosas graças para amar-vos.
Dai-me a graça de ressarcir as injúrias e ingratidões feitas contra vós.
Oh! amantíssimo Coração!,concedei-me a graça que vos peço nesta novena, se é para maior glória de Deus, culto vosso e bem de minha alma.
Três Pai-Nossos e três Ave-Marias e as orações finais.

Terceiro Dia 
Oração:
Oh! Coração Santíssimo de Jesus, caminho para a mansão eterna e fonte de águas vivas! Concedei-me que siga vossas sendas retíssimas para a perfeição e para o céu, e que beba de vós a água doce e saudável da verdadeira virtude e devoção, que apaga a sede de todas as coisas temporais.
Dai-me a graça de ressarcir as injúrias e ingratidões feitas contra vós.
Oh! amantíssimo Coração!,concedei-me a graça que vos peço nesta novena, se é para maior glória de Deus, culto vosso e bem de minha alma.
Três Pai-Nossos e três Ave-Marias e as orações finais.

Quarto Dia 
Oração:
Oh! Coração puríssimo de Jesus, espelho cristalino em quem resplandece toda a perfeição!
Concedei-me que eu possa contemplar-vos perfeitamente, para que aspire a formar em meu coração a vossa semelhança, na oração, na ação e em todos os meus pensamentos, palavras e obras.
Dai-me a graça de ressarcir as injúrias e ingratidões feitas contra vós.
Oh! amantíssimo Coração!,concedei-me a graça que vos peço nesta novena, se é para maior glória de Deus, culto vosso e bem de minha alma.
Três Pai-Nossos e três Ave-Marias e as orações finais.

Quinto Dia 
Oração:
Oh! Coração dulcíssimo de Jesus, parte da Trindade venerada, por quem se tornam perfeitas todas as nossas obras!
Eu vos ofereço as minhas, ainda que tão imperfeitas, para que suprindo vós a minha negligência, possam parecer muito perfeitas e agradáveis ante o divino acatamento.
Dai-me a graça de ressarcir as injúrias e ingratidões feitas contra vós.
Oh! amantíssimo Coração!,concedei-me a graça que vos peço nesta novena, se é para maior glória de Deus, culto vosso e bem de minha alma.
Três Pai-Nossos e três Ave-Marias e as orações finais.

Sexto Dia 
Oração:
Oh! Coração amplíssimo de Jesus, templo sagrado onde me mandais que habite com toda minha alma, potencias e sentidos!
Graças vos dou pela inexplicável quietude. Sossego e alegria que eu tenho achado neste templo maravilhosos da paz, onde descansarei eternamente.
Dai-me a graça de ressarcir as injúrias e ingratidões feitas contra vós.
Oh! amantíssimo Coração!,concedei-me a graça que vos peço nesta novena, se é para maior glória de Deus, culto vosso e bem de minha alma.
Três Pai-Nossos e três Ave-Marias e as orações finais.

Sétimo Dia 
Oração:
Oh! Coração clementíssimo de Jesus!, divino propiciatório, pelo qual ofereceu o Eterno Pai que ouviria sempre nossas orações, dizendo: "Peça-me pelo Coração de meu amantíssimo Filho Jesus; por este Coração te ouvirei, e alcançarás quanto me peças". Apresento através de Vós a vosso Eterno Pai todos os meus pedidos, para conseguir o fruto que desejo.
Dai-me a graça de ressarcir as injúrias e ingratidões feitas contra vós.
Oh! amantíssimo Coração!,concedei-me a graça que vos peço nesta novena, se é para maior glória de Deus, culto vosso e bem de minha alma.
Três Pai-Nossos e três Ave-Marias e as orações finais.

Oitavo Dia 
Oração:
Oh! Coração amantíssimo de Jesus, trono ígneo e lucidíssimo, inflamado no amor dos homens, a quem desejais abrasados mutuamente em vosso amor!
Eu desejo viver sempre respirando chamas de amor divino em que me abrase, e com que acenda a todo o mundo, para que nós correspondamos a vós amorosos e obsequiosos.
Dai-me a graça de ressarcir as injúrias e ingratidões feitas contra vós.
Oh! amantíssimo Coração!,concedei-me a graça que vos peço nesta novena, se é para maior glória de Deus, culto vosso e bem de minha alma.
Três Pai-Nossos e três Ave-Marias e as orações finais.

Nono Dia 
Oração:
Oh! Coração dolorosíssimo de Jesus, que para abrandar nossa dureza e fazer mais patente o amor com que padecestes tantas dores e penas para salvar-nos, vós quisestes nos mostrar a cruz, a coroa de espinhos e ferida da lança, com que vos manifestastes paciente e amante ao mesmo tempo!
Dai-me a graça de ressarcir as injúrias e ingratidões feitas contra vós.
Oh! amantíssimo Coração!,concedei-me a graça que vos peço nesta novena, se é para maior glória de Deus, culto vosso e bem de minha alma. Amém
Três Pai-Nossos e três Ave-Marias e as orações finais.

Orações Finais Ao Pai eterno. 
Oh! Pai Eterno! Por meio do Coração de Jesus, minha vida, minha verdade e meu caminho, chego a vossa Majestade; por meio deste adorável Coração, vos adoro por todos os homens que não vos adoram; vos amo por todos os que não vos amam; vos conheço por todos os que, voluntariamente cegos, não querem conhecer-vos.
Por este diviníssimo Coração desejo satisfazer a vossa Majestade por todas as obrigações que vos tem todos os homens; vos ofereço todas as almas redimidas com o precioso sangue de vosso divino Filho, e vos peço humildemente a conversão de todas pelo o mesmo suavíssimo Coração.
Não permitais que seja por mais tempo ignorado por elas o meu amado Jesus; fazei que vivam por Jesus, que morreu por todas elas.
Apresento também a vossa Majestade, por este Santíssimo Coração, vossos servos, meus amigos, e vos peço que concedeis seu Espírito Santo, para que, sendo seu protetor o mesmo Santíssimo Coração, mereçam estar convosco eternamente. Amém.
Fazer aqui o pedido que se deseja obter com esta novena

Oração: Oh! Coração diviníssimo de Jesus, digníssimo da adoração dos homens e dos anjos!
Oh! Coração inefável e verdadeiramente amável, digno de ser adorado com infinitas glórias, por ser fonte de todos os bens, por ser origem de todas as virtudes, por ser o objeto em quem mais se agrada toda a Santíssima Trindade entre todas as criaturas!
Oh! Coração dulcíssimo de Jesus! eu profundíssimamente vos adoro com todas as forças de meu pobre coração, eu vos adoro, eu vos ofereço as adorações todas dos mais amantes serafins e de toda vossa corte celestial e todas as que vos pode dar o Coração de vossa Mãe Santíssima. Amém.

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